REFID - Identificação por Radio Frequência Parte 2
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refid_arrozResumidamente, os problemas que podem surgir com esta tecnologia são: Violação da integridade física: uma etiqueta possui dados específicos do material em que está localizada. Se esta for colocada em outro material, pode causar danos ao seu usuário. Um exemplo: se um ladrão trocar a etiqueta de um produto caro (ex: televisão) com a de um produto barato ( ex: pilha), poderá lesar o estabelecimento,logo trará prejuízo a ele. Cópia de etiquetas: sendo detetora do conhecimento de criação de etiquetas, uma pessoa pode copiar dados de uma etiqueta alheia, usando um leitor, e criar uma nova com os mesmos dados. Um exemplo: alguns carros fabricados actualmente possuem um dispositivo com RFID que faz com que não seja necessário o transporte da chave.

Facilmente um ladrão pode copiar a etiqueta deste dispositivo e fazer a cópia desta. O roubo seria simples e discreto.

Monitoramento da etiqueta: obtenção de dados das etiquetas para uso indevido sem envolver fisicamente a etiqueta. Exemplo: um sequestrador pode rastrear os dados bancários de uma pessoa e, sabendo que esta possui grande quantia de dinheiro, obrigar que ela saque o dinheiro em caixa electrônico.
Estes são alguns dos problemas que possivelmente trarão mais complicações às pessoas caso a tecnologia RFID seja implantada em larga escala e sem ter o devido cuidado em segurança.

Zonas de Segurança

Os sistemas de RFID são divididos em quatro zonas de segurança, as quais devem ser separadamente analisadas e protegidas: Zona 1: Tag, Zona 2: Leitor, Zona 3: Serviços e Zona 4: Sistema de Informação Empresarial. Cada zona assume uma determinada quantidade de conexões confiáveis com outros elementos (outras zonas), e impede que elementos de fora tenham tais privilégios.

A Zona 1 compreende as próprias tags RFID. Vulnerabilidades: Existem duas áreas onde possa haver possíveis vulnerabilidades; uma delas é quando os dados da tag são guardados de forma não encriptada, isso pode acontecer porque encriptar dados em uma tag aumenta os gastos com espaço e com os circuitos. A outra vulnerabilidade possível é quanto ao acesso físico, onde uma pessoa pode retirar uma tag de um artigo ou trocá-la. Ameaças: Qualquer pessoa com acesso físico às tags. Contra medidas: Como meios de diminuir as vulnerabilidades, pode-se ter um controle físico de acesso apropriado, implementar segurança nas mercadorias etiquetadas com RFID, separar o código EPC de informações restantes, que sejam sensíveis à empresa e aos consumidores, e por fim, somente usar tags que permitem reescrita onde há controle de acesso físico e encriptação. Exemplos: Se alguém com acesso indevido entrar em um armazém que antecede uma esteira, retira a tag de um produto e o coloca em outro, pode roubar este artigo sem que a sua falta seja dada tão cedo. Outro exemplo é o de alterações nos dados da própria tag, onde uma pessoa pode alterar o seu conteúdo, como o preço, ou simplesmente trocar a tag com um produto de preço menor.

A Zona 2 compreende as leitoras, geralmente conectadas à uma rede local, através de redes comuns ou wireless. Vulnerabilidades: Podem ser duas também: o tráfego de informação entre o leitor e as tags não é encriptado, ou os leitores não autenticam as tags, o que pode levar a ataques como spoofing (tag falsa) ou por Denial Of Service (DoS, Negação de Serviço). Ameaças: Qualquer pessoa conectada à mesma rede que os leitores, ou nas proximidades (no caso de redes wireless), com alguma ferramenta de sniffer (ferramenta que busca por dispositivos conectados à rede). Contramedidas: Encriptar a comunicação entre os leitores e as tags, mecanismo de autenticação para as tags, necessidade de autenticação e autorização para acessar os serviços dos leitores, segurança nos Access Points no caso de redes wireless e protocolos anti-colisão. Exemplos: Um ataque por DoS pode ser feito em uma rede wireless no caso de um intruso interferir na comunicação com um ruído ou usar uma tag que bloqueie o sinal das demais. No caso da rede, um dos nós da mesma rede pode tentar obter acesso aos serviços do leitor, ou simplesmente monitorar as informações que estão passando por ele.

