Dica de Cinema

L.A. em Chamas: O Vulcão que Explodiu em 1997

L.A. em Chamas: O Vulcão que Explodiu em 1997

"Lava no Asfalto: Como um Vulcão em L.A. Virou o Caos Mais Estiloso de 1997".

Tá aí andando em Los Angeles, de bermuda, óculos escuros e um café da Starbucks na mão, quando puf — um vulcão explode no meio da cidade. Sério, no meio. Tipo, ali, na esquina da Wilshire com La Cienega. Você nem viu a placa “Cuidado: Atividade Vulcânica”, porque, obviamente, não existe. E é exatamente aí que "Volcano, A Fúria" entra em erupção — não só na tela, mas na memória coletiva dos fãs de filme de desastre dos anos 90.

Sim, você leu certo: um vulcão. Em L.A. Em 1997. Com Tommy Lee Jones segurando a onda (e a lava) como se fosse o Batman da geologia urbana."Vulcão em L.A.?" — A Ciência (ou a falta dela) por Trás do Caos. Antes que você grite “Isso é impossível!”, calma. Respira. A gente já sabe que "Volcano" não ganhou o Nobel de Geologia. O filme é tão científico quanto um meme do TikTok sobre terraplanismo. Mas aqui vai uma curiosidade: L.A. não tem vulcões ativos, certo? Certo. A cidade tá longe das zonas de subducção, longe de anéis de fogo, e bem longe de qualquer coisa que possa explodir com lava e cinzas. O vulcão mais próximo? O San Gabriel Mountains, que, pasmem, não é vulcão. É montanha. Inerte. Pacífica. Tão calma que até dorme de barriga pra cima.

Mas o filme não liga. E é isso que torna "Volcano" tão deliciosamente absurdo. Ele pega a ciência, enrola num papel-alumínio e joga no forno da ficção. A trama começa com pequenos tremores, rachaduras no asfalto, e então — bum — lava jorrando do metrô como se o inferno tivesse feito delivery. A geóloga interpretada por Anne Heche, a Dra. Amy Barnes, entra em cena com aquela cara de “não acredito que tô explicando isso”, tipo: “Isso não é um terremoto. É um vulcão. Um vulcão em Los Angeles.”

E o público? Revirando os olhos. E rindo. E amando cada segundo. Tommy Lee Jones: O Herói que Não Precisa de Capa (Só de Um Walkie-Talkie)
Se tem uma coisa que "Volcano" acerta em cheio é o personagem de Tommy Lee Jones. Mike Roark, chefe da equipe de emergência, é o tipo de cara que nem pisca quando vê lava descendo a Hollywood Boulevard. Ele olha, dá um gole no café (provavelmente frio), e diz: “Vamos desviar isso.” Sério. O homem quer desviar lava. Como se fosse trânsito. Roark é o arquétipo do herói dos anos 90: durão, prático, sem tempo pra drama. Ele não tem superpoderes, nem namorada em perigo (bom, quase), mas tem um walkie-talkie e uma vontade de ferro. Ele lidera com autoridade, mas com um toque de humanidade — tipo quando ele salva um mendigo preso num beco de lava, ou quando olha pro céu e diz:

“Ninguém vai morrer hoje.” É clichê? Claro. É épico? Absolutamente.

Efeitos Visuais: Lava, Fumaça e Muito... Plástico?

Vamos falar a verdade: os efeitos especiais de 1997 são lindamente datados. Hoje, com o Avatar e o Dune, a gente olha pra lava de "Volcano" e pensa: “Isso parece ketchup em câmera lenta.” Mas aí você lembra: em 1997, CGI ainda era novidade. O filme usou uma mistura de miniaturas, efeitos práticos e computação gráfica — e, surpresa, funcionou. A cena em que a lava invade um shopping? Arrepiante. A explosão no centro da cidade? É caos puro, com carros voando, pessoas correndo e um ônibus sendo engolido como se fosse um salgadinho. Curiosidade: a equipe usou melado e resina colorida para simular lava em cenas de close. E em vez de destruir cenários reais, construíram réplicas em estúdio — o que, na época, era revolucionário. O resultado? Um visual que, mesmo datado, ainda tem peso. Porque você acredita no caos. Mesmo sabendo que a lava parece feita no liquidificador.

