Utah Data Center, um monstruoso complexo de espionagem da NSA

    utacenter6Centro de Processamento de Dados Utah ou (UDAC), para Utah Data Center, é o centro de processamento e armazenamento de dados gerenciado pela NSA, para atender a Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos. Apesar da controvérsia em curso sobre o envolvimento da NSA na prática da Vigilância em massa, o megaprojeto foi concluído no final de 2013 e custou cerca de US$1.5 bilhões (dólar americano). O mega centro se torna totalmente operacional em Setembro de 2014. Em 2012, James Bamford já publicava informações sobre o Centro de Processamento de Dados da NSA, sendo construido em Bluffdale, Utah e diretamente relacionado ao sistema de vigilância global revelado por Edward Snowden em 2013.

    O local abriga, além do Centro de Processamento de Dados Utah, uma das maiores seitas americanas de polígamos com mais de 9.000 membros, a Apostolic United Brethren. O centro está localizado em Camp Williams, perto de Bluffdale, entre o Lago Utah e o Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos. Em 2013, com as divulgações de vigilância em massa feitas por Edward Snowden, The Wall Street Journal escreveu que o Centro de Utah é o "símbolo das proezas em vigilância das agências de espionagem " (americanas). A revelação do PRISM[8] em 2013, mostrou a capacidade da NSA[9] de Vigilância global das comunicações em tempo real, seja na Internet ou de informações armazenadas por usuários, servidores etc...

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    Os dados coletados ao redor do mundo já estão sendo direcionados e armazenados no mega Data Centro de Utah. O centro de dados tem a capacidade de armazenar e processar toda esta informação agora e no caso da futura expansão das atividades de vigilância da NSA.

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    Defensores de privacidade e liberdades civis vêm levantando a preocupação sobre a capacidade única de controle mundial que tal centro de armazenamento de dados dá às agências de inteligência americanas. Em 2013, o UDAC começou a armazenar dados de Internet, bem como dados telefônicos coletados pelos vários programas de vigilância utilizados pela NSA na Vigilância Global. No final de 2013, a A superfície da estrutura do complexo atinge 100.000 m2, incluindo 10.000 m2 dedicados para os servidores localizados em quatro edifícios e 90.000 m2 de espaço para suporte técnico e administrativo.Um relatório sugere que o custo de hardawre, software e manutenção chega a 2 bilhões de dólares americanos. O complexo vai consumir cerca de 65 Megawatts à um custo de 40 milhões de dólares americanos por ano.

    Dados a serem armazenados

    O centro vai armazenar dados coletados via satélites, coletados das estações operando em frequências internacionais, dados das comunicações telefônicas, das conexões com os provedores de acesso à Internet, etc...Essas informações serão disponibilizadas para a NSA, FBI, CIA, serviços militares americanos e outras agências americanas, seja para espionagem política, industrial e econômica, cibersegurança americana ou na luta contra o terrorismo. O Chefe da Divisão Técnica da CIA, Gus Hunt, disse que "nós vamos tentar recolher tudo e guardar para sempre.".

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    Em agosto de 2012, The New York Times publicou um documentário feito por Laura Poitras, intitulado "O Programa", baseado em entrevistas com o ex-oficial da NSA William Binney (U.S. Oficial de Inteligencia Americano) considerado um dos melhores Matemáticos e criptoanalistas na História da NSA, tendo trabalhado para a agência por mais de 30 anos. Binney, juntamente com outro ex oficial da NSA Thomas Drake foram uns dos primeiros a tentar revelar as atividades de Vigilância em massa da NSA finalmente expostas por Edward Snowden em 2013. Binney de tornou um "whistleblower" devido ao que ele concluiu serem atividades de corrupção dentro da NSA relacionadas aos projetos de nome ThinTread e TrailBlazer.

    Binney relata que o propósito original do projeto ThinThread era dirigido para coleta de sinais de inteligência de países no exterior, fora dos Estados Unidos. Mas, afirmou Binney, após o ataque de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, controles que limitavam-se a coleta de dados de cidadãos norte-americanos foram removidos, o que levou as preocupações por ele e outros de que as ações eram ilegais e inconstitucionais. Binney alegou que a instalação em Bluffdale foi projetada para armazenar uma ampla gama de comunicações domésticas, além das vindas do exterior, para mineração de dados sem autorização judicial.

    Capacidade de Armazenamento

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    Em julho de 2013, com base nos planos estruturais da obra, a revista Forbes estimou a capacidade de armazenamento do centro como sendo de 3 a 12 exabytes, que são bilhões de gigabytes. Cada gigabyte equivale à 1 bilhão de bytes. Para comparação, a revista disse que todas as chamadas de telefone dos Estados Unidos por um período de um ano (cerca de 272 petabytes) podem ser armazenado em um espaço que representa apenas 2% da capacidade de armazenamento de servidores do centro de processamento de dados em Utah.