Na Zona 3, estão os serviços como ONS1, Gerenciador de Eventos, EPCIS2 e o servidor de integração. (ONS: Object Naming Service, Serviço de Nomeação de Objetos. É um serviço da EPC Global Inc que funciona na tradução de um código EPC para a informação de um produto. É como um DNS, mas para objetos. 2 EPCIS: EPC Information Service é um repositório de eventos de RFID EPC. 3 O Security Working Group da EPC é um grupo que trabalha na segurança dos sistemas RFID EPC. São ajudados pela VeriSign e ConnecTerra.) Vulnerabilidades: Dentre as vulnerabilidades estão os próprios serviços, tanto internos da empresa, utilizando LANs ou WANs, quanto os sistemas aos quais estão conectados, como de industrias e parceiros. Ameaças: Espiões corporativos, agentes de espionagem e intrusos. Contramedidas: Medidas controle de acesso à rede, como firewalls, softwares de detecção de intrusos, sniffers, acesso físico, e também seguir as recomendações da Security Working Group3 da EPC. Exemplos: Como qualquer aplicativo utilizando redes, pode ser vulnerável a vírus, sabotadores e intrusos. A Zona 4 compreende os sistemas corporativos, como gerenciamento de diretório, de identidade, acesso de controle e sistemas mensageiros. Também os sistemas de backend, como ERP. Vulnerabilidades: Um sistema RFID aumenta o fluxo de volume de dados e transações em uma empresa, o que pode ocasionar uma sobrecarga na sua infra-estrutura, tornando este um ponto vulnerável por não estarem preparadas para este volume de informação. Ameaças: Intrusos, espiões e sabotadores. Contramedidas: Praticamente as mesmas medidas de segurança da Zona 3, controle de acesso à rede, implementar firewalls, detecção de intrusos, sniffers e acesso físico. Exemplos: Os problemas podem ocorrer devido ao fluxo de informação e a quantidade e rapidez com a qual são adicionados no sistema são muito mais rápidas do que nos códigos de barras.

Contra-medidas, proteção e soluções

Em meio a tantas possibilidades de violação da segurança, existem estudos para que a tecnologia RFID seja implantada sem causar danos aos seus usuários. Isso faz com que seu uso em larga escala seja viável e que a vida das pessoas seja facilitada sem nenhum transtorno.

Algumas possíveis soluções são:

Criptografia: assim como é utilizado nas mensagens eletrônicas (e-mails), o advento da tecnologia faz com que somente emissor e receptor possam ter acesso a informação contida na etiqueta. Qualquer pessoa que tentar obter esses dados ilicitamente terá que decifrar um código já comprovadamente altamente confiável ( ex: RSA ).
Códigos: neste caso, o conteúdo da etiqueta só poderia ser usado mediante o uso de um código. Por exemplo: em um supermercado, o usuário deveria usar um código para liberar a compra usando RFID.
Dispositivos metálicos: envolvida com estojo feito de um material reflexivo ( estudo indicam o alumínio como principal candidato ), a etiqueta ficaria livre de interceptações quando naõ estivesse em uso.
Tais soluções não garantem segurança total no uso das etiquetas RFID. Porém, já fazem com que esta tecnologia se torne mais confiável.

Questões éticas e privacidade

Como já sabemos, as tags RFID podem ser usadas para uma série de funções como controle de estoque e identificação de propriedade prevenindo furto ou perda. Ou seja, são muito úteis. Uma loja poderia por exemplo colocar tags RFID em todos os seus produtos e o cliente poderia ter um cartão de crédito que automaticamente debitaria o valor das compras na hora que ele saísse da loja sem precisar passar pelo caixa. E aí que começam os problemas.

O que acontece, por exemplo, se uma loja de roupas decide colocar esses tags invisíveis em todas as roupas. Você compra e leva para casa. Um belo dia, você retorna à loja usando aquela mesma roupa e é reconhecido pelo nome. Ou entra em uma loja de departamentos e recebe sugestões em grandes painéis baseado em compras passadas (pensou em Minority Report, não é). Mesmo com regulamentação governamental, a situação pode tornar-se rapidamente uma ameaça à privacidade. Principalmente se criminosos começarem a usar essa tecnologia.

A ameaça à privacidade vem quando o RFID permanece ativo após o consumidor deixa o estabelecimento. Este é o cenário que deve alarmar as pessoas—e no momento a indústria de RFID parece dar sinais mistos sobre se as tags devem ser desativadas ou deixadas em ativo por padrão.

Uma das possibilidades seria a de deixar o cliente escolher se quer manter suas tags ativadas ou não, e informar ao estabelecimento caso este opte por desativá-las.

Para respeitar a privacidade dos consumidores, os estabelecimentos devem seguir estas 4 premissas:

Os consumidores devem ser notificados quanto à presença de RFID nos produtos, e em quais deles isto acontece;
Tags RFID devem ser desativadas na saída do caixa do estabelecimento (um exemplo disto, é o que a Metro Group está fazendo. Na saída do sua loja modelo, há equipamentos que permitem a desativação das tags);
Tags RFID devem ser colocadas na embalagem do produto, e não nele próprio;
Tags RFID devem ser bem visíveis e facilmente removíveis.
A fabricante de tags RFID Alien Technologies, diz que as tags podem ser lidas em distâncias de até 4,5 metros. Porém, quando existem obstáculos entre o leitor e o emissor, esta distância diminui. Assim, para que criminosos possam fazer uso do RFID para praticar suas ações, eles teriam que possuir um receptor muito mais sensível do que o normal. Mas isso não é problema. De acordo com Eric Blossom, um engenheiro veterano, esta é uma tecnologia bem conhecida, apesar de ser necessário dispender até cinco vezes mais dinheiro para construir-se um dispositivo desse tipo.


