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tubaOs skin suits estão na moda. É o que se pode constatar observando qualquer campeonato de natação, seja qual for a categoria. Exclusivo há alguns anos apenas aos nadadores da ultra-elite, como Michael Phelps, Ian Crocker, Ian Thorpe, Grant Hackett, Leisel Jones, Kaitlin Sandeno e Natalie Coughlin, hoje veste até mesmo a molecada menos abastada, já que é possível comprar um modelo nacional por cerca de R$ 300, enquanto um importado custa cerca de R$1.300. Desde o lançamento do primeiro traje, na Olimpíada de Sydney, em 2000, já se comentou e debateu muito o desempenho dos atletas vestindo os skin suits. Mas a questão é que eles estão aí, seja em forma de short, bermuda, calça, macaquinho ou traje inteiro. “Só uso calça ou bermudão, pois o skin suit inteiro me incomoda no peito. Não consigo nadar direito, eu me sinto sufocado”, diz Nicolas Oliveira, 18, recordista sul-americano juvenil nos 200 m livres. Ele conta que na Universidade do Arizona (EUA), onde estuda e treina atualmente, a roupa já é uma febre há algum tempo.

“Você flagra até crianças usando em treinos. Isso porque eles vêem seus ídolos usando e querem vestir também.” Se para alguns o traje inteiro incomoda, para outros nem tanto. “É uma questão de adaptação. Eu me sinto confortável com o skin suit inteiro. Já uso há anos. Tenho três deles”, afirma Thiago Parravicini, 17, que conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata na última Copa Latina. Ele conta que treina de sunga, mas não é para economizar seus skin suits, que costuma comprar sempre que vai à Itália. “Sem eles, faço mais força. Quando vou competir, deslizo melhor. Por isso deixo para vesti-los nas melhores competições.”

É esse um dos motivos de a maioria dos técnicos indicar o uso dos skin suits apenas nas principais provas. “Se o atleta treina sem o skin suit, quando chegar na competição, terá um melhor desempenho, porque essa roupa ajuda a deslizar mais na água”, recomenda o técnico do Minas Tênis Clube e da seleção brasileira de natação, Wellington Soares, que chega a ser austero quando a molecada de 10, 12 anos aparece na piscina com os skin suits. “Não deixo que nadem com os trajes. Muitos usam mais para impressionar os outros do que por necessidade”, afirma.

A responsável por semear essa moda das piscinas foi a Speedo, pioneira nessa tecnologia. Foram quatro anos de pesquisa até lançar seu Fast Skin, cujo nome virou sinônimo de skin suit. Para desenvolver a tecnologia, até biólogos foram contratados para reproduzir as características da pele do tubarão – considerada a mais rápida criatura aquática –, naturalmente dotada de uma hidrodinâmica que diminui o atrito com a água, facilitando o nado. Por isso a roupa ficou conhecida como “shark skin” (pele de tubarão).

O resultado das pesquisas levou à criação de um tecido elástico, confeccionado com microfilamentos de poliéster (75%) e fios de elastano (25%), que molda o corpo como se fosse uma segunda pele. O desenho foi estudado de maneira que a adaptação aos contornos do corpo fosse perfeita, levando em consideração a forma peculiar de cada grupo muscular e os movimentos exigidos durante o nado.

Exemplo disso são as costuras especiais – com 53 cm de linha para cada centímetro de costura –, que funcionam como tendões, ligando os grupos musculares. Já a superfície do traje possui sulcos em estampa, que imitam os dentículos encontrados na pele do tubarão, parecidos com aerofólios em forma de “V”, facilitando a circulação do fluxo de água ao redor do corpo, diminuindo, assim, o atrito.

A estréia da novidade em Sydney rendeu resultados. Das 153 meda