As Verdades escondidas sobre o ovo, medicina nutricional, envelhecimento, etc - Parte 7

    epigeneEpigenética - Epigenética é um termo usado na biologia para se referir a características de organismos unicelulares e multicelulares (como as modificações de cromatina e DNA) que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares mas que não envolvem mudanças na sequência de DNA do organismo. A herança epigenética é a transmissão de experiências ocorridas com os pais para os filhos e que não ocorre através do DNA. De acordo com os conceitos tradicionais, quando um embrião é formado, seu epigenoma é completamente apagado, e reescrito a partir das informações que estão no seu DNA. A exceção é que, para alguns genes, marcas epigenéticas são mantidas, e passadas de uma geração para a geração seguinte.

    Estas mudanças epigenéticas desempenham um importante papel no processo de diferenciação celular, permitindo que as células mantenham características estáveis diferentes apesar de conterem o mesmo material genômico. Alguns exemplos de modificações epigenéticas incluem o permutação, bookmarking, imprinting genômico, silenciamento de genes, inativação do cromossomo X, position effect, reprogramação, transvecção, efeito maternos, o progresso de carcinogênese, muitos efeitos de teratógenos, regulação das modificações de histona e heterocromatina, e limitações técnicas afetando partenogênese e clonagem.

    Epigenética e Memória Celular

    Marcelo Fantappié - A epigenética é definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência do DNA. Por muitos anos, considerou-se que os genes eram os únicos responsáveis por passar as características biológicas de uma geração à outra. Entretanto, esse conceito tem mudado e hoje os cientistas sabem que variações não-genéticas (ou epigenéticas) adquiridas durante a vida de um organismo podem frequentemente serem passadas aos seus descendentes. A herança epigenética depende de pequenas mudanças químicas no DNA e em proteínas que envolvem o DNA. Existem evidências científicas mostrando que hábitos da vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento de seus genes.

    O termo “epigenética” tem origem do grego, onde “epi” significa “acima, perto, a seguir”, e estuda as mudanças nas funções dos genes, sem alterar as sequências de bases (adenina, guanina, citosina e timina) da molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico). As modificações epigenéticas podem ser herdadas no momento da divisão celular (mitose) e irão ter um profundo efeito na biologia do organismo, definindo diferentes fenótipos (i.e. morfologia, desenvolvimento, comportamento etc).

    A epigenética tem seu efeito biológico a partir de mudanças químicas que podem ocorrer na molécula de DNA e em proteínas chamadas de histonas. Antes de abordarmos efetivamente o papel da epigenética na memória da célula, precisamos entender como a célula funciona.

    A partir do momento em que um óvulo é fertilizado por um espermatozoide, essa nova célula (agora denominada de ovo) dará origem a um conjunto de células que irão originar o embrião. A formação do embrião depende da captação de sinais pelas células, sinais estes que podem vir de dentro das próprias células, de células vizinhas (incluindo as células da mãe) e do meio externo (do ambiente). Os sinais recebidos pelas células irão determinar não somente a morfologia e fisiologia do futuro embrião e indivíduo, mas também o seu comportamento. Nesse sentido, as células respondem a nutrientes e hormônios, mas também a sinais físicos, como calor e frio, e comportamentais, como estresse e carinho. Para que todos esses sinais tenham reflexos na molécula de DNA sob a forma de modificações epigenéticas, eles precisam alcançar um compartimento crucial da célula, o núcleo.

    O núcleo é responsável por abrigar o DNA, entre outras moléculas (i.e. proteínas e RNA). Entretanto, sabemos que a molécula de DNA é infinitamente maior do que o próprio núcleo; por exemplo, o DNA humano, se esticado, teria um comprimento de cerca de 1 metro e meio; o núcleo de uma célula humana, mede cerca de 5 micrometros (5 x 10-6 m). Como isso é possível? O DNA é capaz de caber dentro do núcleo graças à ação de proteínas nucleares denominadas de histonas. As histonas se especializaram para empacotar a molécula de DNA numa estrutura chamada de nucleossomos, que assumem conformações similares a de um carretel de linha. Fazendo uma analogia, imaginem o carretel sendo as histonas, e a linha sendo a molécula de DNA. Se agora imaginarmos que o DNA (a linha do carretel) é composto pelos genes, e que muitos dos genes precisam ser expressos (ou seja, eles precisam decodificar suas sequências na forma de proteínas, que efetivamente são as moléculas que fazem as células funcionarem), se o DNA permanecesse totalmente enrolado, os genes não seriam capazes de serem expressos na forma de proteínas. É justamente nesse momento que entra a epigenética.

    Para que os genes possam ser expressos, mediante a chegada dos sinais (mencionados acima), a molécula de DNA precisa ser parcialmente desempacotada, para que os genes fiquem acessíveis à ação de proteínas (os fatores de transcrição, que efetivamente disparam a ativação dos genes). Entretanto, diferentes genes são expressos em diferentes momentos e, naturalmente, estão localizados em diferentes regiões da molécula de DNA (ou nos cromossomos). Nesse sentido, partes da molécula de DNA são constantemente desenroladas e enroladas (o que se conhece por “remodelamento dos cromossomos”, ou “da cromatina”). Um exemplo de controle da expressão gênica pode ser descrito pela ação dos hormônios sexuais; na fase da puberdade, uma alta concentração de testosterona (nos meninos) ou estrogênio (nas meninas) é lançada na corrente sanguínea e esse é o sinal para que genes relacionados ao desenvolvimento sexual (i.e. crescimento de pelos, dos seios, aumento da massa muscular etc), sejam ativados e expressos. No momento desta sinalização, regiões do DNA (ou cromossoma) onde esses genes estão localizados, precisam ser abertas, desempacotadas, remodeladas. Por outro lado, no momento em que a fase da puberdade passa e os níveis de hormônios caem drasticamente, muitos destes genes precisam ser desativados e, agora, as mesmas regiões do DNA precisam ser fechadas, reempacotadas, para que esses mesmos genes não mais sejam ativados.

    Esse constante remodelamento do DNA se dá justamente por mudanças epigenéticas ou seja, mudanças químicas que ocorrem tanto na molécula de DNA (a linha do carretel), como nas proteínas histonas (o próprio carretel). No DNA, ocorre a metilação, que é a adição de um grupo metila (-CH3, ou seja, um átomo de carbono ligado a três átomos de hidrogênio) ao nucleotídeo citosina; nas histonas, pode ocorrer tanto a metilação como a acetilação (-COCH3) nos aminoácidos lisina e/ou arginina. As modificações no DNA ou nas histonas são realizadas por enzimas do tipo DNA metilases/desmetilases, histona metilases/desmetilases e histona acetilases/desacetilases. A metilação do DNA, que geralmente ocorre em regiões que controlam a expressão gênica (denominadas de promotores), está relacionada à repressão gênica, ou seja, genes que estão marcados (metilados) para não codificarem (ou produzirem) proteínas. Já a acetilação das histonas está geralmente relacionada à ativação gênica.