Desafios atuais

Embora nos últimos anos tenha havido avanços consideráveis na tecnologia utilizada para o RFID, diversos desafios ainda se mostram reais para uma ampla expansão desta tecnologia. Estes desafios se concentram muito na aplicação que é feita do dispositivo, sendo que para determinados usos a tecnologia está razoavelmente consolidada, enquanto que para outros ainda deve ser desenvolvida. Os que se sobressaem são:

Preço: embora atualmente os preços destes dispositivos estejam competitivos a ponto de substituir inclusive códigos de barra em produtos, para produtos de baixo valor (e baixo lucro) esta substituição não se mostra vantajosa (por isso a tendência é esta substituição primeiro em produtos de alta margem de lucro). Este é apenas um exemplo dentre as aplicações imaginadas (e ainda não imaginadas) de onde o preço da tecnologia ainda deve cair.

Poder de processamento e fornecimento de energia: para dispositivos com RFID ativo, o tempo de vida da bateria ainda é um problema. De fato, este é um problema generalizado entre os dispositivos móveis, sejam computacionais ou não. A curta duração da carga das baterias atuais limita o desenvolvimento de novos dispositivos e aplicações, pois estes requerem mais poder de processamento, que por sua vez requer maior fornecimento de energia. Para dispositivos com RFID passivo, embora eles sejam energizados no momento da utilização pelo leitor, a carga obtida por esta energização é proporcional à distância que este se encontra do leitor, de modo que quanto mais distante menor a carga obtida. Isto também limita o desenvolvimento de novas aplicações, obrigando-as a ficarem mais próximas do leitor para receberem a carga apropriada para o processamento, o que pode fugir completamente do propósito da aplicação.

Distância de leitura: independentemente do problema de poder de processamento, algumas aplicações podem requerer que a identificação de dispositivos com RFID seja feita a muitos metros de distância, o que ainda não é suportado.
Miniaturização: embora pequenos o suficiente para serem colocados em etiquetas, algumas aplicações podem necessitar de dispositivos RFID imperceptíveis à visão e ao tato, para permitir sua total integração à rotina das pessoas. Outras podem requerer um alto número de dispositivos no mesmo local, de modo que o tamanho atual dos dispositivos inviabiliza esta acumulação.


Futuro do RFID

Em estimativa feita pela empresa Gartner, especialista em análise de informações na área de tecnologia foi previsto para que no ano de 2010 a tecnologia de RFID tenha investimentos de mais de 3 bilhões de dólares. Christopher Lafond, vice-presidente da Gartner, menciona que não está correlacionado o uso de código de barras com o uso de etiquetas de RFID, ou seja, não é porque o código de barras é usado intensivamente que esta nova tecnologia também será. A tecnologia de RFID será impulsionada pelo fato de que em devidos lugares era impossibilitada o uso de código de barras e a distribuição em larga escala pelos setores emergentes será evidenciada em meados de 2007. A adoção da tecnologia RFID continua a crescer, e os gastos em hardware e software irão aumentar no final de 2006 e 2007 já que os benefícios reais estão sendo verificados, segundo a empresa. Os analistas da Gartner lembram que as empresas não devem ver o RFID como um substituto dos códigos de barras. As duas tecnologias vão co-existir, aplicando-se uma ou outra à situação mais conveniente. “No geral, os códigos de barras são melhores para coletar informações em processos bem estruturados e projetados, como armazéns,” diz o senhor Woods. “No entanto, as etiquetas RFID serão usadas para a coleta de informações de recursos móveis e de processos de negócios não estruturados e caóticos, em ambientes como hospitais, dando a esses ambientes (com falta de planejamento sofisticado de processos ou controle) a possibilidade de serem controlados sistematicamente”.

A tecnologia será aplicada pelas empresas conforme a necessidade de cada uma, as de logísticas e de remédios por exemplo tendem a adotar mais rapidamente que as demais. Isso se deve a necessidade de combater a falsificação de produtos. “Existe um foco significativo no uso de RFID na área farmacêutica por causa do interesse do “US Food and Drug Administration” de usar as etiquetas para ajudar a combater falsificação. É provável que vejamos uma disseminação das etiquetas em 2007,” cita o senhor Woods (vice presidente da Gartner).

Outras vertentes do possível uso da tecnologia do RFID são discutidas a seguir:

Há alguns anos, é permitido em alguns países da Europa, como a Inglaterra, a aplicação subcutânea de chips RFID para identificação de animais de estimação – algo assim como uma coleira eletrônica. Sabemos o quão mais ágeis os processos podem tornar-se com a utilização do RFID. Essas etiquetas funcionam basicamente como uma versão anabolizada dos já conhecidos códigos de barra. Só que ao invés de serem "lidas" por um leitor a laser, elas são capazes de transmitir informações, de mercadorias, por exemplo, por meio de rádio-freqüência. Já existem grandes companhias que adotaram a tecnologia como uma forma de rastrear seus produtos desde a origem até os depósitos e lojas. O problema é que esses chips estão chegando perigosamente perto da gente.

