George Ivanovitch Gurdjieff

    george1O nome de George Ivanovitch Gurdjieff está rodeado por uma lenda fantástica. Em realidade, sua vida é a de um homem inteiramente consagrado à busca de um conhecimento esquecido e à árdua tarefa de fazê-lo reviver em nossos dias. G. I. Gurdjieff nasceu em Alexandropol, na Rússia, perto da fronteira com a Pérsia. Seu pai descendia dos gregos iônios da Cesárea. Criador de rebanhos em grande escala, havia herdado, por tradição oral, uma cultura muito antiga. Graças a ele, a infância de Gurdjieff foi ...

    impregnada por contos e poemas de um passado longínquo. Foi desde cedo orientado pelo arcebispo de Kars, e guiado por homens capazes de despertar nele o gosto por valores essenciais, recebeu ao mesmo tempo uma formação científica moderna e uma profunda educação religiosa. Nessa região do sul do Cáucaso que é o lugar de encontro de muitos povos — russos, gregos, iranianos, tártaros, armênios — e onde muitas civilizações e costumes se mesclam, numerosos fatos o convenceram que um conhecimento real do homem e da natureza havia existido no passado, cujo rastro estava apagado, mas que ainda era possível ser reencontrado.

    Esta convicção norteará toda sua existência.

    Sua vida foi então compartilhada com homens animados como ele pelo desejo de compreender o sentido real da vida humana.

    Juntamente com esses “Buscadores da Verdade”, entre os quais encontravam-se geógrafos, arqueólogos e médicos, G. I. Gurdjieff, superando grandes dificuldades conseguiu entrar em contato com comunidades muito isoladas da África, do Médio-Oriente e da Ásia Central no seio das quais recolheu fragmentos dispersos de um ensinamento tradicional. Submetendo-se então ao fogo de disciplinas interiores muito rigorosas, ele chegou a vivê-los e a reconstruir para si mesmo a unidade de conhecimento que buscava.

    Em 1912 é um homem completamente diferente que retorna à Europa. Uma nova tarefa o aguarda: descobrir um meio de transmitir esse conhecimento, criando condições que pudessem permitir aos outros experimentá-lo por si mesmos. Ele tinha então cerca de quarenta anos. Em Moscou, depois em S. Petersburgo, grupos de buscadores se formam ao seu redor. Um de seus primeiros alunos, P. D. Ouspensky testemunharia mais tarde, em seu livro “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido” (Fragmentos) o valor do que Gurdjieff havia trazido: “Não se tratava de uma colcha de retalhos, escreveu, como o são todos os sistemas científicos e filosóficos, mas de um todo indivisível”.

    No começo a guerra, depois a revolução, convenceu-o a mudar para a França. Ele estabeleceu-se em 1922 no Prieuré d’Avon, cerca de Fontainebleu, e reuniu numerosos alunos, principalmente ingleses e americanos. Em 1924, um grave acidente automobilístico obrigou-o a mudar a orientação de suas atividades: ele resolveu escrever uma série de obras e só manter a seu lado um número restrito de alunos.

    No dia 29 de outubro de 1949 faleceu no Hospital Americano de Neuilly, mas seu pensamento havia sido transmitido e o conhecimento pelo qual ele tanto lutara permaneceu vivo.

    Esoterista, nascido na província de Kara,  na Rússia Na juventude estudou para ser sacerdote e médico Enquanto se preparava aprendeu vários ofícios. Durante 20 na, percorreu a Ásia Central, época fundamental para a formulação do seu sistema "isotérico" (esta é a denominação de seu sistema - do grego “isos = igual”). Gurdjieff, a partir, de 1913 passou a dedicar-se a ensinar suas teorias em Moscou.

    Quando adveio a revolução comunista, fugiu para Constantinopla e, depois de uma longa peregrinação pela Europa, em 1922, fundou em Avon, localidade próxima de Paris, o seu famoso Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem.

    Mais tarde viajou pela América do Norte, divulgando o seu trabalho. Escreveu livros que hoje são considerados fundamentais para o esoterismo:  “Relatos de Belzebu a Seu Neto”, “Encontro Com Homens Notáveis”, etc.

    Criador de um sistema filosofico-científico, que propõe o desenvolvimento  harmonioso do homem. Chamou este sistema de Quarto Caminho,  para diferenciá-lo dos três  caminhos tradicionais: faquirismo (caminho do físico), monástico (caminho da devoção) e psíquico (caminho da mente). O seu método atua conjuntamente sobre todos os aspectos físicos, emocionais e mentais do discípulo.

    0 “trabalho”, como chamava Gurdjieff os métodos aplicados, compreendem processos psicológicos rigorosos  e treinamentos muito difíceis, que incluíam até danças dervixes, com a prática de posturas e técnicas respiratórias muito complexas.

