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amimdadaIdi Amin Dada Oumee (Koboko ou Kampala, fim de 1924 ou começo de 1925 — Jidá, 16 de Agosto de 2003) foi um militar e ditador de Uganda de 1971 a 1979. Da etnia kakwa, sua ditadura foi caracterizada por genocídios e requintes de crueldade utilizados nas execuções, daí as alcunhas de "o talhante (açougueiro) de Kampala" e "senhor do horror", atribuídas a ele pelo povo ugandense. Idi Amin assumiu o governo do Uganda quando era comandante-chefe das Forças Armadas, destituindo o antigo governo civil. Era defensor de Adolf Hitler e favorável à extinção do Estado de Israel. O seu governo terminou em 1979, quando as tropas da Tanzânia, que nunca reconheceram o seu governo, o destituíram sob o apoio dos ugandenses.

Idi Amin Dada nasceu numa pequena tribo de camponeses muçulmanos de Kakwa nas margens do rio Nilo, num dos distritos mais remotos de Uganda.Alistado no Exército britânico, foi inicialmente ajudante de cozinha do regimento britânico King's African Rifles. Impressionou com seu 1,90 metro de altura, e os seus 110 quilos bem como a sua habilidade pugilística, que o converteram num campeão de boxe na categoria de pesos-pesados do seu país (1951-1960). Após a independência do país (1962) tornou-se chefe do Exército (1966) do presidente Milton Obote. Após o golpe de estado, depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de seu governo, que durou oito anos (1971-1979), foi um regime brutal que deixou um país arruinado e 300 mil pessoas assassinadas.

Demonstrando um temperamento megalômano, vingativo e violento, expulsou (1972) cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda num país de homens negros. Uma figura grande e imponente, o seu comportamento excêntrico criou a imagem de um homem dado a explosões irregulares e foi chamado de "Bug Daddy". Uma vez declarou-se "rei da Escócia", proibiu os hippies e as minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Ficou conhecido também por debochar de vários líderes internacionais: afirmava dar conselhos ao presidente americano Richard Nixon, criou o "Fundo Ugandense para a Salvação da Inglaterra" e cogitou a transferência da sede da ONU de Nova York para a capital de Uganda. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas. Foi um dos déspotas mais sanguinários da África tendo tomado o poder num golpe militar, derrubando o presidente Milton Obote.

Foi denunciado dentro e fora do continente africano por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo. Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as cem mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de boxe de manter cabeças decepadas no frigorífico, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que praticava canibalismo.

Rompeu relações diplomáticas com Israel, ordenou a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus (1972). Foi recebido (1975) pelo Papa Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional (1976) quando, depois do sequestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea de Israel atacou o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Kampala, libertando todos os reféns. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal.

Rompeu em 1976 relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois, fracassa um atentado contra ele nos subúrbios de Kampala. Exilado na Tanzânia, o líder por ele derrubado Milton Obote convocou um ataque (1979) e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU), pelas forças do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, e de exilados ugandenses, e um novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa.

Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de procurar um novo refúgio quando o ditador líbio Muammar al-Gaddafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, acompanhado pelas suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando o seu estado de saúde se agravou, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu para voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado pelas suas atrocidades.

Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamentos Intensivos e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde viveu a maior parte do tempo desde que foi deposto (1979), num pequeno funeral horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e a nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica.

Foi exibido em 2007 o filme "The Last King of Scotland" ("O último Rei da Escócia"), que retrata as atrocidades de Idi Amin.

O Carniceiro da África (Reinaldo Ferraz)

O talhante de Kampala", "senhor do horror" e "o carniceiro da África" são alguns dos diversos apelidos de um dos mais cruéis e desumanos ditadores da África.

Idi Amin Dada Oumee foi ditador de Uganda por quase dez anos (1971 a 1979). Estima-se que Amin tenha matado entre 300 mil e meio milhão de pessoas durante o seu regime. O ex-ditador de Uganda nasceu em meados da década de 20, em uma pequena tribo de camponeses muçulmanos de Kakwa, nas margens do Nilo, um dos distritos mais remotos de Uganda. Depois de sair da escola, executou trabalhos espetaculares, mas foi recrutado ao exército por um oficial do exército colonial britânico.

Amin juntou-se ao King's African Rifles (KAR) do exército colonial britânico em 1946 como um cozinheiro assistente. Impressionou com seu 1,90 metro de altura, e os seus 110 quilos bem como a sua habilidade pugilística, que o converteram num campeão de boxe na categoria de pesos-pesados do seu país (1951-1960).

