Telescópio Espacial Hubble

    thubble3O Telescópio Espacial Hubble é um satélite astronômico, artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela agência espacial estadunidense - NASA em 24 de abril de 1990, a bordo do Vaivém Espacial (No Brasil: Ônibus espacial) Discovery (missão STS-31). Este telescópio já recebeu três visitas espaciais da NASA para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes. O Telescópio Espacial Hubble é a primeira missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais - (Great Observatories Program), consistindo numa família de quarto Observatórios Orbitais, ...

    cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho.

    História

    Imaginado nos anos 40, projetado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial Hubble, foi batizado em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia, ao constatar que o Universo estava se expandindo.

    Pela primeira vez era possível ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia e estudar estruturas do universo até então desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble, de uma forma geral, deu à civilização humana uma nova visão do universo e um salto equivalente ao dado pela luneta de Galileu Galilei no século XVII.

    Desde a concepção original, em 1946, a iniciativa de construir um telescópio espacial sofreu inúmeros atrasos e problemas orçamentais. Logo após o lançamento para o espaço, o Hubble apresentou uma aberração esférica no espelho principal que parecia comprometer todas as potencialidades do telescópio. Porém, a situação foi corrigida numa missão especialmente concebida para a reparação do equipamento, em 1993, voltando o telescópio à operacionabilidade, tornando-se numa ferramenta vital para a astronomia.

    Atualmente, o futuro do Hubble apresenta-se incerto. Embora o Congresso dos Estados Unidos da América disponha de fundos para reparar o telescópio em Julho de 2005, é possível que seja cancelada, novamente, uma missão de serviço. Sem a necessária intervenção, o Hubble irá reentrar na atmosfera da Terra algures no ano 2010, possivelmente sendo substituído pelo seu sucessor, o James Webb Space Telescope, com data prevista de lançamento para 2013.

    Concepção e objetivos

    A história do Telescópio Espacial Hubble remonta ao ano de 1946, quando o astrónomo Lyman Spitzer escreveu um documento intitulado Vantagens astronómicas de um observatório extraterrestre. Aí discorriam as duas grandes vantagens oferecidas por um observatório espacial relativamente aos telescópios terrestres: primeiro, a resolução óptica (distância mínima de separação entre objetos na qual eles permaneçam claramente distintos) estaria limitada apenas por difração, em oposição aos efeitos da turbulência da atmosfera que provocam o cintilamento das estrelas, conhecido entre astrónomos como visão. Os telescópios terrestres estão tipicamente limitados a resoluções de 0,5–1,0 segundos de arco (arcsec), comparativamente aos valores teóricos de resolução de difracção limitada de cerca de 0,1 arc para um telescópio com um espelho de 2,5 m em diâmetro. A segunda maior vantagem seria a possibilidade de observar luz infravermelha e ultravioleta, cuja grande parte é absorvida pela atmosfera.

    Spitzer empenhou-se, ao longo da sua carreira, em impulsionar o desenvolvimento dos telescópios espaciais. Em 1962 surge um relatório da Academia Nacional de Ciências (EUA) recomendando o desenvolvimento de um telescópio espacial como parte integrante do programa espacial e, em 1965, Spitzer foi indicado como dirigente do comitê para a definição de objetivos científicos para um telescópio espacial de grandes dimensões.

    A astronomia baseada no espaço estava apenas no início nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial; os cientistas estudavam e utilizavam as tecnologias de propulsão que tiveram lugar durante esse período. Os primeiros espectros ultravioleta do Sol foram obtidos em 1946. Em 1962 seria lançado pelo Reino Unido um telescópio em órbita solar com parte do programa espacial Ariel, e 1966 veria o lançamento do primeiro Observatório Astrônomico Orbital (OAO), da NASA, cujas baterias apresentariam falhas após três dias, terminando a missão; mais tarde, o OAO-2, o projeto sucessor, permitiu fazer observações ultravioleta das estrelas e galáxias desde o seu lançamento em 1968 até 1972, prazo muito além do tempo de vida planejado de apenas um ano.