    Gurdjieff propõe o desenvolvimento dos corpos sutis dos homens, através da autoconsciência integral

    Gurdjieff foi um pensador russo que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver. Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento, e aquilo que realmente vale como principal". Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:

    1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

    2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

    3) Planeje seu dia sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

    4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

    5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível no trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

    6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

    7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

    8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

    9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

    10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

    11) Família não é você, ela está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

    12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

    13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe

    14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

    15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

    16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

    17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

    18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

    19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!

    20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:

    Você é o que se fizer ser!


    A auto-observação é a chave para o autoconhecimento


    Através da auto-observação o homem compreende a necessidade de se transformar. E, ao observar-se, ele percebe que a auto-observação, por si só, ocasiona determinadas modificações em seu funcionamento interior. Começa a entender que a auto-observação, constitui instrumento de autotransformação, um meio de despertar. Observando-se, ele lança, por assim dizer, um raio de luz em seu funcionamento interno. E, sob influência dessa luz, o próprio funcionamento começa a modificar-se.
    George Gurdjieff

    FRASES


    A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.

    A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.

    Amor e tosse, impossível ocultá-los.

    A amizade é o amor sem asas.

    O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.

    O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo.

    O segredo para ser infeliz é ter tempo livre para se preocupar se se é feliz ou não.

    O ódio é o prazer mais duradouro; / os homens amam com pressa, mas odeiam com calma.

    A dança: uma expressão perpendicular de um desejo horizontal.

    Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem 'Por quê?' Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo 'Por que não ?'

    Uma vida inteira de felicidade! Nenhum homem vivo conseguiria suportá-la. Seria o inferno.

    Uma boa esposa é um grande consolo para o homem em todos os contratempos e dificuldades - que ele nunca haveria de ter se tivesse continuado solteiro.

    As pessoas que sobem neste mundo são as pessoas que se levantam e procuram o que querem, e que, se não o encontrarem, fazem-no.

    Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser.


    Um Verdadeiro Mestre

     

    GEORGE IVANOVITCH GURDJIEFF era um homem extraordinário, um verdadeiro mestre. Seus ensinamentos se dirigem às nossas perguntas mais essenciais: Quem sou eu? Por que estou aqui? Qual o propósito da vida, e o da vida humana em particular?

    Ainda jovem, Gurdjieff buscou sem descanso respostas práticas à estas perguntas e se convenceu de que elas se encontravam nas tradições antigas Através de muitos anos de pesquisa e prática ele descobriu respostas, e passou o que tinha aprendido a uma forma compreensível ao mundo ocidental.

    Gurdjieff afirmava que, devido às condições anormais da vida moderna, nós não funcionamos mais de maneira harmoniosa. Ele ensinou que para nos tornarmos harmoniosos, devemos desenvolver novas faculdades — ou realizar nossas potencialidades latentes— através do “trabalho sobre si mesmo”.

    Ele apresentou seus ensinamentos e idéias em tres formas: escrita, música e movimentos, que correspondem a nosso intelecto, emoções e corpo físico.

    George Ivanovitch Gurdjieff ou George S. Georgiades nasceu entre 1866 e 1870 na cidade de Alexandrópolis, na província de Kars, Rússia, e faleceu em Paris aos 29 dias de outubro de 1949.

    Teve uma vida completa de busca e transmissão do conhecimento oculto, muito bem retratada no filme e no livro "Encontro com Homens Notáveis" (Ed. Pensamento). Muitos foram os seus seguidores, com quem compartilhou suas vivências e levou-os a experienciar os seus conhecimentos.

    Em 1918, em Essentuki, no Cáucaso, fundou seu Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem.Em função da Revolução Russa, transferiu seu Instituto para Tíflis e depois para Constantinopla e por fim, em 1922, para Fontainebleau-Avon (França), onde comprou o castelo do Prieuré e encontrou bases estáveis para prosseguir com o seu trabalho e difundi-lo. Dedicou-se a escrever, no final de sua vida, sob o título "Do Todo e de Todas as Coisas” três volumosas obras: “Encontros com Homens Notáveis”, etc...

    Na Russia estabeleceu o chamado "Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem" (1919), que restabeleceu em França em 1922. Foi neste Instituto que Gurdjieff promoveu uma litania de noções ocultas e misticas àcerca do universo, que afirmava terem-lhes sido ensinadas por homens sábios quando viajava e estudava pela Ásia Central.

    As palavras initeligiveis e desinteressantes de Gurdjieff foram apresentadas numa linguagem mais acessivel pelo seu discipulo Petyr Demianovich Ouspensky. Ouspensky era um matematico e mistico que representava o São Paulo de Guirdjeff, tomando as noções ocultas e muitas vezes ininteligiveis do mestre e tornando-as legiveis, se não mais compreensiveis, em trabalhos como: Em busca do Miraculoso - Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido e O Quarto Caminho - Um Registo de Conversas e Respostas a Questões baseadas nos ensinamentos de G. I. Gurdjieff.