Foi forçado a juntar-se ao exército durante a segunda guerra mundial. Depois disso, na infantaria, participou de diversos conflitos na Somália e no Kênia. Durante os anos seguintes, foi acumulando promoções e gratificações militares, até que em 1966, dois anos após a independência do país, tornou-se chefe do Exército. Em 2 de fevereiro de 1971, Amin declara-se Presidente de Uganda. Com seu temperamento megalômano, vingativo e violento, inicia seu governo marcado pela brutalidade.

Em 1972 expulsou cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda num país de homens negros. Ameaçou queimá-los vivos caso não saíssem em 90 dias. Nesse mesmo ano, milhares de civis, juizes, diplomatas, professores e estrangeiros foram executados durante seu governo. Em alguns caso, vilarejos inteiros foram dizimados. Os corpos foram despejados no rio Nilo, e tamanha era a quantidade de cadáveres, que o algumas partes do rio ficavam represadas.

As matanças e carnificinas garantia-lhe o título de "senhor do horror" durante seu regime. Muitos ugandenses acusavam o ditador manter cabeças decepadas de seus inimigos em uma geladeira, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas.

Com o passar dos anos, muitos acreditavam que ele era louco. Uma vez declarou-se "rei da Escócia", proibiu os hippies e as minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Ficou conhecido também por debochar de vários líderes internacionais: afirmava dar conselhos ao presidente americano Richard Nixon, criou o "Fundo Ugandense para a Salvação da Inglaterra" e cogitou a transferência da sede da ONU de Nova York para a capital de Uganda.

Seu reinado de horror e sangue durou até 1979, quando o líder por ele derrubado Milton Obote, exilado na Tanzânia, convocou um ataque e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda.

Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de procurar um novo refúgio quando o ditador líbio Muammar al-Gaddafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, acompanhado pelas suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando o seu estado de saúde se agravou, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu para voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado pelas suas atrocidades.

O ditador morreu com mais de 80 anos devido a falência múltipla dos órgãos. Foi enterrado na Arábia Saudita no sábado, 16 de agosto de 2003. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e a nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica.

A Anistia Internacional lamentou profundamente que o ditador tenha falecido sem ser julgado por seus crimes contra a humanidade.

Idi Amin foi retratado no filme "O último rei da Escócia", com a belíssima atuação de Forest Whitaker, a qual lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 2007.

Cronologia

Os oito anos em que o ex-ditador Idi Amin Dada esteve no poder em Uganda, entre 1971 e 1979, foram marcados pela repressão política exacerbada em resposta a um forte movimento interno de contestação.

Em 1971, Amin Dada derrubou o presidente Milton Obote. Depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de governo.

Ordenou assassinatos em massa e aprisionou os opositores. Dizimou as tribos hostis e instaurou pelotões de execução. Estima-se que entre 100 mil e 300 mil ugandenses tenham sido torturados e mortos durante o regime do ex-ditador, que costumava jogar os corpos no rio Nilo. Dezenas de milhares de refugiados fugiram do país.

Em abril de 1979, foi derrocado pelos rebeldes ugandenses no exílio, armados pelo presidente da Tanzânia, Julius Nyerere.

Ao perder o poder, seus amigos estrangeiros foram se afastando pouco a pouco, até abandoná-lo totalmente. Restou apenas a Arábia Saudita, país que lhe deu asilo por duas décadas e onde morreu hoje.

Leia abaixo uma cronologia dos oito anos da ditadura de Amin Dada:

25 de janeiro de 1971: Amin Dada, chefe do Exército, derruba o presidente Milton Obote.

30 de março de 1972: Uganda rompe relações diplomáticas com Israel.

5 de agosto de 1972: Amin Dada ordena a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus.

10 de setembro de 1975: O papa Paulo 6º recebe Amin Dada, chefe em exercício da Organização da Unidade Africana.

4 de julho de 1976: Depois do sequestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea israelense ataca o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Campala. Todos os reféns são libertados. O ataque deixa 31 mortos, entre eles 20 ugandenses. Amin Dada encara esta intervenção como uma humilhação pessoal.

28 de julho de 1976: Uganda rompe relações diplomáticas com o Reino Unido.

Julho de 1978: Anistia Internacional afirma que 300 mil pessoas foram massacradas desde que Amin Dada assumiu o poder.

10 de outubro de 1978: Fracassa um atentado contra Amin Dada nos subúrbios de Campala.

31 de outubro de 1978: As forças de Uganda invadem territórios na Tanzânia.

11 de janeiro de 1979: Milton Obote, exilado na Tanzânia, convoca um levante.

11 de abril de 1979: Amin Dada é derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU) e pelas forças da Tanzânia. O novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Idi_Amin
            http://www.apocalipse2000.com.br/persona.htm
            France Presse Paris

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