O Caso Roswell - Parte 1

roswell1Considerado o maior marco da Ufologia Mundial o caso Roswell foi o mais impressionante relato e a mais absoluta prova do encobrimento do assunto Ovnis do mundo. O caso já faz mais de 50 anos e continua sendo referente no mundo. Mostramos abaixo a cronologia dos acontecimentos sobre o assunto.Nova Testemunha de Roswell  - O jornal inglês The Observer [www.observer.co.uk] ...

publicou matéria com declarações sobre uma nova testemunha do Caso Roswell, desconhecida até então. Anne Robbins acompanhou de forma indireta todas as ocorrências do mais famoso dos incidentes ufológicos, ocorrido há mais de 50 anos. Ela era esposa do então sargento Ernest Robert Robbins, falecido em 2000, que ajudou a resgatar três extraterrestres depois que o disco voador em que estavam se acidentou. Um deles ainda estava vivo. Aos 84 anos, Anne conta que nunca desejou que sua história se tornasse pública.

Segundo ela, o marido morreu jurando que os destroços encontrados naquela noite não eram de um mero balão, como alega a Força Aérea Norte-Americana (USAF) . Ela conta ainda que na noite do incidente, Robbins recebeu ordens para que comparecesse na base militar, de onde só sairia 18 horas depois, contando uma “história confusa sobre um disco voador”.

Quando voltou, estava com o uniforme enrugado e molhado porque teve que mergulhar num tanque de desinfecção na base. Robbins nunca falou detalhadamente sobre o assunto, e a cada nova investida da família, alegava sigilo militar. Das poucas informações que deu, comentou apenas que a nave era semelhante a dois pratos juntos, tinha diversas janelas e três tripulantes. Anos depois, chegou a desenhá-los. Tinham cabeça protuberante, olhos grandes e negros, sem nariz ou boca, a pele era marrom. “Ele me contou essas coisas com muita frieza e franqueza. Não teria mentido para mim por 56 longos anos”. Entretanto, Anne só se convenceu da veracidade dos fatos quando visitou o local exato da queda e viu uma mancha no chão, muito parecida com vidro preto, como se o chão tivesse sido queimado. A última vez que Robbins tocou no assunto com a esposa foi há vários anos, quando assistiam a um documentário sobre o tema.

Cronologia: 1947

Quarta-feira, 2 de Julho, 21:50h

O casal Wilmot está sentado em sua varanda, num bairro tranqüilo em Roswell, quando observa um grande objeto oval cruzar o céu. O objeto estava incandescente e voava em alta velocidade no sentido nordeste. Ao mesmo tempo, William Woody e seu pai vêem no céu um objeto brilhante indo em direção norte. Durante uma tempestade, o rancheiro MacBrazel e seus vizinhos ouvem uma explosão nas proximidades de onde moram, há algumas milhas de Roswell.

Quinta- Feira, 3 de Julho

Pela manhã, Brazel sai à cavalo para verificar os danos causados pela tempestade. Surpreende-se ao ver um campo de destroços de aproximadamente 4km quadrados, onde encontra lâminas de um metal muito maleável, mas que sempre retornava à forma original. Vê também bastões de matéria análogo ao basalto - objetos altamente resistentes, impossíveis de serem cortados ou queimados. Brazel percebe que há sinais impressos nos objetos: desenhos de cor lilás, parecendo com algum tipo de escrita oriental, talvez hieróglifos.

Sexta - Feira, 4 de Julho

Feriado nacional. Brazel leva alguns destroços ao seu galpão, entre eles há uma peça de, aproximadamente, 3m. Suas ovelhas não querem passar pelo campo de destroços. Os animais parecem sentir que algo estranho aconteceu no local. À noite, Brazel encontra alguns amigos, que o aconselham a contar tudo para as autoridades.

Domingo, 6 de Julho, 8:00h

Pela manhã Brazel vai até o escritório do xerife George Wilcox em Roswell. Leva alguns destroços na caminhonete. Ao ver os pedaços da suposta nave, o xerife envia alguns de seus subordinados para a fazenda para examinar o local do acidente. Chegando lá, não encontram mais os destroços, mas somente uma camada vitrificada sobre a terra. No mesmo dia da visita ao xerife, Brazel concede uma entrevista à radio local.
Domingo, 6 de Julho, 13:00h

roswell3O major Jesse Marcel vai ao escritório do xerife em Roswell com a finalidade de se encontrar com Brazel. Olha o material e decide visitar o rancho em que aconteceu o acidente. Seu superior, o general Roger Ramey, é informado sobre o achado e se comunica com o Pentágono.

 

 

Domingo, 6 de Julho, 17:00h

Chegando ao rancho, Brazel mostra os destroços no galpão para o major Marcel, que os examina com um contador Géiser. O aparelho não capta sinais de radiatividade nos objetos. Enquanto Marcel e seus homens pernoitam no galpão, o Pentágono organiza uma busca sigilosa no local da queda.

Domingo, 6 de Julho, 19:00h

Os oficiais localizam os destroços e seus ocupantes. Imediatamente chegam ao local varias equipes de resgate e escavação. Também participa do processo o arqueólogo Cury Holden, que ao fazer pesquisas sobre povos pré-colombianos, descobre os destroços por acaso.