Os ministros dos países membros da União Européia se puseram de acordo quanto ao uso dos passaportes biométricos e os primeiros serão emitidos até o final de 2006. Serão dotados de um chip RFID que, além da identificação do portador (nome, filiação, data e país de nascimento) conterá, inicialmente, sua foto digitalizada e dados faciais (um conjunto de números, que representam uma intrincada relação entre parâmetros característicos do rosto humano – como distâncias e ângulos entre olhos, boca, nariz, maçãs faciais – e outros dados antropométricos usados por uma tecnologia de identificação denominada reconhecimento de fisionomia). Dentro de três anos, o chip conterá também a impressão digital digitalizada.

O governo dos EUA determinou que a partir de outubro de 2005 todo cidadão natural de um país isento da exigência de visto para entrar no país deve portar um passaporte com dados biométricos (machine-readable) capazes de serem lidos por uma máquina. O objetivo declarado é dificultar a falsificação do documento e facilitar a tarefa das autoridades de imigração, já que um passaporte destes nem precisa ser exibido ao oficial de imigração, mas em se tratando de um chip RFID, que emite permanentemente dados que podem ser captados por sensores situados em um raio de alguns metros, nada impede que seja usado para rastrear o indivíduo (ou, pelo menos, seu passaporte) em qualquer região onde se implemente uma rede de sensores.


Problemas que o RFID pode causar no futuro

Cientistas da Universidade de Amsterdam, na Holanda, conseguiram criar um vírus capaz de se auto-replicar por meio de etiquetas RFID. Eles descobriram que "se alguns tipos de vulnerabilidades estiverem presentes no software de RFID, a etiqueta infectada (intencionalmente) poderá transmitir o vírus para o banco de dados utilizado pelo programa. Por sua vez, ele transmite esse vírus para outras etiquetas RFID.” Animais de estimação, que possuem etiquetas de identificação implantadas sob a pele, seriam outra forma de disseminação do vírus. Mas, por conta de seu alto custo, essa tecnologia ainda não é massivamente utilizada no mercado, porém a tendência é que ele caia bastante com o tempo

Pesquisas com RFID no Brasil

Sob o comando da Profa. Regiane Relva Romano, coordenadora dos cursos de TI, professores e alunos do Centro Universitário FIEO (fonte: www.unifieo.br) estudam aplicações dessa tecnologia. No momento, os principais interessados são os shopping centers e grandes magazines que procuram automatizar e virtualizar suas vendas e, ainda, ter controle sobre seus estoques. Mas como há inúmeras eventuais aplicações, os professores estão estimulando a criatividade dos alunos no encontro de novos caminhos. O interesse pelo RFID é tão grande que, neste ano de 2009, todas as classes de TI ficaram lotadas. No primeiro dia do ano letivo, os ingressantes foram recebidos por um sistema que indicava o local de suas salas de aula além de outras informações sobre a escola. Foi um pequeno projeto piloto que causou grande surpresa e entusiasmo entre os calouros.

Além deste trabalho no UNIFIEO, a Professora Regiane Relva Romano tem participado de diversos grupos de estudos na área de RFID, que tem uma área focada em desenvolvimento de soluções com RFID e as do comitê europeu "Towards a European Policy on RFID", “European RFID Network” e o "Internet of Things", que está estudando a internet das coisas. Estes fóruns aconteceram em Berlim/Alemanha (junho/07), Lisboa/Portugal (novembro/07), Nice/França (outubro/08). Foram debatidos diversas visões sobre a aplicação desta tecnologia em diversos segmentos de mercado, tais como: área de logística, hospitalar, controle de acesso, segurança, varejo, controle de eventos, controle de transfusão sangüínea, ajuda para locomoção de cegos, rastreamento de animais e de cargas, aplicação de RFID em aeroportos, passaportes, autenticidade de produtos, controle de temperatura, entretenimento, prevenção de perdas, meio-ambiente (desmatamento e controle de coleta de lixo), enfim, em diversas áreas, uma vez que seu uso é ilimitado !

Estes grupos de estudos também estão buscando estabelecer procedimentos, legislação, desenvolvimento tecnológico e protocolos de segurança que garantam a privacidade, bem como os padrões mundiais para a troca de informações, principalmente na cadeia de abastecimento, garantindo a proteção a todos os participantes da mesma.

No Brasil, por falta de engenheiros e técnicos especializados, ainda temos muito poucas iniciativas. Poderiamos, por exemplo, empregar o RFID nas maratonas, transportes públicos, controle de acesso, lojas, eventos, pedágios, rastreamento de cargas, logística, entre centenas de outra aplicações.


