Maria de Jesus de Ágreda

    maria2Ágreda é um vilarejo pertencente à província de Sória, que confina com Aragão e se encontra da mesma forma muito próxima ao limite de Navarra. Se encontra, portanto, situada nos confins de três reinos históricos da Espanha, nos assentamentos de Moncayo. Até os últimos reajustes de dioceses pertenceu à de Tarazona ...

    que, atualmente, conta 5.000. Na Idade Média conviveram dentro da vila membros das três religiões monoteístas. Ainda encontram-se em Ágreda o que foi bairro muçulmano-judeu, bem como o edifício que serviu de sinagoga.A Venerável Irmã Maria de Jesus, chamada muito comumente a Madre Ágreda, é célebre no mundo conhecida com o nome de Ágreda. Aqui, com efeito, viveu e morreu, sem jamais ter saído dos limites da vila.

    A venerável Maria de Jesus nasceu em Ágreda, na Espanha, no dia 02 de abril de 1602. Era filha de Francisco Coronel e da senhora Catarina de Arana, ambos de sangue nobre e muito tementes a Deus. Em sua infância foi regalada da liberalidade divina, tendo mesmo altíssima visão intelectual de Deus, enquanto rezava. Ja muito cedo tomou a firme resulução de seguir o bem e fugir do mal a qualquer custo, fazendo a preço imponderável da graça e concebendo horror implacável ao pecado. Sobre estas três pedras: amor, humildade e temor levantou o altíssimo o místico edifício da vida espiritual desta alma privilegiada.

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    Passou algum tempo gozando da liberalidade divina, vivendo em grande tranquilidade de espírito, com as paixões sossegadas e a consciência segura. Mas o Senhor que governa as almas, enviou-lhe depois trabalhos. O Altíssimo suspendeu-lhe a assitência e regalos espirituais, durando este estado de secura dilatados anos. Até mesmo depois de tomar o hábito de religiosa. Ficou assombrada com essa solidão interior, temendo ter ofendido o Senhor e encarando como castigo a ausência dele em sua alma.

    Ficou indiferente ao mundo, aniquilada em sua humildade de tal forma que se acovardava na presença de outras pessoas, pois julgava-se inferior a todas. Seus pais julgaram entao, conveniente trata-la com certa severidade. o que só lhe agravou a desolação interior. Aumentaram-lhe os trabalhos com as enfermidades e dores que lhe apareceram a partir dos seis anos de idade. Mas, muito a alentava, a memória da paixão do Senhor Jesus e por isso afervorizava-se em desejos de padecer cada vez mais pelo Senhor.

    Sua mãe, Catarina de Arana, ensinou-lhe a doutrina cristã, bem como a ler. E afinal, rendida por sua piedade e vendo-a tão aplicada a tudo que dizia respeito a relibião, aplicou-se muito em ajudá-la naqueles sãos princípios de virtude. Deste modo, o espírito da afligida menina, tomou algum desafogo. Para orar com mais quietude, escolheu um aposento retirado da casa onde armou improvisado altar ornando-o com estampas. Ali se recolhia para rezar e realizar outros exercícios espirituais. Aos 8 anos de idade fez, na sublime noite do natal do Senhor, voto de perpétua castidade tomando com testumunhas a Virgem Santíssima e São José.

    Quando tinha 12 anos pediu ao seu confessor que lhe ensinasse como devia servir a Deus. Ele a instruiu cuidadosamente no caminho da perfeição e ela progredia sempre, crescendo-lhe os ardores e luzes interiores da alma. Neste estado esteve durante alguns anos, mas sempre ocultando, escondendo das outras pessoas as coisas que se passavam em seu interior. Era tal o seu menosprezo pelo mundo, que chegaram a atribui-lo a uma insensibilidade mórbida. Com o passar do tempo, porém, muitas pessoas, vendo-a aplicada no ensino, observando-lhe o natural dócil de sua pessoa, a sua extrordinária devoção, a sua sisudez, que demonstrava precocemente, passaram a admirála com veneração.

