Por que os bancos amam a guerra

    bancogue topo30/01/2018 - “A guerra não beneficia ninguém, nem mesmo o vencedor”, diz o ditado, e todos concordam. Então, por que a humanidade tem lutado em tantas guerras sangrentas, especialmente no século passado? O principal comandante da força aérea na Alemanha nacional-socialista, Hermann Göring, apresentou uma resposta convincente. “As pessoas não querem a guerra. … Por que algum pobre coitado numa fazenda quereria arriscar sua vida numa guerra, quando o melhor que ele pode conseguir é sobreviver a ela é voltar para sua fazenda inteiro?”, disse Göring nos julgamentos de Nuremberg, numa conversa com o jornalista Gustave Gilbert em 1946.

    “Mas, afinal, são os líderes do país que determinam a política, e é sempre uma questão simples de arrastar as pessoas, seja uma democracia ou uma ditadura fascista ou um parlamento ou uma ditadura comunista.” Assim, os líderes de países que provocam guerras de agressão, ou que fazem isso simulando que são ataques preventivos necessários para a autodefesa, devem ver alguns benefícios na guerra para si mesmos, seja mais poder ou fama, ou tirar a economia local de uma depressão. No entanto, não é o ditador nacional-socialista da Alemanha, o ditador comunista da União Soviética ou o presidente dos Estados Unidos que se beneficia mais; de fato, frequentemente, eles também não se beneficiam de forma alguma. Mas há um grupo que sempre se beneficia, não importa qual lado vença. É o grupo que financia a guerra de longe e cobra juros/interesse pelo sangue dos inocentes.

    Financiamento da guerra na história

    Desde o início dos tempos, o único setor do qual os líderes políticos de um país poderiam emprestar dinheiro suficiente para gastar nos empreendimentos mais destruidores da história humana foi o setor bancário. Mas no passado e agora, o financiamento da guerra apenas por meio da tributação era impossível por causa de seus efeitos devastadores sobre a economia e da resultante reação popular. Antes do advento do sistema bancário e de crédito modernos, os reis precisavam emprestar moedas de ouro de ourives e a nobreza necessitava equipar seus exércitos. E, embora as guerras medievais fossem muitas vezes longas e brutais, elas eram limitadas por causa das restrições ao financiamento, bem como a tecnologia limitada e o menor tamanho da população.

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    Isso mudou com a criação do Banco da Inglaterra de propriedade privada em 1694, o que permitiu ao governo britânico financiar seus esforços de guerra por meio da venda de títulos. O banco central já existia sete anos antes do início do novo século com a Guerra da Sucessão Espanhola em 1701. Os bancos que controlavam o Banco da Inglaterra, e as centenas de instituições financeiras depois disso, descobriram que havia um limite para emprestar a empreendimentos produtivos, que economiza em capital humano e físico. Porque a guerra destrói ambos, a sua demanda em empréstimos e, portanto, seu potencial para lucro dos bancos, é ilimitado.

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    Mayer Amschel Rothschild, o patriarca da dinastia bancária

    A Casa de Rothschild

    Cerca de 100 anos depois, no entanto, o financiamento da guerra por meio de bancos privados foi elevado à perfeição pela família Rothschild. O patriarca da dinastia bancária, Mayer Amschel Rothschild, fundou o primeiro banco em Frankfurt, Alemanha, na década de 1760, e seus filhos expandiram as operações para Paris, Londres, Viena e Nápoles. Por meio de sua rede bancária, a família fez sua primeira fortuna durante as Guerras Napoleônicas, especulando com o dinheiro do príncipe alemão William Hesse-Kassel. Os Rothschild deveriam investir em títulos do governo britânico, mas, em vez disso, usaram o dinheiro para negociar materiais de guerra. Posteriormente, eles retornaram o dinheiro com o interesse que teria sido obtido com a compra de títulos do governo britânico, enquanto embolsaram os lucros excedentes, assim violando seu dever fiduciário.