    Ouspensky escreveu livros com titulos como: O Simbolismo do Tarot: filosofia do ocultismo em desenhos e numeros e Tertium Organum: o terceiro canhão do pensamento - uma chave para os enigmas do mundo. Contudo,para certos devotos de Gurdjieff, Ouspensky era um fora-de-lei. Só o mestre sabia tudo, enquanto Ouspensky conhecia apenas fragmentos e era um mistico incompleto. Outros discipulos consideram que Gurdjieff e Ouspensky são co-gurus. Todo o mal, todo o crime, todo o auto-sacrifício, todos os actos heróicos, bem como as acções da vida normal, são controlados pela lua.

    O que torna um guru como Gurdjieff atraente como um conquistador espiritual são as suas mais cínicas observações, como a noção de que a maioria dos seres humanos que estão acordados agem como se dormissem. Gurdjieff tambem observou que a maioria das pessoas está morta por dentro. Penso que ele queria significar que as pessoas são sugestionáveis, crédulas, não reflectem ou suspeitam dos seus semelhantes, e precisam de um guru para dar às suas vidas vitalidade e sentido. Gurdjieff notou que a maioria das pessoas não são cépticas nem auto-motivadas, e são facilmente enganadas por gurus porque querem alguem que lhes mostre como levar uma vida mais cheia.

    Ele prontificou-se a mostrar aos seus seguidores o caminho para uma vida desperta, um estado de consciência e vitalidade que transcende a consciência ordinária. Atraiu assim um conjunto de artistas, escritores, viuvas ricas, para trabalharem na sua quinta em troca da sua sabedoria. Ofereceu numerosas afirmações e explicações para tudo debaixo da lua, com pouco mais que a sua imaginação e nunca temperado pela preocupação pelo que a ciência poderia afirmar sobre esses assuntos.

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    Gurdjieff obviamente tinha uma poderosa personalidade, mas o seu desdém pelo mundano e pela ciência devia aumentar a sua atracção. Exudava auto-confiança e nenhuma duvida, traços que devem ter confortado muitas pessoas. Nascido em 1° de Janeiro de 1887, na cidade de Alexandrópolis, tornou-se uma personalidade expoente do final do sec.XIX ate meados do XX. Dedicou-se à busca espiritual, porém, continuando a ser um cristão ortodoxo, percorreu grande parte da Europa, Rússia e Ásia atrás de suas respostas, possuindo uma vida atribulada, onde talvez, só se encontre par em Crowley.

    Teve uma obra pequena e de muita influência, muitos textos relativos a ele foram escritos por seus discípulos anos depois (ele não permitia que seus alunos escrevessem durante as suas reuniões). Durante anos, fez buscas incessantes sobre conhecimentos ocultos que culminaram em experiências e sabedoria vindas especilamente da Ásia central. Seus ensinamentos estavam relacionados a necessidade da prática diária, danças sagradas e principalmente ao auto conhecimento. Possui um trabalho muito interessante sobre o eneagrama.

    Sua relação com a A.•.A.•. esta na busca do "conheça a ti mesmo", sempre trabalhando e nunca descansando, na batalha diária que culmina na "Grande Obra".

    "Klipling disse certa vez, que esses gêmeos - com isso indicava o Oriente e o Ocidente - jamais se poderiam entender. Mas, na vida de Gurdjieff, em sua obra e em sua palavra, há uma filosofia saída das profundezas da sabedoria da Ásia, há alguma coisa que o homem do Ocidente pode compreender. E na obr desse homem e em seu pensamento - no que fez e na maneira como fez - o Ocidente encontra-se verdadeiramente com o Oriente".

    Frank Lloyd Wright - " Encontro com Homens Notáveis" - Ed. Pensamento

    Faleceu em 29 de Outubro de 1949.

    George Ivanovitch Gurdjieff (1866-1949) deixou um legado de diversidade única e a expressão de uma forma de pensamento orgânico e coerente. Além dos seus três livros, que apresentam uma original visão de Deus, do universo e do ser humano, compôs também umas 200 peças musicais e criou um intrigante conjunto de danças e exercícios físicos chamados "Movimentos". Sem dúvida, estes são a principal matéria do seu sistema de ensinamento, querendo ele mesmo ser conhecido simplesmente como "mestre de dança". As suas desafiantes ideias tais como: "o ser humano está adormecido" e "recorda-te a ti próprio sempre e em todo o lado", influenciaram gerações de homens e mulheres de todo o mundo desde a sua primeira aparição em Moscovo em 1913.

    Nascido em Alexandropol, região que faz actualmente fronteira entre a Rússia e Turquia, desde muito novo desenvolveu um profundo anseio por uma forma especial de conhecimento, o qual, ele acreditava que estava enraizado nas tradições antigas e oculto nalgum lugar da terra. Formado em religião e medicina, com a idade de vinte anos embarcou numa viagem que o conduziu aos lugares mais inacessíveis do Oriente. Indubitavelmente, é durante estas viagens que Gurdjieff entra em contacto com mosteiros, grupos étnicos e escolas de sabedoria perene recopilando o vasto repertório de coreografias, ginásticas, danças sagradas e música.

