O reconhecimento facial vai afetar a publicidade e a sua vida

    recofa1Assim como a automação e a inteligência artificial estão mudando o mundo e vão transformar o futuro do trabalho, é importante entender o impacto das tecnologias na publicidade e no marketing. Para você saber tudo sobre as inovações e elas impactam sua vida, já abordamos a publicidade cognitiva, o blockchain no marketing, o que é chatbot, o marketing preditivo, e a realidade aumentada no marketing. Agora, vemos o crescimento do reconhecimento facial e a sua utilização na publicidade interativa.

    A novidade pretende desvendar o comportamento do consumidor, personalizar a comunicação e melhorar a experiência do cliente com as marcas. Então se faz necessário entender o que é o reconhecimento facial e como ele afeta seus negócios e sua vida. E até que ponto a inovação pode ser benéfica, já que ela monitora e armazena os dados das pessoas, trazendo à tona a discussão sobre a privacidade e a coleta de informações.

    Como funciona o reconhecimento facial?

    Hoje, já usamos a biometria para a identificação das pessoas pelas suas digitais – seja para desbloquear o celular, fazer operações bancárias, entrar no país ou votar nas eleições. O reconhecimento facial também é baseado em uma técnica biométrica em que os softwares “codificam” nosso rosto.

    Para fazer esse mapeamento, os sistemas utilizam as características do rosto de uma pessoa, como o tamanho do queixo e a distância entre os olhos. Elas são chamadas de pontos nodais (a face humana possui cerca de 80 pontos).

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    A extração de cada ponto vai formando a assinatura facial e é armazenada em um banco de dados. Ao fim do processo, é necessário comparar as características extraídas com as do banco para encontrar o dono do rosto. Alguns smartphones já utilizam a tecnologia para que o aparelho seja desbloqueado somente pelo proprietário. Segundo pesquisa do Counterpoint Research, até 2020, 64% de todos os celulares vão contar com a inovação.

    As atuais aplicações

    Além dos celulares e aplicativos como o Facebook que identifica seu rosto nas fotos, o reconhecimento facial passa a ganhar importância na publicidade e no marketing. Recentemente, a concessionária ViaQuatro, que administra a linha 4 do metrô de São Paulo, instalou portas interativas que exibem anúncios e monitoram a reação das pessoas aos anúncios mostrados nas portas. Os sensores podem mensurar o número de espectadores e contabilizá-los por idade e/ou sexo. Além disso, pode classificar seus comportamentos em quatro tipos: feliz, insatisfeito, surpreso ou neutro.

    Os defensores da privacidade mostraram preocupação com a nova plataforma interativa. Mas o presidente da ViaQuatro, Harald Zwetkoff, garantiu ao portal CityLab que não faz identificação pessoal dos passageiros, nem armazena as imagens e dados das pessoas.

    Como outras empresas estão usando

    Este artigo da Forbes mostra alguns exemplos de utilização do reconhecimento facial no comércio. Um dos casos é o do restaurante CaliBurger, na Califórnia, que atrelou a tecnologia ao seu programa de fidelidade. Instalado nos locais de pedido, o software reconhece as pessoas registradas no seu sistema, ativa suas contas e, baseado no histórico, mostra as refeições favoritas e sugere pedidos.

    Ao usar programas de fidelidade, os clientes também poderão substituir a forma de pagamento dos cartões tradicionais para o reconhecimento facial. “Isso permite que a CaliBurger ofereça uma experiência interativa e personalizada”, disse John Miller, CEO do Cali Group.

    E a inovação vai além. O Laboratório de Inovação da SAP trabalha no desenvolvimento de óculos inteligentes, que vão ajudar os funcionários de lojas a saber informações detalhadas sobre os clientes, como compras recentes, preferências e reclamações. Dessa maneira, os atendentes podem usar esses dados ??como gancho para conversas e interações com os consumidores.