    As missões OAO comprovaram o papel fundamental que as observações baseadas no espaço poderiam desempenhar na astronomia e, ainda em 1968, a NASA esboçaria um telescópio refletor baseado no espaço, com um espelho de 3m de diâmetro, provisoriamente designado de Grande Telescópio Orbital ou Grande Telescópio Espacial (LST), com data prevista de lançamento para 1979. Os planos enfatizavam a necessidade de missões tripuladas para a manutenção do telescópio, por forma a justificar um investimento tão caro mediante um tempo de vida extenso, e os projetos em redor da tecnologia reutilizável do Vaivém Espacial indicavam que tal seria possível em pouco tempo.

    A odisseia pelo financiamento

    O continuado sucesso do programa OAO encorajava um forte e cada vez maior consenso entre a comunidade astronômica de que o LST devia ser a meta principal. Em 1970 a NASA estabeleceu dois comitês, um para planejar os aspectos de engenharia do projeto, e o outro para estabelecer metas científicas para a missão. Uma vez estabelecidos esses comitês, o próximo desafio da NASA seria obter financiamento para a construção deste instrumento que seria, de longe, muito mais caro que qualquer outro telescópio terrestre. O Congresso estado-unidense questionou muitos aspectos do orçamento proposto para o telescópio e impôs cortes orçamentais nas fases de planejamento que, na altura, consistiam em estudos muito detalhados sobre quais instrumentos e hardware deveriam ser incluídos no telescópio. Em 1974, cortes no setor público instigados por Gerald Ford forçariam o Congresso a cortar todo o financiamento para o projeto.

    Em resposta ao sucedido, surgiu um esforço internacional de pressão coordenado entre astrônomos. Muitos encontraram-se pessoalmente com congressistas e senadores, e muitas campanhas de baixo-assinado foram organizadas. A Academia Nacional de Ciências publicou um relatório enfatizando a necessidade de um telescópio espacial, e eventualmente o Senado teria concordado com um orçamento que seria metade daquele que o Congresso recusara.

    As dificuldades em obter o financiamento levaram à redução da escala do projeto, reduzindo o diâmetro do espelho de 3m para 2,4m, quer para reduzir custos, quer para permitir uma mais compacta configuração do hardware telescópico. Foi descartado um protótipo de menores dimensões (1,5m), que seria concebido para testar os sistemas a utilizar no satélite principal, e as preocupações com o orçamento despertaram a colaboração da Agência Espacial Europeia. A ESA concordou em fornecer alguns dos instrumentos para o telescópio, bem como as células solares que lhe iriam fornecer energia, suportando também 15% dos custos, em troca da garantia de 15% do tempo de observação para astrónomos europeus. O Congresso aprovaria o financiamento de 36 000 000 de dólares para 1978, e o desenho do LST iniciou-se de imediato, agendado o lançamento para 1983. Durante a década de 1980, o telescópio foi batizado em homenagem a Edwin Hubble, pelas suas descobertas revolucionárias no século XX, como a expansão do universo.

    Construção

    Assim que foi dada luz verde ao projeto, os trabalhos da fase de construção foram divididos por diversas instituições. O Marshall Space Flight Center ficou responsável pelo controle geral dos instrumentos científicos e como centro de controle terrestre durante a missão. O centro Marshall incumbiu a Perkin-Elmer, uma companhia do ramo da óptica, de conceber o mecanismo de montagem do telescópio (Optical Telescope Assembly - OTA) e os sensores de navegação (Fine Guidante Sensors) para o telescópio espacial. A Lockheed ficou responsável pela construção da nave espacial em que o telescópio ficaria alojado.

    Montagem

    Os sistemas relacionados com a óptica e espelhos do telescópio representavam a parte crucial, e seriam concebidos segundo especificações muito rígidas. Em média, os telescópios usam espelhos polidos para uma precisão de cerca de um décimo do comprimento de onda da luz visível; porém, uma vez que o Telescópio Espacial seria utilizado para observações na gama dos ultravioleta aos infravermelhos com uma resolução dez vezes superior aos telescópios antecessores, o espelho deste teria que ser polido para uma precisão de 1/20 do comprimento de onda da luz visível, ou 30 nanómetros.

