O que é na realidade a "Imagem Meramente Ilustrativa" e a Guerra do Photoshop - Parte 1
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adobetopo10/02/2009 - Alguma vez já se encontrou entediado o bastante para reparar neste pequeno texto que costuma aparecer discretamente no rodapé de fotos de coisas visualmente atraentes? Cardápios, revistas, embalagens… seja qual for a mídia e o produto exibido, é quase certo encontrarmos um “imagem meramente ilustrativa” por perto. Pus-me então a indagar: “Porque?”. E não demorou para encontrar as respostas. Ficou claro para mim que a maioria absoluda dos profissionais de marketing de nosso planeta conhecem muito bem as teorias exóticas da mecânica quântica. Seguindo o princípio de que nós somos capazes de moldar a realidade de acordo com o que queremos acreditar, os engenhosos marketeiros bolaram pequenos propagadores de “realidades ideais sugeridas”. O que é isso? Eu explico.

Ao entrar numa lanchonete e ver a belíssima foto do BigMac no menú, sua mente é induzida a acreditar que aquela é a realidade com a qual você está prestes a se deparar. Nesse instante, então, seu corpo e seu universo se adaptam para reagirem apropriadamente a tal realidade. Aparentemente, desta forma seria desnecessário o investimento pesado no aspecto visual do produto, uma vez que os próprios consumidores acabariam por dar cabo disso. Mas o sistema não era perfeito. Havia uma falha.

Ainda de acordo com a mecânica quântica, à partir do momento em que um indivíduo depara-se com uma realidade, esta realidade se define, deixando de ser uma infinidade de possibilidades para se tornar apenas uma delas. E o que faz com que essa realidade continue definida mesmo após este individo ter ido embora? Bom, depois que a viu assim, ele passou a acreditar tão firmemente que é deste jeito que ela não muda mais. Então, se solidifica (e é assim que o mundo é feito).

O problema era que, enquanto os funcionarios da lanchonete preparavam os sanduiches, tinham total acesso a aparência real do produto. O BigMac que ia para a caixinha não correspondia ao fabuloso hamburguer da foto. E não adiantava qualquer imagem, por mais bela que fosse, pois os funcionários já haviam visto a verdadeira face do rango. A realidade já havia se solidificado.

Bom, o plano falhou (será?). Graças aos cozinheiros do McDonald’s (e construtores de vários outros produtos pelo mundo) nossos olhos foram capazes de perceber a verdade por trás do hamburguer. E nossos advogados exigiram que, ao lado de cada foto sugestiva, fossem adicionadas as reveladoras palavras: “imagem meramente ilustrativa”. Assim o sentimento de revolta por receber um produto não correspondente ao prometido foi dopado. Os fregueses continuam comprando, as empresas continuam vendendo e, bem… e a mercadoria é a mesma. Mas saboreamos sorridentes nossos desengonçados sanduiches enquanto pensamos vagalmente: “A justiça foi feita!”.

 

Projeto quer acabar com "imagens meramente ilustrativas" na publicidade


10/02/2012 - PL apresentado ontem pede alteração no Código de Defesa do Consumidor. Um projeto de lei apresentado na última quinta-feira pelo deputado Francisco Araújo (PSD-RR) pretende acabar com a indesejável surpresa dos consumidores que compram um produto acreditando na imagem da embalagem, mas após a entrega, recebem algo inferior ao esperado. O PL 3187/2012 pede a alteração dos artigos 30 e 36 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que deu origem ao Código de Defesa do Consumidor. O texto propõe a proibição da utilização de "imagens meramente ilustrativas na oferta e apresentação de produtos e serviços". Com a proposta, a prática pode ainda ser equiparada à de divulgação de publicidade enganosa.


O Pecado das Imganes Meramente Ilustrativas


Quem nunca sentiu uma atração por uma "imagem meramente ilustrativa" ? Quem nunca também nunca se decepcionou ao receber o produto que estava na foto? Tão diferente não é mesmo? Pois é, as coisas podem mudar se a ideia de Francisco Araújo ( PSD-RR ) for aprovada.

Francisco Araújo ( PSD-RR ), apresentou nesta quinta-feira (09de Fevereiro de 2012) um projeto que pretende acabar com estas surpresas que tempos ao receber os produtos que são bem diferentes daqueles que nós vemos nas propagandas e ao recebê-los nos damos conta que são bem inferiores daqueles que estão estampados nas propagandas das lojas.

Chega a ser uma atração falsa. Os consumidores são atraídos por produtos muito belos, por um serviço impecável, mas a realidade é bem inferior daquele estampada nas propagandas, nos deixando muitas vezes apenas na vontade de ter, de usar aquilo que vemos estampado nas lojas. Mas, você já parou para pensar que poderia existir uma lei que proibisse estas "imagens enganosas" ? Muita gente não! Apenas deixamos a propaganda nos enganar, enquanto eles lucram a vontade com o nosso silêncio.