Segunda - Feira, 7 de Julho

Pessoas das proximidades encontram objetos pelo chão, como pequenos bastões de 1cm, com gravações parecidas com hieróglifos. Ninguém conseguia decifrar as inscrições, tampouco descobrir o tipo de material de que eram feitas as peças. Encontram também um pergaminho muito comum, além de fragmentos de folhas parecidas com alumínio que não se amassavam. O mais curioso de tudo é que os objetos parecem ser indestrutíveis, resistindo a todos os testes.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 9:00h

O Pentágono ordena o bloqueio de todas as entradas e vias de acesso a Roswell. Os auxiliares do xerife Wilcox cercam o rancho Foster, não deixando ninguém passar.
Segunda - Feira, 7 de Julho, 13:00h

Glenn Dennis, da funerária Ballard, em Roswell, recebe um comunicado de um dos oficiais da base: " - Qual o tamanho dos caixões herméticos que o senhor tem? - São pequenos? - Há estoque?". Dennis fica perplexo e quer saber se houve algum tipo de desastre nas proximidades. Diz que não tem estoque e que demoraria umas 24 horas para conseguir o material.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:00h

No Pentágono, os generais Curtiss Lemay e Hoyt Vandenberg tem uma conversa sobre os UFOs, mais precisamente sobre o acidente de Roswell. Enquanto isso, o General Nathan Twinning (um dos membros do MJ-12), comandante e técnico de informações, muda seus planos e prepara uma viagem para o Novo México.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:30h

O oficial da base liga novamente para Dennis. Desta vez, lhe pergunta como preparar corpos que ficam muito tempo no deserto e se os produtos empregados poderiam modificar a química dos corpos. Dennis recomenda o congelamento dos cadáveres e oferece assistência, recebendo a seguinte resposta ofical :" - Não se preocupe, só estamos querendo saber isso a fim de nos prepararmos para casos futuros". Dennis aceitou a resposta, mas continuou intrigado. Mais tarde, ele conheceu um soldado que havia se acidentado no resgate e o levou a enfermaria do hospital mais próximo. Dennis estaciona sua ambulância ao lado de um veiculo da base e vê diversos pedaços de metal lá dentro. Ao entrar no hospital encontra uma amiga enfermeira, que sai de uma das salas de exame e exclama: " - Suma daqui, senão você vai ter um aborrecimento gigantesco".

Segunda - Feira, 7 de Julho, 20:00h

Grande parte dos destroços já haviam sido recolhidos e examinados. O major Marcel vai à base, pega alguns pedaços de destroços e leva para casa para mostrar a sua esposa e filhos. " - Isto não é deste mundo. Quero que vocês se lembrem disso por toda vida", exclama Marcel.

Terça - Feira, 8 de Julho, 6:00h

Reunião particular entre o coronel Blanchard e Jesse Marcel, que mostra a ele as partes dos destroços achados no Rancho Foster. Meia hora mais tarde, acontece uma outra reunião secreta no escritório do coronel Blanchard, desta vez com a cúpula da Força Aérea.

Terça - Feira, 8 de Julho, 9:00h

O xerife Wilcox procura pelo pai de Dennis, que é seu amigo. " - Seu filho parece estar em apuros", advertiu. " - Diga a ele para não declarar nada do que viu na base".

Terça - Feira, 8 de Julho, 9:20h

Blanchard resolve lançar um comunicado à imprensa: " - Os muitos boatos acerca dos discos voadores ontem se tornaram realidade quando o assessor de imprensa divulgou que o 509 Grupo de Bombardeiros da Força Aérea teve a sorte de chegar a possuir um disco - tudo isso graças à cooperação de um rancheiro local e de um xerife". E o relatório do general continua: "O objeto aterrizou em um rancho perto de Roswell na ultima semana. Como o rancheiro não tem telefone, guardou o disco até poder informar ao xerife, que por sua vez, notificou o major Jesse Marcel. Imediatamente, entramos em ação e o disco foi resgatado do rancho, sendo depois inspecionado na Base Aérea de Roswell e encaminhado a uma repartição superior".

Terça-feira, 8 de julho, 11:00 h

O tenente começa a distribuir o comunicado à imprensa. Ele visita as estações KGL e KSWS, depois vai aos jornais locais Roswell Daily Record e Morning Dispatch, que publicam no mesmo dia a informação. As emissoras de rádio passam o comunicado para a agência Associated Press, que se encarrega de distribuir a notícia para o mundo. Algumas horas depois, o escritório do xerife Wilcox recebia telefonemas de todas as partes do mundo, como Roma, Londres, Paris, Alemanha, Hong Kong e Tóquio. Porém, este clima de liberdade de expressão não durou muito tempo. Frank Joyce, da emissora KGFL, remete um telex para a agência United Press International (UPI) e, como resposta, recebe um comunicado de Washington desmentindo o caso. Parte do telex informava o seguinte: "Atenção. Aqui FBI. Finalizar relato. Repito: finalizar relato, assunto de segurança nacional. Aguardar.".
Terça-feira, 8 de julho, 11:00 h