    A Perkin-Elmer planeava utilizar maquinaria assistida por computador extremamente sofisticada para transformar o espelho segundo as especificações impostas, mas para o caso da sua tecnologia de ponta apresentar dificuldades, a Kodak estava também contratada para construir um espelho de salvaguarda utilizando as técnicas de polimento tradicionais. A construção do espelho foi iniciada a 1979, utilizando vidro de expansão ultra-reduzida. Para reduzir ao máximo o peso do espelho, este foi condicionado numa espécie de sandwich com duas placas de cerca de uma polegada de altura e uma estrutura em forma de colmeia no meio.

    O polimento prolongou-se de 1979 até Maio de 1981. Mais tarde, relatórios da NASA questionavam a estrutura intermédia proposta pela Perkin-Elmer, o que acarretou complicações ao nível da agenda e do orçamento. O espelho estaria concluído nos finais de 1981 com o acrescento de um revestimento reflectivo em alumínio, de espessura de 75 mm, e outro revestimento protector de fluoreto de magnésio, de 25 mm de espessura, o que permitia aumentar a reflexão da luz ultravioleta.

    Subsistiam, porém, dúvidas sobre a competência da Perkin-Elmer num projecto desta importância, já que o orçamento e agenda para concluir o OTA continuavam a aumentar. Em resposta a esta agenda, descrita como "não delineada e diariamente alterada", a NASA adiou o lançamento do telescópio para Abril de 1985. A agenda da Perkin-Elmer continuou a inflar, a uma taxa de cerca de um a cada três meses, tendo-se mesmo verificado, esporadicamente, atrasos de um dia por cada dia de trabalho. Face a isto, a NASA foi forçada a reagendar o lançamento para 1 de Março e, mais tarde, para Setembro de 1986. Por esta altura, o custo total do projecto tinha atingido 1175 bilhões

    Sistemas de navegação

    A nave espacial, na qual seriam alojados o telescópio e os instrumentos, representava outro grande desafio para a engenharia. Teria que suportar adequadamente mudanças frequentes entre a luz directa do Sol e a escuridão da sombra da Terra — que provocavam mudanças bruscas na temperatura — enquanto pudesse permanecer estável o suficiente para permitir o direccionamento extremamente preciso do telescópio.

    Da câmara aos cientistas

    Transmissão para a Terra

    thubble2Os dados recolhidos pelo Hubble são inicialmente armazenados na nave. À data do seu lançamento, o equipamento de armazenamento consistia em (agora) velhos gravadores de tape (cassete), sendo substituídos por dispositivos não-mecânicos durante as missões de assistência 2 e 3A. Depois de armazenados, os dados são transferidos para as instalações na Terra através de uma rede de satélites concebida para que outros satélites em órbitas baixas possam comunicar com as respectivas instalações de controle de missão durante cerca de 85% do seu tempo em órbita. Esta rede de satélites foi baptizada de Tracking and Data Relay Satellite System (TDRSS). Os dados são então retransmitidos para as estações terrestres do TDRSS e, posteriormente, para o Goddard Space Flight Center para arquivação.

    Arquivo

    Todos os dados recolhidos pelo Hubble são eventualmente disponibilizados ao público no site http://archive.stsci.edu/hst. Porém, o acesso a esses dados é restringido, durante um ano, ao Investigador Principal e alguns outros astrónomos por ele designados. No entanto, o Principal pode requerer junto do STScI o alargamento deste prazo.

    As observações realizadas durante o tempo atribuído são publicadas imediatamente, sem prazo. Dados sobre a calibragem dos instrumentos e outras frames inutilizadas são também publicadas sem qualquer atraso. Toda informação constante neste arquivo encontra-se no formato FITS, muito recomendado para análise astronómica, mas não para utilização generalizada. O Hubble Heritage Project processa e publica uma pequena selecção das imagens mais impressionantes nos formatos JPEG e TIFF.