    Desde os anos de 1865, quando Gregor Mendel anunciou as leis da hereditariedade, deduzidas a partir de seus experimentos com ervilhas, os genes têm sido considerados como a única forma pela qual as características biológicas podem ser transmitidas através de sucessivas gerações. Entretanto, hoje existem várias evidências moleculares da existência de uma herança não-genética. Esses estudos mostram que variações não-genéticas adquiridas durante a vida de um organismo podem frequentemente ser transmitidas para os descendentes; um fenômeno conhecido como herança epigenética.

    Como aprendemos acima, a adição de um grupo metila a molécula de DNA leva ao silenciamento de diversos genes, tendo um profundo impacto sobre a forma e a função das células e organismos, sem alterar o DNA correspondente. A metilação, e consequentemente o silenciamento de genes num determinado período do ciclo ou do desenvolvimento celular ou em determinados tipos celulares faz parte da estratégia evolutiva que culminou com o bom funcionamento celular (conhecido por homeostase) e de um organismo sadio. Caso esse padrão de metilação do DNA seja alterado, por exemplo, por agentes químicos afetando a atividade das metilases, um novo padrão de metilação no DNA será instalado, ativando genes que deveriam permanecer silenciados, podendo ter efeitos significativos na vida (e na saúde) de um organismo. Esse novo padrão epigenético será passado para as gerações futuras, o que caracteriza uma “memória epigenética”.

    A herança epigenética traz implicações profundas para o estudo da evolução e reforça os argumentos do naturalista do século XVIII, Jean Baptiste Lamarck que acreditava que a evolução era dirigida em parte pela herança de características adquiridas durante a vida. Seu exemplo clássico é a girafa. Os ancestrais das girafas argumentava Lamarck, forçaram seus pescoços para alcançar folhas mais altas nas árvores. Ao fazer esse esforço, seus pescoços tornaram-se ligeiramente maiores, uma característica que foi passada para seus descendentes. Geração após geração a espécie herdou pescoços ligeiramente maiores, e o resultado são as girafas que conhecemos hoje.

    Mudanças no genoma são vagarosas, através de mutações randômicas (ao acaso) e para que um traço genético (ou fenótipo) se instale numa população, isso pode levar muito tempo. O epigenoma por outro lado, pode mudar rapidamente em resposta aos diversos sinais que a célula pode receber. Nesse sentido, através da herança epigenética um organismo pode ajustar a expressão gênica de acordo com o ambiente onde vive, sem mudanças no seu genoma. Por exemplo, experiências vividas pelos pais (dieta, maustratos, tratamento hormonal) podem ser transmitidas para as gerações futuras. Isso tem sido bem demonstrado em uma série de estudos onde famílias com grave escassez de alimentos na geração dos avós, filhos e netos têm maior risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Outros estudos sugerem que as mães passem aos filhos os efeitos cognitivos durante a gestação, provavelmente liberando hormônios que fazem com que marcadores químicos epigenéticos (não dependentes dos genes) apareçam nos genes de seus filhos, regulando sua expressão depois do nascimento. Outro exemplo claro do papel da herança epigenética pode ser encontrado nos gêmeos idênticos; estudos mostram que durante a transição da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Como compartilham do mesmo background genético (exatamente a mesma sequência de bases em ambos os genomas) essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida (e das mudanças epigenéticas).

    Passado a era do sequenciamento do genoma humano (publicado em 2004), o esforço atual tem sido depositado em cima do sequenciamento do epigenoma, ou seja, na identificação de todas as citosinas metiladas ao longo do genoma. O epigenoma na sua totalidade irá levar a um melhor entendimento de como a função do genoma é regulada na saúde e na doença, e também como a expressão genética é influenciada pela alimentação e pelo ambiente.


    Reposição hormonal sem riscos

     

    O assunto não é dos mais simples. Sempre se ouviu dizer que, na menopausa, a mulher precisa de estrogênio, quando, na verdade, o hormônio que mais se reduz nessa fase é a progesterona. Até bem pouco tempo também se pensou que o tipo de hormônio disponível no mercado para reposição hormonal fosse igual aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano), mas já se sabe que eles são, apenas, parecidos. Antes de mais nada, vamos entender que a produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade e que isso, nas mulheres, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Estou falando do climatério, período que antecede a menopausa, e da menopausa, propriamente dita. Se o organismo funcionava às mil maravilhas até os níveis de hormônios começarem a cair, parece natural que se possa ajudá-lo a continuar mantendo a sua vitalidade, sem sintomas desagradáveis, mediante um suprimento extra de hormônios. Isso é reposição hormonal.

    Agora, porque tanta polêmica se, em tese, reposição hormonal é o melhor que se pode fazer para a manutenção da qualidade de vida da mulher? A polêmica é porque, em vez de os laboratórios produzirem hormônios iguais aos produzidos pelo organismo humano, fizeram um produto “parecido”. E “parecido” não é igual. Experimente abrir a porta da sua casa com uma chave muito parecida com a verdadeira: você pode até conseguir, mas vai acabar estragando tanto a chave quanto a fechadura, e, o que é pior, depois você não vai mais conseguir abrir a porta nem com a chave certa. É esse o problema. O hormônio “parecido” ocupa o lugar do endógeno, prejudica o organismo e acaba, até mesmo, impedindo que o próprio hormônio endógeno desempenhe suas funções. Depois que esses hormônios “parecidos” começaram a ser usados, as mulheres começaram a infartar mais e a ter mais câncer de mama.

    Coincidência? Não! Grandes e sérios estudos têm sido realizados sistematicamente para verificar os riscos oferecidos pela reposição hormonal, feita com esses hormônios “parecidos”, comprovando que ela tem aumentado os riscos de câncer de mama e de doenças cardiovasculares, entre outras. Mas esse problema está em vias de ser solucionado, porque, paralelamente ao pânico instalado com divulgação dos resultados desses estudos, iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano. Estou falando de “hormônios bioidênticos”. Se você está pensando que, porque são produzidos em laboratório, os “hormônios bioidênticos” também podem ser prejudiciais, engana-se! O fato de uma substância ser produzida em laboratório não significa que ela é ruim assim como o fato de ser natural não significa que é boa. Veneno de cobra é natural e mata. No caso dos hormônios, o que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. Isso é o bastante. Se você for abrir a porta da sua casa com a chave original, que veio junto com a fechadura, ou com uma idêntica, feita pelo chaveiro da esquina, o efeito será o mesmo: a porta se abrirá, sem danos. Para o nosso organismo, também não interessa onde o hormônio foi produzido, desde que ele seja idêntico ao original. Esse é o ponto que a mulher precisa entender para poder argumentar com o seu médico e evitar expor-se a riscos desnecessários.