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    A questão da privacidade

    Em todos os casos, tanto dentro ou fora do Brasil, há a preocupação com a coleta e o armazenamento de informações. Ao CityLab, Jacqueline Abreu, coordenadora da área de Privacidade e Vigilância do InternetLab, afirmou que a ViaQuatro, por exemplo, deveria ser mais clara sobre os dados. “O que estão fazendo para evitar abusos? E se as portas forem hackeadas e começarem a gravar pessoas ou coletar outros tipos de informação?”, questionou.

    Rafael Zanatta, coordenador de direitos digitais do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, também fez um alerta sobre o monitoramento de dados sensíveis, como etnia ou gênero. “Na legislação europeia, coletar informações sensíveis é proibido de antemão. Você só pode fazê-lo se você cumprir uma série de condições”, explicou.

    O futuro dos dados

    Autor dos best-sellers Sapiens: Uma Breve História da Humanidade e Homo Deus, Yuval Noah Harari estuda o impacto das tecnologias no nosso futuro. Principalmente, a forma como a automação, a inteligência artificial e o machine learning estão aprendendo sobre o comportamento e as emoções humanas.

    “Em 10 ou 20 anos, os algoritmos estão propensos a me conhecer melhor do que meus amigos, minha família ou até melhor do que eu mesmo me conheço”, comentou o professor israelense no evento Innovation Realized 18, organizado pela EY em Amsterdã. Ele também manifestou seu temor em relação à enorme quantidade de dados que disponibilizamos.

    “No século 21, os dados serão o ativo mais importante para todas as indústrias e decidirão quem serão os reis de cada segmento”, afirmou Harari. Segundo o autor, uma possível centralização dessas informações – nas mãos de empresas, de uma pequena elite ou governos – pode significar a concentração de poder. O que poderia resultar no surgimento de novas ditaduras.

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    Treinador de inteligência artificial e outras carreiras do futuro de TI

    Automação na gestão do trabalho

    Se você quer implementar a tecnologia na sua gestão, está na hora de conhecer a ferramenta que é o braço direito do gestor. O Runrun.it organiza o fluxo de trabalho, gerencia a comunicação com a sua equipe, distribui as tarefas e gera relatórios do tempo investido pelos colaboradores nos projetos.

     

    O que as tecnologias de reconhecimento facial significam para nossa privacidade?

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    Leia também - Síndrome de Aarskog

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    Reconhecimento facial: A face como chave para o futuro

     recofa3

    Por Arthur Arsênio Schaeffer, 19/01/2018 - Pensando neste texto, tive a lembrança de uma frase do meu pai: “Hoje as coisas são muito burocráticas, no meu tempo os negócios eram feitos olho no olho”. Se há um tempo as negociações e relações podiam ser feitas no “olho no olho” devido ao caráter e confiança que as pessoas tinham umas nas outras, hoje em dia (e num futuro bem próximo) muitos procedimentos também podem ser feitos através do seu rosto, mas isto não tem nada a ver com a honra.

    Recentemente uma cidade no sul da China, anunciou um projeto para que um dos aplicativos de celular mais populares do país, o Wechat, sirva como documento, identificando os usuários da mesma forma como um passaporte ou cartão de identidade. A grande sacada é que o projeto experimental deve utilizar a tecnologia de reconhecimento facial (setor que está em alta na China). Após ler esta notícia na Agência EFE, pensei em dar uma pesquisada sobre o assunto, a fim de entender em que ponto está a tecnologia de reconhecimento facial. ELA JÁ ESTÁ EM TODOS OS LUGARES!

    Segurança

    O boom desta tecnologia foi a utilização do recurso para segurança, assim como em 2001 quando foi utilizada no Super Bowl e chamou a atenção da imprensa mundial. Até hoje o reconhecimento facial é utilizado em estádios e grandes eventos, inclusive no Brasil, durante o Rio 2016 e que ficou de legado no país. Aliás, Tóquio também confirmou o uso do reconhecimento facial em 2020 para as Olimpíadas, onde a expectativa é de ter mais de 400 mil cadastros no banco de imagens.