    Redução do pipeline

    Os dados astronómicos recolhidos com CCDs devem ser processados/calibrados em várias operações até estarem preparados para análise astronómica. O STScI desenvolveu software sofisticado que automaticamente calibra os dados sempre que são requisitados do arquivo, usando os melhores ficheiros de calibração possíveis. Este processamento em tempo real implica que requisições de grandes volumes de dados podem demorar um dia ou mais para serem processadas e devolvidas. Este processo de calibração automática é designado de redução do pipeline, e é cada vez mais comum nos observatórios.

    No entanto, os próprios astrónomos podem requisitar os ficheiros de calibração e executar o sofware de redução do pipeline localmente, aconselhável quando é necessário utilizar outros ficheiros de calibração que não aqueles seleccionados automaticamente.

    Análise dos dados

    A análise dos dados recolhidos pelo Hubble pode realizar-se através de vários pacotes, embora o STScI tenha concebido o STSDAS (Space Telescope Science Data Analysis System) especialmente para isso. Além de incluir todas as ferramentas necessárias ao processo de redução do pipeline (para os ficheiros em bruto), dispõe também de várias outras ferramentas de processamento de imagem, especializadas para o tipo de dados recolhidos pelo Hubble. O software é executado como um módulo do IRAF, um programa de redução de dados astronómicos muito popular que é executado em várias variantes de Linux e MacOS X.

    Primeiras Imagens

    Após sua montagem no espaço, em 1990 as estações em terra passaram a captar as imagens transmitidas ligeiramente embaçadas, e durante algum tempo pensou-se que se tratava de um limite de nitidez compatível com o pequeno diâmetro do espelho principal 2,40 m.

    Essas aberrações focais encontradas eram comuns também nos telescópios terrestres fato esse que animou os engenheiros que acreditavam ter resolvido um problema secular com o mecanismo de autofocalização adaptados nas lentes dos observatórios terrestres.

    Erro fundamental

    Enquanto partes do telescópio, como o grande espelho, foram idealizados para captar ondas numa freqüência visível, o restante das lentes foram projetadas para operar no infravermelho isso é a mesma radiação usada na visão noturna. Essa diferença nas distâncias focais foi a causa da miopia do Telescópio Hubble e enquanto não descobriam a causa, as imagens dos observatórios terrestres, obtidas com espelhos de 8 m de diâmetro, eram iguais ou melhores às do telescópio espacial (miope). O embaçamento tido como um efeito original, só foi percebido algum tempo depois ao checarem as informações com os fornecedores das lentes, o que causou grande dissabor por parte da comunidade científica, tendo em vista que a partir das primeiras imagens "notadamente borradas", se adiantaram defendendo teses e tecnologias fundamentadas no que viam.

    Perdas irrecuperáveis

    Muitos foram os transtornos causados pela miopia do Hubble, entre eles, o mais significativo foram as perdas irrecuperáveis para a ciência, devido a falta de acompanhamento da propagação da lâmina de luz que deu origem a supernova de 1987 ocorrida na Nuvem de Magalhães há 170.000 anos. Com o surgimento dos incomuns anéis entorno, vistos pela primeira vez em 1994 com suas lentes já corrigidas.

    Esse, um fenômeno raríssimo no universo observável, acontecido nos quintais da Via Láctea, deixou a comunidade astronômica internacional sem respostas ao questionamento:

    Se os anéis são produto da explosão ou se já existiam antes?


    AS MAIS FASCINANTES IMAGENS OBTIDAS PELO TELESCÓPIO ESPACIAL "HUBBLE"

    supernova_1987aSupernova 1987A - Misteriosos anéis - Esta imagem mostra três anéis de gás incandescente em torno da Supernova 1987A que se originou da explosão em fevereiro  de 1987, de uma estrela da Grande Nuvem de Magalhães. Esses anéis, resultado da liberação a alta velocidade de gás incandescente durante a explosão da estrela, estão em expansão. Apesar da altíssima velocidade de expansão, esta não é perceptível diretamente em intervalos de poucos anos, mesmo com os instrumentos mais sensíveis. Devido à grande distância deste objeto a nós, são necessárias mudanças de milhares de kilometros nos raios destes anéis, para se fazerem notar. Esses anéis, que parecem inclinados em relação a nosso ângulo de visão e parecem se interceptar, provavelmente se encontram em diferentes planos. O anel menor e mais brilhante está no plano que contém a supernova e os outros dois em planos anterior eposterior a ela. A fonte de radiação responsável pela energia que emana deste sistema provavelmente é oriunda de uma estrela remanescente desconhecida, companheira da estrela que explodiu.