O PL 3187/2012 pede alteração no Código de Defesa do Consumidor. Acrescenta parágrafos aos artigos 30 e 36 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, para proibir a utilização de imagens meramente ilustrativas na oferta e apresentação de produtos e serviços, equiparando tal prática à de divulgação de publicidade enganosa.

Os anúncios com "imagens meramente ilustrativas" não se restringem apenas para anúncios de sanduíches, os produtos de beleza estão sempre em alta quando se fala em propagandas enganosas ( estão aí as mulheres para falar ). É de perder as contas de quantas pessoas reclamam diariamente sobre um produto a serviço da beleza. É muito Photoshop ( programa de edição de imagem) para pouco resultado.

Quem já teve a sua pele 20 anos mais jovem? Pergunta difícil para ser respondida assim ou complicada demais para um produto qualquer fazer um milagre tão sonhado por tantas pessoas espalhadas no mundo inteiro.


Imagem meramente ilustrativa, uma forma de abusar dos consumidores


Quando se trata de publicidade, um ideal a se seguir deve ser a veracidade das informações passadas aos clientes. Infelizmente não é esse o cenário que segue em muitos mercados, principalmente no do setor alimentício.

As imagens de alimentos nunca são o retrato fiel do produto que você compra, nem ao menos um retrato próximo ao que se espera. As empresas do setor de alimentos aproveitam da fragilidade da lei que regula publicidade no Brasil para abusar da frase “imagem meramente ilustrativa” e exibir em suas embalagens, sites e pontos de venda imagens de produtos perfeitos, com aquela cara de “lanche dos deuses” quando, infelizmente, tal expectativa formada não corresponde à realidade.

O caso da “imagem meramente ilustrativa” decepciona muitos consumidores. É um caso que, na opinião deste editor, deveria ser revisto pelos órgãos fiscalizadores. Imagens são informações, a partir do momento que uma empresa passa aos seus clientes informações dos seus produtos que não condizem com a realidade, ela está passando informações enganosas, o que deveria ser encarado como propaganda enganosa.


A Guerra do Photoshop: As mentiras da Beleza


Ninguém gosta de propaganda enganosa não é? E hoje vamos falar sobre elas e tudo relacionado a beleza das mulheres. A Advertising Standards Authority, associação britânica que regulamenta as publicidades do Reino Unido, resolveu proibir dois anúncios ( o primeiro que está como capa da matéria com a Christy Turlington e o segundo é com a Julia Roberts). MOTIVO? PROPAGANDA ENGANOSA!

Uma campanha de cosméticos estrelada pela atriz Julia Roberts (“Uma Linda Mulher”) foi banida no Reino Unido. A parlamentar britânica Jo Swinton acusou os anúncios da L’Oreal de não serem “representativos do que os produtos pode fazer”, porque as fotos da atriz foram modificadas em Photoshop. A questão foi encaminhada ao conselho regulador de propaganda no Reino Unido (Advertising Standards Authority), que concordou que as imagens eram exageradas e que isso significava uma infração ao código de conduta da publicidade.

Julia, que é o rosto oficial dos produtos Lancôme e tem 44 anos de idade, posa sem rugas nos anúncios para ilustrar um produto que tem “Milagre” no nome, e que promete criar uma “luz natural” emanada da beleza da pele. As fotos foram clicadas pelo famoso fotógrafo de moda Mario Testino.

A L’Oreal admitiu que houve retoques, mas que negou que o anúncio fosse enganoso. Confira abaixo os milagres da cosmética do Photoshop:

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O motivo todo mundo já conhece. Nenhuma mulher mesmo usando os produtos ficariam com peles tão perfeitas como as mostradas nos anúncios. Qual a mulher não se sentiria atraída ao ver um anúncio desse? Difícil encontrar uma!

É fato que estes anúncios são uma visão distorcida da realidade, tanto que a própria L'Oréal afirmou usar programas como Photoshop para a edição das fotos, mas disse que Julia Roberts tem a pele como está no anúncio. Será?

Outro anúncio ( imagem a seguir) proibido foi um com a modelo Ann Ward, em inglês diz que o rímel poderia aumentar o volume "2x mais". Mas, o problema está em letras pequenas, quando no anúncio diz que os cílios da modelo foi melhorados pelo Photoshop.

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Diferente dos dois primeiros, este foi proibido nos Estados Unidos pela National Advertising Division ( órgão regulador de publicidade ). Outra vítima que deu o que falar nos últimos dias foi à cantora Britney Spears onde teve a sua cintura mais fina do que o normal. Será?