    No entanto, a família também ajudou e lucrou com o contrabando de ouro através da França para a Espanha para financiar as expedições do duque de Wellington contra Napoleão e forneceu empréstimos diretamente ao governo britânico. Alguns historiadores afirmam que os Rothschild estiveram envolvidos no primeiro grande episódio quando bancos financiaram ambos os lados numa guerra. Segundo Robert McNair Wilson, autor de “Promise to Pay“, os bancos em Londres deram a Napoleão 5 milhões de libras para uma segunda tentativa em Waterloo. Mesmo que as chances de vitória de Napoleão fossem baixas, historicamente, a nação derrotada ainda teria de pagar as dívidas que devia aos financiadores internacionais, como ocorreu novamente com a Alemanha após a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais. Os financistas sempre ganham.

    Se os Rothschild formam os responsáveis pelo colapso do mercado de títulos do governo britânico – depois que eles obtiveram notícias antecipadamente da vitória de Wellington em Waterloo em 1815 – para comprar os títulos por baixo valor, ou se eles apenas o compraram por causa da vitória, é uma questão disputada.A maioria dos historiadores concorda, no entanto, que a família Rothschild, por causa de seus negócios de guerra, tornou-se a dinastia mais rica no século 19, e muitas estimativas ainda os classificam entre as famílias mais ricas hoje. E, embora outros nomes sejam mais populares nas finanças internacionais no século 21, é apenas uma coincidência que o jornal The Economist, de propriedade dos Rothschild, sempre favorece a guerra em preferência a soluções pacíficas, seja no Afeganistão, no Iraque, na Líbia ou na Síria?

    Envolvimento americano

    Depois que os bancos britânicos e outros europeus dominaram o financiamento da maioria das guerras no século 19, incluindo a Guerra Civil Americana, os bancos americanos retornaram o favor no século 20. John Moody escreve em “The Masters of Capital“, sobre a 1ª Guerra Mundial: “Não só a Inglaterra e a França pagaram seus suprimentos com o dinheiro fornecido por Wall Street, mas fizeram suas compras por meio do mesmo veículo. … Inevitavelmente, a casa de [JPMorgan] foi selecionada para esta importante tarefa.”

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    Soldados de infantaria americanos marcham em direção ao Reno em 1918 

    “Assim, a guerra deu a Wall Street um papel inteiramente novo. Até agora, Wall Street era exclusivamente a sede das finanças; agora se tornou o maior mercado industrial que o mundo já conheceu. Além de vender ações e títulos, financiar ferrovias e realizar outras tarefas de um grande centro bancário, Wall Street começou a negociar com munição, canhões, submarinos, cobertores, roupas, sapatos, carnes enlatadas, trigo e os milhares de outros artigos necessários para a condução de uma grande guerra.”

    Alguns historiadores, como Robert Ferrell em seu livro “Woodrow Wilson and World War I“, até acusam o presidente norte-americano Woodrow Wilson de entrar na 1ª Guerra Mundial para proteger os bancos americanos de perdas de empréstimos, ou seus clientes França e Inglaterra perderiam a guerra. Se Ferrell estiver correto, e essa é uma questão contenciosa, os americanos, que votaram em Wilson em 1916 com base numa plataforma “sem guerra”, foram arrastados para uma guerra que eles não queriam, mas seus líderes julgaram necessário por causa de negociações financeiras nefastas mantidas longe da vista pública. Claro, foi o povo dos Estados Unidos, e não os seus presidentes, que pagaram por esta e outras guerras não só com seu sangue, mas também com impostos e inflação mais elevados, para pagar o acréscimo da dívida pública após o fim da guerra.

    A 1ª Guerra Mundial foi o conflito mais mortal na história da humanidade, consumindo a maioria das vidas no menor período de tempo. Isso se deveu não só aos avanços na tecnologia da guerra, mas também à suspensão do padrão-ouro pelos governos. Os governos, portanto, poderiam emprestar quantidades quase ilimitadas para consumir o capital e as pessoas de suas nações. E, embora o líder da Alemanha em guerra, William II, tenha abdicado, os financiadores da Alemanha, bem como os financiadores internacionais que apoiaram a Alemanha, escaparam ilesos, enquanto o povo da Alemanha teve que pagar a dívida de guerra por meio de reparações severas e hiperinflação.

