A quarta revolução industrial e o desemprego

    A quarta revolução industrial e o desempregoO desemprego tem aumentado e não há nada que possamos fazer. É uma realidade que bate à nossa porta, levando as pessoas à um futuro sombrio. Estamos vivendo a QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Há cerca de um ano atrás entrei em um restaurante na encantadora cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul. Na ponta da mesa do Buffet por quilo havia uma balança sozinha, sem nenhum funcionário.

    Junto à balança, havia um pequeno cartaz com instruções para colocar o prato e retirar o ticket informando o peso e o valor a ser pago. Alguns podem dizer que não é novidade, mas foi a primeira vez que vi e pensei comigo mesmo: “- uma pequena máquina substituiu uma pessoa”. Hoje vivemos tempos em que as máquinas não substituem apenas um funcionário, mas também o seu posto de trabalho.

    As máquinas vieram para ficar

    Imagine um funcionário que trabalhe 24 horas por dia, sem descansar nos finais de semana, sem salário, férias ou assistência médica e que não entre com uma ação trabalhista. É o sonho de qualquer empresa. E este sonho está a cada dia se tornando realidade.

    Você lembra quando ia às locadoras de vídeo alugar um filme para assistir no seu videocassete ou DVD player? As locadoras foram desapareceram! Foram eliminadas rapidamente por serviços de streaming (Netflix, Amazon, Youtube e outros). Isso foi possível com a popularização do acesso à internet por banda larga. Tecnologias 4G e Wi-Fi também substituíram a forma como telefonamos. Isso com certeza resultou em perda de empregos e de funções. Com a tecnologia 5G batendo à porta, a situação vai piorar.

     

     

    Pessoas sendo substituídas por robôs

    Os robôs não apenas substituirão os humanos, como também serão melhores, mais rápidos e mais precisos. Não sou eu quem está afirmando isso, mas são palavras do famoso físico teórico norte-americano Michio Kaku. Você pode ler a matéria aqui.

    Físico norte-americano Michio Kaku

    Ele afirma que “revolução digital dividirá a humanidade entre vencedores e perdedores”. Isso com certeza irá acontecer, mas já sabemos que os vencedores serão a elite mundial. Nós, pessoas comuns, não teremos mais lugar na sociedade. Seremos obsoletos.

    Não posso concordar com ele quando afirma que a “indústria robótica será maior que a automobilística, muitos empregos serão gerados por ela.”. As linhas de produção de automóveis a cada dia ficam mais automatizadas. Acham que a produção de robôs será diferente? Claro que não!

    Estima-se que a população global chegou a 7,7 bilhões, em abril de 2019. Você realmente acredita que todas estas pessoas terão trabalho quando a revolução 4.0 estiver completamente implementada?

    Casa construída por robôs

    Cada vez mais estamos vendo notícias como esta acima. Basta você pesquisar na internet e achará notícias sobre veículos que não necessitam mais de motorista, drones que fazem entregas, robôs que fazem atendimento e transportam cargas. O que farão com as pessoas que estiverem sobrando? Você compreende para onde nossa sociedade está caminhando?

    Assista o vídeo do Canal ABJugados

    Economia: uma engrenagem que está ficando sem dentes

    Não é preciso ter grande conhecimento em economia para entender que ela funciona como uma engrenagem que está sempre em movimento. É clara a relação entre renda e consumo. As pessoas trabalham e usam o dinheiro que ganham para adquirirem bens e serviços. É uma troca constante. Mas esta engrenagem já está girando com uma certa dificuldade ficando cada vez mais sem dentes.

    Imagine que você é dono de um pequeno bazar na sua cidade. As pessoas que compram os produtos que você vende são aquelas que trabalham nos caixas de supermercado, motoristas, vendedores, atendentes e todas as pessoas que trabalham e possuem renda. À medida que estas pessoas vão perdendo seu emprego e o posto de trabalho, sendo substituídas por máquinas, elas deixarão de consumir seus produtos. Isso já está acontecendo e as pessoas não estão mais conseguindo retornar ao mercado de trabalho.