     

     

     

     

    nebulosa_de_orionNebulosa de Orion - Nascimento de Estrelas. Esta nebulosa é uma nuvem gigante (diagonal da imagem: 1,6 anos-luz) composta de poeira, gases e ions, iluminada pelo brilho de estrelas jovens. Nela, uma imensa coluna de gases incandescentes dá origem a dezenas de novas estrelas, muitas das quais têm discos de poeira em sua volta - conforme revelado pelo Hubble - que possivelmente são sistemas planetários embrionários.Nesta imagem a luz vermelha indica emissão por nitrogênio, a luz verde indica emissão por hidrogênio e a luz azul emissão por oxigênio

     

     

     

     

     

     

    roda_carruiagemA Galáxia "Roda de Carruagem" - Colisão entre Galáxias.Esta é uma imagem rara e espetacular da colisão entre duas galáxias. A estrutura de anel da "Roda de Carruagem" (a maior dentre as galáxias desta imagem), anteriormente uma galáxia espiral como a nossa, é o resultado da colisão desta com uma das duas menores que ainda se encontram em sua vizinhança, muito possivelmente a azul, que além de estar rompida apresenta região bem característica de formação de novas estrelas. Como uma pedra atirada em um lago esta colisão liberou grande quantidade de energia no espaço, espalhando gases e poeira à velocidade de 320.000 km/h, carregando consigo uma "tempestade"de criação de novas estrelas. O anel da "Roda de Carruagem" contém no mínimo vários bilhões de estrelas recém-nascidas e é imenso. Dentro dele caberia a nossa Galáxia.

     

     

     

     

     

     

    jupiter_bombardeadoJúpiter Bombardeado pelo Cometa S-L 9 - Dentre várias imagens espetaculares da colisão do Cometa Shoemaker-Levi 9 com Júpiter, selecionamos uma obtida no ultra-violeta. As manchas causadas pelas colisões dos diversos fragmentos do Cometa com Jupiter são realçadas nessa faixa do espectro, devido à grande quantidade de poeira que se depositou na alta estratosfera deste planeta. O monitoramento de ventos nessa estratosfera vem sendo feito observando-se a evolução destas manchas. Esta imagem foi feita 2,5 horas após o impacto do fragmento R.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    galaxia_espiralGaláxia Espiral M100 - Esta imagem mostra a resolução espetacular de estrelas individuais nos braços espirais de M100. O alto poder de resolução do Hubble permitiu a identificação em M100 de uma classe rara de estrelas pulsantes chamadas variáveis Cefeidas. Essas estrelas são indicadores muito precisos de distâncias, uma vez que apresentam uma relação bem definida entre o intervalo de tempo que levam para completar um pulso e seu brilho intrínseco. Chegamos assim ao conhecimento muito preciso da distância de M100 a nós: 56 milhões de anos-luz.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    tormenta_saturnoTormenta em Saturno - Esta imagem de Saturno mostra uma grande mancha perto do equador do planeta que se estende de leste para oeste por 13.000 km (aproximadamente o diâmetro da Terra) e indica uma grande tempestade similar aos vendavais terrestres. As nuvens brancas observadas na mancha são pedras de gelo de cristais de amônia. Este parece ser um fenômeno cíclico com período aproximado de 57 anos (~2 anos saturninos) que ocorre em geral quando é verão no hemisfério norte de Saturno.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    anel_negroAnel Rodeando Possível Buraco Negro - Vemos aqui o núcleo da galaxia NGC4261 que se encontra a 45.000.000 anos-luz de nós (na imagem ampliada você verá também esta galaxia por inteiro). Já há vários anos foi detectado um par de jatos de gases quentes emanando do núcleo desta galaxia e se estendendo a uma distância de 88.000 anos-luz. A imagem obtida pelo Hubble mostra o núcleo como um disco gigante de poeira e gás frio com um possível buraco negro no centro. O disco que se estende por 300 anos-luz está inclinado o suficiente para nos permitir visualizar o centro brilhante que é provavelmente o ancoradouro do buraco negro.O disco escuro de poeira representa uma região fria externa circundada por um disco de acreção ultra quente com centenas de milhões de Km além do possível buraco negro. Esse disco lança matéria para dentro do buraco negro onde a gravidade comprime e aquece o material. Gases quentes saem da vizinhança do buraco negro criando jatos observados em rádio. Esses jatos estão alinhados perpendicularmente ao disco como um eixo através de uma roda. Esta é uma forte evidência da existência de um buraco negro central em NGC4261.

