Toyota Mirai: conheça o carro elétrico movido a células de hidrogênio

    carhi1Por Camilla Cássia da Silva, 16/12/2018 - Encontrar alternativas sustentáveis para reduzir ao máximo o uso de combustíveis fósseis é uma necessidade rumo a um futuro mais ecológico. No setor automobilístico, algumas fabricantes importantes se destacam por inovar em tecnologias ligadas ao uso de energia elétrica, como é caso da Tesla, BMW e Nissan. Entretanto, a Toyota está investindo em um sistema diferente daquele usado por essas empresas. Exemplo disso, é o seu atual Toyota Mirai, um sedã elétrico movido a células de hidrogênio.

    De início, a palavra “mirai” em japonês significa futuro, o visual do automóvel é condizente com esse aspecto, parecendo uma versão mais futurista do Prius, híbrido da Toyota. Mas como o carro funciona? Por meio de energia gerada no interior dessas células, através de um processo eletroquímico, que consiste na introdução de hidrogênio no ar do oxigênio. Essa reação produz e elimina somente água como resíduo, o que, evidentemente, é muito mais limpo do que os gases poluentes liberados através da combustão gerada nos meios tradicionais.

    Como o carro é abastecido

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    A tarefa de abastecer o Toyota Mirai também não deve complicada. Para isso, basta procurar um posto de hidrogênio da marca mais próximo e seguir com os mesmos procedimentos feitos em situações com carros comuns — basta abrir um compartimento em sua lateral e inserir o bico da mangueira com o combustível. Uma das principais vantagens desse sistema é que o abastecimento leva apenas 5 minutos. No caso de automóveis elétricos, esse tempo ultrapassa os 30 minutos. Com capacidade máxima cheia — de 4,5 quilos de hidrogênio —, o Mirai consegue rodar até 500 quilômetros.

    Vantagens em ter um Mirai

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    Além do importante aspecto ecológico, a fabricante oferece uma espécie de bônus de até 15 mil dólares, com validade de três anos, para que seus compradores possam abastecê-lo. A empresa ainda disponibiliza revisão gratuita durante esse período ou até que sejam atingidos 57 mil quilômetros rodados. O carro, assim como os modelos elétricos comuns, aparenta ser relativamente silencioso, emitindo pouco ou nenhum ruído. Seu interior é equipado com controles inteligentes e modernos. Ainda, tem radar para evitar colisões e um sistema com acesso rápido a um assistente de emergência, que funciona 24 horas.

    Desvantagem do carro movido à hidrogênio

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    A grande desvantagem de ter um Mirai é que a Toyota tem uma restrita rede de postos de bombas de hidrogênio. Esse também é o único meio de abastecê-lo, ao contrário de carros elétricos, como os da Tesla, em que isso pode ser feito até mesmo em casa. O preço para fazer esse abastecimento também é meio alto, sendo em torno de 15 dólares o quilo desse combustível. Em questões de velocidade, o modelo japonês atinge cerca de 100km/h em 9,4 segundos, enquanto os modelos elétricos da companhia de Musk têm esse tempo reduzido para no máximo 3,3 segundos.

    Infelizmente, o Toyota Mirai ainda não pode ser adquirido facilmente, podendo ser encontrado somente em algumas regiões da Europa, Japão e Estados Unidos. Nesse último país, o sedã é vendido por cerca de 60 mil dólares — um pouco mais de 230 mil reais na conversão de hoje. Ainda não se sabe se ele será produzido em larga escala, mas é certo que acena para novos caminhos frente à redução de impactos ambientais.

     

    Toyota Mirai: o futuro movido a hidrogênio

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    O Toyota Mirai é um dos primeiros carros movidos a hidrogênio que deve ser lançado no mercado mundial. Mirai significa “futuro” em japonês e deixa claro qual é o plano da fabricante em relação ao uso de fontes alternativas de energia. Neste caso, é o hidrogênio, que possui o benefício de poder ser vendido na forma pressurizada em postos de combustível. Isso significa que o “tanque” pode ser enchido em questão de segundos, diferentemente do que ocorre com outros elétricos, que levam horas para carregar.

    Elétrico a hidrogênio

    O Toyota Mirai é um elétrico, mas ao contrário de modelos que são carregados, ele gera a eletricidade ao misturar hidrogênio e oxigênio, armazenando a energia nas baterias, que irão suprir o motor normalmente, como qualquer outro elétrico. A emissão de gases depois do processo? Apenas água.

    Tamanho e desempenho

    O Toyota Mirai é um sedã de quatro lugares, com dimensões semelhantes a um Passat da VW. Isso significa que a equipe de engenharia deve ter suado bastante para fazer todo o sistema caber no carro, ao invés de simplesmente optar por uma SUV, como foi o caso da Hyundai com o seu ix35 FCV. O motor elétrico fornece cerca de 152 cavalos de potência e 335 Nm de torque (por algum motivo, carros elétricos preferem adotar o sistema internacional para anunciar seu torque). Apesar dos bons números, o carro é pesado: 1.850 quilogramas, no total. Na performance, ele não faz feio, levando cerca de 9,6 segundos entre zero e 100 km/h, atingindo a velocidade máxima de 178 km/h. Podem não ser números impressionantes para carros convencionais, mas é realmente louvável no mercado de elétricos. Com o bom torque, aliás, o carro apresenta um desempenho potencialmente ótimo para o uso regular.

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    Teste de direção e interior

    O peso, no entanto, preocupa. Quem testou o modelo, afirma que não é um carro ruim de ser conduzido, mas que o Toyota Mirai definitivamente apresenta seu peso durante a direção. É um carro certamente feito para uso urbano e na estrada, não sendo pensado em estradas complicadas de interior, onde este peso poderia ser um problema real. Outro fator que chama a atenção é o som quase inexistente da célula de combustível, que gera um silêncio poético dentro da cabine do Toyota Mirai. Com assentos confortáveis e individuais, todos os bancos são aquecidos. Como não possui assento central na fileira de trás, há bastante espaço para todos os quatro ocupantes que eventualmente estiverem dentro do veículo. Como é de se esperar, a tecnologia interna passa uma ótima impressão, com um belo console central com interface de toque, somada a botões. Não se sabe, ainda, se este será o sistema utilizado quando, de fato, o veículo for comercializado em massa.

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    Mercado

    Não se sabe se o Toyota Mirai será um produto realmente global (e se eventualmente estará no mercado brasileiro), mas seu posicionamento atual no mercado inglês é bastante questionado. Tirando o fato de ser movido a hidrogênio, ele não oferece nenhum grande diferencial em relação a outros carros do mesmo porte e custa mais do que o dobro do que eles, colocando em risco o discurso da economia financeira com combustível, dependendo da distância percorrida pelo motorista. Lá, o carro apresenta um preço de 66 mil libras. Se eventualmente chegar ao mercado brasileiro, é de se imaginar que não custe o mesmo que um sedã médio.

    Fonte: https://cleantechnica.com
               https://www.popularmechanics.com
               http://www.unicamp.br
              https://www.tesla.com
              http://qcveiculos.com.br

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