Conheça essas inusitadas tradições para celebrar a morte

    morco topoDizem que dos impostos e da morte, ninguém escapa. Primeiro, acertamos as nossas contas com o banco, e depois… com o destino. A visão da vida após a morte varia segundo os costumes de cada povo. Tradições estranhas e macabras envolvendo os mortos são uma constante ao longo da história. Conheça dez estranhos costumes que celebram a morte. Sopa de cinzas - Um dos costumes mais estranhos e primitivos é o endocanibalismo (canibalismo entre indivíduos da mesma tribo), um ritual sagrado praticado pelos ianomâmis da Amazônia venezuelana.

    A tribo acredita que a morte de uma pessoa se deve à ação de xamãs e demônios. O cadáver é imediatamente cremado e suas cinzas e ossos são divididos entre parentes e aliados. Depois de alguns meses, as cinzas são misturadas em uma sopa de bananas, que a tribo consome para absorver a energia vital do falecido.

    Enterro celestial

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    O enterro celestial era um costume funerário tibetano, em que partes específicas do cadáver eram dissecadas e depositadas no alto de uma montanha para sofrer a ação da natureza, sobretudo das aves de rapina. No Tibete, o costume é chamado de “jhator” e significa, literalmente, “dar almas às aves”. Como a maioria dos tibetanos é adepta do budismo (que prega a ressurreição), o corpo do morto torna-se apenas uma “casca vazia”.

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    Torres do silêncio

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    O zoroastrismo, praticado principalmente na Índia e no Irã, considera o cadáver humano um elemento impuro que contamina tudo o que toca. Por esse motivo, não pode ser enterrado ou cremado. Os cadáveres são levados a construções funerárias chamadas de “torres do silêncio” onde a carne é devorada por abutres. Depois de clarearem com a ação do sol e do vento, os ossos são depositados em um ossário no centro da construção.

    Lembrança viva

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    Um dos rituais maias da Península de Iucatã, México, consistia em desenterrar o cadáver depois de três anos e meio. Os ossos eram retirados do túmulo, lavados e cobertos com guardanapos ricamente bordados. Todos os anos, na véspera do Dia dos Mortos, os ossos eram colocados em um ossário para honrar a memória do falecido.

    Juntos até a morte

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    O sati era uma tradição funerária hindu que exigia que a viúva se sacrificasse na pira funerária durante a cremação do marido. O ato podia ser voluntário ou forçado pela comunidade. Apesar de o costume ter sido oficialmente abolido na Índia, as viúvas ainda são cruelmente estigmatizadas. Os homens podem se casar novamente, mas isso é praticamente impossível para as mulheres, sobretudo se forem mães. Além disso, quando uma mulher enviúva, perde todos os seus direitos e propriedades.

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    Alimentos para os mortos

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    Achados arqueológicos recentes mostram que diversos túmulos romanos possuíam tubulações que os conectavam com o exterior. Elas permitiam que os parentes levassem mel, vinho e outros alimentos, na crença de alimentarem a alma do falecido. Também era comum a realização de jantares ao redor do túmulo. Vestígios desse costume também foram encontrados na Inglaterra.

    Luto e mutilação

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    Um costume do povo Dani, proibido atualmente, obrigava as mulheres a cortar um dedo quando alguém da família morria, como forma de expressar gratidão e dor pela perda do ente querido. Se fosse alguém muito importante, seu corpo era mumificado. Ainda é possível encontrar idosos mutilados por essa prática.

    Pintar com a alma

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    Para algumas tribos de aborígenes da Oceania, a tradição manda que o corpo seja depositado em plataformas construídas com galhos para que possam coletar os líquidos produzidos pela decomposição. Os ossos são pintados e transportados pela família, e os jovens usam os líquidos para pintar o rosto e o tronco, na crença de que assim absorverão as virtudes do morto.

    Famadihana para entrar no outro mundo

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    O famadihana é um ritual realizado a cada sete anos em Madagascar, no qual a família desenterra o corpo do morto, envolve-o em um pano e dança com ele. Essa é uma forma de celebrar a desintegração do corpo, considerada um requisito necessário para que o espírito possa entrar no outro mundo.

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    Mortos que andam

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    A mitologia dos zumbis ganha vida na Indonésia, em um dos rituais mais caros e complexos do mundo. Indivíduos da etnia Toraja preparam o enterro durante meses. Durante esse período, o cadáver é preservado na casa da família. No dia da celebração, vários búfalos são sacrificados e o cadáver “caminha” até o próprio túmulo, acompanhado pelos parentes.

    Fonte: Investigação Discovery

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