Primeiro transplante de córnea artificial do mundo restaura visão de homem cego

    transcor224/01/2021 - O transplante é o primeiro bem-sucedido do mundo; homem foi cego por 10 anos. Médicos do Rabin Medical Center, em Israel, fizeram o primeiro transplante de córnea artificial bem-sucedido do mundo. O paciente, um idoso de 78 anos, conseguiu recuperar sua visão após 10 anos com sua córnea deformada. O implante artificial, denominado KPro, pode substituir uma córnea deformada ou opaca. Ele tem um nano-tecido sintético não degradável que é colocado sob uma membrana que cobre a superfície da pálpebra e a parte branca do globo ocular. Ao ser implantado, ele se integra com o tecido vivo e estimula a "proliferação celular" dentro do olho. O procedimento foi feito pela startup israelense CorNeat, que ganhou aprovação para testes clínicos em julho do ano passado.

    O doutor Gilad Litvin, inventor do dispositivo, disse em entrevista a Israel Hayom que a operação era "relativamente simples" e durou menos de uma hora.

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    Jamal Furani, o paciente curado, foi capaz de ler textos e reconhecer parentes após o implante. A primeira coisa que ele afirma ter visto foi a luz. “Testemunhar um outro ser humano recuperar a visão no dia seguinte foi eletrizante e emocionalmente comovente”, disse Litvin. Atualmente, transplantes de córnea são procedimentos comuns, mas necessitam de doadores e a demanda é alta. Os resultados deste transplante de córnea artificial são significantes para o futuro de pessoas cegas no mundo.

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    "O procedimento cirúrgico foi simples e o resultado superou todas as nossas expectativas", disse o professor Irit Bahar, chefe de oftalmologia do Rabin Medical Center. Ele complementa que a tecnologia era "a chave para virar a maré contra a cegueira global" e que era emocionante "estar na vanguarda desde projeto que sem dúvida impactará milhões de vidas". Outros 10 pacientes foram aprovados para o procedimento de transplante de córnea artificial no Rabin Medical Center.

    Além do paciente operado, ainda existem outros na fila de espera para receber as córneas artificiais durante os experimentos clínicos do dispositivo em humanos. A expectativa é tornar o procedimento viável ao redor do mundo a fim de acabar com uma fila de pacientes no aguardo de doadores. A empresa, contudo, ainda não deu uma data para produção em grande escala do dispositivo. "Esperamos que isso permita que milhões de pacientes cegos em todo o mundo, em áreas onde não há prática corneana nem cultura de doação de órgãos, recuperem a visão", disse Gilad Litvin, diretor médico da CorNeat Vision.

     

    Esperança à vista

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    29/01/2021 - Empresa israelense produz a primeira córnea artificial e realiza o implante com sucesso em um paciente de 78 anos. A visão é responsável por 80% das informações que recebemos. Jamal Furani, de 78 anos, passou a última década sem receber essas informações: ele ficou cego. No mês passado, o israelense comemorou uma vitória da ciência: graças ao primeiro transplante de córnea artificial da história, Jamal voltou a ver. A cirurgia aconteceu no Rabin Medical Center, em Israel, e ele se recuperou rapidamente: logo após a remoção dos curativos, imediatamente conseguiu ler e reconhecer os familiares que o acompanhavam. A córnea artificial foi produzida por um sofisticado processo de engenharia química em nanoescala que estimulou o crescimento celular e sua integração contínua ao tecido conjuntivo, a parte branca do olho.

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    O cirurgião oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde, explica que a córnea humana é semelhante à lente de uma máquina fotográfica, onde o foco é ajustado para que a pessoa possa ver com nitidez. “Se há algum problema na córnea, a visão fica embaçada, arranhada”, explica. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há trinta milhões de pessoas cegas no mundo devido a problemas na córnea.

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    No Brasil, a fila para o transplante tem mais de sete mil pessoas. A startup israelense CorNeat Vision, responsável pelo produto, já concluiu a fase pré-clínica. Segundo o pesquisador Gilad Litvin, inventor da córnea artificial, órgãos reguladores internacionais como o FDA, nos EUA, exigem que os testes sejam feitos em pelo menos 20 pacientes com acompanhamento com duração de um ano.

    O implante de córnea artificial será uma boa opção para os casos onde ocorre a rejeição ou em países com poucas córneas disponíveis para transplantes. “Dispor de um produto sintético que pode substituir o tecido humano é uma grande notícia para milhões de pessoas”, comemora o cirurgião.

    Fonte: https://exame.com/
               https://www.cnnbrasil.com.br/
               https://istoe.com.br/

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