Qatar, escravos do jogo

    catarcopa topoBem vindos ao Qatar, a controversa escolha para o Campeonato do mundo de futebol. Até agora, a paixão nacional tem ido a corrida de camelos. Até mesm nos dias de treino, centenas mostram a sua aptidão nos arredores da capital, Doha. Mas esta paixão foi superada por um desporto que algumas pessoas consideram não ter lugar nos desertos. Os camelos aguentam...

    bem as altas teperaturas. Mas os futebolistas, não. A estrela francesa, Abdeslam Ouaddou, qu o diga. 

     

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    Abdeslam Ouaddou

    "Mais de 50 gaus, joguei lá e posso dizer que é impossível jogar em junho e julho. Não se consegue jogar, é impossível."

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    A entidade reguladora do futebol, a FIFA, ignorou esse fato, quand atribuiu o Mundial de 2022 ao Qatar. Os representantes dirifiram a Federação como um feudo pessoal durane décadas, mas a demissão de Joseph Blatter da presidencia da FIFA, reflete a pressão internacional sobre a FIFA. Vamos analisar a sua decisão mais notória. O Qatar foi uma escolha arrojada para levar o Mundial ao Oriente Médio ou um acordo sórdido com uma nação que trata os trabalhadores com escravos?

    Abdeslam Ouaddou: "Não podemos aceitar jogar em estádios onde as pessoas perderam a vida. Eles controem estádios com sangue."

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    Se o dinheiro fosse o mais importante, o Qatar seria um paraiso. Desde a década de 1990 que esta pais rico em petróleo tem desenvolvido a maior jazida de gás do mundo. Que tem providenciado fundos para tornar Doha a nova Manhattan.

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    O Qatar contratou mais de um milhão de trabalhadores estrangeiros, principalmente do sul da Ásia, para construirem os estádios, hotéis e eistemas de transportes para o Campeonato do Mundo. Se dermos um passeio, temos de nos desviar das retroescavadeiras. Mas não é um sítio acolhedor para os peões.O Qatar também não gosta de jornalistas curiosos. Ao cair da noite, dirigimo-nos a um local onde não devemos ir com uma mulher que não deveria estar aqui.

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    Sharan Burrouw

    "Quando assumi este cargo em 2010, e ficamos a par das condições existentes, era, na verdade, escravatura dos tempos modernos."

    Sharan Burrouw ja foi presidente do maior sindicato da Austrália, o ACTU. Ela se arrisca a ser presa ao visitar os campos de trabalhadores de acesso restrito de Doha.

    Sharan Burrouw: "Por fora, podemos ver que isto parece quase humano. Depois entramos e vemos que há 300 homens em cerca de 20 quartos.Eles cozinham e lavam a louça ao lado dos sanitários, que estão em estado deplorável. O local onde preaparam as suas refeições é horrível também. Pode-se imaginar ali, 40 ou 50 homens tantando preparar suas refeições, nestas condições, sem segurança. As garrafas de gás estão do lado de fora, num espaço aberto. É imundo! "

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    Elá e diretora da Confederação Internacional de Sindicatos, em Bruxelas, que representa trabalhadores de 155 paises. Qatar é o pais mais rico do mundo, per capita. Os seus 290 mil cidadãos desfrutam de uma fortuna imensa, mas estes homens do Nepal só recebem 50 dólares por semana. Trabalhanado 10, 12 horas diárias sem pagamento de horas extras. Os trabalhadores estrangeiros abdicam até de direitos básicos. Não há muito que possam fazer se o patrão não lhes paga o ordenado e nem sequer podem sair do páis sem a autorização do patrão.

    Sharan Burrouw: "Não há sistema de controle eficaz, as empresas não são processadas. Eles vivem na miséria e, quando o desespero é tanto que querem ir para casa, percebem que estão presos no Qatar. São propriedade de outro indivíduo. Isso é escravidão.