    Novidades e Avanços no Entendimento dos Problemas Hormonais


    Dr Victor Sorrentino, 2012 - lá amigos, após uma semana fora do país operando fora do país e participando do Congresso Mundial de Anti-Aging Medicine em Orlando, volto a postar meus artigos como prometi. São muitos assuntos interessantes e vou ter que ir colocando aos poucos, mas começarei com uma das partes mais fascinantes desta ciência: Hormônios, tema mais abordado e com mais avanços mostrados neste que foi o 20 (vigésimo) Congresso Mundial de Anti-Aging Medicine, chamada de “Medicina do Futuro”nos Estados Unidos.

    * Só para lembrar que a foto ao lado é meramente ilustrativa, que peguei na net para ilustrar o que o envelhecimento faz conosco quando não tomamos atitudes pró ativas!

    O estudo e o desenvolvimento da ciência e o campo das pesquisas tem evoluído muito e já sabemos hoje, que as pessoas são suscetíveis a diversos tipos de quedas hormonais. Aquela concepção datada da década de 50, de que só as mulheres necessitam de algum tipo de reposição hormonal, pois vivem inevitavelmente a menopausa próximo aos 50 anos, já está completamente ultrapassada. Os declínios hoje são muito mais precoces, devido ao aumento de agressões que somos expostos diariamente, desde agrotóxicos, metais pesados, drogas, stress, e já podem se iniciar hoje a partir dos 25, 30 anos de idade. E se nós esperarmos chegar aos 50, poderemos estar em prejuízo evidente e notório.

    E o mais grave é que, partindo do princípio que estes mensageiros no corpo, responsáveis por todo tipo de reações dentro de nosso organismo, existem 4 tipos de hormônios: Os aminoácidos derivados, os Proteicos, os Eicosanóides e os Esteróides. Estas nomenclaturas são determinadas pela estrutura bioquímica de cada subtipo de hormônios, ou seja, não devemos pensar tão somente nos declínios provocados pelo processo de envelhecimento. Uma vez que os hormônios são produzidos a partir de elementos que devem estar presentes em nossa nutrição (colesterol e proteínas), não estaremos tão somente então pensando em declínios causados pelo envelhecimento, mas sim pela base fundamental de produção também, os próprios alimentos. É por isso que o médico de hoje em dia NECESSITA conhecer e estudar cada vez mais esta área da medicina que relaciona nutrição com o funcionamento metabólico e a genética, denominada NUTRIGENÉTICA.

    Os dados atuais e a prática clínica aprofundada na área da Modulação Hormonal tem nos mostrado realmente que estamos pagando um preço muito caro por estarmos vivendo em um mundo onde todos nós estamos submetidos a influência dos alimentos industrializados, além de sofrermos todas as agressões diárias pelas toxinas que até mesmo no ar que respiramos estão presentes e cronicamente vão prejudicando o funcionamento adequado de nosso organismo. Os declínios hormonais estão de fato ocorrendo muito antes do que seria biologicamente previsível, os 30 anos.

    São constatações extremamente preocupantes, pois estamos simplesmente envelhecendo por completo nosso corpo e a única busca de grande parte da medicina hoje, é em esperar que as pessoas cheguem à doença para aí sim, iniciar tratamentos medicamentosos com drogas que simplesmente enganam os sintomas e de fato não resolvem a causa básica do problema. O tratamentos deve ser feito muito antes da ocorrência da doença, atingindo o ponto fundamental dos problemas. E hoje já é possível isto, através da suplementação nutricional, modulação hormonal, exercícios físicos moderados e combate ao excesso de radicais livres. Pois é amigos, são medidas simples que não deixam uma pessoa adoecer.

    Vou aqui dar o meu exemplo: Desde o dia que ingressei na universidade, comecei a ser ensinado de que a medicina deve ser baseada em evidências e que devemos nos guiar pela consulta, exame físico e exames. Mas os exames são ensinados como a parte principal, pois somos categoricamente ensinados a só tratar as pessoas quando as mesmas têm níveis sanguíneos que justificam doença. Ora, quando a pessoa já está doente pelos seus exames, além de muitas vezes não termos mais como ajudar de fato, também pode ter sofrido tanto com o “caminho” do estar saudável e estar começando a adoecer por longo tempo, que a ajuda médica se torna absolutamente insuficiente.

    Eu mesmo como médico vivi 6 anos fazendo especialização sentindo cansaço demasiado, sono, falta de energia e tive que fazer uso de medicações como Ritalina e ingerir Energéticos, pois em nenhum momento tive o diagnóstico de que poderia ter meus hormônios Tireoideos Otimizados. Conversava com colegas médicos, ia à consultas, sempre os mesmos exames solicitados e sempre a mesma resposta: não tem alteração… Pois então busquei meu primeiro contato com um médico de antiaging e pronto, em menos de 1 mês resolvi meu “problema”. Isto me despertou o interesse para a ciência do antienvelhecimento e a visão da Otimização dos exames e do metabolismo. Me apaixonei literalmente por isto por ter sentido na pele o que milhares de pessoas sentem, e hoje não tenho dúvidas de que nada melhor para um médico do que se colocar no lugar do paciente. E era tão simples, porque eu deveria fazer uso de medicações que não existem em meu corpo se o problema era com coisas que estavam sendo produzidas insuficientes dentro dele?

    Meus hormônios da tireóide estão sendo hoje produzidos em maior quantidade e nunca mais tive que recorrer a energéticos nem ritalina. (e meus colegas cirurgiões da época da especialização sabem muito bem do que estou falando, porque me questionavam frequentemente o porque de ingerir tanto energético)

    Bom, mas falando sobre Antiaging, a novidade é que a prevenção do envelhecimento saudável começa na gestação, depois no bebê ainda pequeno e assim por diante, pois não estamos falando somente em antienvelhecimento como vulgarmente vocês associam ao tratamento anti-rugas e etc… Estamos aqui falando em começar a fazer com que desde o início da vida, os pais saibam o que realmente dar aos filhos e principalmente o que nunca deveriam dar para que este ser humano se desenvolva com saúde e possa gozar de todos os benefícios de não adoecer, fazendo com que de fato a epigenética absolutamente favorável. (*para os que ainda não estão familiarizados com o termo epigenética, aconselho a leitura do artigo “Terapia Antienvelhecimento” que consta no arquivo de meu blog)

    E uma pergunta muito frequente das pessoas que me conhecem é sobre quanto irão gastar com estes tratamentos. Pois bem, quando as pessoas perguntam se custa caro, o que penso é diferente, caro é adoecer, isso sim custa muito ao bolso e à nossa saúde. Ademais, não há plano B diante da doença! DINHEIRO APLICADO EM SAÚDE SE CHAMA INVESTIMENTO! Na realidade, depende muito do que percebemos no que consiste saúde. Vivemos hoje inclusive um paradoxo que dificulta a racionalidade e a prática da medicina preventiva.