Dennis recebe um chamado de sua amiga enfermeira: " - Eu preciso falar com você. Você deve fazer um juramento sagrado de nunca mencionar o meu nome, senão eu terei enormes dificuldades...". Dennis então promete à enfermeira que jamais diria nada a ninguém. Ela começa a contar tudo o que sabe sobre o caso: dois médicos pediram a ela para que fizesse apontamentos enquanto executavam uma autópsia provisória. Então ela desenhou o que tinha visto: uma cabeça com olhos fundos e grandes, pequenos orifícios nasais, boca fina, sem pêlos, braços compridos e finos. As mãos tinham 4 dedos cada, que terminavam com orifícios, parecidos com ventosas de polvos. Ela também descreve que os seres não tinham cabelos e sua pele era preta. A enfermeira diz ter visto 3 corpos, sendo que estavam muito mutilados, provavelmente por coiotes. Os corpos tinham somente 1,20 m e exalavam um terrível mau-cheiro. Os médicos chegaram a desligar o sistema de ar condicionado com medo de que o cheiro se alastrasse por todo o hospital. Mais tarde, a autópsia foi transferida para o hangar de aviões.

Terça-feira, 8 de julho, 11:30 h

A enfermeira se despede de Dennis. Algumas hora depois, fica sabendo que será transferida para outro continente, provavelmente para Inglaterra. Após algumas semanas, escreve para Dennis contando as novidades. O amigo responde a carta e, em vez de uma resposta, recebe em sua casa um envelope com o carimbo "Falecida".

Terça-feira, 8 de julho, 12:00 h

No aeroporto de Roswell pousa um avião de Washington trazendo uma equipe especial de técnicos e fotógrafos. Os destroços do UFO são levados para a base aérea de Wright Patterson, em Ohio, num avião pilotado pelo capitão Oliver Popper Handerson. Ao embarcar, o capitão vê 3 cadáveres extraterrestres no hangar guardados em gêlo seco.

Terça-feira, 8 de julho, 12:30 h

Fotógrafos da imprensa americana vão ao rancho Foster e se encontram com Brazel, que lhes faz a seguinte declaração: " - Foi um erro notificar as autoridades. Se acontecesse novamente, eu não diria nada, porque isso é uma bomba". Os fotógrafos também encontram alguns oficiais que vasculham o campo de destroços. Percebem que ninguém tenta impedi-los de fazer o trabalho.


Terça-feira, 8 de julho, 16:30 h

Voltam para Roswell, onde o xerife Wilcox lhes comunica que estão proibidos de fazer qualquer manifestação sobre o que viram. Enquanto isso, os militares também deixam o rancho, levando Brazel para Roswell. Chega à base um avião carregado com destroços. Logo após, Marcel levanta vôo com os destroços para o Forth Worth. Chegando lá, mostra o material para o general Ramey. No Rancho Foster, no lugar dos destroços são colocados pedaços de um balão meteorológico com um aparelho de orientação pelo radar no chão. É montada uma grande farsa, em que Marcel é obrigado a admitir que o acidente com um UFO não passava de um engano. O que antes era um disco voador, passou a ser visto como um simples balão.

Terça-feira, 8 de julho, 18:30 h

Um memorando interno da polícia federal comunica ao FBI que a história do balão meteorológico não corresponde aos fatos. Brazel é intimado a comparecer na base de Roswell, onde recebeu orientações para desmentir tudo à imprensa, Brazel é obrigado a ouvir coisas como: " - Olha meu filho, guarde esse segrêdo com você, senão ninguém sabe o que pode lhe acontecer". A esta altura, já circulavam em Roswell os mais absurdos boatos. Um deles dizia que os homens vindos de Marte se acidentaram no local e que, inclusive, um deles ainda permaneceu vivo por um bom tempo, gritando como um animal até a morte. Outro destes boatos dizia que um dos seres escapou do esquema de segurança e correu toda a noite pela cidade.

Quarta-feira, 9 de julho, 8:00 h

O coronel Blanchard sai de Roswell e visita o lugar da queda. Sua intenção é supervisionar o término do trabalho de resgate, pois logo entraria em férias.
Quarta-feira, 9 de julho, 8:30 h Três aviões de transporte C-54 são carregados com destroços. A ação é acompanhada por inspetores de Washington, que supervisionam o carregamento. As aeronaves então levantam vôo em direção à Base Aérea de Kirtland, onde se encontra o general Twinning.

Quarta-feira, 9 de julho, 9:00 h

Walt Whitmore e seu repórter Jud Robert tentam ir ao Rancho Foster, mas não conseguem devido aos bloqueios dos militares. Curiosos de vários pontos do país - além de muitos repórteres - também tentam sem sucesso chegar ao local.

Quarta-feira, 9 de julho, 10:00 h

Pousa na base um avião de Washington trazendo um representante oficial do presidente Truman. Em Washington, o presidente recebe o senador Carl Hatch, do Novo México.