    Os bairros de trabalhadores são o segredo sórdido do Qatar, que recorre a polícia secreta para impedir que seja revelado. Recentemente equipes de reportagem da BBC e da Alemanha foram detida quando tentaram filmar esses bairros. Não é a imagem com que ficamos com os vídeos sofisticados alusivos ao Mundial do Qatar. O dinheiro do gás e do petróleo financiou uma campanha para mostrar Doha como amistosa, moderna e aberta.

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    O Qatar até financia a Al Jazzera, a estação televisiva global com reputação de reportagens destemidas. Quando três dos seus jornalista foram detidos no Egito a estação fez uma campanha para sua libertação com o seguinte slogan: O JORNALISMO NÃO É CRIME! Mas a verdade é que aqui, na terra da Al Jazeera, o jornalismo pode ser crime. Este foi o pais escolhido para o Mundial, mas a outra realidade é algo que o Governo do Qatar, não quer que venha a público.

    Mustafa Qadri passou por isso em primeira pessoa. Cresceu em Sydney mas vive em Londres e trabalha na Anistia Internacional.

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    Mustafa Qadri

    "Entramos com permissão do Governo do Qatar, nas a realidade é que, a qualquer momento, as empresas, as mais responsáveis pelos maus tratos, podem chamar a polícia e dizer para nos deterem por termos falado com os trabalhadores sem a autorização delas. Isso aconteceu há alguns dias. A polícia apareceu. Colaboramos e fomas a delegacia. Levamos sete horas para explicar tudo, mas nos liberaram. No fim das contas, podemos fazer queixa, somos da Anistia Internacional e o governo do Qatar nos escuta. Também podemos sair do pais. Mas os trabalhadores podem ser maltratados física e verbalmente, podem perder o visto, que lhes permite umm meio de subsistência, podem ir para os centros de detenção u ser expulsos para o pais de origem."

    Os trabalhadores estrangeiros excedem largament os Qataris numa escala de quatro para um. São controlados por um sistema chamado Kafala. Iso dá ao empregador o direito de decidir onde eles trabalham, quando e até mesmo se podem sair. Os trabalhadores e os empregados domésticos tem que entregar os passaportes ao patrão.

    Sharan Burrouw: "Se tentarmos sair do pais, e se o patrão decidir que não vai emitir um visto e saída ou um NOC, como eles chamam, o que permite transferir o trabalhador para outra pessoa, então esse empregador tem poder absoluto sobre você, outro ser humano. Os pedidos por email que recebemos todas as noites: ESTOU PRESO NO QATAR!."

    As vezes eles ficam retidos sem dinheiro. Conversamos com um grupo de adolescentes nepaleses que foram trazidos para cá por uma empresa de Katmandu. Depois de pagarem os vôos e a percentagem para a empresa, quando chegara, perceberam que não havia empregos nem salários. Mas o responsável continuava com os passaportes deles. para não poderem apresentar queixa. Moram num quarto, 15 pessoas. O nome da empresa para a qual pagaram:

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    Honesty Overseas Pvt. Ltd.

    A ironia esta no nome da empresa que roubu o dinheiro deles e os trouxe para cá se chama HONESTY !! Até grandes futebolistas podem ficar retidos. Abdeslam Quaddou vivem em Nancy, no norte da França, onde era jogador profissional de meio campo. Ha quatro anos foi aliciado para jogar no Qatar para a equipe que é propriedade do príncipe herdeiro.

    Abdeslam Ouaddou: "Como sou muçulmano, quis ir para lá e descobrir como é jogar num pais muçulmano. Queria terminar a minha carreira num país muçulmano. Mas, afinal, acabou por ser o pior erro de minha vida. Penso que foi a pior escolha de carreira que fiz, nos meus 17 anos de futebol."

    De inicio era um herói, levando a equipe as vitórias, mas depois mandaram-no mudar de clube e deixar a equipe Lekhwiya. Ele quis saber porque, ja que tinha assinado com esta equipe. Veio da França, com a sua familia para jogar nesta equipe. Entao lhe dizeram que era uma ordem do Emir. Tudo que é dito por ele não esta aberto a discussão. Quando lhe cortaram o salário e ele apresentou queixa a FIFA, negaram-lhe o visto de saida. Era um prisioneiro. Ao contrário dos trabalhadores pobrs, ele decidiu lutar. Meses de queijas ao Sindicato dos Jogadores e ao governo francês valeram-lhe o regresso a casa. Mesmo assim, levou dois anos na justiça para receber o dinheiro que lhe deviam. Como sua carreira com jogador acabou, esta a tirar o curso para ser treinador.