    Notavam que, desde muito pequena, guardava às escondidas os regalos e sustentos que ganhava de seus pais e dava aos pobres. Os retiros que fazia para mergulhar mais profundamente na oração, a leitura de livros espirituais, tudo isso que ela fazia não deixavam de ser notados por aqueles que olhavam paa ela, Por fim, espalhou-se por toda a Vila, a fama de suas virtudes. O Altíssimo que preparara o cenário para a grande obra que tinha em vista, inspirou a veneravel mãe desta serva de Deus que fundasse um convento em sua própria casa e nele tomasse estado religioso.

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    Assim fez Dona Catarina de Arana, e no nao de 1619 ela e as duas filhas, uma delas Maria de Jesus, tomaram o hábito de mojas descalças da Ordem da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. E mais admirável ainda é que o Sr Francisco Coronel, pai de Maria de Ágreda, e os dois filhos restantes entraram na mesma época para o convento dos Franciscanos de Santo Antonio de Nalda. Ditosos tempos estes em que toda uma família se consagrava, se entregava, se imolava ao Senhor.

    A Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva, é uma ordem de vida contemplativa. Foi fundada em 1489 em Toledo, pela Santa Beatriz, dama portuguesa. Foi o primeiro instituto da igreja criado em honra do privilégio mariano da Imaculada Conceição. Naquele tempo, ainda muito discutido pelos estudiosos e que não era aceito nem mesmo por muitos sacerdotes. A finalidade da òrdem era dar testemunho vivencial na fé da Imaculada Concepção da Mãe de Deus, honrando Nossa Senhora, isenta de todo o pecado ela imitação de sua vida e virtudes e pelo culto especial a ela tributado.

    Maria de Jesus, destinada especial missão de escrever a vida da Mãe de Deus através de comunicações espirituais teve, desde a infância, existência fora dos moldes comuns. Preencheu sua extraordinária vocação e empregou fielmente os singulares talentos com que foi agraciada. Foi fundadora e abadessa de seu convento, missionária através de seus escritos e do miraculoso dom da bilocação, que lhe permitia estar em dois lugares ao mesmo tempo, indo ela até mesmo a continentes distantes para pregar aos gentios ou seja, aqueles que não eram ainda batizados, os pagãos.

    Profundo escritora, mestra espiritual exímia, esclarecida concelheira até em assuntos políticos, havendo mantido correspondência epistolar com o Rei da Espanha Felipe IV por espaço de 20 anos seguidos. Desenvolvia tal atividade na atmosfera de elevada vida espiritual e suas virtudes cristãs e religiosas foram pela igreja reconhecidas heróicas. Goza o título de Venerável. E seu corpo permanece incorrupto até os dias de hoje, mesmo passados mais de 300 anos de sua morte, conservado na cripta do Mosteiro de Ágreda e é considerado uma das mais preciosas relíquias da Ordem da Imaculada Conceição e da Espanha, que justamente se orgulham de tão eminente filha.

    Os bens que o pai de Maria de Ágreda, Francisco Coronel, possuia, dedicou-o ao sustento das religiosas pobres e também dos religiosos do seu convento depois que todos se consagraram ao Senhor. Para si mesmo, nada convervou. Dentro de poucos dias, movidas por raro exemplo, outras donzelas de Ágreda e das redondezas recolheram-se ao novo Convento de religiosas.

    Tomado o hábito, Maria de Jesus entregou-se completamente ao serviço do Senhor. Os temores de perder a graça de Deus foram para esta alma, o lastro que lhe assegurou a navegação, o martírio contínuo que lhe adiantou o mérito. O Senhor, contudo, imprimiu-lhe grande confiança na virtude da obediência com que vencia os combates interiores ao edifício de sua vida espiritual acrescentou mais esta pedra: a obediência!

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    Logo nos primeiros meses do noviciado fez grandes progresso, tomando para matéria frequente de suas orações a Paixão de Cristo, nosso Senhor e Redentor. Depois que passou o ano de noviciado, com grande aproveitamento, fez em 1620 profissão, juntamente com a sua santa mãe. Estava definitivamente consagrada e entregue a Deus. Para mais retirar-se conseguiu que lhe dessem humilde cela no mais retirado e no ponto mais pobre da casa onde pode desafogar o seu espírito. O Senhor quis levandar esta alma a altíssimo grau de perfeição visando faze-la cronista de sua Santíssima Mãe e imitadora de suas virtudes.

