Homens em greve: Porque os homens estão boicotando casamento, a paternidade, e o sonho americano – e por quê?

    homegre1Este é o título de um livro recente publicado nos E.U.A que ainda não foi lançado no mercado brasileiro e soa com um alerta. Foi escrito por Helen Smith, uma psicóloga Ph.D. em questões forenses e problemas masculinos. Helen Smith, PhD, é uma psicóloga especializada em questões forenses e problemas masculinos em Knoxville, Tennessee. Ela é PhD pela Universidadede Tennessee e com mestrados na The NewSchool for Social Research e na Universidade da Cidade de Nova York.

    Ela escreveu O coração Cicatrizado: compreendendo e identificando crianças que matam e foi escritora e produtora executiva de Six, um documentário sobre o assassinato de uma família no Tennessee por adolescentes de Kentucky.

    Ela já trabalhou com homens (assim como mulheres e crianças), em seu consultório particular por mais de vinte anos. Ela esteve em numerosos programas de rádio e televisão, incluindo Montel Williams e tem aparecido no E! Entertainmet, Fox News, Discovery WomensEntertainment, Biography, Oxygen e The Learning Channel. Smith já escreveu para diversos jornais, incluindo o Los Angeles Times, TheChristianScienceMonitore TheClevelandPlainDealer. Ela ocasionalmente dirige um programa no PJTV com foco nas questões que envolvem os homens, psicologia e política. Ela escreve em seu blog drhelen.blogspot.com desde 2005 sobre os direitos dos homens, as questões dos homens e da psicologia e agora é uma colunista e blogueira do PJ Mídia. Seu blog está em pjmedia.com/drhelen.

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    Bem, pelo que percebo, ela é uma mulher, não um homem, e pelo currículo parece ter autoridade para falar no assunto e isto deve irritar muitas feministas os politicamente corretos e outros seres da espécie. No seu livro Men on Strike: Why Men AreBoycotting Marriage, Fatherhood, and the American Dream – and Why It Matters,by Helen Smith, ela faz um panorama do que a sociedade americana se tornou para os homens.


    “A Sociedade norte-americana tornou-se antimasculina. Os homens estão percebendo a jogada e estão entrando consciente e inconscientemente “em greve.” Eles estão se formando, concluindo seus estudos na faculdade e deixando a força de trabalho, evitando o casamento e a paternidade em taxas alarmantes. A tendência é tão acentuada que uma série de livros foram escritos sobre esse fenômeno do “homem-criança“, concluindo que os homens têm tido um período de férias das responsabilidades, simplesmente porque eles podem. Mas por que os homens participariam de um sistema que parece estar cada vez mais contra eles?

    Como os homens em greve demonstram, os homens não estão saindo de seus papéis tradicionais porque eles estão aderindo ou presos ao desenvolvimento. Eles estão agindo racionalmente desta vez, em resposta à falta de incentivos que a sociedade lhes oferece para serem pais responsáveis, maridos e provedores. Além disso, os homens podem entrar em greve, consciente ou inconscientemente, porque não querem ser feridos por uma miríade de leis, atitudes e hostilidade contra eles onde pode acontecer de ser um crime ser homem no século XXI. Os homens estão começando a lutar contra esta reação. Homens em greve explica o seu grito de guerra.”

    Ora, é lógico que ela não pode falar por todos os homens, mas é óbvio se notar hoje certo marasmo no comportamento masculino nas últimas décadas. É notório também que muitos homens não se casam ou desistem de serem pais ou abdicam o sonho americano – no caso dos E.U.A. – não por se sentirem ameaçados pelas mulheres, mas, sobretudo por preguiça. E essa é a questão: qual a razão desta “preguiça?”

    Quando se observa a reação de muitos leitores do livro as críticas são muitas, como era o esperado. Muitos reconhecem que as relações românticas harmoniosas, inclusão plena na criação dos filhos e tal participação no chamado “sonho americano” foram negados ou arrancados por completo dos homens ou tiveram seus custos elevados a ponto de se tornarem insuportáveis de forma razoável para os homens. Muitos consideram que os homens não estão realmente em greve como eles estão afirmando, mas reconhecem que estão cansados de correrem atrás de uma cenoura em uma vara e sendo chicoteados feito um asno, por isso optam por seguir este comportamento.

    Este ano, de forma crescente, os homens que cada vez mais estão rejeitando os papéis sexuais tradicionais, como casamento, paternidade, relacionamentos de longo prazo, estão sendo descritos como a realização da “infância estendida” ou “homem-criança“. Mas, na realidade, se olharmos para o quadro geral, como poderíamos afirmar que esses homens não estão fazendo nada, mas estão “prestando atenção”. A decisão de rejeitar os papéis de servidão tradicionais que a sociedade tem guardado para eles é a única lógica e racional.