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Existem milhares de anúncios e vídeos que usam a boa vontade dos consumidores. Hoje, na parte II da nossa série de matérias sobre o assunto hoje vamos mostrar alguns anúncios novamente relacionados a beleza feminina que usaram da boa vontade do Photoshop. E aí? Conseguem descobrir qual o erro na capa da Vogue da Turquia? Além de estar sem seios o tórax da modelo está muito brilhante ( Olhe a diferença quando vai para o pescoço ). Jacquelyn Jablonski não tem seios "grandes" mas também não deixa de ter.

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"Gentem" , olhem como a Ashlee Simpson ( que é linda por sinal) ficou podre na foto. Olha o nariz dela...Parecem que deram um murro , o nariz saiu e esqueceram de colocar de volta.

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Era para mostrar uma boa forma no corpo Mariska Hargitay? Se era, ficou querendo mostrar. O corpo dela está todo desproporcional não acham? Eita, acho que o Photoshop estava bêbado. Aqui embaixo a mão da Kristen Stewart foi pra aonde heim? Alguém sabe?

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Ah, já sei, acho que a mão da Kristen Stewart foi para a mão da Dianna Agron, olha só como a mão dela está enorme...

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Campanha da DIOR é banida por excesso de Phooshop

 

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10/02/2009 - A nova campanha do rímel DiorShow New Look, da Dior, foi banido pela ASA (órgão que regulariza a publicidade veiculada no Reino Unido) por conter uso em excesso de Photoshop. Na imagem, a atriz Natalie Portman aparece com a pele impecável e os cílios perfeitos – repare no detalhe. A mascara promete “engrossar, separar e estender os cílios”, mas na visão da organização, o anúncio exagera na manipulação da imagem. Questionada, a grife francesa alegou que o retoque existiu, porém mínimo. A Dior preferiu não levantar polêmica e concordou em retirar o anúncio de veiculação.


Twiggy usa creme anti-rugas inglês "milagroso" e fica como há trinta anos

 

twiggy

17/12/2009 - Mais uma polêmica pelo uso inadequado do PHOTOSHOP leva à proibição de um anúncio de um creme anti-rugas na Grã Bretanha. Isso me leva a pensar no profissionalismo de alguns publicitários que exacerbam no uso do PHOTOSHOP. A ferramenta foi desenvolvida para retocar, melhorar, mas não para "reconstruir" uma pessoa. A propaganda, a boa propaganda, não é enganosa. O profissional, o bom profissional, deve ter essa consciência.

A ASA (Advertisng Standard Authority) recebeu mais de setecentas reclamações e determinou a retirada do anúncio da mídia considerando-o "socialmente irresponsável" por passar às consumidoras uma falsa idéia do resultado de uso do produto culminando com um aumento da percepção negativa que elas têm quanto à própria imagem e ao envelhecimento. Prometer algo impossível de ser realizado é, sem nenhuma dúvida, propaganda enganosa. E automaticamente funciona como "anti-marketing", assunto que já foi abordado por mim há dois ou três posts.

O que mais causa espécie e tomar conhecimento da "visão" do fabricante, a PROCTER & GAMBLE, admitindo, por exemplo que os olhos de Twiggy (famosa modelo dos anos sessenta que fez sucesso por sua magreza incomum para a época, cabelos muito loiros e curtíssimos e olhos muito grandes, mais realçados ainda por causa da maquiagem pesada que usava) foram "levemente retocados" e não achar que "as imagens teriam tanto impacto, por se tratar de um produto para mulheres mais velhas, geralmente mais bem-resolvidas".

Há poucos meses foi publicado um anúncio da Ralph Lauren onde a modelo tinha a cabeça maior que os quadris, dado ao excesso do uso do PHOTOSHOP. Essa dentre tantas outras bobagens cometidas por insensatos fez o Parlamento Britânico obstar a continuação de anúncios ou até mesmo matérias que tivessem sido modificadas digitalmente.

Muitos anunciantes usam como argumento que "as pessoas não gostam de ver pessoas com corpos normais" e por isso modificam as fotos com a utilização do PHOTOSHOP.

Isso é mais que uma grande besteira. Haja vista a campanha do sabonete DOVE com mulheres magrelas, magras, cheinhas e gorduchas, bonitinhas, bonitas e lindas; mulheres normais, por assim dizer, que fez o maior sucesso entre o target, ou seja, entre as mulheres mesmo, justamente por apresentar como "garotas-propaganda" mulheres comuns, que são encontradas no dia-a-dia pelo mundo afora, ou seja, "mulheres possíveis".

Os EUA a toda hora divulgam pesquisas cujos resultados que a magreza excessiva mostrada em anúncios, comerciais e em desfiles de moda só contribui para diminuir a auto-estima das mulheres e aumentar os índices de anorexia, bulimia e de cirurgias plásticas estéticas totalmente desnecessárias.

PARTE 2

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