    Propaganda de mídia

    Nos Estados Unidos, muito semelhante à propaganda de guerra do The Economist e da grande mídia de hoje, os jornais foram fundamentais para os políticos e os financistas influenciarem o sentimento popular em relação à 1ª Guerra Mundial, pelo menos de acordo com as observações de um observador no registro do Congresso dos EUA:

    “Em março de 1915, os interesses de J.P. Morgan, os interesses do aço, da construção naval e da pólvora e suas organizações subsidiárias reuniram 12 homens no mundo dos jornais e os encarregaram de selecionar os jornais mais influentes nos Estados Unidos e um número suficiente deles para controlar em geral a política da imprensa diária”, disse o congressista Oscar Callaway do Texas. “Eles descobriram que só era necessário adquirir o controle de 25 dos maiores jornais. … Um acordo foi alcançado; a política dos jornais foi comprada.”

    Os bancos internacionais liderados por Wall Street também foram fundamentais para financiar o surgimento do regime nacional-socialista de Adolf Hitler na Alemanha dos anos 1930 e inclusive continuaram a trabalhar com ele durante a guerra, conforme documentado nos livros “The Tower of Basel” de Adam LeBor e “Wall Street and the Rise of Hitler” de Antony Sutton.

    Sutton escreve: “O ápice do sistema foi o Banco de Pagamentos Internacionais [BIS, na sigla em inglês] em Basileia, na Suíça. O BIS continuou seu trabalho durante a 2ª Guerra Mundial como o veículo por meio do qual os banqueiros, que aparentemente não estavam em guerra um com o outro, continuaram uma troca mutuamente benéfica de ideias, informações e planejamento para o mundo pós-guerra.”

    De acordo com Sutton, financiamento semelhante, bem como transferências ilegais de tecnologia, também ocorreu durante a Guerra Fria com a União Soviética.

    Financiamento da guerra hoje

    O que mudou hoje? Infelizmente, nada substancial. As pessoas ainda não desejam a guerra; no entanto, o cartel bancário internacional continua a considerar isso um dos empreendimentos mais rentáveis para financiar, e, portanto, frequentemente o promove na grande mídia e contribui generosamente para os políticos que apoiam a guerra. Na última eleição presidencial nos EUA, Hillary Clinton concorreu numa plataforma de acirramento dos conflitos com a Rússia na Síria e na Ucrânia, e ela recebeu dos grandes bancos milhões em doações e taxas de palestrante. Nos Estados Unidos, os bancos, direta ou indiretamente, financiam o governo dos EUA por meio do mercado do Tesouro ou do Federal Reserve (Fed), o banco central de propriedade privada do país.

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    Por meio da rede principal de negociantes, grandes bancos como o JPMorgan e o Bank of America “imprimem dinheiro”, sem custo, para creditar a conta do governo federal com esse dinheiro e recebem títulos do Tesouro em troca com uma taxa de juros mais alta. Esses bancos, então, guardam estes títulos do Tesouro, vendem-nos para o público, ou vendem-nos para o Fed, que ele próprio imprime dinheiro sem custo e hoje possui quase US$ 2,5 trilhões em dívida do governo federal. Os bancos ainda se beneficiam muito com a emissão da dívida do governo federal e ainda se beneficiam muito com as guerras, como as de George W. Bush – outro queridinho de Wall Street – no Iraque e no Afeganistão, que, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, custaram US$ 2,4 trilhões no total, pouco menos do que o montante de títulos do Tesouro nos livros do Fed.

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    O presidente afegão Hamid Karzai (dir.) conversa com o senador estadunidense John MacCain (esq.) no palácio presidencial em Kabul em 10 de novembro de 2010

    Então, se os bancos são tão poderosos e a guerra é tão lucrativa, por que não temos outra guerra mundial? O primeiro motivo é bom: a internet dá aos eleitores a opção de definir suas próprias ideias, em vez de acreditar na propaganda de guerra da grande mídia, e esse acesso à informação resultou em reações populares sempre que outra guerra surge no horizonte. O segundo motivo é menos positivo. Após a década de 1970 e o advento da globalização, os governos no Ocidente encontraram uma maneira de adicionar ainda mais dívidas com mais conveniência política, o que custa menos vidas, mas provavelmente desperdiça tanto quanto ou mais capital ao longo do tempo. Esta máquina é chamada de “guerra contra a pobreza”, e os bancos também a financiam.