    Games

    Na indústria dos games o reconhecimento facial é uma das grandes apostas! Os jogos utilizam a técnica chamada de head tracking onde a câmera lê movimentos feitos pela cabeça para realizar ações no jogo. No caso de um jogo de corrida, por exemplo, o usuário pode ter a sensação de estar dentro do carro e observar o retrovisor ou olhar para os lados, como em um ambiente real.

    Sala de aula

    Para evitar que alunos burlem a assinatura na hora da chamada, um professor da Communications University of China resolveu utilizar as técnicas de reconhecimento facial. O primeiro passo foi tirar uma foto de cada aluno registrando no banco de dados, utilizando a tecnologia, o professor posiciona um tablet na mesa dele e na hora da “chamada” os alunos formam uma fila para que sejam reconhecidos pelo sistema, registrando a presença. Acabou com a malandragem de quem respondia a chamada pelo colega furão ahhahah.

    Até na comida!

    Nos EUA uma rede de fast food da Califórnia, está fazendo testes com a máquina de reconhecimento facial. O objetivo é registrar um histórico de cada cliente, com pedidos e satisfações a cada visita ao local fazendo com que a realização dos pedidos seja mais rápida e fácil.

    Pagamentos

    O Santander, a Mastercard e a Dafiti já iniciaram os testes do Identity Check Mobile, projeto que deve autenticar pagamentos online com uso da biometria (impressão digital ou reconhecimento facial). Com esta ferramenta será possível verificar de forma simples e segura a identidade do portador do cartão, sem a necessidade de senha. A expectativa é que o projeto esteja disponível ainda no primeiro semestre deste ano!

    Em suas viagens

    Vamos ao exemplo de uma startup brasileira, há algum tempo a FullFace implementou o sistema de Selfie Check-in na GOL Linhas Aéreas Inteligentes, que foi a primeira companhia aérea no mundo a oferecer essa possibilidade aos passageiros, tanto em voos domésticos quanto internacionais. O recurso possibilita que o viajante faça seu check- in ou check out através de uma simples selfie, tendo o reconhecimento facial comprovado. Muitos dos exemplos acima já são de até três anos atrás, talvez você não tivesse se dado conta de que isto já estava acontecendo e principalmente de que se você ainda não utilizou esta técnica, provavelmente em um breve futuro vai utilizar! Prepare seus rosto e suas linhas de expressão, pois logo logo essa será sua identidade principal para realizar qualquer ação.

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    História (breve) do Reconhecimento facial

    Foi na década de 1960 que o reconhecimento automatizado começou a ser explorado, o primeiro sistema “semi-automatizado para o reconhecimento da face”, precisava da ajuda do usuário para identificar características nas fotografias. Já na década seguinte, Goldstein, Harmon, e Lesk arquivaram 21 marcadores subjetivos para identificação em um tipo de banco de dados, assim era possível automatizar o reconhecimento. Após anos de progresso, em 1991 Turk e Pentland descobriram uma forma de criar sistemas automatizados de reconhecimento em tempo real e foi em 2001 que a tecnologia chamou a atenção pública, por meio dos veículos de comunicação, devido a implementação do sistema no Super Bowl, para um processo de segurança, que capturava e identificava imagens numa base de dados digital.

    Como funciona?

    O reconhecimento é feito basicamente por meio da composição básica do rosto humano, apesar das variações de pessoa para pessoa, um software consegue através de logaritmos mapear traços únicos. No sistema funciona da seguinte maneira: detectar um rosto em formas geométricas e logarítmicas, como se fosse resolver um quebra cabeça. Então basta identificar através de uma câmera as características de um rosto e depois estes pontos serão armazenados em um banco de dados. E aí, percebeu que utiliza essa tecnologia e não sabia?

     

    Fonte: https://blog.runrun.it
               https://www1.folha.uol.com.br
               http://blog.gramadosummit.com

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