2026 - “Picanha no cartão, filé mignon no rotativo”: o plano de endividamento que o governo não conta pra você. Sabe aquela sensação de que o salário desaparece antes mesmo de cair na conta? Não é loucura sua. Não é “falta de educação financeira”. Não é preguiça. É um sistema desenhado pra isso. E o pior: ele vem com direito a vinheta de propaganda oficial, artista famoso no palco e jornalista engravatado dizendo que “a economia vai bem, obrigado”.
Vamos destrinchar esse absurdo. Porque o que tá acontecendo com o bolso do brasileiro não é acidente — é política de Estado.
1. O estado devorador: 39 ministérios e um rombo que você paga
Você lembra quando prometeram “enxugar a máquina pública”? Pois é. A máquina não só engordou como virou um trem-bala da ineficiência. São 39 ministérios, cada um com sua frota, seus assessores, seus penduricalhos, seus fundos bilionários sem transparência. Enquanto isso, o que sobra pra investir em saneamento, transporte, segurança? Migalhas. O estado brasileiro já consome cerca de 36% do PIB entre impostos, contribuições e taxas. Mas cadê o retorno? Saneamento básico? Só 55% do esgoto é tratado. Estradas? Caiu uma ponte semana passada — de novo. Educação? Média de 6,8 no Pisa. Segurança? Você nem precisa de dado: só olhar o jornal. A verdade que ninguém quer escutar: o estado virou um fim em si mesmo. Arrecadação recorde ano após ano (chegamos a R$ 2,4 trilhões em 2025, pasmem), mas o dinheiro desaparece num buraco negro de custeio, corrupção e má gestão. E quem paga o pato? Você, na fila do supermercado, parcelando o arroz em 3x no cartão.
2. O “crédito fácil” que é uma armadilha
O governo adora falar em “estímulo ao consumo”. Parece bonito, né? Mas traduzindo: “Vamos liberar dinheiro barato pra você comprar, porque cada compra gera imposto na hora. Ah, e se endividar? Problema seu depois.” A Selic não desce por conta do desequilíbrio fiscal — afinal, gasto desenfreado exige juros altos pra conter inflação. Resultado: o crédito pra quem precisa (pessoa física, pequeno empresário) vem com juros estratosféricos. O rotativo do cartão já bateu 400% ao ano em alguns bancos. 400%! É mais usura que agiota de filme. E aí o que acontece? Família que já ganha pouco vê o nome sujo, perde acesso a serviços básicos, e entra num ciclo vicioso: pega empréstimo consignado (descontado direto da folha), renova dívida, paga juro sobre juro. O banco comemora. O governo comemora (arrecada IR, IOF, CPMF, o escambau). Você chora. Dado de verdade: segundo o Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 53% da renda disponível em 2025. Isso significa que mais da metade do que você ganha já tá comprometido com dívida. Parabéns, país do futuro!
3. Saneamento? Infraestrutura? Isso não dá voto imediato
Sabe por que o governo prefere liberar crédito consignado a investir em saneamento básico? Porque esgoto tratado não vira manchete de campanha. Já a “cervejinha” e a “picanha” prometidas no palanque… ah, isso sim. O ex-presidente Lula prometeu em 2025 que em 2026 o povo brasileiro estaria comendo filé mignon. Sério. Disse isso com todas as letras. Mas vamos combinar: com 33 milhões de pessoas passando fome (dados da FAO) e o preço da carne batendo recorde atrás de recorde, filé mignon virou artigo de luxo pra 1% mais rico.Enquanto isso, o novo marco do saneamento (aprovado há anos) segue engavetado na prática, porque falta investimento. Apenas 50% dos municípios têm coleta de esgoto tratado de verdade. E aí a criança pega diarreia, falta na escola, a mãe perde dia de trabalho, o SUS gasta rios de dinheiro com remédio… e o ciclo da pobreza se retroalimenta. Lindo, né?