     

     

     

     

    nebulosa_planetria_ngc_6543Nebulosa Planetária NGC 6543 - Envoltório Gasoso em torno de uma estrela que morre. Durante o período de contração de uma estrela no término de seu estágio de Gigante Vermelha material é ejetado do núcleo desta estrela dando origem a uma casca esférica de gás ionizado em expansão. Este gás recebe radiação ultra-violeta da estrela central e a reemite como luz visível. Isto é conhecido como uma Nebulosa Planetária. Esta imagem do Hubble mostra uma das mais complexas Nebulosas Planetárias jamais vista.Uma interpretação preliminar sugere que a estrela central deva ser um sistema binário, o que explicaria a existência em seu envoltório de toda a complexidade observada: vários anéis concêntricos de gás; jatos de gás em alta velocidade; etc.

     

     

     

     

     

     

    loop_de_cignus"Loop de Cignus" - A Expansão de uma Onda de Pressão pela Galáxia. Esta imagem mostra uma pequena parte da nebulosa "Loop de Cignus". Se estendendo por uma região do céu seis vezes maior que a lua cheia, esta nebulosa é acompanhada por uma onda de pressão em expansão, que se originou da explosão de uma super nova ocorrida a cerca de 15.000 anos atrás. Na região fotografada pelo Hubble esta onda de pressão atingiu uma densa nuvem de gás interestelar, aquecendo este gás e provocando sua incandescência.Assim como o microscópio revolucionou o estudo do corpo humano, revelando detalhes das células, o Hubble está oferecendo aos astrônomos uma visão sem precedentes da estrutura fina dessas frentes de choque, já estudadas a mais de 20 anos, porém só agora observadas com riqueza de detalhes.

     

     

     

     

     

     

     

     

    marteMarte - Detalhes Reveladores - O Hubble efetuou várias imagens de Marte; as mais claras já efetuadas, bem melhores que as feitas da superfície da Terra, perdendo apenas, em alguns aspectos, para imagens obtidas por sondas que visitaram este planeta.A abundância de nuvens brancas delgadas em Marte indica que sua atmosfera é mais fria que a indicada pelas sondas espaciais enviadas a este planeta nos anos 70. Também as áreas escuras, antes erroneamente interpretadas como regiões de vegetação, são, na verdade, áreas de areia mais grossa que é menos reflectiva que a poeira laranja. À medida que os ventos movem esta poeira e esta areia, a aparência da superfície do planeta vai se modificando.

     

     

     

     

     

    parede_de_galaxiasParede de Galáxias - Essa é a imagem de algumas centenas de galáxias nunca vistas. Muitas dessas galáxias se formaram há menos de um bilhão de anos após a grande explosão que deu origem ao Universo (a idade do Universo é estimada em 12 bilhões de anos).Olhar para essa imagem é como viajar em uma "máquina do tempo", pois estamos olhando na verdade para galáxias em processo de formação há mais de 10 bilhões de anos atrás. Objetos azuis contêm estrelas jovens e/ou relativamente mais próximas. Objetos vermelhos contêm populações mais velhas e/ou mais distantes.

