Conheça as tecnologias mortíferas criadas pela Alemanha Nazista

    naziarmas topoTodos sabem que a Alemanha nazista e o massacre de 6 milhões de judeus foram uma soma lamentável. Mas é preciso admitir que, naquele período, foram desenvolvidas uma série de tecnologias muito importantes para o progresso militar. Com engenheiros qualificados e projetos audaciosos, o exército alemão conseguiu oprimir nações inteiras. Mas nem todas as invenções militares dos nazistas foram colocadas em prática.

    Limitações financeiras e problemas com viabilidade de alguns experimentos fizeram com que grande parte das ideias fosse abandonada antes da fabricação de protótipos. Outras foram realmente colocadas em prática e revolucionaram as tecnologias militares. Conheça agora alguns dos principais avanços tecnológicos que foram possibilitados graças aos experimentos nazistas, também conhecidos como Wunderwaffes. São tanques blindados, aviões e armas poderosas que inspiraram outras nações a criarem outros equipamentos ainda mais destruidores.


    Zielgerät 1229: visão noturna para rifles StG


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    Se hoje os exércitos possuem óculos de visão noturna e armas com miras que capturam calor, podemos dizer que isso se deve (pelo menos um pouco) à invenção do Zielgerät 1229, um complemento para o rifle Sturmgewehr 44 (StG44, muito presente em jogos que utilizam a Segunda Guerra Mundial como tema). Esse aparelho permitia que os soldados conseguissem enxergar seus inimigos em locais escuros. Para isso, o aparelho era composto de um grande captador infravermelho, responsável também pela transmissão do sinal à luneta de mira. Muito diferente das atuais tecnologias, o Zielgerät 1229 pesava (sozinho) mais de dois quilos.

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    Além disso, havia a soma da fonte de alimentação dos aparelhos, o que gerava ainda mais peso a ser carregado pelo soldado alemão. Por permitir que os soldados enxergassem no escuro, o equipamento também ficou conhecido como “Vampiro”. Cerca de 300 unidades foram criadas nos últimos meses de participação alemã na guerra, mas isso foi o suficiente para que o mundo pudesse saber o quão mortíferos seriam os ataques “invisíveis”. Depois da guerra a produção delas foi abandonada.


    Panzerkampfwagen VIII Maus: a máquina indestrutível

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    Durante a Segunda Guerra, muitas armas foram utilizadas para destruir tanques blindados e acabar com investidas mais poderosas. Pensando nisso, os engenheiros militares da Alemanha propuseram a criação de uma versão maior dos Panzer (principal tanque do exército nazista). Mas não apenas maior... Muito maior! Enquanto um Panzer comum tinha cerca de 24 toneladas, o Panzerkampfwagen VIII Maus chegava à impressionante marca das 180 toneladas. Tanto metal e blindagem custaram caro para o projeto, que acabou não saindo dos protótipos. Com dez metros de comprimento, era impossível atingir velocidades superiores aos 13 km/h, muito pouco para batalhas. Outro problema era a facilidade com que os inimigos poderiam isolar os Panzerkampfwagen VIII Maus. Com quase 200 mil quilos, o tanque blindado não poderia atravessar pontes e, por isso, não seria viável durante a guerra. Muitos especialistas no assunto dizem que ele se tornou o “elefante branco” de Hitler.

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    A versão Bear com 1.500 toneladas carregava dois canhões de 800mm e dois auxiliares de 150mm em torres rotativas atrás. Para locomover esta gigantesca estrutura eram necessários quatro motores diesel de submarino U-boat.


    Messerschmitt Me 262: a nova era da aviação

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    Talvez você não saiba, mas durante muito tempo os aviões bombardeiros foram completamente controlados manualmente, sem equipamentos que facilitassem o controle. Não apenas em questões de voo, mas também para disparos. As aeronaves eram ocupadas por um piloto e um atirador, que utilizava armas terrestres e arremessava bombas com as próprias mãos. Na Segunda Guerra Mundial, isso já era bem diferente. Com mais equipamentos para ajudar os pilotos e atiradores, vários combates aéreos marcaram uma época muito mais avançada dos conflitos militares. Em 1944, já no quinto ano de combates, a Alemanha colocou em serviço o Messerschmitt Me 262.