Como funciona a etiqueta RFID

refid_etiquetaAs longas filas no mercado são a maior reclamação de quem faz compras. Em breve, elas podem desaparecer, quando o código de barras UPC (Código de Produto Universal), encontrado por toda parte, for substituído por etiquetas inteligentes, também chamadas de etiquetas de identificação por rádio freqüência (RFID). Essas etiquetas são códigos de barras inteligentes, que podem se comunicar com um sistema de rede para rastrear todos os produtos que você colocou no carrinho. Imagine ir a um mercado, encher o carrinho e sair direto pela porta, sem nunca mais ter que esperar enquanto alguém registra item por item da compra. As etiquetas RFID se comunicarão com um leitor eletrônico, que vai detectar todos os itens no carrinho e registrá-los quase que instantaneamente. O leitor será conectado a uma ampla rede, que mandará informações sobre os produtos aos varejistas e aos fabricantes. Seu banco será informado e o total será debitado da sua conta. Sem filas, sem espera.  As etiquetas RFID, tecnologia até então limitada a rastrear gado, farão em breve a mesma coisa com trilhões de produtos de consumo pelo mundo. Os fabricantes saberão a localização de cada produto do momento em que é feito, até quando for usado e jogado fora. Neste artigo, você conhecerá os tipos de etiquetas RFID que estão em desenvolvimento e como funcionará o sistemas de rastreamento dessas etiquetas inteligentes por toda a cadeia de abastecimento.

 

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Reinventando o código de barras


Quase tudo o que você compra no varejo tem um código de barras UPC impresso. Eles ajudam os fabricantes e varejistas a ter controle do estoque. Também coletam informações importantes sobre a quantidade de produtos sendo comprados e, de certa forma, por quem os produtos foram adquiridos. Esses códigos servem como uma impressão digital do produto, feitas em barras paralelas. Elas possuem um código binário, que pode ser lido por máquinas.

Criados no início dos anos 70 para acelerar o processo de pagamento de contas, os códigos de barras têm algumas desvantagens:

•para manter controle do estoque, as companhias precisam escanear cada código de todas as caixas de um determinado produto;
•passar o produto pelo caixa envolve o mesmo processo de escanear cada código de cada item;
•os códigos de barras são uma tecnologia apenas de leitura. Isso significa que eles não enviam nenhuma informação.
Falaremos sobre dois tipos de etiquetas inteligentes que têm a capacidade de "ler e escrever", o que significa que os dados armazenados nessas etiquetas podem ser mudados, atualizados e travados.

A história do código de barras

Às 8:01 da manhã de 26 de junho de 1974, um cliente do supermercado Marsh's em Troy, no Estado de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote com 10 chicletes Wrigley's Juicy Fruit Gum. Isso deu início a uma nova era na venda varejista, acelerando os caixas e dando às companhias um método mais eficiente para o controle do estoque. Aquele pacote de chiclete ganhou seu lugar na história e está atualmente em exibição no Smithsonian Insititute's National Museum of American History (em inglês).

Aquela compra histórica foi o ponto de partida para quase 30 anos de pesquisa e desenvolvimento. O primeiro sistema para codificação automática de produtos foi patenteado por Bernard Silver e Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo Drexel Institute of Technology (Instituto de Tecnologia Drexel), agora Drexel University (Universidade Drexel). Eles usaram um padrão de tinta que brilhava debaixo de luz ultravioleta. Esse sistema era caro demais e a tinta não era muito estável. O sistema usado hoje foi descoberto pela IBM, em 1973, e usa leitores criados pela NCR

Etiquetas RFID acopladas por indução

Esse tipo de etiqueta RFID tem sido usada há anos para rastrear tudo, desde gado e vagões de trem, até bagagem aérea e pedágios de estrada. Existem três partes numa etiqueta RFID acoplada por indução:

•microprocessador de silício - esses chips variam de tamanho, dependendo do uso;

•bobina de metal - feita de cobre ou fio de alumínio, que é enrolado em um padrão circular no transponder, essa bobina age como uma antena. A etiqueta transmite sinais para o leitor, com a distância de leitura determinada pelo tamanho da antena da bobina. Elas podem funcionar a 13,56 MHz;

•material encapsulado - um material de vidro ou polímero envolve o chip e a bobina.

As etiquetas RFID indutivas são alimentadas pelo campo magnético gerado pelo leitor. A antena da etiqueta recebe a energia magnética e, então se comunica com o leitor. Esta modula o campo magnético para recuperar e transmitir a informação de volta para o leitor. Depois, o leitor a direciona para o computador central.

O preço por unidade das etiquetas RFID é muito alto, custando de US$ 1 para etiquetas passivas até US$ 200 para as etiquetas movidas a bateria, que fornecem e armazenam dados. O alto custo se deve ao silício, à antena de bobina e ao processo necessário para enrolar essa bobina em volta da superfície da etiqueta.