    Nestas viagens descobriu que grande parte do conhecimento antigo era transmitido nos templos através da música e da dança. Os movimentos destas danças formavam um alfabeto que podia ser decifrado por aqueles que estavam preparados para ele. Assim ao entardecer, quando os sacerdotes e sacerdotisas dançavam no átrio do templo, os iniciados podiam ler e interpretar a verdade implantada há milhares de anos nos gestos e nas posturas e que brotou de fontes conscientes, sendo transmitida desta maneira de geração em geração.

    Quando Gurdjieff viu estas danças pela primeira vez, ficou atónito e comovido pela precisão e pureza das posições sem contudo saber o seu significado. Com o tempo descobriu que as mesmas leis que governam o cosmos e toda a existência podem ser encontradas na psique humana e na sua estrutura celular e que através de certos movimentos e padrões estritamente definidos pelos bailarinos, essas leis tornam-se visíveis e inteligíveis para aqueles que as conhecem.

    Foi depois destas longas viagens que Gurdjieff volta à Rússia, possuindo um profundo conhecimento do movimento, da música e do ser. Assim, começa a reunir-se com pessoas interessadas no crescimento espiritual e a transmitir o seu conhecimento, instalando-se em França onde cria o Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem. Gurdjieff morre em Neuily, perto de Paris, no dia 29 de Outubro de 1949.

    Gurdjieff fez um esforço supremo para desenvolver exercícios que ajudaram a fortalecer a consciência, a vontade e o poder de atenção, havendo dois períodos marcadamente diferentes na criação dos seus Movimentos. O primeiro período seria desde 1918 até 1924, ano em que teve um acidente de automóvel, no qual os Movimentos consistiam em exercícios obrigatórios, danças-derviches, danças-trabalho, danças de mulheres e elaboradas cerimónias e rituais-oração. Os Movimentos deste período contêm marcados componentes étnicos e religiosos. O segundo período vai desde 1939 até à sua morte em 1949, no qual Gurdjieff organizava classes de Movimentos quase diariamente para diferentes grupos, transmitindo novos Movimentos e exercícios. Neste período criou o que se conhece pela série de 39 Movimentos, nos quais prevalecem os gestos e as posturas abstractas apresentadas em deslocamentos matemáticos e geométricos.

    Existem de fato mentes inquiridoras, que anseiam pela unidade do coração, que a buscam, empenham-se para resolver os problemas colocados pela vida, tentam penetrar na essência das coisas e dos fenômenos e adentrar em si mesmos. Se um homem raciocina e pensa de forma mais consistente, independentemente do caminho que ele siga na solução desses problemas, ele deve inevitavelmente regressar a si mesmo, e começar com a solução do problema do que ele mesmo é e qual o seu lugar no mundo à sua volta.”
    G. I. Gurdjieff


    O Sr. Gurdjieff foi um homem extraordinário, um mestre no mais puro sentido. Seus ensinamentos dirigem-se a nossas perguntas mais essenciais: Quem sou eu ? Por que estou aqui ? Qual o propósito da vida, e da vida humana em particular ? Quando jovem, Gurdjieff incansavelmente investigou essas questões e convenceu-se de que as respostas práticas encontravam-se nas antigas tradições. Após muitos anos de busca e de prática, ele descobriu respostas e então dedicou-se a colocar o material prático que aprendera numa forma inteligível ao mundo Ocidental. Gurdjieff afirmava que, devido às condições anormais da vida moderna, nós não funcionamos mais de forma harmoniosa. Ele ensinou que para nos tornarmos harmoniosos, devemos desenvolver novas faculdades—ou concretizar potencialidades latentes—através de um “trabalho sobre si”. Ele apresentou seus ensinamentos e idéias em três formas: escritos, música e movimentos, que correspondem ao nosso intelecto, emoções e corpo físico.

    GURDJIEFF, G. I. (1877?–1949), Georgii Ivanovich Gurdzhiev, mestre espiritual greco-armênio que permanece uma figura enigmática e uma força crescentemente influente no panorama contemporâneo dos novos ensinamentos religiosos e psicológicos. Assemelhando-se mais com a figura de um patriarca Zen ou de um Sócrates do que com a imagem familiar de um místico Cristão, Gurdjieff era considerado, por aqueles que o conheceram, simplesmente como um incomparável “despertador” de homens. Ele trouxe para o Ocidente um modelo abrangente de conhecimento esotérico e deixou atrás de si uma escola que incorpora uma metodologia específica para o desenvolvimento da consciência.

    Pelo termo consciência Gurdjieff compreendia bem mais do que percepção e funcionamento mentais. De acordo com ele, a capacidade para a consciência requer uma combinação harmoniosa das distintas energias da mente, do sentimento e do corpo, e é somente isto que pode permitir que atuem no Homem aquelas influências superiores associadas a certas noções tradicionais como nous, buddhi ou atman. Desde esta perspectiva, o Homem tal como se encontra é realmente um ser inacabado, guiado inconscientemente pelo seu condicionamento automático sob o poder dos estímulos externos. A ampla variedade dos métodos de Gurdjieff pode, em sua totalidade, ser compreendida como o ferramental para se alcançar a consciência de si e os atributos espirituais de um “Homem real”— isto é, vontade, individualidade e conhecimento objetivo. Estes métodos e seu ensinamento sobre a evolução do Homem se entrelaçam com uma vasta rede de idéias cosmológicas apresentadas em seus próprios escritos e no livro Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido de P. D. Ouspensky (New York, 1949).