    Na promoção de saúde, todas as ações são investimentos com retorno absolutamente garantidos, e com capacidade de ser negociáveis:

    - Reequilíbrio hormonal
    - Reeducação alimentar
    - Estilo de vida saudável
    - Manuseio do stress
    - Prática regular de atividade física

    No momento em que a pessoa é acometida por uma doença como o Infarto, que subitamente se instala em sua vida e onde a pessoa dentro de uma UTI terá que pagar cerca de 3000 reais por uma diária (isso nas que houverem vagas), não há plano B, ou seja, ninguém frente a esta situação tem outra escolha. Sendo assim, repito que caro é a doença e não a prevenção!

    O que o especialista em Antienvelhecimento faz é orientar todos os aspectos nutrigenéticos e hormonais. A partir daí, se a pessoa vai priorizar um ao outro, se vai fazer tudo da melhor forma ou não, aí é opcional a cada um dentro de suas prioridades, pois a orientação de como melhorar seu estilo de vida, como viver mais e melhor e sabendo o que deveria ser modificado será uma informação para a vida desta pessoa e familiares.

    Mas a respeito das quedas ou “pausas” hormonais, a grande preocupação, ao contrário do que todos pensam, é realmente com os homens, uma vez que não possuem um marcador tal como as mulheres, que sentem a cessação dos ciclos menstruais e portanto sabem que ocorreu uma mudança profunda em seus metabolismos. Os homens, por não sentirem um período específico, não têm preocupação com a pausa masculina, denominada Andropausa, e perdem a chance de ter seu equilíbrio hormonal recuperado. Este é um dos motivos que incidem nas estatísticas do homem morrer em média 7 a 8 anos antes da mulher, a desinformação e despreocupação com relação a esta mudança, inclusive por parte dos médicos.

    A queda de hormônios masculinos é ainda mais complexa do que a feminina, uma vez que homens sofrem de um problema duplo. Enquanto que a mulher simplesmente tem uma queda de hormônios femininos (que já é desastroso obviamente), o homem tem além da queda dos hormônios masculinos, um concomitante aumento dos hormônios femininos que é devastador para os seus organismos, pois o estrogênio um hormônio proliferador, aumenta o risco de tumores prostáticos, aumenta o risco de infarto, depressão, depósito de gordura abdominal e mamário, entre outras diversas mudanças que até então eram tidas como “normais”, típicas do envelhecimento e sem prevenção, o que é um verdadeiro absurdo dentro do contexto da evolução da medicina atual. Vocês acham normal que envelhecer seja sinônimo de adoecer?

    Se determinadas áreas como a cirurgia plástica e a oftalmologia já compreenderam que podemos sim tratar pessoas para deixá-las ou com curvas melhores, ou visão de jovem respectivamente, porque não agir diretamente sobre os reguladores de nosso metabolismo, os hormônios e otimizar seus níveis, mesmo nos mais jovens e que não entraram em fase de declínio, mas que têm azar de ter um metabolismo desacelerado?

    O ideal hoje é que o homens e mulheres iniciem um monitoramento anual nos seus níveis hormonais para se ter idéia do metabolismo individual do mesmo, o mais precocemente possível, a partir dos 20 anos por exemplo. Este monitoramento, exames anuais sanguíneos, com muito mais precisão fornecerão dados para que sejam identificados declínios ou problemas de saúde ao longo dos anos de vida e aí sim estaremos falando em prevenção. É direito seu que paga seu plano de saúde e quase nunca utiliza!

    Atualmente sabemos que o corpo humano passa por 7 pausas:

    - Menopausa (cessação dos ciclos menstruais)
    - Andropausa (queda da produção hormonal masculina)
    - Tireopausa (diminuição da produção dos hormônios tireóideos)
    - Eletropausa (diminuição do hormônios pregnenolona)
    - Adrenopausa (diminuição dos hormônios secretados pela glândula supra-renal)
    - Melatopausa (diminuição do hormônios Melatonina)
    - Somatopausa (diminuição do hormônio do crescimento hGH)

    Todas estas podem ser reequilibradas com hormônios bioidênticos trazendo todos os benefícios que estes mensageiros trazem ao corpo. De qualquer forma, não há idade para se começar um tratamento preventivo. As pessoas devem compreender que o bônus é proporcional ao investimento, isto é, quanto mais cedo houver cuidado, mais benefícios a pessoa gozará ao longo de sua vida, com qualidade, sorte de ter facilidades de emagrecer, facilidade em tonificar músculos, ter qualidade de pele, disposição, enfim, ter o que hoje dificilmente temos por completo devido ao tipo de vida que vivemos.

    Amigos, como os assuntos são extensos, escreverei sobre cada hormônio e declínio hormonal separadamente com tudo que há de mais moderno e atual nesta ciência. Vou disponibilizar aqui um programa gravado de 45 minutos em que falamos sobre Modulação Hormonal Bioidêntica. Está dividido em 2 partes. Assistam que damos todas as explicações e dicas: Parte 1 : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&hl=pt&v=aiEpOI_FSd8 Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=dy2BK2QuU6w&feature=relmfu


    O que é nutrigenômica?


    Por Camila Garcia Marques, 2007 - O termo nutrigenômica, ou genômica nutricional, é o estudo do impacto de nutrientes na expressão gênica, que permite conhecer o mecanismo de ação das substâncias biologicamente ativas, contidas nos alimentos, e seus efeitos benéficos para a saúde humana. Com isso, a nutrigenômica fornece meios para prevenir e tratar o desenvolvimento de doenças por meio da alimentação. Para essa análise, são utilizadas técnicas de biologia molecular, como a Northern bloting ou RT-PCR (real time polymerase chain reaction) em tempo real, que analisam a expressão de um número limitado de genes. Outro método, que consegue determinar a expressão de milhares de genes simultaneamente, é a DNA microarray.

    Em um dos estudos já publicados sobre o assunto, por exemplo, os autores observaram que a ingestão de soja, cujos componentes ativos mais abundantes são a genisteína e a daidzeína, diminuiu a expressão de genes relacionados com formação de aterosclerose, diminuindo assim o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular. Assim, esta é uma área que ainda exige muitos estudos, mas que futuramente poderá ser uma ferramenta para que o profissional da saúde obtenha diagnóstico mais preciso, realize intervenção e promoção da saúde de forma individualizada.


