Pronto Socorro Emergências Médicas - A Tartaruga e a Motoserra

    tramor topoO Dr Robert Slay, médico de Emergência, esta num dos seus plantões quando uma enfermeira anuncia: "Emergência! Mordida de Tartaruga!" Ele imagina se é grave, imagina uma criança com uma mordida de tartaruga no dedo quando de repente a porta se abre e havia muita confusão e barulho. E entraram 3 rapazes que deveriam estar se diverdindo e um deles tinha um objeto enorme preso ao corpo. Aquele objeto enorme é o que chamamos de tartaruga aligator !

     

     

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    Os outros dois rapazes colocaram um papelão entre a tartaruga e o paciente para que ela não o arranhasse. Os amigos estavam tirando sarro, tentando tirar fotos, tudo acontecendo ao mesmo tempo. As enfermeiras e os técnicos todos olhando. Nnguem acreditava no que estava vendo. Uma tartaruga mordedora pode arrancar um dedo de uma vez só, ela pode quebrar um cabo de vassoura, é um mordida e tanto!

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    Naquele momento o médico decide não chegar muito perto da tartaruga aligator. O paciente então foi retirado da maca com todo o cuidado e colocado na cama. Os rapazes estavam pescando bagre quando um deles viu uma tartaruga numa toca. Quando ela se virou e tentou cavar ele a puxou pelo rabo. E tentou tira uma foto com ela. Enquanto ele a segurava para a foto, a tartaruga esticou o pescoço no comprimento do casco e o atacou no pescoço, mordeu e nao largou mais.

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    A enfermeira deu um pouco de Lorazepan para acalmar o paciente. O Dr Slay olha a tartaruga com cuidado. O animal parecia muito irritado, os olhos abertos olhando em volta e sempre que chegava-se perto ela sibilav. Essa mordida em especifico foi na altura da artéria carótida e na veia jugular interna, então se ela se irritase e começasse a morder mais forte poderia ferir a carótida e se ela fosse perfurada o rapaz poderia sangrar por uns 4 minutos e morrer. E controlar um ferimento desses no PS é muito difícil, senão impossível. Era necessári um cirurgião vascular para cuidar de algo assim. O Chefe do plantao nao tinha a menor idéia de como agir nesse caso.

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    Uma das enfermeiras então acabou tendo uma idéia bem peculiar: tartarugas preferem ambientes quentes e se jogase-mos agua fria nela ou a mergulhassemos em agua fria, talvez ela durma ou hiberne e solte. Então pegaram água fria e começaram a derramar na cabeça da tartaruga. A tartaruga não gostou daquilo. Não deu muito certo. No momento seguinte a porta se abre e entra um guarda florestal que diz que , em hipotese alguma, se poderia matar a tartaruga. Se a tartariga morrer, todos iriam presos.

    Dois plantonistas chegaram e tomaram o lugar dos dois amigos, segurando a tartaruga. Nesse momento o Dr Slay tem uma ideia: que tal paralisar a tartaruga? Ha uma droga usada na sala de emergencia quando se vai entubar uma pessoa para que ela fique imóvel. A succinilcolina. Mas para isso seria preciso entubar a tartaruga. Ele entao entra em contato com um amigo que é veterinário, que disse que era muito facil. O dr pede entao um kit de entubação pediátrica. A dose foi calculada para uma criança de 13 kg, 100 mmg. Se desse errado e a carótida fosse perfurada ele deveria se concentrar no paciente e naõ na tartaruga.

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    Ele injeta entao a succinilcolina. Parecia que nada acontecia. Ela parou de sibilar mais ainda estava presa...e esperaram.

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    E de repente....a boca dela se abriu. Olharam o local da mordida. Não estava tão mal assim. Tinha algumas lacerações superficiais e um pouco de inchaço, mas não tinha hemorragia. O local foi limpo e a antitetanica foi aplicada. Mas ai ....a Susy, a tartaruga......parou de respirar!!! Foi usado um forceps pra abrir a boca dela e o tubo foi colocado com sucesso e começaram a ventilar. Havia condensação no tubo, então esperaram. Ai ela começou a se mexer !!!Abru os olhgos e repirou sozinha. E....ninguem foi preso.