     

    A guerra é um negócio altamente lucrativo

     

    Não é segredo algum o fato de que uma das maiores fontes de receita dos Estados Unidos é a guerra. Bom, tecnicamente, em primeiro lugar é a comercialização de armas em diversas escalas. Em segundo lugar, como consequência do comércio de armas em larga escala, é a guerra. O que nos faz ponderar – uma conclusão óbvia, alguns diriam – que a paz é péssima para os negócios.

    Em 2016, os Estados Unidos completou 20 anos de guerra no Afeganistão, o que vem a ser a mais longa guerra na história militar dos Estados Unidos. Tendo começado como uma guerra civil, que posteriormente escalou para tornar-se um conflito armado de proporções épicas, que – a princípio – tinha por objetivo desestabilizar e desmantelar o Talibã, organização terrorista que, juntamente com a Al-Qaeda, era considerada uma das mais significativas forças de oposição aos americanos na região, trouxe consequências drásticas para ambos os lados, o que fez do Afeganistão um conveniente ponto de conflito regional, que transformou-se em uma das maiores e mais longas guerras da história contemporânea. E uma das mais lucrativas também.

    Há pouco mais de seis meses, quatro pilotos de Drone – veículos militares aéreos para bombardeio não tripulados, operados à distância – utilizados pela força aérea americana diariamente nas áreas de conflito, para operações de bombardeio, ataque-surpresa e destruição de bases terroristas, decidiram falar abertamente para a imprensa americana o que realmente acontece, nos bastidores da guerra.

    Correndo o risco de serem processados em corte marcial por revelarem abertamente segredos militares, Brandon Bryant, Michael Haas, P.W. Singer e Chris Wallace deram a cara à tapa, e decidiram retirar todo o peso de suas consciências, para revelar ao povo americano as verdades da guerra. As operações de contraterrorismo e os bombardeios operados por drones matam principalmente civis inocentes. Sim, exatamente, civis inocentes: mulheres, crianças e idosos – que, a princípio, são apenas indesejadas e irreparáveis casualidades, meros danos colaterais, cujas mortes não deveriam, de nenhuma forma, maneira ou circunstância, tornarem-se rotineiras, comuns ou aceitáveis –, são mortos diariamente em ataques de drones, operados por pilotos que disparam petardos em sequência, de confortáveis cabines, a uma longa distância, em alguma base militar aérea, nos Estados Unidos. Sob padrões humanitários, ou convenções de guerra, isso jamais seria aceitável.

    Não obstante, na prática todas as coisas são diferentes, e a vida de civis inocentes não é, senão algo desprezível e descartável, que apenas acrescenta à somatória da mortandade diária em território afegão. Os quatro veteranos foram unânimes em declarar que os drones são eficientes e altamente destrutivas máquinas de guerra, capazes de matar dezenas, centenas, até mesmo milhares de pessoas. Mas frequentemente, mata quem não deveria. E muitas vezes aqueles que deveriam ser mortos, não passam nem perto de tornarem-se alvos. Os ataques operados por drones nada mais fazem do que alimentar o ódio das vítimas, e de seus familiares, sejam eles culpados ou inocentes. E acima de tudo, é uma das maiores e mais efetivas motivações para a propagação do terrorismo, e consequentemente, da violência. E, enquanto houver violência e terrorismo, haverá mercado para material bélico. O que, definitivamente, vem a ser a maior preocupação da grande e poderosa elite americana: vender armas.