Quarta-feira, 9 de julho, 12:00 h

Os cadáveres dos ocupantes dos UFOs são preparados para o transporte. Oficiais da Base Aérea de Roswell visitam jornais e emissoras de rádio. O objetivo da visita era recolher cópias de um relatório para a imprensa do tenente Haut.

Quarta-feira, 9 de julho, 14:30 h

Em uma reunião de oficiais, o Ministério da Defesa comunica ao FBI que os discos voadores não são de responsabilidade nem do Exército nem das Forças Armadas.

Sexta-feira, 11 de julho

Tem início a operação Corretivo Mental em todos os soldados que trabalharam na operação de resgate. São conduzidos em grupos a um pequeno recinto, onde um oficial lhes explica: " - ... isto foi uma questão de segurança nacional e está sob o mais severo sigilo. Não falem a ninguém sobre o que aconteceu. Esqueçam tudo o que viram"
Terça-feira, 15 de julho

MacBrazel é advertido mais uma vez, mas pode finalmente retornar ao rancho. Embora antes da queda fosse muito pobre, retornou para sua terra com uma caminhonete nova e com dinheiro suficiente para comprar uma casa e uma fornecedora de gelo.

Epílogo da Operação

No prazo de um mês, todos os participantes da operação são transferidos para outras bases. Em setembro, o professor Lincoln La Paz procura determinar a estrutura do objeto acidentado e afirma veementemente que os destroços são de uma sonda extraterrestre não tripulada. Em 24 de setembro, o presidente Truman cria a ultra-secreta operação Majestic 12, com a finalidade de explorar o que acontecera em Roswell. Já no fim de outubro de 1947, o general Schulgen do Pentágono faz um memorando secreto, incumbindo às Forças Armadas a função de compilar todas as informações existentes sobre os discos voadores. Essa é uma forte evidência de que o governo mentiu quando disse que o objeto acidentado era um balão meteorológico.

Setembro de 1949

Um parente de MacBrazel conta, num bar, que durante os dois últimos anos a família continuou encontrando vestígios da nave acidentada. No dia seguinte, foi procurado por militares, que trataram de confiscar as peças. Já em 1978, o ufólogo e físico nuclear Stanton Friedman localiza Jesse Marcel e o entrevista sobre o Caso Roswell. O silêncio finalmente estava rompido. Nos 16 anos seguintes foram editados 5 livros, baseados no depoimento de testemunhas do caso. A imprensa pôde também se manifestar, de forma que os jornais e emissoras de rádio e TV não pararam mais de explorar o assunto.

Rumoroso Acontecimento


roswell2Qualquer que seja a vertente na polêmica sobre o chamado "Incidente de Roswell", todos são obrigados a concordar, pelo menos, com um fato indiscutível: algo despencou do espaço na noite de 4 de julho de 1947 e espatifou-se num dos muitos barrancos da paisagem desértica do município de Roswell, Novo México, EUA.

Um impacto direto e que deixou sinais ainda visíveis. Muita gente garante que o veículo desastrado era um disco-voador. Mas a Força Aérea dos Estados Unidos, seguindo a linha oficial do governo, assegura que tudo não passa de um mal-entendido. Nem todos acreditam: a rede de TV CNN recentemente pesquisou 1.024 pessoas sobre o assunto. Segundo esta enquete, 54% acham que existe vida fora da Terra. Desses, nada menos do que 80% estão convencidos de que o governo esconde fatos ocorridos em Roswell. Conta-se que morreram entre quatro e seis criaturas. Seres extraterrestres, baixinhos cabeçudos, com enormes olhos negros e oblíquos.

No dia seguinte, militares da base aérea foram até o local do incidente, o rancho Hub e recolheram alguns destroços. A operação foi feita de modo secreto. Um cordão de isolamento foi estabelecido na rodovia US 285, impedindo a entrada na estrada vicinal que dá acesso ao rancho. Muita gente viu essa barreira. E a tarefa de limpeza teria ficado guardada sob sigilo se, a pouco mais de 50 quilômetros dali, outros destroços não estivessem sendo recolhidos por outras mãos.


No dia 6 de junho, MacBrazel, um empregado do rancho Foster, foi ver como estavam as ovelhas. Havia chovido e relampeado muito durante a madrugada e os bichos poderiam estar nervosos. Em meio ao pasto, Brazel encontrou o que parecia ser pedaços de uma aeronave. Ele juntou tudo, num total que calculou pesar dois quilos e meio. Os destroços foram tirados das mãos de Brazel pelo major Jesse Marcel, que antes de levar tudo para seus supervisores passou em casa e mostrou os objetos à família. O filho do major é hoje um médico de 60 anos e mora em Montana. Ele diz que lembra bem do episódio: "...meu pai chegou excitado dizendo que a Força Aérea tinha achado um disco-voador. Mostrou à minha mãe e a mim umas barras finas e varetas feitas de um metal muito leve. Havia também umas folhas de algo que parecia papel alumínio, mas não amassava. Vi distintamente numa das barras sinais que lembravam hieróglifos. Não tenho dúvida de que fosse algo alienígena".