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    Abdeslam Ouaddou: "Vivo inteiramente para o futebol. É, sem dúvida, um dos melhores desportos do mundo e concretiza sonhos a muitas pessoas." Ele esta indignado por ser o Qatar o organizador do Mundial de 2022. "Como é que uma competiçao de tanto prestígio, que junta milhóes de pessoas, pode ser realizada num pais que não respeita os direitos humanos? Num pais onde a escravidão ainda existe."

    A escolha do Qatar em detrimento do Japão, da Coreia do Sul, dos EUA e da Austrália provocou de imediato suspeitas de suborno. A FIFA instaurou uma investigação mas se recusou a publicar o relatório completo. Representantes da FIFA foram acusados de suborno, lavagem de dinheiro e extorsão.

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    Jaimie Fuller: "Estamos lidando com uma organização que tem tido uma cultura de corrupção, ao longo das gerações. Não semuda a cultura mantendo a mesma liderança. É preciso mudar a liderança." O empreendedor Jamie Fuller, sediado na Suiça, tentou organizar um boicote a FIFA. Ele é presidente da marca de roupa desportia de alto rendimento Skins.

    Jaimie Fuller: "A Skins tem orgulho emanunciar que a partir de agora é o primeiro não patrocinador oficial da FIFA." Ele combina uma boa publicidade para a sua marca comuma posição ética. Até entrou a socapa nos campos de trabalhadores de Doha, para recolher provas de estar sendomaltratados. "Vi alguns dos piores casos de péssimas instalações sanitárias, de instalações para cozinhar e comer que possam imaginar."

    A abordagem dele é uma raridade no mundo comercial. Patrocinadores como a Coca-Cola, Visa e Mcdonalds tem apoiada a FIFA, apesar dos indícios graves de corrupção, As emprsas estrangeiras tem clamado por uma parte do boom de construção do Qatar. O governo disponibilizou 260 bilhóes de dólares para infraestruturas. Sendo a população inferior a 300 mil habitantes, iso dá quase um milhão de dólares por pessoa. E podiam caber todos confortavelmente no estados planeados.

    Não é que muitos valorizem isso. Podem pensar que com tantos milhões a serem gastos em tantos estádios, o Qatar é uma nação louca por futebol..... NÃO !!!!

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    Este (imagem acima) é o publico habital que assiste futebol, em Doha.... praticamente INEXISTENTE. Aparecem 50 qataris para ver um jogo internacional, apesar da entrada ser gratuita. Os outros espectadores são operários paquistanexes da contrução civil que conseguiram deslocar-se de seus campos distantes. Mesmo que os autóctones não acompanhem o futebol, a maioria está instaisfeita pelo pais ser o enfitrião do Mundial.

    "Nâo é apenas imporante para o Qatar, é importante para todos os Árabes e Muçulmanos, porque é a primeira vez que podemos mostrar algo positivo." Khalid Albaih não é apologista de regimes autoritários. É cartunista político, cujos desenhos se tornaram símbolos da Primavera Árabe. Acredita que a midia ocidental retratam uma imagem falsa de coo o Qatar trata os trabalhadores. "Claro que o Governo se importa com os trabalhadores e esta tentando melhorar as coisas. Como a população crescetão rapidamente, em tão pouco tempo, muitas coias ficam caóticas."

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    O boom da contrução do Qatar ocorreu tão depressa que até os seus cidadãos tem dificuldade de acompanhar o ritmo. Khalid é sudanês, mas vive em Doha desde criança."É uma cidade completamente diferente, Antes, eu conhecia os lugares, mas agora, nem sei para onde vou levar o carro. Nunca para. Há projetos e todos os dias, constroem-se novas cidades. Não estão a construir um estádio ou dois, mas sim cidades."