    Mas sempre precedendo as merces que lhe concedia, Deus dava-lhe certos trabalhos correpondentes. Grave e prolixas enfermidades corporais atacaram-na sem piedade. E o demônio a assediou cruelmente, inclusive aparecendo-lhe sob a forma de animais asquerosos. Nada porém lhe deteve o veloz curso para a santidade. Depois vieram os regalos sensíveis, quando comungava sentia gosto de inexplicável sabor nas espécies sagradas, favor que lhe continuou por muito tempo. Via o sacrosanto Sacramento cercado de milagroso resplendor.

    Vendo-se doente cercada de tentações implorou a Deus, foi ouvida. Apareceu-lhe a Rainha do Anjos trazendo nos braços o Menino Jesus. Seguiram-se outras aparições, inclusive a de Cristo, nosso Redentor na espécie de sofredor lastimosamente chagado. Suas doenças agravaram-se e o demônio passou a afligi-la com maior tirania, inclusive por intermédio de outras pessoas. As superioras, vendo-a tão debilitada e movendo-se de algum modo de piedade para com ela, trataram de atalhar-lhe os exercícios espirituais, deram -lhe serviços impertinentes, suspenderam-lhe as comnuniões e até não a deixaram comunicar-se com o confessor. Padecia de alma e de corpo, mas como o Senhor estava com ela na tribulação, foi admiravel a sua constância.

    A tal ponto foi a sua fidelidade, que o incêncio interior deu lugar aos sinais exteriores, vieram-lhe os arroubos místicos. Em 1620 viu em visão imaginária, a Mãe de Deus com Filho Santíssimo nos braços como quando O recebeu descido da cruz. Deu-lhe a Virgem Santíssima a primeira lição do exercício de todas as virtudes. Estava em sua cela, não sendo vista. Porém neste mesmo ano, teve outro arrebatamento admirável desta vez em presença das outras religiosas. Tinha 18 anos e desde então continuaram os seus êxtases para tormento da pobre vírgem que via assim frustrados os vigilantes cuidados que empregava para ocultar os segredos de seu espírito. Não é para admirar que a novidade desses sucessos fizesse muito ruido na comunidade religiosa.

    Deram conta de tudo ao confessor dela e ao prelado provincial. Este foi a Ágreda e aprovou a forma exterior do êxtase, dando-o como provindo de bom espírito pois teve ocasião de observa-lo. Enquanto ao interior, estando ele no locutório, e sabendo que a serva de Deus entrara em Êxtase mandou que ela, por obediência fosse ao locutório por que necessitava falar-lhe. Sem perda de temnpo, Maria de Jesus, saiu do êxtase e foi ao locutório saber do provincial o que lhe ordenava. Louvou Deus o prelado por tão clara manifestação de seus favores aquela virgem.

    Identica cena passou-se mais tarde, quando a abadessa estando doente na enfermaria chamou-a para que viesse visitá-la, estando ela em Êxtase. Então o provincial favoreceu-a, dando-lhe dali por diante recato conveniente para que as exterioridades não saissem a vista do mundo e além disso atalhou a oposição imprudente que até então lhe faziam. Sendo mais frequentes os êxtases, foi-lhe verdadeiro martírio para sua humildade ouvir de outros palavras de bom conceito sobre suas virtudes e seus méritos.

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    Mas, alternavam-se os regalos com os trabalhos, crisol onde Deus purifica as almas. Sobreveio-lhe tal fraqueza, que só em braços alheios podia sair da cama. Mas recobrava forças por ocasião de seus Êxtases. de suas orações, do ofício divino e das orações da comunidade. Por um exelço milagre da Mãe de Deus, cuja imagem sob o título de Nossa Senhora dos Mártires, foi levada a sua cela, ficou completamente restabeleccida de sua enfermidade após rogar-lhe que lhe desse saúde para poder assistir com suas irmãs aos louvores ao seu Digníssimo esposo.

    A serva de Deus, Maria de Jesus, fazia inúmeras penitências, só dormia duas horas por noite, só comia uma vez por dia as 18h. Ervas e legumes eram a sua comida, não comia muita carne. Além desse perpétuo jejum, jejuava três dias na semana, reduzido o seu sustento muitas vezes a pão e água. Trazia sob o hábito da ordem gorsseiro vestuário de tecido áspero vestido sob a pele. Além disso trazia no corpo correntes, argolas e outros flagelantes silícios. Fazia outros gêneros de mortificação que muitas vezes eram moderados ou mesmo suspensos pelo seu confessor.