    Resveratrol, Benefícios e Propriedades medicinais


    O resveratrol (trans-resveratrol) é uma fitoalexina produzida naturalmente por algumas plantas quando estão sob ataque de agentes patógenos, como bactérias ou fungos. O resveratrol também é produzido por síntese química, sendo vendido como um suplemento nutricional. Presente em maior quantidade em algumas frutas e nos vinhos tintos, o trans-resveratrol é vendido em forma de cápsulas e suplemento, devido aos seu benefícios para a saúde, sobretudo na prevenção de vários tipos de câncer e por proporcionar bem-estar geral, sem prejudicar o organismo.

    Benefícios do resveratrol

    O resveratrol ajuda a desacelerar o processo de envelhecimento, rejuvenesce a pele, melhora os níveis naturais de energia e até mesmo previne o aparecimento de algumas doenças, incluindo câncer. Enquanto esses benefícios variam entre as pessoas, com base em pesquisas, se percebe que grande parte das pessoas tem um aumento quase imediato em seus níveis de energia natural e melhora no bem-estar geral, além de supostamente auxiliar no emagrecimento em dietas para perda de peso.

    O resveratrol foi isolado originalmente das raízes do heléboro-branco (Veratrum album) em 1940 e, posteriormente, em 1963, a partir das raízes de Polygonum cuspidatum. No entanto, só atraiu mais atenção apenas em 1992, quando sua presença no vinho foi sugerida como explicação para o efeito cardio-protetor da bebida. Apesar de ser encontrado na casca das uvas vermelhas e ser um componente importante do vinho tinto, as quantidades de resveratrol aparentemente não são suficientes para explicar o “paradoxo francês” de que tão o consumo regular de vinho é responsável pela longevidade.

    Nas uvas, o resveratrol é encontrado principalmente na parte externa. A quantidade encontrada na casca da uva também varia de acordo com a forma de cultivo da uva, origem geográfica, exposição e infecção fúngica. A quantidade de tempo de fermentação de um vinho também é um fator determinante no conteúdo de resveratrol.

    Os níveis de resveratrol encontrados em alimentos variam bastante. O vinho tinto contém entre 0,2 e 5,8 mg por litro, dependendo da variedade de uva, enquanto o vinho branco possui quantidade bem inferior, vez que o vinho tinto é fermentado com a casca, permitindo que o resveratrol seja mais absorvido, enquanto o vinho branco é fermentado depois da remoção da parte externa. Os relatórios sugerem que alguns aspectos do processo de vinificação convertem resveratrol, o que faz com que o vinho tenha o dobro da concentração de resveratrol média dos sucos comerciais equivalentes.

    Estudos indicaram que as uvas da espécie Vitis rotundifolia, conhecidas como muscadine, podem conter altas concentrações de resveratrol, e que os vinhos produzidos dessas uvas, vermelho e branco, podem conter mais de 40mg de resveratrol por litro. A Vitis rotundifolia é uma uva vinífera cultivada na parte sul dos Estados Unidos e se adaptou muito bem no clima quente e úmido, comum nessa região.

    O amendoim possui cerca de metade da quantidade de resveratrol encontrada no vinho tinto. O mirtilo, também conhecido como uva-do-monte, também possui resveratrol, apesar de ser menos de dez por cento do contido nas uvas. No entanto, cozinhar ou aquecer tais frutos irá contribuir para a degradação do resveratrol, reduzindo-a até a metade dos níveis. O fruto da amoreira também é vendido como um suplemento nutricional.

    Suplementos de resveratrol

    Os suplementos variam em grau de pureza, quem podem conter cerca de 50 por cento a 99 por cento resveratrol. Muitas marcas consistem de um extrato impuro do Veratrum album, vez que estes contêm cerca de 50% de resveratrol, bem como emodina, que, embora segura em quantidades moderadas, pode ter um efeito laxante em quantidades elevadas.

    O resveratrol não é nenhum tipo de pílula ou cápsula mágica que irá curar as pessoas de todos os males, mas pode ser um suplemento natural diário a ser considerado na rotina diária de pessoas que procuram uma melhor qualidade de vida. No entanto, é importante ressaltar que o Resveratrol deve ser um produto de qualidade, vez que melhor a procedência de um suplemento, mais benéficos são seus efeitos para a saúde.

    Estudos científicos

    Em 2006, cientistas italianos obtiveram o primeiro resultado positivo da suplementação de resveratrol em um vertebrado. Usando um peixe de vida curta (Nothobranchius furzeri), com uma duração de vida média de nove semanas, descobriram que uma dose máxima de resveratrol aumentou a longevidade média em 56%. Além disso, os peixes suplementados apresentaram atividade significavamente maior do nado em geral e uma melhor aprendizagem¹.

    No mesmo ano, uma outra pesquisa demonstrou que o resveratrol combatia os efeitos prejudiciais de uma dieta rica em gorduras. Dois grupos de ratos foram testados: um com uma dieta padrão e o outros ingerindo cerca de 30% a mais de calorias. Tanto o grupo alimentado com a dieta padrão e a dieta rica em gordura, acrescentados de mais 22 mg/kg de resveratrol, tiveram um risco 30% menor de morte do que os ratos na dieta rica em gorduras. Além disso, os níveis de insulina e glicose no grupo alimentado com resveratrol estava mais próximo ao grupo da dieta padronizada.

    Em 1997, um estudo demonstrou que o resveratrol usado topicamente impediu o desenvolvimento de cancro de pele em camundongos tratados com uma substância cancerígena. Dezenas de estudos da ação anti-câncer do resveratrol já foram realizados em animais. Atualmente vários estudos sobre os efeitos sobre o cancro do cólon e o melanoma (câncer de pele) estão sendo realizados².

    O resveratrol in vitro interage com vários alvos moleculares e possui efeitos positivos sobre as células de câncer de mama, pele, estômago, cólon, esôfago, próstata e câncer de pâncreas, além de leucemia. No entanto, um estudo da farmacocinética do resveratrol em humanos concluiu que mesmo doses altas de resveratrol podem ser insuficiente para alcançar as concentrações necessárias para a prevenção do câncer sistêmico. A evidência mais forte da ação anti-câncer de resveratrol existente são para os tumores que podem entrar em contato direto com a pele e os tumores do trato gastrointestinal. Para outros cancros, a evidência é incerta, mesmo quando doses maciças de resveratrol são utilizadas.

    Em 2003, um estudo realizo pelos grupos de pesquisa Howitz and Sinclair e publicado na revista Nature comprovou que o resveratrol aumenta significativamente o tempo de vida da levedura Saccharomyces cerevisiae e do verme Caenorhabditis elegans.

    O resveratrol é atualmente tema de inúmeros estudos sobre seus efeitos em animais e seres humanos. Os efeitos do resveratrol sobre a vida de alguns organismos continuam controversos, causando efeitos incertos em moscas, vermes nematóides e peixes de vida curta. Em experiências realizadas em ratos, os mesmos foram beneficiados com propriedades anti-câncer, anti-inflamatórias, diminuição da taxa de açúcar no sangue e redução de outros efeitos cardiovasculares. A maioria destes resultados ainda precisam ser replicados em seres humanos. No teste realizado em humanos, doses muito elevadas (3-5 g) do Resveratrol mostrou uma grande propriedade para diminuir a taxa de açúcar no sangue.