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    De acordo com um recente estudo divulgado pela Cisco, o tráfego da internet vai quadruplicar de 2010 para 2015, chegando a atingir 966 exabytes por ano. Isso significa que o data center da NSA precisa armazenar muita coisa; e a ambição dos engenheiros é grande: estima-se que seja possível arquivar cerca de 1 yottabyte de dados no complexo de Bluffdale (1 yottabyte = 1 milhão de exabytes). Yottabyte é a maior escala existente na atualidade. É tão grande que ninguém pensou em desenvolver um nome para o próximo degrau. Se essas informações fossem colocadas em papel, seria o equivalente a 500 quintilhões de páginas de texto, ou seja: 500.000.000.000.000.000.000 de páginas. O renascimento da Agência de Segurança Nacional

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    A NSA foi criada pouco depois da Segunda Guerra Mundial, como um meio de rastrear informações e prever ataques-surpresa ao país — como aconteceu em Pearl Harbor, durante a Segunda Guerra Mundial. Com o passar o tempo a agência foi enfraquecendo, principalmente no final da Guerra Fria. Falhas no sistema de inteligência permitiram que ataques como o primeiro atentado no World Trade Center colocassem em pauta a necessidade de uma agência de informação que não conseguia prever e evitar esse tipo de problema. Entretanto, o atentado terrorista de 11 de setembro fez com que uma grande quantidade de dinheiro fosse destinada à agência, o que aumentou muito os seus poderes. Uma de suas principais novas características foi a mudança de foco. A NSA decidiu apontar os seus radares para os próprios americanos, estabelecendo postos de coleta de dados por todo o país para reunir bilhões de mensagens de emails e telefonemas. Para completar, deu-se início a um dos planos mais ambiciosos da NSA: a construção de um poderoso centro de informações para depositar e analisar tudo o que fosse coletado pelos agentes.

    O gigantesco complexo de espionagem

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    A construção do complexo começou cheia de mistérios, tanto que a imprensa passou a chamar o local apenas de “The Spy Center (Centro de Espionagem)”. O início das obras começou quando o vice-diretor da NSA, Chris Inglis, chegou à região de Bluffdale e respondeu aos curiosos dizendo que “o complexo foi concebido para auxiliar na inteligência e em suas missões, aumentar e proteger a segurança digital”.

    Poucos dias depois, 10 mil trabalhadores chegaram ao local; quando o presidente da construtora contratada para executar a obra foi questionado sobre o teor das edificações, respondeu que não podia revelar nada a respeito, mas acabou deixando passar alguns detalhes. Em torno do complexo, existe um sistema de segurança de US$ 10 milhões de dólares pronto para impedir ataques terroristas e quaisquer outros invasores de sequer se aproximar das instalações principais. Grades de proteção podem segurar veículos de até seis toneladas trafegando a uma velocidade de até 80 km por hora. Além disso, existem sensores de movimento, câmeras e sistemas de biometria, entre outros.

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    O centro de controle de visitantes deverá ser o responsável por impedir que pessoas sem autorização acessem as instalações superprotegidas da NSA, que contam com um espaço de mais de 2 mil metros quadrados apenas para armazenar os servidores de dados e toda a infraestrutura necessária para garantir o funcionamento dos equipamentos. Além de tudo isso, mais de 80 mil metros quadrados compõem o restante do complexo cibernético, que é completamente autossuficiente, contando com estações de bombeamento de água e uma subestação de energia dedicada para fornecer os quase 65 megawatts de força exigidos pelos supercomputadores. Gigantescos geradores e reservatórios de combustíveis podem garantir o funcionamento de tudo por até três dias em capacidade total. E, é claro, uma planta de refrigeração dedicada com mais de 60 toneladas de equipamentos deve ser a responsável por evitar o superaquecimento dos servidores.

    Vasculhando a Deep Web em busca de informações

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    Além de conversas de email e outros itens, os arquivos armazenados no data center devem conter informações que interessam muito mais à NSA. Tratam-se dos dados localizados na Deep Web, a internet que é invisível e secreta aos usuários normais. De acordo com um relatório do conselho Científico de Defesa dos Estados Unidos, na Deep Web encontram-se documentos governamentais, bancos de dados e outras fontes de informação extremamente valiosas para os órgãos de inteligência; e para conseguir ter acesso a isso é preciso desenvolver novas ferramentas que possam indexar, descriptografar e buscar os dados desejados. E é justamente isso que o novo data center vai fazer: oferecer as ferramentas necessárias para que a NSA possa armazenar esses dados recolhidos para então poder vasculhar todos os segredos obscuros. O único problema é saber como a agência vai interpretar tudo e definir quem pode ou não ser um inimigo em potencial.