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    As exterioridades suscitadas pelos seus êxtases duraram cerca de trÊs anos,para contínuo tormento da humildade e temor desta serva de Deus. Até que por conselho do provincial rogou a Deus fervorosamente para que parassem. Foi atendida, cessando seus arroubos místicos e com eles a curiosidade e os comentários das monjas, prelados e mesmo do povo. Dai por diante, ou seja, dos 22 anos até a sua morte percorreu ela caminho oculto, porém elevada e segura, crescendo sem cessar a Luz Divina e o ensino do Senhor. E com ela subindo mais e mais por sucessivos graus a estado cada vez mais levantado de perfeição. E o seu exemplar modelo de todas as virtudes acabaram por convencer as religiosas de seu pequeno convento que Deus assistia aquela alma muito particularmente e entao fizeram o firme conceito de ela era verdadeiramente uma Santa.

    Tendo sido escolhida por Deus para manifestar ao mundo a vida de sua Santíssima Mãe, foi sóror Maria de Jesus de Ágreda preparada proporcionadamente para tão alto fim. Um dos meios foi conceder-lhe, além do seu anjo da guarda, mais cinco anjos para que a assistissem e dispussessem para escrever esta obra. Estes seis anjos ainda que lhe assistissem todos quanto a defesa ensino e iluminação, tiveram diversos ministérios que não cabe relatar aqui. Mas manifestavam-lhe frequentemente em visão imaginária ou intelectual. Assistiram-na quando escreveu a "Mística Cidade de Deus". Afinal tanta santidade levou-a a direção do convento, sendo eleita assim sua superiora em 1627, mesmo antes de completar 25 anos e não que ela fizesse antes 1000 diligências para impedi-lo, tanto junto aos homens como ao próprio Deus.

    Mas rendeu-se ante a promessa da Mãe de Deus, de protege-la e guia-la no cargo. De fato, desde o momento em que Sóror Maria de Jesus entrou no governo do convento acudiu-a a Rainha dos Anjos com muita largueza de mão para cumprir a promessa. Desde então, frequentes foram as comunicações da Mãe de Deus com ela. A Vírgem Santíssima era verdadeiramente a superiora e mestra do convento, não admira pois que soror Maria de Ágrada o governasse sábia e santissimamente durante 35 anos e assim foi reeleita sucessivas vezes, apesar de sua constante e humilde oposição. Desde que foi eleita pela primeira vez, e com as bençãos da Mãe de Deus, entou no convento a abundância ao contrário dos primeiros tempos da fundação. E logo tratou ela de edificar novo convento fora dos muros da vila em sítio conveniente ao retiro e quietude das monjas e não distante da sedes dos religiosos, seus guias espirituais. Começado no primeiro ano de seu governo, estava concluído 7 anos depois sendo o sucesso dado por milagroso.

    Em 1633 a comunidade mudou-se para o novo convento. Em 1627 o Senhor manifestou a sua serva que escrevesse a vida de sua Virgem Mãe estando ja ela ilustarda com muitas e grandiosas inteligências da vida e mistéiro da Rainha do Céu. Deu-lhe o Senhor providencial confessor que exerceu autoridade, resolução e esforço para alentar assegurar e mesmo compelir pela obediÊncia a serva de Deus a executar as ordens divinas, vencendo a sua humildade. temores, para levar a efeito tão alta e digna obra. E mais que tudo, o Senhor preparou-a convenientemente infundindo-lhe a ciência de todo o criado da igreja militante e da triunfante, comunicando-lhe por fim o conhecimento dele mesmo. Ele a purificou e elevou e lhe manifestou seu divino ser por visão abstrativa. sobretudo deu-lhe grande luz e inteligência das Sagradas Escrituras. Infundiu-lhe o conhecimento do latim e da própria língua castelhana.