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    Os rapazes revelaram também que está se tornando cada vez mais comum militares americanos, de diversas patentes, iniciarem o recrutamento de futuros pilotos de drone entre jovens aficionados por videogames, especialmente aqueles com habilidades em jogos eletrônicos violentos, ou de simulações de voo. E o governo americano, há tempo considerável, já estaria encomendando e confeccionando os seus próprios jogos eletrônicos, com módulos, níveis de dificuldade e exigências adaptadas aos padrões das forças armadas. Jogos, estes, devidamente dissimulados como jogos comuns, não muito diferentes destes que garotos adolescentes costumam jogar. Entre os militares, existem olheiros que perambulam por convenções de jogos eletrônicos, e buscam observar entre os jovens aqueles que possuem elevadas e consideráveis habilidades em videogames, tendo por objetivo reconhecer – e se possível seduzi-los com a ideia de um posterior recrutamento – prospectivos pilotos de drone, abordando-os, e prometendo-lhes brilhantes e gloriosas carreiras nas forças armadas, assim que completarem a idade apropriada para o alistamento militar.

    Estes quatro rapazes, que foram corajosos ao se exporem, e revelarem verdades da guerra em primeira mão – embora nada do que tenham dito fosse realmente uma surpresa para quem acompanha de perto a interesseira, insidiosa e pérfida política econômica americana – enviaram uma carta aberta ao presidente Barack Obama, onde expuseram tudo aquilo que testemunharam durante o tempo que serviram no Afeganistão, argumentando como, quando, onde e porquê as intervenções e ofensivas militares – especialmente as que envolvem ataques operados por drones – intensificam ainda mais o terrorismo que o governo afirma combater. Revelaram também diversas informações, sobre a falsa propaganda governamental americana, que declara estar “vencendo” a guerra contra o terror, enquanto divulga dados fabricados sobre a eficácia de suas operações militares no Afeganistão, e a efetividade dos ataques de drones.

    O que Brandon Bryant, Michael Haas, P.W. Singer e Chris Wallace fizeram foi, sem dúvida nenhuma, um ato de coragem. Não obstante, o que declararam não foi nenhuma novidade. O jogo de interesses que é a força motriz da política americana dificilmente surpreenderia qualquer indivíduo bem-informado. O que vimos, no entanto, foram quatro indivíduos decentes, com informações de primeira mão, viabilizadas pela experiência pessoal, exauridos e exasperados com a podridão de um governo conivente e condescendente com a morte de cidadãos inocentes, que têm como prioridade fomentar e perpetuar uma política arregimentada em funestos e escusos interesses privados. Com o desejo de purificar suas consciências, e fazer aquilo que é correto, estes quatro cidadãos americanos – que repito, arriscam-se a serem processados pelas forças armadas em corte marcial – corajosamente rebelaram-se contra uma política de interesses insidiosa e corrosiva, para levarem em primeira mão a verdade aos seus conterrâneos.

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    A verdade é que, quando falamos à respeito da política americana, a guerra é um negócio altamente rentável, o que não vêm a ser segredo para ninguém. Quando os barões e bilionários senhores da guerra – dentre os quais podemos citar Rupert Murdock, Dick Cheney e Jacob Rothschild – têm em suas mãos todas as ferramentas e influência para manterem o status quo que lhes serve, se abastece de suas indústrias, e enche seus cofres particulares com enormes e consideráveis quantias de dinheiro, absolutamente nada irá mudar. Principalmente quanto temos a CIA – a Agência Central de Inteligência – trabalhando a favor destes mesmos interesses escusos, assinalando, apontando e autorizando operações hostis e questionáveis, diretamente envolvida com a atividade dos drones, estando completamente subserviente a um sistema corrupto, que jamais se mostrou preocupado em servir a interesses altruístas. De qualquer maneira, a verdade não têm valor algum no mundo em que vivemos. Apenas o dinheiro compra, seduz, manda e cria regras. A verdade escancarada não mudará em nada a situação. Os ataque dos drones continuam, e diariamente, dezenas de civis inocentes morrem, morrerão e continuarão morrendo no Afeganistão. E o governo americano continuará com a mesma desculpa de que está combatendo o terror. Mas a verdade é que eles estão propagando o terror. Em nome do lucro. Em nome do dinheiro. Em nome de sua sórdida e sanguinolenta política econômica. Não, mesmo que todos saibam a verdade, nada irá mudar. Aquele deus chamado dólar carrega manchas permanentes de sangue.

     

    Fonte: https://www.epochtimes.com.br
               https://www.jornaldoestadoms.com

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