Outra grande testemunha que dá munição às fileiras dos que acreditam no OVNI é alguém que entende muito de mortos. Glenn Dennis é o mais renomado papa-defuntos da cidade desde a época do incidente. Ele jura que foi chamado pelo pessoal da base para ensinar, pelo telefone, as técnicas de construção de sarcófagos para criança, herméticamente fechados. Conclui-se com isso que os militares estavam arranjando meios para transportar os pequeninos ETs para a base de Fort Worth, no Texas. Glenn também diz que teve contato com uma enfermeira de nome Naomi Self. Esta moça teria auxiliado nas autópsias feitas nos cadáveres dos ETs e contou horrores para o agente funerário.

Há três anos um produtor inglês revelou ao mundo o suposto filme da autópsia dos ETs que teriam sido recolhidos no acidente. O documentário chamava-se The Santilli alien autopsy film. Na ocasião a necropsia foi saudada como tão espetacular quanto o quadro Lição de Anatomia (1632), do pintor flamengo Rembrandt. Houve muito rebuliço e o filme foi exibido em muitos países, inclusive no Brasil. Mas os analistas acabaram por desmoronar a fraude e denunciar erros grotescos.

Nos EUA persiste o interesse pelos encobrimentos, colisões e a hipótese extraterrestre.

O Caso mais pesquisado e discutido

Não há dúvidas que o incidente Roswell é o caso OVNI mais escrito, discutido e pesquisado do mundo. Aconteceu em Julho de 1947, quando uma tempestade de trovões acontecia sobre o deserto próximo de Corona, Novo México (EUA).

William “Mack” Brazel, gerente de um enorme rancho, escutou um barulho muito alto no meio da noite. Não parecia soar como um trovão, então no dia seguinte ele percorreu seu rancho para ver se os raios haviam feito algum estrago e para checar suas ovelhas. O que ele encontrou foi uma profunda “fenda” na terra, como se algo grande tivesse se chocado e arrastado por mais de 1200 metros espalhando pelo local destroços muito estranhos.

Um visinho se juntou a Brazel no local e, juntos, levaram consigo amostras dos fragmentos. Isso incluía um material coberto por símbolos estranhos. Eles logo perceberam que esse estranho material não queimava. Os destroços eram também feitos de um material leve mas muito resistente, que quando dobrado ou amassado voltava a sua forma original e se recusava a ser cortado.

Quatro dias após sua descoberta, Brazel – cujo rancho não estava ligado ao mundo externo por telefone – recolheu os fragmentos e levou-os à cidade mais próxima, Roswell, e entregou-os ao xerife.

Tendo em vista que algumas semanas antes do acidente, diversos moradores do local haviam reportado estranhos “discos voadores” zigue-zagueando pelos céus do Novo México, o xerife optou por notificar a Base da Força Aérea de Roswell.

Um oficial da inteligência, Major Jesse Marcel, foi enviado para investigar o local, e encheu seu Buick com os destroços, levando-os para a base militar de Wright Field, em Ohio, onde se armazenavam os equipamentos inimigos capturados.

Ao chegar a base com os destroços, foi feito um anúncio para a imprensa pelo oficial de relações públicas tenente Walter Haut, o qual dizia:

“Os rumores sobre discos voadores se transformaram em realidade ontem quando o oficial da inteligência do 509° Grupo Bombardeiro do Oitavo Quartel da Força Aérea – Campo Aéreo Roswell – teve sorte suficiente para ter em suas mãos um disco, através da cooperação de um dos rancheiro locais e do escritório do xerife.

O objeto voador pousou em um rancho próximo a Roswell na semana passada.”

A nota de imprensa dizia ainda que os fragmentos haviam sido levados para uma outra base.

Tão rápido quanto surgira, a história foi retratada pela mesma fonte oficial que dera a informação inicial, o tenente Walter Haut. Tudo não passava de um engano embaraçoso, admitiu ele. O local do acidente foi selado e Brazel foi mantido sob prisão domiciliar durante uma semana. Lhe foi comunicado para não comentar com ninguém sobre o que ele viu.

Para acalmar a especulação da imprensa – e haviam chamadas chegando de todo o mundo – um pronunciamento oficial anunciou que os destroços nada mais eram que um balão meteorológico, e fora enviado para o Oitavo Quartel da Força Aérea, em Fort Worth, no Texas, onde foi exposto para os fotógrafos.

Nesse momento, realmente pareciam destroços de um balão meteorológico. O que ninguém perguntou, foi como foi possível a oficiais militares experientes ter confundido fragmentos delgados de alumínio e pedaços de madeira com restos de um OVNI, nem se pensou em perguntar como um balão poderia ter produzido a enorme quantidade de detritos que foram encontrados espalhados pelo local.

O Encobrimento

O circo estava armado e tudo permaneceu quieto até trinta anos depois, quando em 1978 Marcel, aposentado da Força Aérea Americana, foi procurado pelo físico nuclear e pesquisador de OVNIs Stanton Friedman, e resolveu então falar para o mundo o que sabia.