4. O pacto do atraso: artistas, imprensa e a “realidade paralela”
Aqui o negócio fica feio, mas não dá pra fingir que não existe. Tem um aparato cultural e midiático que atua como departamento de relações públicas desse regime. Artistas financiados pela Lei Rouanet (leia-se: dinheiro público) sobem no palco do festival de verão e berram “fora Bolsonaro”, enquanto o país real quebra. Claro, há honrosas exceções. Uns poucos artistas que recusam o dinheiro público, ou que pelo menos têm coragem de criticar o sistema por dentro. Mas a maioria? É uma vergonha. Cantam para plateia de político que vota contra o fim do orçamento secreto, posam de salvadores da pátria, e no dia seguinte tão voando de primeira classe pra Fernando de Noronha com cachê bancado por estatal. E a imprensa? Ah, a imprensa é uma obra-prima da perfumaria. “PIB cresce 0,3% no trimestre: veja como isso é bom pra você”. “Inflação desacelera levemente, e sua vida continua impossível, mas não falamos sobre isso.” Criam uma realidade paralela onde o descalabro vira notícia de fundo de quintal. Exemplo prático: Quando o dólar disparou e o preço do feijão subiu 40%, os jornais estamparam “Brasil atrai investimentos estrangeiros”. Sim, atrai. Mas pra comprar empresa brasileira na liquidação, não pra gerar emprego.
5. O subdesenvolvimento planejado: não é incompetência, é projeto
Você ainda acha que tudo isso é acaso? Que é “falta de gestão”? Ah, meu caro. Falta de gestão não se repete por 40 anos seguidos. Isso é subdesenvolvimento planejado. Uma elite política que descobriu que, quanto mais miserável o povo, mais dependente de esmola ele fica. Bolsa isso, auxílio aquilo, crédito fácil, parcelamento de dívida no Desenrola… tudo pra manter a base eleitoral dócil, endividada, sem energia pra questionar. E a classe média? Apertada até o pescoço. Paga imposto sobre consumo (o mais injusto, que pesa igual pra pobre e rico), paga IPVA, IPTU, anuidade do CREA se for engenheiro, taxa de lixo, contribuição sindical compulsória (mesmo sem sindicato de verdade). E no fim do mês, o que sobra? Nada. Metáfora que dói: O Brasil é um ônibus com o motor ligado, mas com o freio de mão puxado. Faz barulho, queima combustível (seu dinheiro), mas não sai do lugar. E os passageiros brigam entre si enquanto o cobrador (estado) ri por dentro.
6. O futuro (se é que podemos chamar assim)
A tendência, sem mudança radical de rota, é piorar. A dívida pública já ultrapassou 85% do PIB em 2025. Cada brasileiro já nasce devendo mais de R$ 40 mil. E a conta só cresce. O crédito facilitado pelo Pix, pelo consignado, pelo Desenrola — tudo isso é anestésico. Alivia a dor na hora, mas o tumor continua ali. E enquanto a máquina pública não for cortada na carne, enquanto não houver responsabilidade fiscal de verdade, enquanto a imprensa continuar maquiando a realidade e os artistas posando de heróis com dinheiro do contribuinte… a gente vai seguir nesse loop infernal. E o mais irônico? O sistema se alimenta do próprio caos. Governo gasta mal → inflação sobe → BC sobe juros → dívida pública explode → governo gasta mais com juros → menos investimento → povo sofre → governo promete migalhas → povo aplaude. Tá pronto, o ciclo.
Pra fechar: você não é culpado. Mas também não é refém eterno. Se você chegou até aqui, parabéns. Você já escapou da matrix. Agora sabe que o endividamento da sua família não é “falta de controle”, é consequência direta de um estado inchado, corrupto e ineficiente, que prefere te ver no rotativo do cartão a investir num esgoto tratado. E a boa notícia? Você pode agir. Não no sentido de “coach de finanças” — isso não resolve sistema podre. Mas no sentido de exigir transparência, cobrar resultados, parar de aplaudir político que promete picanha e entrega dívida. O Brasil não está falido. O Brasil está sendo falido por quem o governa. E a diferença, aqui, é brutal.
Agora respira. Olha teu extrato bancário com outros olhos. E na próxima eleição, lembra: não é sobre esquerda ou direita. É sobre estado pequeno ou estado monstro. Porque o monstro, hoje, tá comendo seu salário, seu lazer, sua aposentadoria e até o sonho de um fim de semana sem ligação de banco cobrando. Nossa, li tudo sem perceber. Pois é. A vida real é mais envolvente que qualquer ficção. E muito mais assustadora também.