    Uso de algumas pílulas anticoncepcionais pode aumentar o risco de câncer de mama

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    2014 - As mulheres que recentemente usaram pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio em alta dose e algumas outras formulações tiveram risco aumentado para câncer de mama, enquanto que as mulheres que usam algumas outras formulações não tiveram, de acordo com dados publicados na Cancer Research, um jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer.

    - Nossos resultados sugerem que o uso de pílulas anticoncepcionais no ano passado estão associados ao aumento do risco de câncer de mama. Esse risco pode variar de acordo com a formulação dos contraceptivos orais - disse Elisabeth Beaber, cientista do Centro de Pesquisas em Câncer Fred Hutchinson, em Washington.

    Beaber acrescentou, ainda, que os resultados necessitam de confirmação e devem ser interpretados com cautela.

    - O câncer de mama é raro em mulheres jovens, e há inúmeros benefícios para a saúde associados ao uso de contraceptivos orais. Além disso, estudos anteriores sugerem que o aumento do risco associado ao uso recente de contraceptivos orais diminui após a interrupção do uso - afirmou a cientista.

    Basicamente, essas pílulas são classificadas conforme a dose do análogo do estrogênio, o etinilestradiol. As de baixa dose contêm 0,02 - 0,03 mg (20 a 30 mcg) de etinilestradiol e as de alta dose possuem 0,05 mg (50 mcg) de etinilestradiol.

    Para Paulo Maurício Soares Pereira, membro da diretoria da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ) hoje com finalidade contraceptiva não se usa mais nenhum anticoncepcional com doses altas de estrogênio.

    - Só acontece em determinadas doenças, e mesmo assim em critérios de exceção - relatou.

    O médico explica que, quando a pílula foi criada na década de 1960, ela era usada com 50 mcg de etinilestradiol, mas hoje os comprimidos têm por volta de 15 mcg, somente alguns são preparados com 30 mcg.

    - Essa assertiva de que a pílula aumenta o risco não tem nenhuma relação, já que na realidade não se usa mais nessa dose - rebateu Pereira.

    No estudo de caso de 1.102 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e 21.952 controles, Beaber e seus colegas descobriram que o uso de contraceptivos orais recente tinha aumentado o risco de câncer de mama em 50%, em comparação a quem nunca tinha usado ou tinha feito uso anteriormente. Os pacientes receberam um diagnóstico de câncer entre 1990 e 2009.

    De acordo com o médico, para que se possa fazer uma avaliação de evidência científica, seria necessário um follow up de muitos anos e uma população muito selecionada. Ele afirma, também, que há muitos trabalhos conflitantes em termos de resultado.

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    Nesta pesquisa, as pílulas anticoncepcionais que contêm estrógeno em alta dose aumentam risco de câncer de mama em 2,7 vezes, e aquelas contendo estrogênio em dose moderada aumentaram em 1,6 vezes o risco. Comprimidos contendo diacetato de etinodiol aumentaram 2,6 vezes o risco, e comprimidos de combinação trifásica de uma média de 0,75 mg de noretindrona aumentaram 3,1 vezes o risco. As pílulas anticoncepcionais que contêm estrógeno em baixa dose não aumentam o risco de câncer de mama.

    Cerca de 24%, 78%, e menos de 1% dos controles do estudo que eram usuárias de contraceptivos orais recentes preencheram pelo menos uma prescrição no ano passado para os contraceptivos orais de baixa, moderada, e/ou dosagem alta de estrogênio, respectivamente, segundo Beaber.

    Diferentemente da maioria dos estudos anteriores, que dependiam de auto-relato ou a recolha das mulheres, o que pode causar viés, Beaber e seus colegas usaram registros de farmácia eletrônicos para coletar informações detalhadas sobre o uso de contraceptivos orais, incluindo nome do medicamento, dosagem e duração da medicação.


    Coenzima Q10: o que é e para que serve


    Por Daniela Seabra - A coenzima Q10 é uma molécula que existe no nosso organismo e que desempenha um papel fundamental no metabolismo energético, e na proteção antioxidante das nossas células. Também conhecida como ubiquinona, esta coenzima encontra-se em todas das células do nosso organismo, mas principalmente nas células que necessitam de um fornecimento superior de energia, como é o caso das células musculares, em especial do coração e músculo esquelético. Níveis reduzidos de Q10 estão associados a fadiga, falta de força muscular e envelhecimento.

    Funções:

    As funções da Coenzima Q10 são principalmente a nível da mitocôndria, a central energética das células. Quando transformamos os alimentos e o oxigénio em energia (ATP), a parte final desta transformação depende da presença de Coenzima Q10, e sem os níveis adequados desta, as nossas células não são capazes de produzir energia de uma forma eficaz.

    É também na mitocôndria, aquando desta produção energética, que ocorre uma elevada produção de radicais livres de oxigénio, e onde a presença de níveis adequados de Q10 diminui a produção de radicais livres de oxigénio. Além disso tem um papel antioxidante na regeneração de outros antioxidantes, como a vitamina C e a vitamina E.


    Fontes de Vitamina Q10


    A coenzima Q10 é produzida no nosso organismo, e em situações normais, esta produção é suficiente até aos 20 anos, mas com a idade as quantidades de Q10 produzida diminuem. Esta coenzima pode ser consumida através da alimentação, em especial através do consumo de carne e peixe.


    Sinais de deficiência:


    Dado o seu papel no metabolismo energético, níveis reduzidos de coenzima Q10 estão associados a fadiga e falta de força muscular, mas dado o seu papel antioxidante, os sintomas de coenzima Q10 estão também associados ao aumento do stress oxidativo, que vão desde um envelhecimento precoce a diferentes patologias degenerativas.

    Quem pode vir a ter deficiência de vitamina B6?

    Atualmente o maior risco de deficiência em Q10 é o consumo de uma classe de medicamentos usados para baixar a produção de colesterol, chamadas "estatinas”. As diferentes estatinas (como a sinvastatina e a pravastatina, entre outras) bloqueiam a ação da enzima responsável pela produção de colesterol, mas que também é responsável pela produção da coenzima Q10. Isto significa que quando bloqueia a produção de colesterol mediante a toma de estatinas, está também a bloquear a produção de coenzima Q10. Esta situação torna-se ainda mais preocupante perante a toma prolongada deste tipo de fármacos, em especial por pessoas com mais idade (que já têm a sua produção de coenzima Q10 diminuída). Nestes indivíduos pode ser necessária uma suplementação nutricional em Q10, em doses que vão dos 30 aos 200 mg/ dia.