    Durante sua vida, apesar dos relatos sensacionalistas da imprensa escritos sobre ele nos anos vinte, Gurdjieff era quase desconhecido fora de seu círculo de seguidores. No entanto, a partir dos anos cinqüenta, suas idéias começaram a se difundir através da publicação de seus próprios escritos e do testemunho de seus alunos. Seu excepcional caráter pessoal, especialmente seu talento único para utilizar cada circunstância da vida como um meio para ajudar seus alunos a sentir a verdade completa sobre eles mesmos, deu origem a numerosos relatos enganosos que por muitos anos obscureceram a integridade de suas idéias. Hoje em dia, porém, o ensinamento de Gurdjieff já emergiu para fora desse ambiente de rumor e insinuações para ser reconhecido como um dos mais penetrantes ensinamentos espirituais dos tempos modernos.

    Gurdjieff nasceu em Alexandropol, no sul da Transcaucásia russa. Seu pai era grego e sua mãe armênia. Excepcionalmente dotado, ainda rapaz ele foi favorecido com tutores da Igreja Ortodoxa e precocemente preparado tanto para o sacerdócio quanto para a medicina. Convencido de que a linha do conhecimento esotérico perene ainda estava preservada em algum lugar, ele deixou o meio acadêmico para se engajar numa busca por respostas definitivas. Por cerca de vinte anos (1894–1912) ele perseguiu sua busca—principalmente na Ásia Central e no Oriente Médio—pelo cerne das tradições antigas. Este capítulo de sua vida permanece um mistério, embora os eventos significativos sejam contados em sua narrativa autobiográfica Encontros com Homens Notáveis.

    Em 1913 Gurdjieff apareceu em Moscou com um ensinamento totalmente desenvolvido e começou a organizar a seu redor grupos de alunos oriundos principalmente da intelligentsia. A partir deste momento os contornos de sua vida podem ser traçados mais claramente. Tanto o escritor russo P. D. Ouspensky quanto o compositor Thomas de Hartmann descrevem a continuidade de seu trabalho durante os tempos difíceis da Revolução bolchevique e a viagem que ele e seus seguidores fizeram ao Cáucaso (1917), daí a Constantinopla (1920) e finalmente a Fontainebleau, França, ao sul de Paris, onde, em 1922, ele foi capaz de estabelecer em bases mais firmes seu Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem no Prieuré d’Avon.

    A doutrina e os métodos experimentais do instituto rapidamente atraíram muitos dos principais artistas e intelectuais da Inglaterra e dos Estados Unidos, que vieram para se encontrar com Gurdjieff e eventualmente trabalhar com ele. A maioria deles, como Maurice Nicoll, Jane Heap, e Katherine Mansfield, tinha sido introduzida ao ensinamento por A. R. Orage, o notável crítico e editor da The New Age, e por P. D. Ouspensky.

    No começo de 1924, Gurdjieff fez sua primeira visita aos Estados Unidos, acompanhado por um numeroso grupo de alunos, onde, principalmente em New York, ele realizou uma série de apresentações públicas de seu trabalho sobre as danças sagradas. Sua meta era mostrar os princípios esquecidos de uma “ciência dos movimentos” objetiva e demonstrar o papel específico desta ciência no trabalho de desenvolvimento espiritual.

    No verão de 1924, após um acidente automobilístico quase fatal, Gurdjieff decidiu reduzir as atividades de seu instituto e o círculo de seus seguidores, e assegurar o legado de suas idéias em forma escrita. Em 1934 ele já tinha completado as duas primeiras séries de seus escritos e parte da terceira. Durante este período ele manteve contato com seus alunos mais antigos, retornou duas vezes aos Estados Unidos (em 1929 e 1933) e se estabeleceu definitivamente em Paris.

    Em 1935, Gurdjieff retomou seu trabalho com grupos, assistido por Jeanne de Salzmann, sua discípula mais próxima, que mais tarde foi responsável pela continuação do seu trabalho. Embora fosse exigida de seus seguidores uma extrema discrição, os grupos se expandiram continuamente na França, mesmo durante a guerra, e incluíram figuras destacadas da literatura, arte e medicina, tais como René Daumal, Kathryn Hulme e P. L. Travers. Após a guerra, a família internacional de alunos de Gurdjieff reuniu-se novamente em torno dele. Ele fez sua última visita à América em Dezembro de 1948 e, apesar de doente, continuou seu trabalho intensamente até sua morte em Paris, em 29 de outubro do ano seguinte.