    Ele acredita que o governo esta genuinamente tantando melhorar as condições. "Se tudo correr conforme o planejado, as leis laborais vão mudar, o sistema Kafala vai mudar, não apenas por causa dos trabalhadores, mas por causa de pessoas como eu, que tem vivido sempre aqui. As coisas vão mudar gradualmente, porque a diferença que exite no Qatar é o fato da liderança ser jovem."

    Sharan Burrow não tem tanta certeza: "Sempre que nos dirigimos a Anistia, a Human Rights Watch, é sempre a mesma história: Vamos mudar isso, vamos fazer uma revisão, vamos mudar as leis, vamos construir instalações! É uma anedota de mau gosto. O sistema Kafala equivale a ESCRAVIDÃO."

    O Qatar aceitou uma crítica, o fato de fazer muito calor para jogar futebol no verão, aqui. A FIFA concordou em mudar o Mundial de 2022 para o inverno, transformando o calendário europeu de futebol. O Qatar afirmou que os estádios serão muuito bem climatizados, mas continuarão a ser construidos nos meses mais quentes, quando as condições para os trabalhadores são fatais. Os acidentes são frequentes.

    Sharan Burrow: "As nossas estimativas são muito conservadoras. Só há dois paises que tem registros precisos: Nepal e Índia. Mais de 200 trabalhadores, de cada um desses paises, morre no local de trabalho, todos os anos, no Qatar. A esse ritmo, e em dois paises entre 30, que tem memorandos de entendimento com o Qatar, mais de 4 mil trabalhadores podem morrer, antes de começarem os jogos, em 2022. Não tem que ser assim."

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    Sharan Burrow afirma que é praticamente impossível abordar estas questões com o governo. Fora da família governante Al Thani, ningúem parece ser responsável. "É impressionante, ninguém assume a responsabilidade. É como se fosse um negócio familiar. Cada Xeque e a sua familia tem um negócio. mas não há um sistema de governo ointerligado, como acontece em qualquer pais democrático."

    Por mais moderno que pareça, o Qatar é uma autocracia feudal. O líder supremo é o emir, o xeque Tamim Bin Hamad Bin Khalifa Al Thani, que recentemente assumiu o cargo do pai. Contatar a cadeia de comando abaixo dele não é facil. Todos os dias ligávamos aos ministérios e departamentos governamentais. Muitas vezes nem sequer atendiam o telefone.Tentamos falar com alguém do governo sobre estas questões, mas o governo é gerido por uma família, e ela não fala, pelo menos, não conosco.

    Contudo, a Comissão de Direitos Humanos do Governo tem um site, que refere as muitas reformas que efetuou para ajudar trabalhadores, tudo num vídeo muito bem produzido. Começa com um rapaz quatari passando por um trabalhador estrangeiro, decidindo dar-lhe uma garrafa de água. O trabalhador fica muito grato. Depois mostra que os trabalhadores são pagos através de contas bancárias, para receberem os salários. Ficamos ansiosos por conhecer esses trabalhadores felizardos ou, pelo menos, alguém a quem pudéssemos perguntar por eles.

    Após dias de rejeição, conseguimos localizar um membro da família governante.

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    "Não há nada mais avassalador do que ver jovens atletas iniciarem-se nas competições internacionais, um momento que jamais esquecerão para o resto da vida."

    O xeque Saoud Bin Abdulrahman Al Thani, que dirige o Comité Olímpico do Qatar, assinu um novo acordo com a Federação Internacional de Desporto Escolar. Eu estava desejoso de lhe fazer perguntas sobre a promessa feita pelo Qatar de abolir o sistema Kafala, sob o qual o padrão fica com o passaporte do trabalhador.

    "Penso que há muitos sistemas que ja foram abolidos e ha coisas que estão sendo tratadas. Temos a certeza de que tudo será feito ao mais alto nível na organização deste evento tão importante. Não sei quando isso vai acontecer, mas com ja lhe disse, houve mudanças, há coias em curso e haverá mudanças no futuro."