    Filas intermináveis em busca de emprego

    A tal crise financeira (no caso do Brasil, criada pelo Banco Central) pode ter sua parcela de culpa, mas penso que isso já é o reflexo desta nova revolução industrial.

    A maioria destas matérias sobre a tecnologia estar substituindo o trabalho humano sempre traz algo tranquilizador, falando que o emprego no futuro será diferente e que as pessoas terão que se reinventar para assumirem novas funções. Não acredito que as tais “novas funções” estarão ao alcance de quase 8 bilhões de pessoas. É uma mentira!

    O problema acontecerá quando esta engrenagem parar de vez.

    Caos e violência: a guerra por alimento

    Quando o ser humano fica com seus recursos escassos e sem poder ter acesso às fontes para supri-los, ele acaba, cedo ou trade, cruzando a linha entre seus valores morais e o instinto de sobrevivência. Isso não é teoria, e simplesmente causa e efeito.

    Do mesmo modo que uma pessoa que está se afogando se debate e agarra seu socorrista, se apoiando desesperadamente nele para se manter na superfície, assim ocorre em qualquer situação que envolva luta pela sobrevivência. É instintivo!

    Vemos demonstrações disso quando assistimos um filme ou nossa série de televisão favorita. Quem não lembra das cenas de correria e desespero no clássico filme Titanic no momento em que o navio está afundando? E o que dizer da luta diária por alimentos e recursos na série The Walking Dead? Assim como estes dois sucessos, os filmes nos mostram muito sobre o que o ser humano é capaz de fazer para sobreviver, inclusive matar!

    The Walking dead na vida realRick vs Negan em The Walking Dead

    O desemprego cedo ou trade acaba se transformando em violência. É gradual, mas irá acontecer, afinal, qual pai ou mãe irá suportar ver seus filhos passando fome?

    A maioria de nós vive em grandes centros urbanos. Acostumamos em buscar nossos alimentos nos supermercados, almoçar em restaurantes ou pedir uma tele entrega. Agora imagine uma quantidade enorme de pessoas sem dinheiro para poder comprar comida? Você pode estar pensando que estou “viajando demais”, mas eu discordo. Mais uma vez eu digo: trata-se apenas de causa e efeito.

    Neste cenário, o seu inimigo não será o político corrupto ou o estado. O seu inimigo passará a ser o seu vizinho. Você já observou na sua rua quantas pessoas ainda estão saindo para trabalhar?

    Alguns já sabem o que está acontecendo

    Pessoas estão despertando e percebendo onde isso tudo vai dar e estão se preparando para sobreviver nos tempos sombrios que estão chegando. Este é o caso do ex-executivo do facebook, Antonio Garcia Martínez. 

    Antonio Garcia Martínez - ex-executivo do Facebook

    Martínez afirma que “o avanço da tecnologia - em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial - mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.”

    Qual o motivo que levaria um cara na posição dele, com uma carreira brilhante e ganhando um bom dinheiro a abandonar tudo para viver isolado?
    Ele ainda diz que a nova moeda do mundo será a munição e diz:

    Há 300 milhões de armas nos Estados Unidos, uma para cada homem, mulher e criança, e a maioria delas estão nas mãos das pessoas que perderão seus empregos “.

    Veja a matéria completa aqui.

    Existe solução?

    Penso que não há como impedir esta transformação da nossa sociedade. Nem todos possuímos recursos para nos mudarmos para uma ilha, mas boa parte de nós pode pensar em morar em locais mais afastados dos centros urbanos. Neste sentido o Brasil é um país privilegiado, pois há muito espaço para ser ocupado.

    Viver afastado, e cultivar a própria comida tem seu lado bom, pois evitamos a correria e o stress do dia a dia e ao mesmo tempo estaremos nos preparando para os dias difíceis que estão chegando.

    Quando estes dias sombrios chegarem (e vão chegar), em um primeiro momento, estar longe dos centros urbanos já nos dá uma boa vantagem.

    Édson de Oliveira - Webmaster

     

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