    Relatos de Belzebu a Seu Neto, publicado em inglês pela primeira vez em 1950, é sua obra-prima, uma visão ampla, panorâmica e sem precedentes de toda a vida do Homem na Terra, tal como vista por seres de um mundo distante. Através de uma alegoria cósmica e sob o disfarce de anedotas digressivas e elaborações lingüísticas provocativas, ela transmite o essencial do ensinamento de Gurdjieff. Encontros com Homens Notáveis, publicado em 1963, conta a estória da juventude de Gurdjieff e sua incessante busca de conhecimento. Originalmente Gurdjieff pretendia completar sua trilogia com uma série final intitulada A Vida Só É Real Quando “Eu Sou”; o manuscrito, no entanto, nunca foi completado, e parte dele se perdeu. A parte restante, em forma bruta e fragmentada, foi publicada em 1981. Gurdjieff Fala a Seus Alunos, publicado em 1973, é uma coletânea de palestras proferidas por Gurdjieff e registradas por seus alunos nos anos vinte. Gurdjieff também deixou uma considerável quantidade de música, composta em colaboração com Thomas de Hartmann. Parte desta música foi usada para acompanhar os movimentos e as danças sagradas, que constituíram uma parte essencial do ensinamento de Gurdjieff e foram documentadas e preservadas por seus alunos.

    O trabalho específico e a pesquisa correlata propostos por Gurdjieff têm sido sustentados e expandidos sob a direção de seus alunos, através de fundações e sociedades na maioria das principais cidades do mundo ocidental. Alguns outros grupos também têm aparecido, os quais, embora não conectados com seus alunos, pretendem seguir Gurdjieff ou ter alguma relação com seu ensinamento.

    OS ESCRITOS

    Nas primeiras leituras, este livro enorme e rigoroso intimida até mesmo leitores acostumados a digerir textos complexos. Ele não entrega seus tesouros a uma análise prematura ou superficial, e o leitor não deve se deixar derrotar por sua aparentemente impenetrável obscuridade, nem se iludir pelo fato de o livro tomar a forma de um inédito romance de ficção científica, pois os Relatos de Belzebu são na realidade o veículo de grandes idéias e insights filosóficos, religiosos e psicológicos. As barreiras e complexidades do livro não resultam jamais de mera forma literária. Ele é labiríntico por muitas razões: por causa do alcance, profundidade e interdisciplinariedade daquilo que Gurdjieff está buscando; das proporções míticas e os elementos épicos que atravessam sua estrutura, e porque as muitas idéias profundas e perturbadoras que contêm esquivam-se à compreensão fácil. O leitor sério atentará para o aparentemente pomposo, mas realmente “Amigável Conselho” de Gurdjieff, de que é só na terceira leitura completa que se começa efetivamente a “provar e examinar a fundo sua substância.” O que Gurdjieff está buscando não é nada menos do que aquilo que sua imodestamente intitulada série de livros se propõe a apresentar; ou seja, tudo e todas as coisas que realmente importam. 

    O título principal da primeira série, Relatos de Belzebu a Seu Neto: Uma Crítica Objetivamente Imparcial da Vida do Homem é o centro em torno do qual gira a estrutura do livro. Viajando através do Universo na nave transespacial Karnak com seu neto Hassin, Belzebu compromete-se a promover a educação do menino. Hassin é um sensível, inteligente e perguntador menino de doze anos de idade. Durante sua prolongada viagem, Hassin questiona amplamente Belzebu acerca dos estranhos seres tricêntricos que habitam um pequeno planeta do remoto sistema solar para o qual Belzebu foi banido em conseqüência de sua rebeldia juvenil. Hassin se esforça para compreender porque os seres tricêntricos desse planeta “tomam o efêmero pelo Real.” Como Belzebu existe numa faixa de tempo que se estende por milhares de anos terráqueos e foi banido para Marte por toda a eternidade, seu exílio lhe dá a oportunidade de observar de perto os habitantes de nosso planeta. Belzebu conta suas estórias e usa essas observações da Terra feitas a partir de seu observatório em Marte e de seis descidas à Terra—aparentemente para instruir Hassin, mas na realidade para nos proporcionar uma crítica imparcial de nossas vidas.

    A estrutura da trama proporciona a Gurdjieff uma plataforma épica que é balanceada entre um capítulo introdutório de cinqüenta páginas intitulado “O Despertar do Pensar”, e um igualmente longo capítulo final intitulado “Do Autor.” Nesses extensos capítulos, Gurdjieff fala ao leitor com suas próprias palavras. Próximo ao fim, Gurdjieff finalmente faz referência—à sua maneira característica, só de passagem—à nossa reduzida capacidade de concentrar nossa “atenção ativa” e a nossa dependência do fluxo de “associações automáticas.” Ele indica que o fluxo de “associações automáticas” em nós toma o lugar do que ele chama “pensar esseral ativo” e que a leitura atenta de seu livro pode nos ajudar a desenvolver esta função latente.