    Funções terapêuticas da suplementação

    A suplementação com coenzima Q10 tem revelado efeitos benéficos a nível da melhoria da força muscular, da resistência física e ainda da diminuição da fadiga. No caso dos indivíduos com uma toma continuada de estatinas, os efeitos benéficos são ainda mais marcantes.


    Coenzima Q10: previne as doenças cardíacas e retarda envelhecimento


    Por Cristiane Perroni, 2014 - A Coenzima Q10 ou Ubiquinona é produzida no nosso organismo, mas esta produção diminui com a idade principalmente após os 30 anos. Na alimentação está presente em carne, aves e peixes e em pequena quantidade em cereais, soja, nozes, espinafre e brócolis. A Coenzima Q10, como suplemento nutricional ou proveniente da dieta, é melhor absorvida na presença de alimentos ricos em gorduras. Depois de absorvida é transportada ao fígado onde é incorporada dentro de lipoproteínas e concentrada nos tecidos.

    Ações importantes da Coenzima Q10:

    - previne doenças cardíacas e melhora distúrbios cardiovasculares como a Hipertensão
    - fortalece o sistema imunológico, ativando a produção de anticorpos
    - ação antioxidante neutralizando os radicais livres
    - ajuda a retardar o envelhecimento
    - ajuda a regenerar a vitamina C e a vitamina E
    - protege as mitocôndrias evitando doenças degenerativas como o Alzheimer, Parkison... (estudos apontam que pode retardar ou impedir a progressão do Parkison)
    - utilizada no tratamento da fibromialgia (está reduzida no músculo em pacientes com fibromialgia)
    - elimina efeito colateral de medicamentos utilizados em doenças cardíacas como as estatinas

    As estatinas são medicamentos para controle da hipercolesterolemia e um dos seus efeitos colaterais é a redução na formação da Coenzima Q10 no nosso corpo. Essa redução leva a um quadro de mialgia (“dor muscular”) fazendo com que muitos pacientes abandonem o uso do medicamento. Sendo muito importante a suplementação quando o indivíduo utilizar estatina. As pesquisas com a Coenzima Q10 são muito recentes e mais estudos são necessários para definir dosagem segura de suplementação e deve estar associada a alimentação saudável e prática de exercício físico.


    Estatinas


    As estatinas são uma classe de drogas com efeito hipolipemiante. Elas podem tratar o colesterol elevado, principalmente pela redução do nível de colesterol "ruim" (LDL- C ou LDL). As estatinas têm papel preventivo, com o objetivo de reduzir o risco cardiovascular. O tratamento com estatinas é comumente para a vida toda.

    Mecanismo de ação

    As estatinas são inibidores da HMG-CoA redutase . Esta enzima é responsável pela síntese do colesterol em células humanas.

    Efeitos

    Depois de tomar estatinas foi observada em uma diminuição significativa nos níveis sanguíneos de LDL ("mau colesterol"), uma ligeira redução de triglicérides e um aumento moderado nos níveis de HDL ("bom colesterol"). Níveis baixos de LDL e triglicérides reduz a formação de placa de ateroma (placa que pode entupir artérias, levando a complicações cardiovasculares).

    Note-se que não há controvérsia sobre o efeito farmacológico de redução do colesterol (LDL) das estatinas. A controvérsia (veja abaixo) reside mais no fato de se a diminuição do LDL e triglicérides tem ou não um efeito sobre a redução do risco cardiovascular no paciente e se as formas de ateroma são devido ao LDL elevado ou não.

    Parte dos cientistas acredita que controlar os níveis de colesterol (LDL especialmente) ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares (infarto, acidente vascular cerebral etc). Alguns, contudo, são muito mais críticos sobre a utilidade de estatina em larga escala (ver abaixo).É ainda de notar que a grande maioria dos médicos no mundo acredita que a redução de LDL reduz o risco cardiovascular.

    Indicações

    As estatinas são usadas para prevenir doenças cardiovasculares. Na medicina distinguimos prevenção primária de prevenção secundária. A prevenção primária significa que o paciente não apresentou nenhuma doença cardiovascular nos últimos meses. A indicação de prevenção secundária é para o paciente que tenha sofrido no passado de alguma doença cardiovascular, como um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, angina de peito etc. As estatinas são especialmente indicadas em casos de prevenção secundária, mas também podem ser prescritas para a prevenção primária, especialmente em casos de colesterol alto (LDL, triglicérides). No entanto, a Haute Autorité de Santé (HAS) na França considera que existe um excesso de prescrição de estatinas em prevenção primária.

    Principais moléculas da família das estatinas

    A atorvastatina (ver abaixo nos comentários), sinvastatina, pravastatina , fluvastatina, rosuvastatina , lovastatina (que vem do arroz vermelho fermentado) são exemplos de moléculas dessa classe. Lovastatina foi a primeira estatina no mercado. Note que as estatinas são geralmente associados com um sal, por exemplo, tri-hidrato de cálcio de atorvastatina.

    Algumas fontes estimam que a atorvastatina e rosuvastatina têm efeito superior ao das outras estatinas, ou seja, podem ser usadas para diminuir o LDL de maneira mais eficaz. De acordo com o jornal francês Prescrição, conhecido por ser neutro em relação à indústria farmacêutica, se o médico prescreve uma estatina deve escolher entre pravastatina ou sinvastatina. Ainda de acordo com o jornal, a pravastatina é a primeira escolha em caso de risco de interações medicamentosas.

    Qual estatina escolher?

    A escolha das estatinas cai nas mãos do médico. Todas as estatinas são usadas para reduzir o LDL. Podem existir algumas diferenças entre as estatinas , tais como biodisponibilidade, o preço, etc .

    Efeitos colaterais das estatinas e os músculos

    O uso de estatinas pode levar a efeitos colaterais no músculo (dor muscular, etc). Um estudo com 20 milhões de pessoas mostrou que 10-20% desta população apresentaram efeitos colaterais e, em particular, os problemas do tipo muscular. Na maioria das vezes estas alterações musculares não são graves, mas podem atrapalhar a vida do paciente.

    Estas doenças ou distúrbios musculares podem ser miopatia sintomática (mialgia, cãibras) , assintomática (com níveis de creatinina elevados ) ou rabdomiólise. A última doença é caracterizada pela destruição dos músculos com consequências em outros órgãos (por exemplo, nos rins. É uma doença muito grave, mas é um efeito colateral muito raro das estatinas na ordem de 1 em 1 milhão de pessoas. Note que há pequenas variações entre cada estatina, sendo que algumas estatinas podem causar 0,3 casos por 1 milhão, ao passo que outras podem causar 1 caso em 1 milhão. É importante ler a bula e consultar o seu médico ou farmacêutico.