    Mais nenhum reprsentante falou conosco, mas quando estávamos prestes a sair do Qatar, houve um avanço. Após meses de negociaçoes e dias de espera, finalmente nos deram autorização para filmar um dos estádios para o Campeonato do Mundo. O Estádio Al Wakrah.

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    Chegamos ao local. Antes de entrarmos, tivemos um briefing de segurança. Somos orientados a usar capacete e óculos de segurança, colete e botas de proteção. Depois, inesperadamente, tivemos meia hora de atraso. A policia entrou no nosso carro e exigiu saber quem nos dera autorização para filmar. Conseguimos então autorização apra vermos as terraplanegens de alta segurança para o Al Wakrah. Não foi supreendente ver todos os trabalhadores com todos os equipamentos de segurança, da cabeça aos pés.

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    Al Wakrah será um de uma dúzia de estádios para o Mundial. O Qatar conseguiu a organização do evento por ter garantido que muitos estádios seriam desmantelados, no final do Mundial, e doados a África. A nossa visita foi organizada pelo Comite Supremo de Distribuição e Legado do Mundial. Acredita que tem uma boa história para contar, mas não dá a cara para revelar. Infelizmente, ninguém do Comite Supremo teve autorização para falar conosco. Mas disseram que rejeitavam a alegação de que os trabalhadores morrem para construir estes estádios.

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    Na verdade disseram que, desde que as obras começaram, no ano passado, não houve uma única fatalidade entre os 3000 trabalhadores, e houve apenas oito ferimentos simples. O pior caso foi uma pessoa que tropeçou e partiu o tornozelo. É um registro notável.

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    Fomos a uma aldeia modelo para os trabalhadores, com exelente comida, cuidados médicos e instalações de lazer. Até tem internet, para contatarem com as famílias ou apenas para verem jogos. Consciente da péssima publicidade, o Qatar está realmente a melhorar as condições para os trabalhadores nos estádios a tempo inteiro. O problema é que são uma pequena fração da mão de obra. Mais de um milhão vive em bairros nos arredores de Doha, e tem poucas condições.

    Mustafa Qadri: "Se compararmos com a cidade, Doha, que é uma cidade muita animada, uma cidade moderna, parece que estamos no Terceiro Mundo, e não num dos paises mais ricos do mundo. Não há um bom sistema de esgotos, há muitos problemas de eletricidade, o alojamento é básico. A verdade é que os trabalhadores que constroem estádios, prédios e hospitais, serão os responsáveis pelo desenvolvimento do país, nos ans vindouros, mas vivem nestas condições."

    Apesar de terem prometido erradicar ou simplificar o Kafala, este tem sido aplicado com um efeito brutal.

    Jaimie Fuller: "Nás últimas semanas, devido ao terremoto no Nepal, muitos nepaleses foram impedidos de regressar a casa para participar dos funerais dos familiares, orque as autoridades qataris e os respectivos empregadores recusaram-se a dar autorização."

    Representantes legais de dois continentes investigam como o Qatar ganhou a licitação. Os promotores americanos planejam deter mais representantes da FIFA. A polícia suiça está investigando as alegações de suborno. Seja lá o que for descoberto, é pouco provável que o Qatar deixe de ser o organizador do Mundial. Ja foi gasto muito dinheiro e muita coisa ja foi construida para o torneio lhes seja retirado. Quanto as controvérsias, aos acidntes e as mortes algumas pessoas esperam que o Mundial seja algo positivo.

    Mustafa Qadri: "Ninguém devia enaltecer as condições laborais para migrantes, no Qatar, mas o fato de o Mundial se realizar aqui é uma ótima oportunidade para o Qatar demonstrar que esta genuinamente tentando melhorar as condições de trabalho. Se não se mudar a situação urgentemente, receamos que o Mundial não seja recordado pelos jogos, mas pela construção de estádios a custo de abusos laborais dos imigrantes."

    Fonte: https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=hlHKkndQVLk

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