    É necessário lembrar-se de observar no efeito que gerações de meninos criados por mães superprotetoras e abrigados por suas mães a agirem de forma menos masculina, de mães que tratam os rapazes como uma espécie de projeto para provar suas teorias feministas sobre como erradicar a misoginia pela raiz com a feminização dos meninos. É angustiante ver os pais sendo jogados para trás cada vez mais, enquanto as mães insistem que as crianças precisam de proteção, recompensas e que cada vez mais os pais de seus filhos diminuam o tempo de contato que gostaria de ter com seus filhos para que as mães possam ser mais independentes.

    Outros entendem que estes homens estão em greve pelo fato de muitos homens adultos de hoje sequer terem uma pista do que os homens são capazes de fazer. E isto pode ser constatado por uma legião de mães-solteiras antimachos, lideradas por especialistas, autores e organizações que continuam a propagar a idéia da masculinidade como uma condição tratável, senão uma cura.

    Alguns acham o “Sonho Americano” uma besteira, algo que se degenerou em uma piada, pelo fato de meninos e homens serem antipatrióticos e de não se juntarem ao jogo de gato e rato aumentando os impostos futuramente que é pago pelos escravos: homens.

    Este “American Dream” tornou-se uma piada pelo fato de ter propagado várias vezes mentiras como amores perfeitos, homens patrióticos que vinha sendo usado como uma desculpa para ter filhos que nunca poderiam criar, nem pagar para cuidar. E daí quando você perguntavam para eles sobre a estupidez que eles estavam fazendo eles simplesmente respondiam; “Eu só estou vivendo o grande sonho americano”. Talvez seja a hora de parar de sonhar e viver a realidade.

    Outros entendem que isto não passa de armação dos MRA’s ou MRM’s. Juntos, organizados, eles podem atacar. Mas os homens não estão organizados, pois eles não estão juntos. Só a greve, é uma palavra inapropriada que, pensam eles, que a autora tomou emprestado dos MRA’s arrogantes que a utilizam. A principal característica de uma greve é ​​a retirada do trabalho coordenado e dirigido para que a organização não possa funcionar nem fazer o que é estruturada para fazer. É uma aplicação estratégica de força por um partido forte. O MRA não tem tanta força para aplicar isso. Não é uma festa. Não é organizada. O feminismo sim, é um partido forte, organizado e bem dirigido.

    A opinião de parte destes leitores talvez deva ser considerada, pois ter que ficar dentro de uma organização e continuar sendo usados, e não está sendo organizado para ‘greve’, as pessoas irão adotar outras estratégias. Sabotagem, fugir, deliberadamente colocando seus próprios interesses antes da organização, etc. E isto é o que tem parecido o que o MRA está fazendo. Um dia, talvez, possamos fazer ‘greve’, mas muitos não conseguem nos ver sempre organizados para fazer isso.

    O The Angry Dad traz um artigo da psicóloga e blogueira Helen Smith. Ela comenta sobre uma matéria do NY Times:

    “Apenas 63% das crianças vivem em uma casa com dois pais em 2010, uma queda de 82% com relação a 1970. As famílias monoparentais, elevando o resto dessas crianças são predominantemente do sexo feminino. E há evidências crescentes de que os filhos criados por mães solteiras “parecem serem particularmente mau,” Professora e autora escreveu em uma análise feita para Third Way, uma organização de pesquisa de política de centro-esquerda.

    Ela acrescenta:

    Meninos e homens agora estão desde o início tendo um mau começo de um dia e aqueles que não vão junto com a sociedade feminina privilegiada, está marginalizado. Um dia típico de um menino pode ser um com uma mãe solteira, professores em sua maioria do sexo feminino que raramente lhe dão uma pausa, uma cultura que lhe diz que ele é um pervertido, programas de TV com quadros propagandísticos e notícias que mostra retratando-o como um estuprador e agressor de violência doméstica e tudo em torno do cara é ruim. Não é de admirar os homens terem optado por uma economia e uma cultura que os valoriza tão pouco.

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    Um leitor enviou um infográfico sobre como as mulheres negras solteiras não conseguem encontrar um homem negro adequado, porque eles estão todos, com excesso de peso, desempregados, desistiram do ensino médio, ou são gays, ou preferindo as mulheres não negras, ou já tem filhos com outra mulher. E elas nem sequer contam com os criminosos e usuários de drogas! (Correção: Elas contaram com criminosos também.)

    Estes números parecem impressionantes, mas a verdade é mais que isso, é quase o oposto. A menina negra típica é uma maníaca sexual aos 14 anos, teve um casal de abortos por 17 anos, um casal de filhos de 20 anos de idade, e é morbidamente obesa aos 25 anos. Além disso, elas têm uma tradição de famílias matriarcais instáveis, e elas são prejudicadas por incentivos ruins de bem-estar social que legitimam essa realidade.”

    Entretanto, como muitos leitores questionam, será que gostaríamos de debater este tema? Como você ‘sabotaria’. Como você ‘fugiria’. Como você usaria a sociedade para seus próprios fins? E, quais são os aspectos morais dessas táticas. Por exemplo, você deve ainda ter e gerar benefícios para a sociedade? Sobre o Marriage Strike ou Homens em greve de casamento.

    Fonte: https://contrapondoideias.wordpress.com/

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