Segundo disse aos investigadores, ele estava convencido que os destroços exibidos em Fort Worth não eram os destroços que ele havia recolhido. As fotos que tirara para a a entrevista coletiva no dia seguinte, com os fragmentos do balão, foram feitas contra a vontade dele, por ordens de oficiais superiores. Roswell era na época a base para a unidade da bomba atômica americana, e Jesse Marcel era o oficial de informações. Ele sabia que os destroços com que lidara não eram os de um balão. Na verdade, não se pareciam com nada que tivesse visto antes.

A quantidade de material no local era absolutamente maior que qualquer balão pudesse produzir, e o material espalhara-se por uma superfície de mais de 1200 metros, indicando que o objeto teria explodido antes de atingir o chão, enquanto se deslocava em alta velocidade. “Ficou bem óbvio para mim”, explicou ele, “que estava acostumado com atividades aéreas, que não se tratava de um balão meteorológico nem de um avião ou míssil.”

No caminho de volta para a base, o major Marcel parou em casa para mostrar os destroços do aparelho para a esposa e o filho pequeno Jesse, o que provavelmente não teria feito se os restos se tratassem de um balão ou sonda militar secreta.

Quando os relatos de Marcel ressurgiram, iniciaram uma avalanche de especulações e informações sobre o incidente de Roswell, e sobre a possibilidade de na mesma época, a USAF (Força Aérea do Estados Unidos) houvesse recolhido um ou mais OVNIs intactos de outros locais no Novo México, contendo os corpos de tripulações alienígenas.

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Corpos Alienígenas - A 240 quilômetros de Roswell, o engenheiro Grady Barnett, descrito pot todos que o conheciam como uma testemunha confiável, reportou a descoberta de um OVNI completo mas avariado, contendo os corpos sem vida da tripulação. Em sua descrição, os seres recolhidos não eram como humanos. Suas cabeças eram redondas, seus olhos pequenos e não tinham pelos. Os olhos eram estranhamente espaçados. Eram muito pequenos para os nossos padrões, e suas cabeças maiores em proporção aos seus corpos do que as nossas. Suas roupas pareciam ser de uma peça e de cor cinza.

Algumas testemunhas afirmam que pelo menos um alien foi recuperado vivo. Houve o testemunho de uma enfermeira que viu vários pequenos corpos; um piloto voou sobre alguns pequenos engradados os quais segundo fora informado, continham os corpos dos aliens que seriam enviados para a Base Aérea de Wright Patterson; e um coveiro local, Glenn Dennis, funcionário da casa funerária Ballard Funeral Home que prestava serviços fúnebres para a base militar, afirma que em julho de 1947 ele fora procurado pelos militares e lhe foram encomendados vários de seus menores caixões.

Em 1994, a USAF assumiu que os fatos foram encobertos – mas sua versão é que eles estavam encobrindo um projeto “top-secret”, chamado Projeto Mogul, que teria como finalidade por sensores acústidos em balões para detectar testes de armas atômicas soviéticas.

Apesar do caso Roswell ter acontecido há muito tempo atrás, e muitas das principais testemunhas estarem mortas (algumas mortes de testemunhas-chave aconteceram sob circunstâncias misteriosas), o nível de minúcia e de qualidade das pesquisas realizadas significa que a maior parte dos investigadores estão convencidos em um achado OVNI espetacular, e adiciona à enorme quantidade de evidências as quais indicam que os governos do mundo todo estão unidos para deixar o público em geral no escuro

Manchetes Escandalosas

As manchetes eram escandalosas: "A RAAF captura um disco voador em um rancho de Roswell", "O Exército declara que encontrou um disco voador", "O Exército encontra um disco voador em um rancho do Novo México". Em 08 de julho de 1947, o porta-voz da base das Forças Aéreas norte-americanas em Roswell (Roswell Army Air Field, RAAF) havia divulgado a notícia mais importante do século. 

A notícia foi divulgada ao meio-dia, hora do Novo México. Porém, devido aos diferentes fusos horários nos EUA, a notícia chegou tarde na maioria dos jornais matinais, apenas aparecendo em algumas edições vespertinas. A nota da imprensa inicial foi divulgada pela base aérea, e tanto a delegacia como os jornais locais, foram assediados por uma ansiosa opinião pública. Rapidamente, em meio a tanta expectativa, o Exército mudou sua versão: não era um OVNI e sim apenas um balão meteorológico.          
As manchetes do dia seguinte davam por encerrada a história: "A notícia sobre os discos voadores perde o interesse. O disco do Novo México é apenas um balão meteorológico". Ainda por alguns dias, apareceram imagens dos supostos destroços em muitos jornais, mas durante os trinta anos seguintes nunca mais tornou-se a falar sobre o incidente.

A história do disco acidentado teria permanecido no esquecimento se não fosse por uma conversação casual entre o físico nuclear Stanton Friedman e o diretor de uma televisão da Louisiana. Em 1978, enquanto esperava ser entrevistado sobre seus trabalhos sobre OVNIs, Friedman começou a conversar com o diretor da emissora, que lhe disse que deveria falar com um homem chamado Jesse Marcel. "Quando esteve no Exército, Marcel chegou a tocar em fragmentos de um desses discos voadores.


Atualmente vive em Houma, Lousiana".