    Quanto mais ela recebia mais cuidadosa se mostrava em agradar a vontade do Senhor. Assim preparada e com a assistência dos seus seis anjos, o magistério da Rainha Mãe, a infusão da ciência e o auxílio do Espírito Santo, começou a escrever a vida e história da Rainha do Céu em 1637, após dez anos de avisos, advertências e preparações para faze-lo. Em apenas 20 dias ela escreveu a primeira parte, sendo esse principio, por disposição do Senhor vedado ao conhecimento do demônio. Escrita a história o Senhor a fez a primeira discípola de sua Santíssima Mãe do Ceú e segundo o modelo que havia escrito. Inestimáveis serviços prestou a sóror Maria de Jesus a igreja, implorando para ela dos divinos socorros quando na primeira metade do século 17 os príncipes católicos incitados do demônio, guerrearam entre si, e principalemnte quando os turcos levantaram terrível perseguição contra a cristandade. Prostrava-se ante o Tribunal Divino, clamava, chorava, incendiava-se em ansias de prestar muitos serviços a Deus, tudo objetivando ter a sua clemência e misericórdia, afastando o açoite que ameaçava a cristandade.

    Por volta de 1653, achando-se a Espanha acossada pelas guerras da Catalunha, de Portugal e que a França empreendera em Território espanhol, Felipe IV ao dirigir-se para Saragossa e passando pela cidade de Ágreda visitou a serva de Deus de quem muito ja tinha ouvido falar. Tão edificado com a conversação que com ela manteve que dai por diante e pelo espaço de 22 anos, ou até a morte dela, mantiveram os dois correnpondência epistolar. Para ele Maria de Ágreda era verdadeiramente uma alma eleita, o vaso da eleição da misericórdia, da benevolência divina, o maior tesouro que Deus poderia ter dado a sua terra, a sua nação, à Espanha. Durante tão dilatado período ela foi o guia espiritual do católico rei e seu conselheiro para os negócios do Estado.Aliás o rei repetiu a visita a Ágrada, várias vezes, que tornou-se também local de romaria contínua de fiéis desde os mais eminentes até os mais pequenos. Tanto de religiosos, como de seculares que para ali iam avistar-se com a serva de Deus como quem vai em busca de azilo, milagroso remédio para a alma, conselho ,sabedoria. Quanto as suas companheiras religiosas vivia como crucificada para que todos se santificassem.

    Em 1645 o seu confessor teve necessidade de ausentar-se, subistitui-o um velho religioso que havia sido seu confessor a princípio. Julgou ele não ser bom governo para aquela alma obriga-a, por obediência, a escrever. Disse-lhe que as mulheres não deviam escrever e por isso mandava que ela, por obediência, queimasse toda a história de Nossa Senhora que ja havia escrito até então. Sem dilação e entendendo ser do agrado do Senhor obedecer a seus ministros, queimou ela os originais daquela maravilhosa história, não poupando uma página. Regresando o outro confessor, não se pode considerar o sentimento de tristeza e desolação que teve ao saber de queima de coisa tão preciosa. O demônio serviu-se daquele padre para convencer Maria de àgreda a queimar a vida toda de Nossa Senhora.

    Assim que o confessor de Maria de Ágreda voltou, ordenou-lhe escrever pela segunda vez, a vida da Mãe de Deus. Então o Altíssimo levantou-a por gaus a altíssimo estado de perfeição que durou até 1655, quando então começou a escrever a vida de Nossa Senhora definitivamente pela segunda vez. Estava ela dessa vez, mais ilustrada e iluminada que da primeira vez. E isso foi a suprema vitória de Nossa Senhora sobre o demônio. Para tanto foi até preciso que o Senhor lhe prolongasse a vida, porém ao finalizar a obra, seu triunfo foi completo, principalmente contra o principe das trevas, que mais que nunca acestou sobre ela toda a bateria e arsenal de suas tentações e maldades.

    Concluída a magna tarefa, Deus cujo poder é infinito, a elevou a altíssimo estado de perfeição que precedeu a doença com que Ele a chamou para si. Preparando-a para morrer enviou-lhe, o Senhor, um anjo que lhe ministrou utilíssimo ensinamentos para a partida desse vida mortal para a eterna. Teve ela notícia de sua morte e deu-a a conhecer a outros. Preparou-se durante 33 dias com exercícios muito convenientes. Quando ela caiu de cama com a enfermidade que lhe tolheria a vida, levandou-se no dia da ascenção para confessar-se e comungar. E após foi a enfermaria onde pediu que lhe lavassem os pés com o fim de receber condignamente a última unção. Assistiram-na na enfermidade e na hora da morte, não sem impulto divino, o superior e todos os prelados e confessores a quem devotara especial veneração estavam ali.