     

     

     

     

     

     

     

    m33Região de Formação de Estrelas na Galáxia M33 - Esta é a imagem de uma extensa nebulosa (NGC 604) que se encontra na galáxia espiral M33 localizada a 2,7 milhões de anos-luz de nós na direção da constelação do Triângulo. Esta nebulosa se encontra em um dos braços espirais de M33 e é uma região de intensa formação de estrelas. Embora tais nebulosas sejam comuns, nas mais variadas galáxias, esta em especial é particularmente extensa, medindo cerca de 1.500 anos-luz, podendo inclusive ser facilmente observada em imagens tomadas por telescópios terrestres.

     

     

     

     

     

     

     

     

    galaxias_contem_negroGaláxias que Possivelmente - Contêm Buracos Negros. Estas imagens anunciam a descoberta de buracos negros em galáxias conhecidas. Resultados preliminares sugerem, dentre outras coisas que:
        1 - Buracos negros supermassivos são comuns (na maioria das galáxias deve existir pelo menos um).
        2 - A massa do buraco negro é proporcional à massa da galáxia hospedeira o que indica que a história de um buraco negro está ligada à formação da galáxia em que está localizado.

     

     

     

     

     

     

     

    neulosa_da_lagoaNebulosa da Lagoa - Esta imagem revela um par de "tornados" interestelares de aproximadamente 0,5 AL de extensão (alto à esquerda) no coração da Nebulosa da Lagoa que se encontra a 5000 AL de nós na direção da constelação de Sargitário. Semelhantes ao espetacular fenômeno dos tornados terrestres, a grande diferença entre as altas temperaturas na superfície e as baixas temperaturas no interior das nuvens, combinadas com a pressão de radiação estelar, produzem resultantes capazes de"torcer" as nuvens dando origem à aparência análoga aos nossos tornados em escala cósmica.

     

     

     

     

     

     


    Telescópio Hubble fotografa choque de asteroide com Júpiter

    24/07/2009 - O Novo Telescópio Hubble fez sua primeira imagem científica desde que ele recebeu um upgrade total pelos astronautas do ônibus espacial Atlantis, em Maio deste ano.

    Calibração do Hubble

    O trabalho de calibragem e verificação do Hubble, previsto para durar até Setembro, foi interrompido para que ele pudesse fazer às pressas uma foto do impacto sofrido por Júpiter no último dia 19 de Julho - um fenômeno extremamente raro e que somente foi percebido graças ao trabalho do astrônomo amador Anthony Wesley.

    Os cientistas do Hubble acharam que, mesmo sem estar totalmente em forma, o telescópio mais famoso do mundo não poderia deixar de auxiliar no estudo do impacto. O resultado não decepcionou. A imagem capturada supera largamente todas as outras feitas na faixa da luz visível, mesmo com a sua câmera ainda descalibrada.

    Detritos do impacto

    A imagem foi capturada ontem, dia 23. A presença da nuvem de detritos na atmosfera de Júpiter dá uma dimensão do impacto, que se acredita ter sido feita por um cometa ou asteroide, com dimensões de centenas de metros, e que deve ter-se vaporizado ao atingir o planeta.

    "A capacidade de imageamento verdadeiramente impressionante do Hubble revelou uma riqueza incrível de detalhes do local do impacto," disse Heidi Hammel, do Space Telescope Science Institute. "Combinando estas imagens com os nossos dados obtidos a partir do solo em outros comprimentos de onda, nós teremos um entendimento do que exatamente está acontecendo com os detritos gerados pelo impacto.

    Evento de Tunguska

    Os cientistas calculam que o objeto que se chocou com Júpiter tinha a dimensão equivalente a vários campos de futebol. A força da explosão foi milhares de vezes mais forte do que o cometa ou asteroide que se suspeita ter atingido a região de Tunguska, na Sibéria, em 1908.

    O evento de Tunguska, por sua vez, gerou uma energia cerca de mil vezes superior à da bomba atômica que devastou Hiroshima, destruindo cerca de 80 milhões de árvores em uma área de 2.150 quilômetros quadrados.

     


    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Telesc%C3%B3pio_espacial_Hubble
           http://www.observatorio.ufmg.br/hubble2.htm
           http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telescopio-hubble-fotografa-choque-asteroide-jupiter&id=

     

     

     

     

     

     

     

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