No dia seguinte, Friedman entrou em contato com Jesse Marcel, oficial de informação da RAAF na época em que ocorreu o suposto acidente, nas proximidades de Corona, a 120 quilômetros de Roswell. Marcel disse que ele recebeu a ordem de recolher os destroços e entregá-los em Wright Field (Ohio), onde o Exército armazenava material capturado do inimigo. Marcel não lembrava as datas exatas. Enquanto isto ocorria, o porta-voz, Walter Haut, anunciava oficialmente a notícia que seria desmentida nesse mesmo dia, afirmando de que se tratava apenas de um balão meteorológico.

O ufólogo William Moore, colaborador de Friedman, obteve o depoimento de uma testemunha que dava um marco temporal aos acontecimentos. No primeiro número de "Flying Saucer Review", a apresentadora de televisão Highie Green declarava que, nas proximidades da Filadélfia, escutou no rádio de seu carro que o Exército havia encontrado um OVNI. Procurou averiguar algo mais sobre o caso, porém não o conseguiu. Mesmo que não fosse muito, tinha uma data: finais de junho ou princípio de julho de 1947.   

Moore encontrou jornais do dia 08 de julho de 1947 que cobriam o acontecimento de Corona-Roswell. Nos artigos apareciam as datas e os nomes do fazendeiro, do delegado e do pessoal da RAAF. Friedman e Moore entrevistaram 62 pessoas relacionadas com o acontecimento, entre elas: Bill Brazel (filho do fazendeiro que encontrou os destroços); alguns vizinhos, como Loretta Proctor, que inclusive haviam recolhido peças; e o filho de Jesse Marcel. Haut, o porta-voz que havia revelado a história, ainda vivia em Roswell, e graças à sua agenda, foi possível localizar outras testemunhas e obter detalhes do acontecimento.


Em 1986, Friedman e Moore já tinham entrevistado 92 pessoas e publicado seis artigos. Friedman convenceu os produtores de "Mistérios Não Solucionados" da importância de se transmitir uma reportagem sobre Roswell em seu programa na NBC-TV. Em agosto de 1989, enquanto filmavam em Roswell, Friedman conheceu Glenn Dennis, um amigo empregado da Funerária Ballard, que prestava à base aérea. Pela primeira vez, Glenn mencionou os fatos estranhos que ocorreram no hospital da base, no verão de 1947. Não só foi consultado sobre a forma de tratar "corpos pequenos", como também foi expulso pela segurança do hospital na sua visita seguinte.

Foram achados corpos de extraterrestres no local do acidente? Dennis acredita que sim. Segundo diz, conheceu uma enfermeira da base que comentou que dois médicos haviam realizado a autópsia de alguns cadáveres "muito fétidos". Segundo Dennis, esses corpos tinham a pele cinza-amarronzada, cabeças grandes, cavidades e orifícios que seriam o nariz, orelhas e boca, quatro dedos finos sem polegares e sem pelos no corpo. Depois de vários encontros com Dennis, a enfermeira desapareceu. Aparentemente foi transferida para a Grã-Bretanha, mas quando tentou entrar em contato com ela, suas cartas foram devolvidas com o carimbo “Falecida”.

A transmissão de "Mistérios Não Solucionados", em setembro de 1989, foi um sucesso. Foi assistida por 28 milhões de pessoas nos EUA. Surgiram em seguida, toneladas de livros, programas de TV e ataques de difamadores. Então, os pesquisadores dividiram-se em duas facções, embora ambas concordassem que um OVNI havia se estilhaçado no rancho Foster. Uma das facções, à qual Friedman pertencia, acreditava que havia ocorrido um segundo acidente, em San Agustín (Novo México).


A teoria de um segundo acidente se baseia, sobretudo, nos depoimentos das testemunhas mais importantes. A primeira testemunha, Gerald Anderson, entrou em contato com Friedman depois de assistir em 1990 a reprise do documentário "Mistérios Não Solucionados". Naquela época, a outra testemunha, Grady Barnett, havia relatado a sua história para dois amigos que posteriormente a informaram para Friedman. 

As duas testemunhas contaram quase a mesma história: a descoberta dos corpos de extraterrestres no mesmo local do disco acidentado. Segundo Anderson, um dos alienígenas sobrevivera à aterrissagem forçada. Entretanto, Barnett havia falecido e a história de Anderson não pôde ser averiguada. Muitos ufólogos não deixam de acreditar no acidente de San Agustín. Os acontecimentos de Corona possuem uma maior credibilidade. Na obra de Friedman, "Crash At Corona", escrita com a colaboração de Don Berliner e publicada em 1992, são resolvidas algumas das incógnitas da história.

A história do acidente de Roswell começou em 02 de julho de 1947, quando Mac Brazel escutou uma forte explosão em plena tempestade. Na manhã seguinte, Brazel, o administrador do rancho Foster, situado entre Roswell e a cidade de Corona, saiu para inspecionar uma bomba de água. No caminho descobriu uma área de um quilômetro repleta de destroços de um material estranho que parecia ter vida própria.   

Também haviam pedaços do que, mais tarde, foi chamado de "vigas em I", que estavam marcadas com estranhos símbolos de cor azul lavanda. Essas vigas eram tão leves quanto uma madeira balsa e não quebravam nem queimavam.   

