Misteriosa rocha partida com incrível perfeição vira atração em deserto e levanta teorias: Alienígenas?

    rochapar1Por: Fernando Moreira em 10/10/21 - Num deserto da Arábia Saudita, uma pedra virou atração turística. Envolta em mistério, o arenito, chamado al-Naslaa, vem despertando teorias da conspiração. A mais comum envolve a ação de alienígenas no local inóspito. Tudo porque a rocha está partida ao meio com assustadora perfeição e incrível alinhamento, como se tivesse sido divida por laser. A discussão sobre a origem do corte, que continua inexplicável, voltou recentemente às redes sociais.

    "Definitivamente, obra de extraterrestres", opinou um internauta

    Aqueles que acham que civilizações antigas separaram a rocha não acreditam que elas o fizeram por pura força humana, um fio gigante ou amarrando uma das pontas da rocha a uma carruagem de camelo. Em vez disso, eles sentem que há o potencial de que seres avançados viveram ao oásis, sendo capazes de criar, apontar e disparar um laser para dividir a rocha. Seria algo com o mundo dos Jetsons cruzando com o dos Flintstones. Considerando a natureza precisa da fratura, é até compreensível que pessoas achem que não há como a natureza ser a responsável.

    Geólogos suspeitam de que seja resultado de contínuos congelamento e descongelamento, um processo clássico e duradouro no qual a água goteja em uma rachadura, congela e divide a rocha em duas, em um período em que a Península Arábica era cenário de chuvas bem mais frequentes. O vento também teria função primordial para o extraordinário acabamento, obtido após séculos ou milênios. Há quem suspeite de resultado de atividade vulcânica. Outra linha de explicação atribui o corte preciso a ação humana. Para isso, teria sido usada uma ferramenta de cobre, sendo o relevo alisado com pedra-pomes.

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    A formação rochosa, sobre bases aparentemente frágeis, fica situada no oásis de Taima, no deserto de Nefude, uma vasta área de 290km por 225km, com muita areia e poucas árvores secas. Algumas rochas na região são cobertas por petróglifos, retratando pessoas ou animais. Alguns datam do período Neolítico. Apesar do valor histórico e arqueológico desses petróglifos, os turistas praticamente os ignoram, partindo direto para tirar fotos na frente de al-Naslaa, que tem até um antigo desenho de um cavalo gravado na sua superfície.

     

    AL NASLAA, A PEDRA DIVIDIDA NA ARÁBIA SAUDITA

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    26/02/2021 - Há muitas ocorrências naturais que podem deixar qualquer um desconfiado se aquilo realmente foi criado pela natureza, ou é obra humana no decorrer dos anos. A quem diga também que pode ser obra de algum extraterrestre brincalhão. A pedra Al Naslaa, localizada no oásis de Tayma na Arábia Saudita é um desses fenômenos da natureza, que deixa qualquer pessoa com ‘pulgas atrás da orelha‘. Recentes descobertas arqueológicas, mostram que Tayma foi habitada desde os tempos antigos e a pedra de Al Naslaa por conter pinturas rupestres é uma das formações rochosas mais fotografadas da região.

    De acordo com os geólogos, a fenda perfeita entre as duas pedras e as faces planas de um dos lados das pedras são completamente naturais. O mais provável é que o chão se moveu ligeiramente debaixo de um dos dois suportes, fazendo a pedra se dividir. Outra teoria é de que pode ser um dique vulcânico, que era composto de algum mineral mais fraco, que com o correr dos anos, acabou se desfazendo, criando o espaço vazio entre as pedras.

    Também o que ter dividido a pedra seria a pressão sobre uma antiga rachadura natural. Na pedra da direita, pode ser observado uma dessas rachaduras em diagonal, que um dia poderá romper aquela parte da pedra. E por último, uma antiga falha da rocha que com qualquer movimento do solo, tenha enfraquecido aquela área da pedra, que com o tempo é corroída mais facilmente que o restante da rocha circundante.

    O oásis de Tayma foi um importante ponto de encontro para os comerciantes e caravanas. Antigamente, era um vasto oásis habitado, com uma fortaleza cercada por um muro de pedras sobre uma colina que controlava as rotas comerciais que cruzavam o deserto entre as cidades de Yathrib (Medina) e Dumah. Atualmente é um sítio arqueológico de 500 hectares, localizado a 830 metros acima do nível do mar e a 220 quilômetros de distância da cidade de Tabuk e a 400 quilômetros de Medina.

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    A água do poço de Tayma era chamado de Bir Haddaj, e caiu em desuso há muitos séculos. Em 1953, o Rei Saud colocou quadro bombas de água no oásis e reativou a área inteira para pequenos agricultores. Em 2010, a Comissão Saudita de Turismo e Antiguidades anunciou a descoberta de uma rocha perto de Tayma com uma inscrição hieroglífica do faraó do Egito Ramsés III.

    Fonte: https://extra.globo.com/
               https://www.magnusmundi.com/

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