França inaugura primeira estrada com painel solar

    estrasol1Por Paulo Higa, 2016 - Lembra das Solar Roadways? Uma ideia semelhante foi colocada em prática na França: uma pequena vila de 3.400 habitantes na Normandia ganhou nesta quarta-feira (21) a primeira estrada do mundo com painel solar, capaz de gerar energia elétrica para abastecer a rede de iluminação pública da região. O trecho com painel solar tem 1 km de extensão e custou 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 17 milhões). Mais de 2.000 motoristas devem passar pela Wattway todos os dias, e a tecnologia será testada pelos próximos dois anos para verificar se realmente é viável. A ministra da ecologia, Ségolène Royal, diz que um dos planos é construir 1 km de painéis solares a cada 1.000 km de estradas francesas. Nem todo mundo gostou da ideia: segundo o The Guardian, os Países Baixos fizeram um projeto parecido em 2014, só que em ciclovias. O painel solar tem 70 metros de extensão e gerou 3.000 kWh, o que é suficiente para abastecer uma casa familiar durante um ano. O problema é que o projeto custou 3 milhões de euros (o equivalente a R$ 10 milhões). Com todo esse dinheiro, seria possível pagar 520.000 kWh de energia.

    Os motivos da rejeição são simples. Primeiro, a tecnologia é cara demais: os painéis solares precisam ser mais resistentes para que milhares de bicicletas, carros ou até caminhões passem diariamente sem danificá-los. A estrada solar da Normandia é coberta com uma resina contendo folhas finas de silício, o que teoricamente permite o trânsito de caminhões de mais de 3.500 kg.

    Leia também - Pele de tilápia: a nova promessa no tratamento de queimaduras, criada no Brasil

    Além disso, justamente por estarem no chão, sem possibilidade de mudança de angulação para acompanhar o movimento do sol, esses painéis solares geram 30% menos energia do que se estivessem num telhado — mesmo custando bem mais. No caso da pequena vila francesa, a situação é ainda pior porque há apenas 44 dias de sol forte durante o ano (contra 170 em Marselha, por exemplo). É um belo avanço, mas talvez a tecnologia tenha que melhorar muito para ser realmente interessante. O Brasil passou por uma situação nada simples no setor energético, que se agravou por conta de uma crise hídrica, política e econômica. Neste episódio conversamos sobre como chegamos aqui e citamos alternativas de energias renováveis.

    Críticas à "estrada solar"

    estrasol2

    estrasol3

    (Fonte G1) - O projeto rfoi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir. "Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem", disse ao jornal Le Monde o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.

    O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica – que produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.

    Leia também - Cristais do tempo: como os cientistas criaram um novo estado da matéria

    Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

     

    Fonte: https://tecnoblog.net
               http://g1.globo.com

    Translate

    ptenfrdeitrues

     

     

    Curta O Arquivo no FacebookCurta O ARQUIVO no Facebook

    O Arquivo

    Sobre  |  Fale Conosco