    No que se refere aos Relatos de Belzebu, hipérboles reduzem-se a eufemismos. Único em vários sentidos, este talvez seja o único livro escrito em que o autor estudou cuidadosamente a reação de seu público de uma forma completa ao longo de mais de duas décadas e rescreveu-o com essas observações em mente. Nada neste livro, ou na reação do leitor a ele, é acidental. Relatos de Belzebu permanece—como Gurdjieff certamente pretendeu—o primeiro ponto de encontro para quem quer que esteja interessado em familiarizar-se com ele e com suas idéias.

    Relatos de Belzebu foi publicado pela primeira vez como Do Todo e de Todas as Coisas: Dez livros em três séries das quais esta é a Primeira Série em New York pela Harcourt Brace em 1950, com 1238 páginas e em Londres pela Routledge & Kegan Paul em 1950 com 1238 páginas. A não ser por pequenas variações no título—que consistiam em reordenações das expressões Do Todo e de Todas as Coisas, Relatos de Belzebu e Crítica Objetivamente Imparcial da Vida do Homem—a correção contínua de erratas e a inclusão de dois parágrafos omitidos da 1a edição, o texto do livro permaneceu tal como publicado por Gurdjieff pela primeira vez em 1950. Esse texto foi desde então reeditado em capa dura e como brochura pela Dutton, Routledge & Kegan e, mais recentemente, pela Penguin / Arkana em 1999, em brochura, com correção cumulativa de diversos erros mínimos em edições anteriores. A exceção é Relatos de Belzebu a Seu Neto: Uma Crítica Objetivamente Imparcial da Vida do Homem, Do Todo e de Todas as Coisas / Primeira Série [Edição Revisada] publicada em New York e Londres pela Viking Arkana em 1992 com 1135 páginas e lançada sem prefácio editorial ou descrição de seu propósito, método ou fontes. Esta versão está em Inglês contemporâneo mais acessível do que aquele da edição que o precedeu. É amplamente baseada na tradução francesa de 1956 e incorpora novo estudo do manuscrito original em Russo—ambos diferindo um pouco em alguns trechos do texto em inglês. A primeira versão em Português está em fase final de revisão, devendo ser publicada no final de 2002 pela Horus Editora.

    2. Encontros com Homens Notáveis

    Revisto a partir do manuscrito não publicado do editor de Orage, e dos manuscritos originais em Russo, a autobiografia de Gurdjieff se inicia com uma introdução de trinta páginas, na qual ele discute sobre literatura como um dos mais importantes meios para o desenvolvimento da mente, “que é o principal estimulador do aperfeiçoamento de si” e lamenta a degradação da literatura contemporânea em relação a esse propósito. Ele confessa ao leitor que havia se tornado “hábil na arte de ocultar pensamentos sérios em uma forma exterior sedutora e de fácil apreensão”. Os dez capítulos que se seguem são, na superfície, dedicados a descrever a família de Gurdjieff, seus professores de escola, amigos e companheiros que compartilharam sua busca do conhecimento e da compreensão. Subjacente à forma exterior da atraente narrativa pessoal de Gurdjieff—da qual poucos detalhes podem ser verificados hoje, mais de cem anos depois—é a estória de sua busca decidida pela sabedoria psico-espiritual tradicional, que poderia levar ao conhecimento baseado no desenvolvimento do ser e ao “material necessário a uma nova criação.” O capítulo final não numerado é um adendo que contém a extensa narrativa chamada “A Questão Material”, na qual Gurdjieff responde com franqueza à pergunta sobre como suas extensas buscas e o Instituto que ele dirigia eram financiados. Em sua resposta, ele descreve a ingenuidade, versatilidade e o contínuo espírito de iniciativa que ele teve de pôr em prática, bem como o considerável ônus financeiro necessário para atingir seus objetivos.

    Encontros com Homens Notáveis foi publicado pela primeira vez em New York pela Dutton em 1963 com 303 páginas, e em Londres pela Routledge & Kegan Paul em 1963 com 303 páginas. O texto foi relançado várias vezes em brochura, e mais recentemente em Londres e New York pela Penguin Arkana em 1985. A primeira versão em Português foi publicada no Brasil em 1980 pela Editora Pensamento.

    3. A Vida Só É Real Quando “Eu Sou”

    Um trabalho fragmentado que contém a maior parte das ponderações íntimas de Gurdjieff em Do Todo e de Todas as Coisas. Consiste em um prólogo e introdução que toma quase metade do livro, seguido por cinco breves conferências. O capítulo final intitulado “O Mundo Interior e Exterior do Homem” é interrompido subitamente no meio de uma frase e é, segundo John G. Bennett—um dos testamenteiros literários de Gurdjieff—a última coisa que Gurdjieff escreveu. Baseado no material autobiográfico de suas décadas de busca, bem como de seu trabalho com grupos na Europa e em especial nos Estados Unidos, com seu aluno e amigo, A. R. Orage, Gurdjieff adverte sobre práticas, lutas e o intenso sofrimento necessários para se chegar a uma representação “do mundo que existe na realidade.”