    Como funciona a rede espiã da NSA

    O novo complexo de espionagem da NSA deverá ser o centro de todas as ações da agência. O objetivo principal é que diversas fontes de dados contribuam para o crescimento desse enorme banco de dados. A partir daí, uma série de especialistas de diversas áreas deve entrar em ação para tentar decifrar os segredos. A agência dispõe de quatro satélites posicionados ao redor do globo monitorando frequências que vão de walkie-talkies e celulares na Líbia até sistemas de radares na Coreia do Norte. Os equipamentos são inteligentes e conseguem filtrar o conteúdo de acordo com regiões-chave escolhidas. Para vigiar os outros países, a NSA dispõe de escritórios espalhados nos Estados Unidos. Cada um é responsável por uma região, como os escritórios presentes em Fort Gordon, na Georgia, em que os 4 mil funcionários são designados para interceptar dados provenientes da Europa, Oriente Médio e a parte norte da África.

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    As instalações da NSA no Texas devem interceptar dados provenientes da América Latina e, desde os atentados de 11 de setembro, Oriente Médio e Europa. O complexo possui mais de 2 mil operadores e recebeu recentemente um novo data center de US$ 100 milhões. A rede de dados da NSA também conta com “filiais” em diversos cantos dos Estados Unidos, onde agentes coletam informações de diversos pontos, incluindo operadoras de telecomunicação. Isso gerou protestos no país, pois a agência passou a interceptar dados e investigar a vida dos próprios americanos. Todas as informações coletadas devem ser direcionadas ao novo data center da NSA, que está sendo construído em Utah. Depois disso, esses dados podem ir para o centro de pesquisas que fica em Oak Ridge, no Tennessee. Lá, analistas e engenheiros de alto escalão deverão utilizar os supercomputadores mais rápidos do mundo para decifrar as informações secretas. Parte dos arquivos do novo data center também devem seguir diretamente para o quartel general da NSA que fica em Fort Meade, em Maryland. De lá, relatórios serão disparados para a Casa Branca, a CIA e o Pentágono.

    Invasão de privacidade

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    William Binney é um ex-funcionário da NSA que deixou a organização em 2001, depois de quatro décadas de trabalho na agência. Com 68 anos de idade, ele ajudou a desenvolver grande parte do que a NSA é hoje em dia. Binney afirma que, logo após os atentados de 11 de setembro, o presidente George W. Bush aprovou um programa de espionagem chamado Stellar Wind. Esse programa tratou de instalar sistemas de interceptação em pontos-chave da infraestrutura do país, coletando dados como gravações telefônicas, emails e mais um grande número de informações que são recolhidas por um software chamado Naurus, que pode criar um banco de dados com informações específicas de determinadas pessoas. O ex-operador da NSA disse que chegou a sugerir que a agência interceptasse apenas informações de suspeitos e pessoas ligadas a eles, mas acabou sendo ignorado. Em vez disso, a agência preferiu gravar e armazenar absolutamente tudo o que pudesse, resultando em uma média de 20 terabytes de dados por minuto.

    A última barreira de segurança

    Ainda existe uma última barreira que impede que os agentes do governo tenham acesso irrestrito a esse grande volume de informações: a criptografia. Qualquer um, desde terroristas, vendedores de armas, instituições financeiras e qualquer pessoa que envie mensagens por email, pode utilizar a criptografia para proteger os seus documentos. O protocolo mais utilizado é o Advanced Encryption Standard (AES), que existe em três formatos diferentes: 128, 192 e 256 bits. Esse sistema está incorporado na maioria dos serviços de email comerciais e navegadores web.

    O AES é tão difícil de ser quebrado que a própria NSA aprovou a sua utilização nas mensagens ultrassecretas do governo americano. Somente para ter uma ideia: para quebrar uma criptografia assim utilizando o método de força bruta (aquele em que todas as combinações possíveis são testadas uma atrás da outra), levaria mais tempo que a idade do próprio universo, já que um arquivo criptografado com o método AES 128 bits teria cerca de 340 undecilhões de combinações possíveis, ou seja: 340.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000. É aí que entra o novo complexo da NSA. O que é preciso para quebrar esses códigos? Supercomputadores e mensagens cifradas. Quanto maior o número de mensagens, maior é a probabilidade de os analistas e supercomputadores encontrarem padrões reveladores.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org
             http://www.tecmundo.com.br/

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