Stanislav Petrov, o homem que salvou o mundo !!!

    mund1Stanislav Petrov, nascido em 1939, é um coronel reformado do Exército Vermelho que, em 26 de setembro de 1983, evitou uma potencial guerra nuclear ao se recusar a aceitar que mísseis estadunidenses tinham sido lançados contra a URSS, apesar da indicação dada pelo sistema de alerta computadorizado. Os alertas do computador soviético mais tarde se revelaram errados, e Petrov ficou como a pessoa que evitou a Terceira Guerra Mundial e a devastação de boa parte da Terra por armas nucleares. Por causa do sigilo militar e de diferenças políticas e internacionais, os atos de Petrov ...

    foram mantidos em segredo até 1998. Em 1983, quando sistemas de alerta indicaram que a União Soviética estava sob ataque nuclear dos Estados Unidos, o oficial das Forças Aéreas Stanislav Petrov anunciou que o sinal era falso. Foi uma decisão que salvou a humanidade - e pôs fim à carreira de Petrov.

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    Local: posto de controle e comando de alerta de mísseis balísticos Sérpukhov-15, no sul de Moscou.

    Horário: minutos depois da meia-noite de 26 de setembro de 1983.

    Os oficiais das Forças Soviéticas de Defesa Aérea de elite iniciam o turno da noite na base ultrasecreta. Seu comandante, o tenente-coronel Stanislav Petrov, 44, está sentado. De repente, o silêncio do bunker é interrompido pelas sirenes. Os sinais indicam que a Rússia está sob ataque nuclear. O mais preocupante é que o botão vermelho perto da cadeira do comandante começa a piscar. Esse é o botão que pode desencadear o caos, lançando milhares de mísseis russos contra o Ocidente.

    Petrov é um militar experiente que trabalha na área desde o início dos anos 1970. Mas mesmo ele não está preparado para enfrentar uma crise dessas dimensões. Seus sistemas indicam que um satélite de observação "Mólnia" enviou um sinal para o bunker. Depois de analisar todos os dados transmitidos pelo satélite, o computador do sistema de alerta conclui que um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) foi lançado com inúmeras ogivas nucleares, proveniente da área continental dos Estados Unidos.

    Com a equipe ainda em estado de choque, o sistema anuncia o lançamento do segundo míssil em direção à Rússia, e logo mais três mísseis. Os mísseis chagariam ao país em 30 minutos. Levando em conta que o Kremlin precisaria de 15 minutos para começar o lançamento, os funcionários do bunker precisavam agir em cerca de 10 minutos, ou perderiam a oportunidade de um contra-ataque para sempre.


    Sem tempo para pensar

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    "Ficamos em choque por 15 segundos. A gente precisava entender o que era preciso fazer", contou Petrov à Voz da Rússia. Escutavam-se muitos gritos por todos os lados. Os consoles e mapas eletrônicos piscavam. Os colegas de Petrov afirmavam o lançamento de um ou dois mísseis podiam ser erros do computador, mas não um bombardeio de cinco mísseis. Sem dúvida, tratava-se do pior cenário possível. Era preciso apertar o botão e iniciar o processo de lançamento.

    "Não era algo para quem estivesse nervoso. Qualquer um podia facilmente entrar em pânico”, diz Petrov. Quando o destino da espécie humana está - literalmente - em suas mãos, a última coisa que se quer é entrar em pânico. E, no meio dessa situação terrível, Petrov fez algo que um militar não deve.

    Como Vassíli Arkhipov, o herói da crise dos mísseis cubanos de 1962 que se recusou a lançar torpedos nucleares contra embarcações americanas, o comandante da defesa antiaérea não seguiu o protocolo e decidiu não autorizar um início de ataque. Petrov era parte de uma rede de comando com diferentes controles criados para evitar o uso acidental ou errado dos mísseis estratégicos de Moscou. Sua principal tarefa era monitorar os sinais dos satélites. Ele poderia levar a questão a seus chefes no Estado-Maior soviético, os únicos que poderiam se consultar com o poder político sobre uma contra-ofensiva. Além disso, os radares terrestres não haviam detectado os lançamentos.

    Não se sabe exatamente o que aconteceu no Kremlin naquela noite, mas é pouco provável que o então líder secretário-geral do Partido Soviético Iúri Andropov tivesse lançado os mísseis nucleares sem obter outras confirmações, inclusive por meio do telefone vermelho com a Casa Branca.

     

    Crime e Castigo

     

    Posteriormente, determinou-se que os falsos alarmes foram causados por um raro alinhamento da luz do sol contra as nuvens e a órbita do satélite. Naquele dia, Petrov salvou o planeta, mas expôs as falhas de um sistema caríssimo. Naquele tempo, ele não podia ser premiado por isso, o que seria um soco no estômago da liderança soviética. Assim, Petrov foi punido. O tenente-coronel não foi expulso, mas nunca foi promovido até sua aposentadoria, o que afetou drasticamente em sua pensão. No entanto, após o fim da União Soviética, os chefes de Petrov revelaram a história e ele se tornou uma celebridade no Ocidente. Em fevereiro de 2013, recebeu o Prêmio Dresden.

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    Apesar de ter prevenido um potencial desastre nuclear, Petrov desobedecera ordens e desafiara o protocolo militar. Mais tarde, ele sofreu intenso questionamento pelos seus superiores sobre a sua atitude durante a prova de fogo, o resultado disso foi que ele não mais foi considerado um oficial militar confiável.

    O exército Soviético não puniu Petrov pelas suas ações, mas não reconheceu ou honrou-lo também. Suas ações haviam revelado imperfeições no sistema militar Soviético o que deixou seus superiores em maus lençóis. Foi-lhe feita uma reprimenda, oficialmente pelo arquivamento improprio de papelada de trabalho, e sua, uma vez promissora, carreira chegou ao fim. Ele foi recolocado para um posto menos sensível e por fim retirado do serviço militar.

    Petrov continuou vivendo na Rússia como pensionista, passando sua aposentadoria em pobreza, na cidade de Fryazino. Ele disse que não se considera um herói pelo que fez naquele dia, mas mesmo assim, em 21 de Maio de 2004, uma associação californiana, chamada Association of World Citizens, deu ao Coronel Petrov seu prêmio World Citizen Award, junto com um troféu e US$ 1.000,00 em reconhecimento ao papel exercido ao evitar a catástrofe.

    Menos de dois meses após o evento de Setembro de 1983, a ABC, rede de TV norte americana, televisionou o controverso filme The Day After. O drama de ficção trata de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética e que efeitos isto teria em famílias vivendo numa típica cidade americana. Hoje em dia, acontecimentos envolvendo Petrov permanecem desconhecidos ao público americano. A maioria das pessoas pensa (incorretamente) que a Crise dos Mísseis de Cuba, vinte anos antes, foi o evento mais recente que poderia ter eclodido numa guerra nuclear.

     

    O fim

     

    Após o episódio, Moscou decidiu acelerar a instalação de um sistema mais robusto e secreto chamada “Perimeter”. O novo sistema foi projetado para resistir ao bombardeio nuclear e permanecer inativo durante a fase de Armageddon. No caso de não ter contato com seres humanos, presumiria o pior e automaticamente lançaria "mísseis nucleares programados" contra o Ocidente. O sistema funciona até hoje, mas os russos decidiram revelar as informações sobre esse sistema para facilitar as relações com outros países.

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/
              http://gazetarussa.com.br/

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