Comparação Imediata: "Volcano" vs. "Dias de Trovão" (ou: Quem Leva a Lava a Sério?)

Tá, calma. "Dias de Trovão" é sobre corrida de stock cars. Mas a gente precisa comparar porque, em 1997, "Volcano" competiu direto com "Dante’s Peak", o outro filme de vulcão do mesmo ano. Sim, você leu certo: dois filmes de vulcão. No mesmo ano. Foi tipo o duelo Marvel vs. DC, mas com lava.

"Dante’s Peak" (com Pierce Brosnan): mais realista, mais dramático, mais “ciência séria”. "Volcano": mais caos, mais ação, mais “vamos desviar a lava com tratores!”. Enquanto Brosnan fugia de águas ácidas e ursos mortos, Tommy Lee Jones estava lá, mandando escavadeiras bloquearem rios de lava. Resultado? "Volcano" virou o preferido do público. Por quê? Porque não levava a si mesmo a sério. Era um filme que sabia ser ridículo — e abraçava isso com orgulho. Foi o Deadpool da década de 90, mas com mais cinzas.

O Legado: Por Que Ainda Falamos de um Vulcão Falso em L.A.?

Anos depois, "Volcano" virou cult. Não pelo realismo. Não pela profundidade. Mas pelo caos glorioso. É o tipo de filme que você assiste de madrugada, com amigos, comendo pizza, e alguém grita:

“ELES TÃO USANDO TRATORES PRA PARAR A LAVA?!”
“SIM. E É GENIAL.”

O filme virou meme antes dos memes existirem. Virou referência em séries como The Simpsons e Family Guy. E até inspirou piadas em notícias reais — tipo quando L.A. teve um vulcão de verdade (só que não, era um protesto com fumaça colorida). E tem mais: o roteiro tem camadas. Claro, é sobre um vulcão. Mas também é sobre liderança em tempos de crise, sobre ciência vs. burocracia, sobre como a cidade se une (ou se despedaça) quando o chão literalmente some sob os pés.

Curiosidades Quentes (Quase Tão Quentes Quanto a Lava)

O filme foi filmado em locações reais de L.A., inclusive no metrô. Algumas cenas foram gravadas de madrugada, com figurantes dormindo nas plataformas — pra parecer evacuação real.
A cena da lava no bar? Improvisada. O ator principal (Tommy Lee Jones) entrou no set e disse: “Vou salvar alguém aqui.” E salvou.
O título original era "Lava", mas mudaram pra "Volcano" porque soava mais épico. (Funcionou.)
O orçamento foi de US$ 90 milhões — e o filme arrecadou US$ 122 milhões no mundo. Não foi fenômeno, mas não queimou na cratera.

Anne Heche, que faleceu em 2022, disse em entrevista que adorava o filme: “É ridículo. É maravilhoso. É cinema puro.” Por Que "Volcano" Ainda Funciona? Porque, no fundo, não é sobre um vulcão.

É sobre o que a gente faz quando o impossível acontece.
É sobre o cara comum que vira herói.
É sobre a cientista que tenta explicar o inexplicável.
É sobre a cidade que, mesmo em chamas, não desiste.

E é sobre aquele momento mágico em que você, espectador, esquece que lava não sobe escadas — e torce pra Roark conseguir desviá-la com um muro de concreto.

Conclusão: Um Filme Que Deveria Ter Derretido… Mas Virou Clássico

"Volcano, A Fúria" não ganhou Oscar. Não revolucionou o cinema. E com certeza não vai te ensinar geologia. Mas ele tem algo raro: alma. Tem coragem de ser bobo. Tem coração sob a cinza. Tem Tommy Lee Jones encarando lava como se fosse trânsito da 405. E no fim das contas, é isso que a gente quer num filme de desastre: caos, coragem, e um herói que nem pisca quando o mundo pega fogo.

Então, da próxima vez que chover em L.A., olhe pro céu… E torça pra que seja só chuva. Porque se for fumaça? Pode ser o começo de um novo "Volcano". E dessa vez, esperamos que Tommy Lee Jones ainda esteja por perto.

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