    A Vida Só É Real Quando “Eu Sou” saiu pela primeira vez em 1975 em New York pela Triangle Editions, numa edição privada com 170 páginas com prefácio de Jeanne de Salzmann e nota introdutória de Valentin Anastasieff. A 2a Edição, que inclui dez páginas adicionais da edição francesa de 1976, saiu pela primeira vez em 1978, numa edição privada publicada em New York pela Triangle Editions com 177 páginas. Foi relançada pela Routledge & Kegan Paul em 1981, pela Dutton em 1982, e, mais recentemente, em brochura pela Penguin Arkana em 1991. A primeira versão em Português foi publicada no Brasil em 2000 pela Horus Editora.

    Os Escritos de Gurdjieff: Complemento

    Gurdjieff Fala a Seus Alunos: Primeiras Conferências em Moscou, Essentuki, Tíflis, Berlim, Londres, Paris, New York e Chicago Compiladas por Seus Alunos. Prefácio de Jeanne de Salzmann. New York: Dutton, 1973, 284 páginas; Londres: Routledge & Kegan Paul, 1973, 284 páginas; Versão Abreviada com Nova Introdução, New York: Dutton, 1975, 276 páginas; Londres: Routledge & Kegan Paul, 1976, 276 páginas, Londres and New York: Arkana, 1984, 276 páginas. A primeira versão em Português foi publicada no Brasil em 1987 pela Editora Pensamento.

    Notas sobre quarenta (trinta e nove na edição em brochura) conferências que Gurdjieff deu entre 1914 e 1930. A introdução à edição em brochura indica que “As Conferências foram comparadas e reordenadas com a ajuda de Madame de Hartmann, que desde 1917 em Essentuki esteve presente a esses encontros e pôde assim garantir sua autenticidade.” Essas notas proporcionam um registro vital do enfoque fluido e “exigente de uma busca” inerente à tradição oral da qual Gurdjieff emergiu e à qual deu continuidade. Elas complementam seus escritos e proporcionam um vislumbre de um ensinamento que é para ser praticado, e não apenas apreendido como informação. Ele também contém o artigo “Vislumbres da Verdade”—relato de uma conversa com Gurdjieff que Ouspensky leu pela primeira vez em 1915 e citou em seu Fragmentos de Um Ensinamento Desconhecido.

    Fragmentos de Um Ensinamento Desconhecido. Por P. D. Ouspensky. New York: Harcourt Brace; 1949, 399 páginas, índice; Londres: Routledge & Kegan Paul, 1950, 399 páginas, índice; foi relançado em brochura várias vezes.

    Este registro preciso e vívido das Conferências de Gurdjieff em Moscou, São Petersburgo e Essentuki entre 1915 e 1918 foi feito por P. D. Ouspensky em 1925 com a aprovação de Gurdjieff. O manuscrito mais antigo data de 1925, mas Ouspensky continuou a trabalhar nele até a década de trinta, quando o leu para seus grupos. Por decisão sua, permaneceu fora do prelo até sua morte em 1947, talvez porque ele tenha se recusado a permitir a publicação de qualquer informação sobre “o sistema” durante sua vida. O manuscrito praticamente completo foi levado à atenção de Gurdjieff por Madame Ouspensky, e, com seu estímulo, publicado no outono de 1949. Embora cubra um terreno semelhante em seus trechos, sua leitura e estrutura de diálogos apresentam um drástico contraste com o épico mitológico de Gurdjieff nos Relatos de Belzebu. A primeira versão em Português foi publicada no Brasil em 1983 pela Editora Pensamento.

    Adaptação Para o Cinema

    Encontros com Homens Notáveis: filme dirigido por Peter Brook [e Jeanne de Salzmann]. New York: Remar Productions, 1979, [1 h. 50 min.]; Gravação em vídeo (VHS) com a variante no subtítulo: A Busca de Gurdjieff Pelo Conhecimento Oculto. New York: Sociedade Para o Estudo do Mito e da Tradição, 1997, Parabola Video Release.

    Filmado com a colaboração próxima de Jeanne de Salzmann, o filme sintetiza a estória contada na autobiografia de Gurdjieff, da busca de sua juventude através do Oriente Médio por um contato com as tradições antigas da sabedoria e uma compreensão precisa do propósito da vida humana. O filme termina com uma demonstração arrebatadora dos Movimentos de Gurdjieff—a única demonstração disponível para o público.


    Fontes: http://joebaloo.blogspot.com/2007/03/tese-de-george-gurdjieff.html

    http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/gurdjieff.html

    http://www.gurdjieff.org.br/mestre.htm

    http://www.dolmenmeadoweditions.com/Gurdjieff-Portuguese.htm

    http://www.pistissophiah.org/gnose/necessario_mudar.htm

    http://www.ocultura.org.br/index.php/Gurdjieff

    http://br.geocities.com/djalmazelda/djalma/gurdjieff/4way/10_historia.htm

    http://www.gurdjieff.org/

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