Etiquetas RFID acopladas de modo capacitivo
As etiquetas RFID acopladas de modo capacitivo foram criadas como uma tentativa de baixar os custos dos sistemas de etiquetas a rádio. Essas etiquetas RFID não precisam da bobina de metal e usam pouca quantidade de silício para fazer o mesmo que uma acoplada por indução. Uma etiqueta acoplada de modo capacitivo também possui três partes:


•microprocessador de silício - a etiqueta do BiStatix da Motorola usa um chip de silício que só tem 3 mm2. Essas etiquetas podem armazenar 96 bits de informação. Isso permite que trilhões de números diferentes possam ser destinados aos produtos;
•tinta condutiva de carbono - essa tinta especial age como a antena da etiqueta. Ela é aplicada ao substrato do papel por métodos convencionais de impressão;

•papel - o chip de silício é preso aos eletrodos de tinta de carbono impressos na parte de trás da etiqueta de papel, criando um produto barato, descartável e que pode ser integrado nas etiquetas convencionais de produtos.

Por usar tinta condutiva em vez de bobinas de metal, o preço das etiquetas capacitivamente acopladas é de US$ 0,50. Elas são mais flexíveis do que as acopladas por indução. As etiquetas capacitivamente acopladas, como as feitas pela Motorola, podem ser dobradas, torcidas ou amassadas e ainda assim transmitir informações para o leitor. Em contraste com a energia magnética que alimenta uma etiqueta acoplada por indução, as capacitivamente acopladas são alimentadas por campos elétricos gerados pelo leitor.

A desvantagem desse tipo de etiqueta é seu alcance limitado. A etiqueta do BiStatix da Motorola tem alcance de apenas 1 cm. Fazer com que a etiqueta cubra uma área maior do pacote do produto aumentaria seu alcance, mas não seria a extensão ideal para o sistema desejado pelos varejistas. Para que um sistema global de trilhões de etiquetas fornecedoras de dados possa funcionar, o alcance precisa ser aumentado em vários metros. A Intermec (em inglês) desenvolveu uma etiqueta RFID que supre essas necessidades, mas são muito caras para que o preço valha a pena.

Pesquisadores em diversas companhias procuram por maneiras de criar uma etiqueta com um alcance de vários metros, mas que custe o mesmo que a tecnologia do código de barras. Para que os varejistas implementem um sistema difundido de etiquetas RFID, o custo terá que ser mais barato do que US$ 0,01.

Etiquetas inteligentes

Quando os cientistas forem capazes de aumentar o alcance e baixar os custos das etiquetas RFID, isso levará a uma rede generalizada de pacotes inteligentes, que rastreiam cada fase da cadeia de abastecimento. As lojas estarão cheias de produtos com etiquetas inteligentes, que podem ser rastreados desde a compra até a lata de lixo. As próprias prateleiras se comunicarão com a rede sem o uso de fios. As etiquetas serão apenas um componente da ampla rede de rastreamento de produtos para coletar informações.

As outras duas partes dessa rede serão leitores que se comunicam diretamente com as etiquetas inteligentes e com a Internet, que servirá de linha de comunicação para a rede. Os leitores poderiam estar em todos os lugares, incluindo ferramentas para casa e equipamentos. Na realidade, esses leitores poderiam ser colocados diretamente nas paredes durante a construção de um prédio, tornando-se uma parte invisível do ambiente.

Vejamos um cenário do mundo real onde esse sistema poderia funcionar.

•Em uma típica visita ao mercado, um dos itens da sua lista é o leite. As embalagens terão uma etiqueta inteligente que armazena a data de validade e o preço. Quando você pega o leite na prateleira, ela pode mostrar a data de validade específica daquele produto ou a informação poderia ser enviada sem fio para o seu assistente eletrônico particular ou telefone celular.
•O leite e todos os outros itens que você pegou na loja são calculados automaticamente quando você passar pela porta, que possui um leitor de etiquetas embutido. As informações da compra são mandadas para o seu banco, que deduz o total da compra da sua conta. Os fabricantes dos produtos saberão que você os comprou e os computadores da loja saberão exatamente quanto de cada produto precisa ser pedido.

•Uma vez em casa, você coloca o leite na geladeira, que também é equipada com um leitor. Essa geladeira inteligente é capaz de rastrear todas as mercadorias nela guardadas. Pode também rastrear os alimentos que você usa, com que freqüência você os repõe e pode avisar quando aquele leite e outros alimentos perderem a validade.

•Os produtos também são rastreados quando forem jogados no lixo ou colocados para reciclagem. Quando isso acontecer, sua geladeira pode colocar leite na sua lista de compras, ou você pode programá-la para fazer o pedido desses itens automaticamente.

Para esse sistema funcionar, cada produto precisará de um número exclusivo. O MIT's Auto-ID Center (Centro de Auto-identidades do MIT), criado há alguns anos, está trabalhando em um identificador de Código Eletrônico de Produto (EPC) que pudesse substituir o UPC. Cada etiqueta inteligente poderia conter 96 bits de informação, incluindo o nome do fabricante, o nome do produto e um número em série de 40 bits. Usando esse sistema, uma etiqueta inteligente iria se comunicar com uma rede, chamada de Object Naming Service (Serviço de Títulos de Objetos). Esse banco de dados devolveria a informação sobre o produto e, então, a direcionaria para o computador do fabricante.