    E você pode se perguntar: “O que havia de tão especial nele?”. A resposta é simples: o Messerschmitt Me 262 foi o primeiro caça com turbinas a jato a entrar em combate, elevando o nível das batalhas e, principalmente, a velocidade das aeronaves. No início de suas atividades, foram utilizados como bombardeiros. Por serem muito velozes, atingiram resultados pouco satisfatórios e somente quando foram realocados para missões de interceptação aérea passaram a amedrontar os inimigos.


    Silbervogel: muito à frente da NASA

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    Atualmente a NASA está trabalhando em parcerias com várias empresas para explorar o espaço suborbital. Se isso ainda não é possível hoje, imagine a ousadia que engenheiros precisavam ter para pensar em tecnologias similares no período da Segunda Guerra (que foi de 1939 até 1945). E eles pensaram. Criaram projetos do Silbervogel (Pássaro prateado), um avião que poderia chegar a alturas muito superiores aos outros aviões e também seria capaz atacar o território norte-americano sem ser rastreado. Mas não havia meios de criá-lo, por isso os projetos foram abandonados antes da montagem dos protótipos.

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    Silbervogel, ou Silverbird, era um bombardeiro táctico sub-orbital propulcionado por foguetes. Chegou a ser testado em túnel de vento mas não foi fabricado nenhum protótipo. É, no entanto, um gigantesco passo em termos de engenharia e visão de futuro, antevendo toda uma linha de veículos espaciais, como o Space Shuttle. Os cientistas Alemães acreditavam que o Pássaro Prateado poderia atravessar todo o atlantico com uma carga de 4.000 Kg, alcançando o continente Americano. O voo seria feito sem escalas, pousando no Pacífico, em território Japonês.


    Vergeltungswaffe: o primeiro míssil guiado à distância

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    Melhor do que enviar tropas e aviões carregados até os locais de combate é enviar mísseis preparados para a destruição. Como o Vergeltungswaffe (também conhecido como V-1), primeiro míssil guiado à distância a ser utilizado em um combate militar real. Sem arriscar a vida de soldados, armas assim permitiam que alvos localizados até 230 km fossem atingidos com 830 kg de carga explosiva, causando grandes estragos. Após algum tempo de ataques com as V-1, os alemães tiveram vários problemas com as bombas. Por voarem de maneira linear, eram facilmente interceptadas e por isso tiveram de ser adaptadas para que fossem utilizadas como bombas lançadas a partir de aviões.

     

    O primeiro ICBM - missil balístico inter continental

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    Sucessor da v-1, a V-2 foi o primeiro objecto feito pelo homem a alcançar o voo espacial sub-orbital. Viajando a velocidades que alcançavam os 4.000 km/h, era impossível de interceptar e alcançava o alvo mais rápido que a velocidade do som. Os Foguetes V-2 possuíam um grau de sofisticação elevado para a época, o que os tornava caros face ao poder destrutivo da sua pequena ogiva convencional. Eram lançados a partir de estações móveis, e quando utilizados contra os civis na cidade de Londres, lançaram o medo e pânico entre a população. Cerca de 3.000 V-2 foram disparadas contra os aliados, matando cerca de 7.000 civis e militares, somente cessando o lançamento quando as forças do Reich foram obrigadas a recuar para além do alcance da arma. Se os alemães tivessem tido mais tempo, o rumo da guerra poderia ser bem diferente, pois o programa em curso incluía ogivas nucleares (em desenvolvimento) ou opções químicas e biológicas que nunca chegaram a ser utilizadas.


    Bônus: o mistério dos OVNIs nazistas

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    Existem teorias da conspiração que apontam para a criação de OVNIs nazistas (também conhecidos como Haunebus). Alimentados pela ficção científica, os responsáveis por essa teoria afirmam que o exército alemão possuía projetos completos para construir discos voadores capazes de atacar os inimigos em longas distâncias. Além disso, eles poderiam transportar membros importantes do partido nazista sem serem rastreados. Nunca foi provado nada a respeito dos OVNIs alemães, mas várias obras literárias remetem ao tema. Uma das origens aceitas para as teorias conspiratórias são os “Foo Fighters” (não a banda, mas os objetos misteriosos vistos pelos pilotos norte-americanos nos céus europeus durante a segunda guerra).

    Fonte: http://www.tecmundo.com.br
              http://obviousmag.org

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