Exército americano não consegue explicar a origem dos objetos voadores avistados na costa leste do país

    extra9128/05/2019 - Objetos voadores não identificados foram vistos quase diariamente entre o verão de 2014 e março de 2015 por oficiais da marinha americanos e os relatos chegaram ao Pentágono. Desde o início deste ano, há novas orientações sobre como relatar aquilo que foi designado como "fenómenos aéreos inexplicáveis" Segundo aquilo que foi reportado ao Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais do Pentágono (AATIP), apesar de não terem nenhum motor visível, os objetos conseguiam voar a mais de 9 mil metros de altitude e atingir velocidades supersónicas. Ryan Graves, piloto da marinha há 10 anos, contou ao Congresso e ao Pentágono que "essas coisas ficavam lá fora o dia todo".

    "Manter uma aeronave no ar requer uma quantidade significativa de energia. Com as velocidades que observámos, 12 horas no ar são 11 horas a mais do que esperávamos", acrescenta. Em entrevista ao New York Times o tenente Accoin garante ter interagido com estes objetos por duas vezes. Na primeira, depois de captar o objeto no seu radar, tentou voar por baixo dele, mas não conseguiu ver, ainda que o radar continuasse a indicar que ele estava lá. Poucos dias depois, a câmara infravermelha voltou a captar um objeto, mas mais uma vez, "não o conseguia captar visualmente". No entanto, alguns incidentes semelhantes ficaram registados em vídeo - um deles, captado por uma câmara de um avião no início de 2015, mostra um objeto não identificado a aproximar-se do oceano.

    Os objetos foram vistos pelos pilotos em manobras de treino fora do porta-aviões Theodore Roosevelt. Em março de 2015, o Roosevelt deixou a costa da Flórida e foi para o Golfo Pérsico como parte da missão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, levando consigo os pilotos que teriam avistado estes objetos. Segundo estes mesmos pilotos, os incidentes diminuíram assim que deixaram os Estados Unidos.

    Luis Elizondo, um oficial dos serviços de informações que dirigiu o programa AATIP, até se demitir em 2017, descreveu a situação como "uma série impressionante de incidentes".

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    Estas ocorrências chamaram a atenção da Marinha, que, segundo o New York Times, no início deste ano enviou novas orientações sobre como relatar aquilo a que chamam "fenómenos aéreos inexplicáveis", ou objetos voadores não identificados.

    Joseph Gradisher, porta-voz da Marinha, disse que estas novas orientações são uma atualização das instruções que foram enviadas à frota em 2015, porque na altura destes incidentes "havia uma série de relatórios diferentes" e em alguns casos poderiam ser drones comerciais, mas não havia "dados suficientes para investigar". "Portanto, a intenção desta mensagem para a frota é fornecer orientações atualizadas sobre os procedimentos de comunicação de suspeitas de intrusões ao nosso espaço aéreo", concluiu.

    Apesar de ainda ninguém conseguir explicar o que foi visto, nem o Departamento de Defesa americano nem nenhum especialista fala em extraterrestres.

    Leon Golub, astrofísico do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, disse que a hipótese de uma causa extraterrestre "é tão improvável que está equiparada a muitas outras explicações de baixa probabilidade, mas mais mundanas". "Há tantas outras possibilidades", afirma, enumerando: "falhas nos sistemas de imagem e exibição, efeitos atmosféricos e reflexões, sobrecarga neurológica de múltiplas entradas durante o voo de alta velocidade."

    Fonte: http://visao.sapo.pt/

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