As informações armazenadas nas etiquetas inteligentes seriam escritas em uma Product Markup Language - PML (Linguagem de Marcação do Produto), que é baseada na Extensible Markup Language - XML (Linguagem de Marcação Extensível). A PML permitiria que todos os computadores se comunicassem com qualquer sistema de computador de forma similar a que os servidores Web lêem Hyper Text Markup Language - HTML (Linguagem de Marcação de Hipertexto), a linguagem comum usada para criar páginas na Web.

Os pesquisadores acreditam que as etiquetas inteligentes podem ser seus produtos de consumo favoritos em breve. Uma vez que os desafios técnicos sejam vencidos, o único obstáculo deve ser a reação do público a um sistema de rede que pode rastrear cada coisa que é comprada e mantida nos armários das cozinhas.


VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UTILIZAÇÃO DA IDENTIFICAÇÃO POR RADIOFREQÜÊNCIA - RFID


A principal vantagem do uso de sistemas RFID é realizar a leitura sem o contato e sem a necessidade de uma visualização direta do leitor com o Tag. É possível, por exemplo, colocar a RF Tag dentro de um produto e realizar a leitura sem ter que desempacotá-lo, ou, por exemplo, aplicar o Tag em uma superfície que será posteriormente coberta de tinta ou graxa. O tempo de resposta é baixíssimo menor que 100 ms, tornando-se uma boa solução para processos produtivos onde se deseja capturar as informações com o Tag em movimento. O custo da RF Tag apresentou uma queda significativa nos últimos anos, tornando-a viável em alguns projetos onde o custo do produto a ser identificado não é muito alto.

3.1. Vantagens do Uso da Identificação por Radiofreqüência

Como vantagens da Tecnologia RFID podemos destacar:

• Capacidade de armazenamento, leitura e envio dos dados para etiquetas ativas;
• Detecção sem necessidade da proximidade da leitora para o reconhecimento dos dados;
• Durabilidade das etiquetas com possibilidade de reutilização ;
• Contagens instantâneas de estoque, facilitando os sistemas empresariais de inventário;
• Precisão nas informações de armazenamento e velocidade na expedição;
• Localização dos itens ainda em processos de busca;
• Melhoria no reabastecimento com eliminação de itens faltantes e aqueles com validade vencida;
• Prevenção de roubos e falsificação de mercadorias;
• Coleta de dados de animais ainda no campo;
• Processamento de informações nos abatedouros; (BORGES: 2004)

Percebemos que tais vantagens são significativas e que agregam informações aos produtos que antes implicavam em mais tempo para serem obtidas.

3.2. Desvantagens do uso da Identificação por Radiofreqüência

Como desvantagens, podemos apresentar os seguintes itens:

• O custo elevado da tecnologia RFID em relação aos sistemas de código de barras é um dos principais obstáculos para o aumento de sua aplicação comercial. Atualmente, uma etiqueta inteligente custa nos EUA cerca de 25 centavos de dólar, na compra de um milhão de chips. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Automação, esse custo sobe para 80 centavos até 1 dólar a unidade;
• O preço final dos produtos, pois a tecnologia não se limita apenas ao microchip anexado ao produto. Por trás da estrutura estão antenas, leitoras, ferramentas de filtragem das informações e sistemas de comunicação;
• O uso em materiais metálicos e condutivos pode afetar o alcance de transmissão das antenas. Como a operação é baseada em campos magnéticos, o metal pode interferir negativamente no desempenho. Entretanto, encapsulamentos especiais podem contornar esse problema fazendo com que automóveis, vagões de trens e contêineres possam ser identificados, resguardadas as limitações com relação às distâncias de leitura. Nesse caso, o alcance das antenas depende da tecnologia e freqüência usadas, podendo variar de poucos centímetros a alguns metros (cerca de 30 metros), dependendo da existência ou não de barreiras;
• A padronização das freqüências utilizadas para que os produtos possam ser lidos por toda a indústria, de maneira uniforme.
• A invasão da privacidade dos consumidores por causa da monitoração das etiquetas coladas nos produtos. Para esses casos existem técnicas, de custo ainda elevado, que bloqueiam a funcionalidade do RFID automaticamente quando o consumidor sai fisicamente de uma loja (BOSS: 2004).

3.3. Quais as Vantagens e Desvantagens da RFID em Relação ao Código de Barras

Logo abaixo temos um artigo onde a ACURA Technologies, empresa de tecnologia que faz seus comentários sobre os dois meios de identificação automática.