No dia 06 de julho, Brazel retornou ao mesmo lugar, carregou o máximo que pôde dos destroços em sua velha camionete e os entregou ao delegado de Roswell que, por sua vez, os mostrou ao comandante Marcel. Este examinou os destroços e comentou que eram feitos de um material muito estranho e completamente diferente de tudo o que já havia visto. Como porta-voz da única unidade de bombardeio atômico do mundo, o parecer de Marcel merecia alguma credibilidade. O chefe da base de Roswell, William Blanchard, designou Marcel e Sheridan W. Cavitt, um oficial de contra-espionagem, para acompanharem o fazendeiro até o local do acidente e que recolhessem os destroços.    

Em seu livro "Crash At Corona", Friedman inclui o depoimento de Marcel: "Os destroços estavam espalhado por uma superfície enorme. Não eram destroços de algo que pudesse ter se estilhaçado ou explodido ao se chocar no solo. Eram destroços de algo que explodiu enquanto voava em alta velocidade (...). Minha opinião como especialista em aviação, é que aquilo não se tratava de um balão meteorológico, nem de um avião, nem de um míssil". Os dois homens carregavam em seus veículos todos os pedaços que puderam, deixando no local uma grande quantidade de destroços. Na viagem de regresso a Roswell, Marcel parou em casa para mostrar alguns destes destroços para sua esposa e seu filho.

Na manhã seguinte, o coronel Blanchard ordenou que a área fosse isolada. Enviou um grupo de soldados e policiais militares ao rancho, e foi iniciada uma busca minuciosa por toda a área. De volta a Roswell, o porta-voz, tenente Haut, anunciou a captura de um disco voador. A notícia foi divulgada pela rádio local e apareceu nas edições vespertinas dos jornais da região.


Enquanto isso, o comandante Marcel recebeu a ordem de enviar os destroços do suposto disco voador em um avião B-29 e levá-los para Wright Field (atual base de Wright-Patterson), em Ohio, fazendo uma escala no quartel general da 8ª Força Aérea, no Fort Worth (Texas). Entretanto, em Washington, o chefe do Comando Aéreo Estratégico havia recebido a notícia do caso e entrara em contato com o chefe do Estado Maior de Fort Worth, a quem encarregou que inventasse uma história alternativa e que deixasse a gestão do incidente nas mãos do general Roger Ramey, o chefe desta base. 

Quando Marcel aterrissou em Fort Worth, Ramey lhe disse que não era para comentar nada, pois ele mesmo estava cuidando do assunto. Irving Newton, o meteorologista da base, levou ao lugar dos acontecimentos alguns pedaços de um balão meteorológico e de um refletor de radar, feito de folha de alumínio e varas de madeira. Marcel tirou fotografias ao lado destes falsos destroços e disse à imprensa que tratava-se de um engano, que não era um disco voador, e sim um refletor de radar.

A nova versão da história foi transmitida às 17 horas, muito tarde para os jornais, exceto para a última edição do "Los Angeles Herald Express". A manchete dizia "O general acredita que tratam-se de fragmentos de um radar meteorológico".


A limpeza do rancho Foster e dos arredores durou uma semana, durante a qual Marcel foi proibido de falar com qualquer pessoa. A busca dos destroços foi ampliada e, dois dias mais tarde, foi encontrado o principal elemento do disco voador há apenas 1.600 metros deste, e os cadáveres de alguns supostos extraterrestres.

Em 1990, Stanton Friedman entrevistou um fotógrafo militar (identificado apenas como FB), que declarou ter visto alguns corpos em um campo próximo de Corona. FB estava designado para a base aeronáutica de Anacostia (Washington, DC), quando ele e outro fotógrafo receberam a ordem de ir para Roswell. Em Roswell, os dois homens foram conduzidos para uma tenda montada no campo e foi dito que fotografassem seu interior. "Vi quatro corpos", afirmou TB. As cabeças eram desproporcionais em relação ao corpo, parecendo ser muito maiores.

Em 1994, Steven Schifft, congressista pelo Novo México, pediu à GAO (General Accounting Office - a auditoria federal) que buscasse a documentação referente ao Caso Roswell. Quando a USAF recebeu a petição da GAO, publicou rapidamente um relatório de 25 páginas. Nele admitia que havia mentindo sobre a história do balão meteorológico, quando declarou que o OVNI acidentado era um balão Mogol altamente secreto, projetado para detectar testes nucleares soviéticos. Quando, em 1995, foi publicado o relatório da GAO, soube-se que vários arquivos da época do acidente haviam sido destruídos. Posteriormente, a USAF publicou "O Relatório Roswell: a verdade diante da ficção no deserto do Novo México", uma versão atualizada de seu primeiro relatório, sem mencionar nenhum dos arquivos.  

O Caso Roswell continua aberto e, com o passar do tempo, novos detalhes vão sendo adicionados ou corrigidos conforme o aprofundamento das investigações, incluindo novos depoimentos de outras testemunhas diretas e indiretas. Esse Caso é considerado o número um da casuística ufológica mundial.

PARTE 2

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