Portal define míssil russo: impressionante e capaz de 'aniquilar cidades inteiras dos EUA'

    bulavamissil309/09/20219 - O míssil balístico intercontinental russo R-30 Bulava é uma das armas mais impressionantes no mundo nos dias de hoje, escreve o portal norte-americano We are the mighty. Segundo o autor do artigo, este sistema militar pode aniquilar cidades inteiras nos EUA. "Este míssil russo pode se tornar a última coisa que vocês verão", diz a matéria publicada. O jornalista chama atenção para o alcance do míssil, que atinge 8 mil quilômetros.

    "É longe o suficiente para que um submarino [nuclear do projeto 955 Borei] lance um míssil a partir da costa meridional do Brasil e atinja qualquer ponto na costa do leste dos EUA. E quando ele acertar, isso será poderoso", escreve o portal.

    O autor da publicação nota que o Bulava pode levar de 6 a 10 blocos hipersônicos nucleares. O peso total das ogivas é de 1,15 tonelada. Entretanto, cada submarino porta até 16 mísseis. "Isso é uma receita para o aniquilamento absoluto. Cada submarino pode atingir pelo menos 72 alvos do tamanho de uma cidade", afirma o autor do artigo. Os testes bem-sucedidos dos mísseis fazem pensar que este sistema naval poderia destruir por completo regiões inteiras dos EUA, adiciona o especialista.

    Míssil balístico Bulava

    O R-30 Bulava, SS-NX-30 na classificação da OTAN, é um míssil balístico intercontinental. Ele é instalado em submarinos da classe 955 Borei, pode levar até 10 ogivas nucleares e superar a defesa antimíssil do provável adversário. A distância máxima do voo ultrapassa 8 mil quilômetros.

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    Rússia realiza lançamento teste de míssil intercontinental

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    10/09/2014 - O míssil foi disparado das águas do mar Blanco. As cargas atingiram o polígono de Kura, na península de Kamchatka, a milhares de quilômetros de distância de onde estava o submarino. O submarino nuclear russo Vladimir Monomaj efetuou nesta quarta-feira (10) com sucesso um lançamento de teste do foguete intercontinental Bulava (Maza), informou o Ministério da Defesa da Rússia. "O lançamento foi realizado em posição de imersão dentro do programa de testes estatais do armamento e dos sistemas vitais do submarino nuclear Vladimir Monomaj", declarou o porta-voz de Defesa, general Igor Konashenkov, citado pelas agências russas. O míssil foi disparado das águas do mar Blanco. As cargas atingiram o polígono de Kura, na península de Kamchatka, a milhares de quilômetros de distância de onde estava o submarino.

    Os Bulava são capazes de levar até dez ogivas nucleares de guia individual, têm oito mil quilômetros de alcance e, segundo Moscou, podem burlar qualquer escudo antimísseis, incluído o americano. O míssil R30 3M30 Bulava-30 (SS-NX-30, segundo a classificação da Otan, e RSM-56 nos tratados internacionais) é uma versão naval do míssil balístico intercontinental em terra Topol. A Rússia acredita que os Topol e os Bulava permitarão ao país manter a paridade nuclear com os Estados Unidos pelo menos durante o próximo meio século. No entanto, os frequentes fracassos nos testes do Bulava (oito dos 19 lançamentos realizados foram considerados fracassados) suscitaram dúvidas sobre sua confiabilidade.

    Os submarinos nucleares, a aviação estratégica e os mísseis intercontinentais formam a tríade nuclear russa no programa de rearmamento russo, que tem orçamento de US$ 700 bilhões em armamento até 2020.

     

    Míssil balístico intercontinental Bulava falha em teste e cai no mar Branco

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    03/10/2016 - Apenas um dos dois novos mísseis balísticos intercontinentais da Rússia atingiu o alvo durante testes recentes no mar Branco. Para especialistas, resta saber se foi um defeito de fabricação ou se a nova arma apresenta problemas mais sérios. Dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, na sigla em inglês) Bulava foram lançados, na noite de quarta-feira passada (28), a partir do submarino nuclear Iúri Dolgorúki. No entanto, um deles se autodestruiu após a primeira fase de voo e caiu no mar. Pela programação dos testes, o veículo deveria submergir a uma profundidade de 50 metros no mar Branco e atacar um alvo no lado oposto da Rússia, mais precisamente no campo de tiro de Kura, na península de Kamtchatka.

    Os mísseis transportavam ogivas eletrônicas (em vez de nucleares) que transmitiam informações de voo para o centro de controle. Embora o Ministério da Defesa tenha se negado a comentar o incidente, fontes militares do portal Gazeta.ru alegam que o míssil teria sido ligeiramente danificado durante lançamento, o que impossibilitou sua chegada ao destino previsto.

    Teorias para falha

    Esta não foi a primeira vez que o Bulava apresentou falhas durante o lançamento: dos 26 já realizados, 8 falharam. No entanto, apesar das estatísticas, os especialistas insistem que ainda é cedo descrever o projeto como “malsucedido”, uma vez que a maioria das tecnologias de combate não atingem de imediato o nível necessário de confiabilidade. Exemplo disso é o R-36M2 Voevoda, o míssil balístico intercontinental mais pesado e poderoso da Rússia, que também explodiu no ar e caiu durante os primeiros 30 testes. Desde então, porém, foi aperfeiçoado e ganhou nova reputação.

    “No caso do Bulava, foi feita uma série de erros durante sua construção”, disse uma fonte no Ministério da Defesa à Gazeta Russa.

    “Em primeiro lugar, os desenvolvedores, que nunca tinham trabalhado com ICBMs para submarinos nucleares, limitaram-se, em certas fases, a modelos de computador em vez de realizar testes no mar. Além disso, o governo não deveria tentar otimizar custos e prazos unificando mísseis terrestres e marítimos”, explicou a fonte.

    As falhas do míssil poderiam também estar relacionadas, segundo os especialistas, à ausência de melhorias após testes bem-sucedidos, ou a defeitos de fabricação.

    “É preciso atentar para a data exata de produção do míssil”, diz Vladímir Ievseiev, vice-diretor do Instituto de Países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes). “[Este míssil Bulava] foi produzido durante o período de lançamentos fracassados, quando havia defeitos técnicos, ou depois de ter sido fornecido às forças armadas?”.

    O observador alerta ainda para a urgente necessidade de se conduzir uma investigação séria das possíveis causas do incidente.

    “Se parte dos mísseis fornecidos ao Exército russo se romper após o lançamento, isso poderia reduzir a prontidão de combate das forças nucleares da Rússia e até mesmo levar a uma catástrofe tecnogênica”, acrescenta Ievseiev.

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    Submarinos de nova geração

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    A Marinha russa conta atualmente com três submarinos nucleares da classe Borei (Projeto 955), que foram produzidos para lançamentos de mísseis Bulava. Cada um desses veículos é capaz de portar até 16 Bulavas, cujo alcance chega a 8.000 quilômetros. Além disso, esses mísseis podem conter de 6 a 10 ogivas nucleares hipersônicas e manobráveis guiadas individualmente, o que permite alterar a altura e direção dos projéteis durante a trajetória de voo. Até 2020, serão recebidos até oito submarinos estratégicos dos projetos Borei e Borei-A (modificação que tornará possível transportar 20 unidades de Bulava).

    fonte: https://br.sputniknews.com/
              https://www.gazetadopovo.com.br/
              https://br.rbth.com/

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