“A tecnologia de RFID não tem a pretensão de substituir o código de barras em todas as suas aplicações. A RFID deve ser vista como um método adicional de identificação, utilizado em aplicações onde o código de barras e outras tecnologias de identificação não atendam a todas as necessidades. Pode ainda ser usada sozinha ou em conjunto com algum outro método de identificação. Cada tipo de identificação tem suas vantagens, é preciso saber aproveitar os melhores benefícios de cada tecnologia para montar uma solução ideal.”
Os benefícios primários de RFID são: a eliminação de erros de escrita e leitura de dados, coleta de dados de forma mais rápida e automática, redução de processamento de dados e maior segurança. Quanto às vantagens da RFID em relação às outras tecnologias de identificação e coleção de dados, temos: operação segura em ambiente severo (lugares úmidos, molhados, sujos, corrosivos, altas temperaturas, baixas temperaturas, vibração, choques), operação sem contato e sem necessidade campo visual e grande variedade de formatos e tamanhos" (ACURA Technologies Ltd – 2003)

Na tabela 01 temos um comparativo entre RFID e Código de Barras onde podemos identificar as principais características de ambos.

 

 

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Neste comparativo observamos que as RFID oferecem diversas vantagens quando comparadas ao código de barras. São superiores na sua substituição, formatos, segurança, manutenção, etc. Podem até mesmo ser reutilizadas.


RFID continua a gerar controvérsias

(2006) - Identificação por Radiofreqüência já foi tida como a salvação do relacionamento com clientes. A tecnologia do chip inteligente permitirá aos consumidores uma experiência de compras sem precedentes, ajudando empresas e clientes a se tornarem mais eficientes e efetivos. Mas quanto progresso já foi feito?

AMR Research publicou um relatório em dezembro no qual focou as melhoras implementadas pelos fornecedores de RFID para área de produtos e cadeia de suprimento. A boa notícia é que a tecnologia permitirá manter o registro do produto durante sua trajetória até o consumidor. A má notícia é que em curto prazo sensores de RFID serão encontrados somente em armazéns e depósitos, e não na área de atendimento.

Mas isso não é notícia para o Prof. Marvin H. Mickle do Centro de Excelência para Identificação por Radiofreqüência da Universidade de Pittsburgh. “Francamente, estamos mais interessados no funcionamento da tecnologia”, diz ele.

Quatro meses depois da criação do Centro, ele se tornou referência para pesquisa do RFID, com parcerias com GlaxoSmithKline e Del Monte Foods. A maior parte das conversas sobre as melhorias possíveis com o uso dessa tecnologia gira em torno da cadeia de suprimento.
Entretanto, algumas companhias estão trabalhando para aumentar a relação one to one com os clientes.

Um caso que se destaca é do Metro Group, terceiro maior varejista da Europa, que começou um teste, adicionando uma etiqueta RFID em cada produto e equipando os caixas com leitores para acelerar o pagamento no caixa.

Mickle, acadêmico da cadeira Nickolas A. DeCecco de Engenharia elétrica e eletrônica, telecomunicações e engenharia industrial da Universidade de Pittsburgh, não está convencido: “Essas histórias estão jogando com a curiosidade das pessoas”, diz. Ele reclama que em muitos cenários imagina-se o RFID como uma panacéia para as várias frustações dos clientes de varejo. Ainda não chegamos lá, avisa ele

Onde está o foco no cliente

Mickle aponta para o Metro Group e Wal-Mart como dois advogados do consumidor, mas nota que nenhum dos dois teve ainda qualquer impacto no cliente. Ele também menciona os esforços da Michelin em colocar etiquetas eletrônicas em seus pneus, para que os pneus aparentemente simétricos sejam colocados nos seus devidos lugares. “Se um varejista simplesmente comprar uma porção de leitores e uma porção de etiquetas, ele vai ter problemas”, nota Mickle.

Por outro lado, quando se trata de inovações para a cadeia de suprimento, as empresas estão avançando com diversas atividades. Por exemplo, as impressoras da Hewlett-Packard enviadas para o Wal-Mart têm uma etiqueta RFID na caixa, diz Greg Edds, gerente de produtos das Operações Globais da Cadeia de Suprimento da HP. O Wal-Mart comunica no ponto de venda sobre esse produto e a existência da etiqueta RFID. Os clientes podem remove-la assim que sair da loja com o produto.

Boeing e Procter & Gamble também têm programas similares para manter o registro de produtos na cadeia de suprimento. Também se espera que a indústria automotiva use o RFID de maneira similar.


O futuro

Olhando para frente, Mickle vê um grande obstáculo que pode impedir o avanço do RFID: a falta de silício para o uso nos chips. “Fala-se de números como 1 trilhão de etiquetas por ano. Pode haver problemas de produção pelo caminho”, diz ele.

E quanto a problemas de privacidade, Mickle rapidamente isenta RFID de qualquer problema. “Muitos entusiastas de assuntos relacionados à privacidade tentaram colocar o RFID dentro de uma espécie de conspiração do governo ou das industrias. Mas assim que se entende as limitações intrínsecas dessas etiquetas, percebe-se que não há sobre o que se preocupar”, afirma.


fONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/RFID
http://eletronicos.hsw.uol.com.br/etiqueta-rfid.htm
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/ (Sandra Regina Matias Santana)
http://www.administradores.com.br/noticias/rfid_continua_a_gerar_controversias/6135/

Comentários   

 
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