Cérebro e Intestino: descubra a conexão

    ceinte1Dr. Durval Ribas - Aquele frio na barriga ou no estômago que sentimos quando estamos ansiosos ou preocupados com alguma coisa e a sensação de fome, que pode gerar até dor de cabeça, fazem parte de uma conexão constante entre o nosso cérebro e o intestino. Eles se comunicam de uma forma bastante dinâmica e complexa. Isso porque, para quem não sabe, o intestino tem neurônios e aloja inúmeras bactérias que participam de processos importantíssimos ao organismo, entre eles a produção de neurotransmissores.

    Quando falamos em neurônios, são sim os mesmos que constituem o cérebro, e eles também ficam alojados no abdômen e têm uma alta produção de serotonina, a molécula que nos leva ao estado de bem-estar. E eles não estão sozinhos: a flora intestinal, conhecida como microbiota, também interfere na comunicação entre o cérebro e o intestino. Hoje, evidências científicas mostram que problemas psicológicos e psiquiátricos podem não ter apenas a sua origem no cérebro, como acreditava-se antes, mas sim sofrer grande influência da microbiota.

    A microbiota, por sua vez, tem imensa importância. Uma microbiota intestinal equilibrada com o bem-estar do nosso sistema digestivo, reduz, por exemplo, os casos de constipação e flatulência. E não é só isso. O ecossistema presente no intestino, e habitado por inúmeras bactérias, contribui com a regulação de várias funções fisiológicas, inclusive, com a produção de imunidade contra os agentes patogênicos (possíveis causadores de doenças), conforme apontou um estudo da Faculdade de Medicina do Imperial College London, na Inglaterra. Portanto, uma rotina que inclui a prática de exercícios físicos regulares e uma alimentação balanceada ajuda a manter o bom funcionamento da microbiota intestinal. E, se ela vai bem, o intestino também fica bem. E o cérebro acaba se beneficiando desse bem-estar, assim como a saúde do corpo em geral. O caminho é um só, procure ter sempre um estilo de vida saudável!

    Dr. Durval Ribas Filho é formado pela Faculdade de Medicina da Fundação Padre Albino FAMECA/SP com especialização em Endocrinologia e Metabologia. Diretor Presidente da Associação Brasileira de NUTROLOGIA. Clinica em Catanduva/SP.

    A incrível conexão cérebro-intestino

    2018 - A comunicação estreita entre eles abre perspectivas para entender o papel da flora intestinal no surgimento de males que sabotam o foco e o bom humor. O coração, o fígado e os rins que nos perdoem, mas não há órgão mais fascinante que o intestino. A começar pelo seu tamanho descomunal: se abríssemos e esticássemos seus dois trechos – o delgado e o grosso -, ele ocuparia uma área de 250 metros quadrados, o equivalente a uma quadra de tênis. Tudo está enrolado e compactado dentro do ventre. E olha que isso nem é o aspecto mais interessante da coisa: o intestino tem neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvida em processos cruciais ao organismo. E você pensando que ele era um longo tubo por onde a comida passa, nutrientes são absorvidos e o que não é aproveitado vira cocô.

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    Espera: neurônios lá no abdômen? Sim, falamos das mesmíssimas células que constituem o cérebro. “O intestino tem cerca de 500 milhões delas”, calcula o gastroenterologista Eduardo Antonio André, do Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo. É menos que a massa cinzenta, que tem bilhões, mas o suficiente para formar um sistema nervoso próprio, responsável por coordenar tarefas como a liberação de substâncias digestivas e os movimentos que estimulam o bolo fecal a ir embora. “Esses circuitos operam sozinhos, ou seja, independem do comando cerebral”, destaca André. Dá pra entender por que apelidaram o intestino de segundo cérebro?

    Os neurônios intestinais chamam a atenção também pela sua farta produção de serotonina, molécula que nos leva ao estado de bem-estar – 90% da serotonina descarregada pelo corpo é fabricada ali. “Esse neurotransmissor é importante porque garante o funcionamento adequado do órgão”, diz o médico Henrique Ballalai, da Academia Brasileira de Neurologia. Mas se sabe que ele ainda pode exercer um efeito sistêmico. O fato é que a serotonina é só um dos mais de 30 mensageiros químicos montados no ventre.

    Essas substâncias são encarregadas de transmitir recados de um lado para o outro e estabelecer comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro de verdade. “Essa conversa acontece diretamente por meio do nervo vago, estrutura que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à cabeça”, descreve o endocrinologista Filippo Pedrinola, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. O nervo vago é uma via de mão dupla: assim como o abdômen manda mensagens para a massa cinzenta, o correio inverso também ocorre. “É por isso que, diante de uma situação de estresse, podemos sentir frio na barriga ou vontade de ir ao banheiro”, esclarece Pedrinola.

    Você não está sozinho

    Há um terceiro elemento que interfere nessa conexão: a cada vez mais estudada flora intestinal. Microbiota, para sermos corretos. O intestino carrega cerca de 100 trilhões de bactérias, quantidade dez vezes superior ao número de células do corpo. Esse contingente representa de 2 a 3 quilos do peso total de um indivíduo. “A microbiota tem papel decisivo na manutenção da saúde. Ela auxilia a digerir alimentos e a nos proteger de infecções”, explica a microbiologista Regina Domingues, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A princípio, nossa relação com essas bactérias é pacífica e proveitosa para os dois lados: elas conseguem obter nutrientes necessários para sobreviver e, em troca, regulam nosso organismo.

    Fonte: https://www.docelimao.com.br
               https://saude.abril.com.br

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