A Roda de Hécate: O Labirinto da Serpente que Nunca Deixou de Girar. Se você já parou pra reparar que certos desenhos sobrevivem a impérios, línguas mortas e até ao esquecimento deliberado, é porque ainda não cruzou o olhar com a Roda de Hécate. Ela não pede licença. Entra na retina, vira um nó no estômago e te puxa pra dentro de um caminho que não tem fim — só volta. Chamada de Strophalos nos textos tardios, essa figura que parece um caracol deitado numa encruzilhada não nasceu no Olimpo, não tem pedigree acadêmico inquestionável e, mesmo assim, segue rodando em altares, pescoços e cadernos de prática há milênios. A verdade crua? Ninguém sabe ao certo o que ela significava quando apareceu pela primeira vez. E talvez seja exatamente no vazio da certeza que mora o peso dela.