    Durante a enfermidade moveram-se de compaixão todas as aldeias e vilas circunvizinhas. Muitas procissões rogatórias convergiram para Ágrada, rezando e pedindo por ela. Sóror Maria de Agrada fez muitos milagres e curas durante este período de sua última doença, que muito comoveram as pessoas de Ágreda e das circunvizinhanças. No Domingo de Páscoa do Espírito Santo, ou seja, de Pentecostes, ela entregou a sua fiel alma a Deus. Morreu tranquilamente...suas últimas palavras foram:

    "VEM....VEM...VEM...."

    Era o dia 24/05/1665, viveu portanto 63 anos, dos quais 46 na vida religiosa e consagrada e 35 anos como superiora muito santa de suas monjas.

    A Bilocação da Sóror Maria de Jessus de Ágreda

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    O fenômeno de bilocação é um dos mais prestantes em matéria psíquica, porque evidencia a independência da alma em relação ao corpo. A Bilocação parece mesmo ser a outra face da moeda Doppelganger. Um dos mais espantosos casos ocorreu no século XV. Em 1622, ao Padre Alonzo de Benavides foi confiada a missão catequizadora de Isolita; no que é agora o estado americano do Novo México. Ele ficou perplexo ao encontrar índios Jamanos que, apesar de nunca antes terem se deparado com povos europeus; pareciam ter aprendido todos os rituais e liturgias Católicos Romanos, havia altares e cruzes; orações, todas em sua língua nativa.

    Benavides escreveu para ambos Papa Urbano VII e Rei Felipe da Espanha para saber quem tinha estado lá antes dele, evidentemente, para trabalhar no sentido de converter os índios ao cristianismo. A resposta foi que ninguém tinha sido enviado anteriormente. Os índios, disseram-lhe, que tinham sido instruídos no cristianismo por uma bela jovem "vestida de azul" que viera entre eles há muitos anos e ensinou-lhes esta nova religião na sua própria língua.

    Ela também disse-lhes que as pessoas de pele branca iriam em breve chegar às suas terras. "Ela veio aqui para baixo vindo das alturas", disseram os Índios ", ela nos ensinou a nova religião, permanecendo entre nós por algum tempo, ela nos disse que viriam e para que vocês fossem bem recebidos por nós, em seguida, ela se foi para longe. Isso todos nós sabemos. disseram, referindo ao que Benavides tentava lhes ensinar."

    Quem foi essa misteriosa mulher em azul? Padre Benavides sabia que as freiras dos conventos das Pobres Clarissas usavam hábitos azuis e logo associou a elas esta possibilidade. Ele encontrou uma pintura de uma freira e mostrou-a para o Jamanos. "Esta é a mulher?" ele perguntou. O vestido era o mesmo, os índios disseram a ele, mas esta não era a mulher. A mulher na pintura era bastante bonita, mas a senhora em azul que os visitou era muito jovem e muito bela.

    Quando o padre retornou para a Espanha, voltou determinado a resolver o mistério. Como poderiam os índios encontrar uma freira Clarissa quando elas fossem enclausuradas a partir do dia em que tiveram seus votos confirmados e isso até a sua morte, as freiras nunca deixaram seus conventos, muito menos viajaram a terras distantes em missões catequizadoras. Sua investigação o levou a Irmã Maria de Jesus em Agreda , na Espanha, que alegou ter convertido índios norte-americanos - sem sair de seu convento. A freira então com 29 anos de idade; disse que ela tinha visitado os índios "não com seu corpo material, mas na sua essência, espiritualmente."

    Irmã Maria de Jesus disse que ela caía regularmente em um transe cataléptico, depois ela recordava de "sonhos", na qual ela era levada para um lugar estranho e muito selvagem, onde ensinava o evangelho. Como prova da sua alegação, ela foi capaz de fornecer todas as descrições detalhadas dos índios Jamano, incluindo a sua aparência, roupas e costumes, nenhum dos quais ela poderia ter aprendido através de alguma investigação anterior, uma vez que haviam sido recentemente descobertos pelos europeus. Como é que ela havia aprendido a sua língua nativa? "Eu não aprendi", respondeu ela. "Eu simplesmente falei com eles - e Deus deixou-nos compreender mutuamente."


    Fonte: http://www.paginaoriente.com
              http://www.sobrenatural.org

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