    A ocorrência de efeitos colaterais do tipo muscular depende de fatores relacionados ao paciente: as mulheres são mais afetadas que os homens; as pessoas com idade mais avançada são mais afetadas que jovens; pessoas com certas doenças como insuficiência renal, disfunção hepática ou hipotireoidismo têm mais chances de desenvolverem efeitos colaterais que afetam os músculos. Existem também diferenças entre as estatinas, determinadas moléculas desta classe parecem ter mais ou menos efeitos secundários que afetam os músculos. A dose prescrita da estatina pode também influenciar.

    Nos casos de complicações musculares por tomar estatinas, o médico pode determinar a quantidade de CPK (enzimas musculares). Também pode ser determinada a quantidade de transaminases para monitorizar o estado do fígado.

    Outros efeitos colaterais das estatinas são problemas gastrointestinais ou no fígado. Acredita-se também que quem toma estatinas pode aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 em 9%. Para obter uma lista completa dos efeitos secundários, por favor leia a bula do medicamento.

    Contraindicação

    Algumas estatinas são contraindicadas na gravidez, lactação, certas doenças do fígado etc. Para uma lista completa leia a bula do medicamento.

    Interações medicamentosas

    Algumas interações reportadas são com fibratos, ciclosporina, antibióticos macrolídeos (nesse caso, é importante parar de tomar as estatinas se o tratamento com antibióticos durar mais de 10 dias). Em todos os casos de tratamento com estatinas, leia a bula e pergunte ao seu médico ou farmacêutico.

    Consumo

    No Brasil estima-se que 8 milhões de pessoas usam estatinas (2013).
    Nos Estados Unidos estima-se que 36 milhões de pessoas usam estatinas (2013).
    No Reino Unido, estima-se que 5,2 milhões de pessoas usam estatinas (2013).
    Na França, cerca de 5 a 6 milhões de franceses consomem estatinas (2013).
    Globalmente estima-se que 1 bilhão de pessoas tomem estatinas.

    A polêmica em torno estatinas

    Em alguns países, particularmente na França, há controvérsias sobre estatinas. O professor Phillip Evans publicou um livro, “A verdade sobre o colesterol”, no qual ele é muito crítico e acredita que na maioria dos casos, o uso preventivo de estatinas para baixar o colesterol é inútil, porque não reduz a taxa de mortalidade. De acordo com este autor, na maioria dos casos, diminuir o colesterol mau ( LDL ) não reduz o risco cardiovascular, uma vez que o LDL não são geralmente os responsáveis pela formação de aterosclerose nas artérias. Outros professores franceses acreditam que o professor Evan exagera e acham importante usar estatinas, pelo menos em alguns pacientes.

    Os valores e as questões financeiras sobre esses tratamentos são tão grandes que você pode imaginar que a indústria farmacêutica tende a influenciar a prescrição de estatinas.

    No momento, é difícil ver claramente esta controvérsia, porque existem vários estudos um tanto contraditórios. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico para saber quais os benefícios de tomar estatinas. Note, entretanto, que a grande maioria dos cardiologistas em todo o mundo reconhece a utilidade das estatinas para reduzir o risco cardiovascular, e não é à toa que as estatinas estão entre as drogas mais prescritas no mundo.

    Em novembro de 2013 duas sociedades científicas dos Estados Unidos, a American Heart Association e a American College of Cardiology, mudaram as recomendações para a prescrição das estatinas. Para resumir, os níveis de LDL não são o único objetivo do tratamento, os médicos são obrigados a levar em conta agora o risco cardiovascular geral. Um paciente pode, portanto, não sofrem de níveis elevados de colesterol, mas têm um risco cardiovascular, porque sofre de diabetes, e, assim, ser prescrito uma estatina.

    Esta é uma verdadeira revolução no mundo da medicina que tem gerado fortes críticas porque este sistema poderia dobrar o número de pessoas em uso de estatinas (atualmente nos Estados Unidos, estima-se que 36 milhões de pessoas usem estatinas) . Cientistas da famosa e respeitável Harvard Medical School questionam essa medida.

    É possível que as indústrias farmacêuticas possam ter influenciado essas mudanças nas diretrizes. Lembre-se que os Estados Unidos são, de longe, (seguidos pela China), a maior economia do mundo e o país gasta 20% do seu PIB em saúde. As participações financeiras são enormes, podemos avaliar o mercado de medicamentos para tratar doenças crônicas por centenas de bilhões de dólares por ano (mais do que o PIB de um país como o Marrocos).

    Os médicos que desenvolveram estas recomendações falaram que trabalharam sem pressão e para o bem da sociedade. Para mídias como o Criasaude, é difícil de ver claramente o que acontece. Acreditamos que a indústria farmacêutica ainda usa mais métodos de relações públicas e lobby para vender mais e mais. O objetivo final desta indústria pode ser o uso de estatinas por quase toda a população.

    Observações

    - O efeito adverso do tipo muscular é a principal razão para a descontinuação da terapia com estatinas.

    - Coenzima Q10 parece não ter sido cientificamente comprovada para reduzir os efeitos colaterais do tipo muscular em quem toma estatinas .

    - Sabemos que as estatinas estão entre os medicamentos mais prescritos e mais lucrativo para a indústria farmacêutica. No mundo todo, presume-se que o mercado de drogas contra o colesterol representa um volume de negócios de mais de 25 bilhões de dólares por ano, em grande parte de estatinas. Na verdade, eles são considerados pelos médicos (especialmente cardiologistas) como a classe mais eficaz de medicamentos para redução do LDL.

    - Estima-se que, em pacientes que já sofreram de uma doença cardiovascular, tais como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, o uso de estatinas reduz a mortalidade total em cerca de 10% até 25 %.

    Fonte: Entrevista com o Dr Lair Ribeiro
    https://www.youtube.com/watch?v=CMLbOkMxlBc
    https://www.youtube.com/watch?v=BJxZHLTyfDY
    http://www.clubedocabeloecia.com.br/
    http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/
    http://www.universojatoba.com.br/
    http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/
    Nutricionista Rafaela Isis Reis Allevato, do Hospital San Paolo.
    http://www.saudecomciencia.com/
    http://www.ezkorzo.com/
    http://www.esteticamulher.com.br/
    http://www.esmeraldazul.com/
    http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/
    http://www.natue.com.br/
    http://www.criasaude.com.br/
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    http://revistacarbono.com/
    http://www.lairribeiro.com.br/
    https://www.youtube.com/watch?v=o1CPSIAEsDg&t=300
    http://www.drvictorsorrentino.com.br/
    https://www.youtube.com/watch?v=SVKdb8S7WCo 1047
    https://www.youtube.com/watch?v=uRx3LwwByYE
    https://www.youtube.com/watch?v=5GBLcHYyExY
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    http://www.nutritotal.com.br/
    http://oglobo.globo.com/
    http://globoesporte.globo.com/

     

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