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    A MOTOSERRA

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    O supervisor para médico Scott Garring ja estava na profissão há 14 anos, mas aquele seria um dia que ele não esqueceria. Eles responderam a um chmado que parecia ser um acidente de trabalho comum. Naquele dia tinham uma estagiária muito inexperiente na equipe. O radio informava que o paciente estava numa árvore com uma motoserra presa ao pescoço. Chegaram o local e viram o estado do paciente, imediatamente Scott ficou com um nó na garganta. O paciente, James Valentime, estava cortando a árvore e acabou se machucando com a motoserra. Um dos colegas baixou a corda enquanto o sr Valentime ficou segurando a motoserra. Quando ele chegou ao chão os colegas seguraram a serra eles sabiam que não podiam tirá-la.

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    O paciente estava palido e um pouco aéreo mas ainda conseguia falar. Nos casos de empalação o melhor é deixar o objeto no lugar, nunca se sabe os tipos de estragos que seriam produzidos ao retirá-lo. Pode romper uma artéria ou vaso sanguíneo. Por causa do local do ferimento e do angulo da serra e do pescoço ele estava a um passo de apagar de vez. O mais estranho na situação é que ele estava acordado e falando. Um peso como aquele de 7 a 10 kg podeia causar sérios problemas com a lamina o que também afetaria a sua estabilidade. O peso estava pressionando a ponta da lamina e era la que estavam todas a partes vitais do pescoço. Era preciso decidir se o tranportavam com aquilo balançando no pescoço ou retirar ali mesmo.

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    Entao se decidiu tentar remover o motor e deixar a lamina e a corrente. Tinha varias pessoas segurando a lamina tentando mantela firme, para evitar que ela se aprofundasse ainda mais no pescoço dele. Os parafusos estavam muto apertados, foi uma situação muito tensa. Finalmente conseguiram tirar o motor. Assim ele pode ser transportado. Scott foi por todo o caminho até o hospital segurando a serra por tras da cabeça do paciente, com a estagiária egurando a sua cintura para evitar movimentos mais bruscos, pois um simples frear da ambulancia poderia matar o pacinte. No pronto socorro varios procedimentos e protoclos ja estavam sendo feitos para receber aquele caso.

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    O paciente chega ao hospital, sua pressão era 122 por 94, batimentos em 96. Ele esta consciete e falando o que é importante. Depois o colocam numa cama para iniciar os procedimentos para retirar a serra. Todos prenderam a respiração quando foram remover a lamina. Esperavam pelo pior, a perda maçissa de sangue. E.....NÃO TEVE SANGUE! A carótida estava milagrosamente INTACTA...mas a distancia que a serra chegou dela era de apenas uma moedinha. Alguns milimetros em outra direção e James nao teria sobrevivido.

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    Foram dados 2 gramas de cefazolina, um medicamento classificado como antibacteriano, sendo encontrado na versão injetável para aplicação intravenosa. Sua função é inibir a ação dos agentes causadores de infecções diversas, principalmente germes e bactérias. O ferimento dele tinha um pouco de madeira, sujeira e outras coisas, então foi limpo com muito cuidado. A traquéia estava intacata, as principais estruturas também. Mas havia lesões extensas nos muscuos, no trapézio. Muita lesão muscular.

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    Mesmo assim, no dia seguinte ele estava sentado na cama, com um curativo enorme no pescoço, bem dolorido, mas muito bem, conversando, etc. Ele conseguiu mover os braços. Ele se recuperaria bem depos de algumas semanas e da fisioterapia.

     

    Fonte: Pronto Socorro Emergencias Médicas
               https://www.youtube.com/watch?v=VhIC8IAubjs

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