Conheça o local onde é possível mergulhar entre a Europa e América

    silfra201/09/2019, por Filipe Siqueira - Silfra, na Islândia, é uma fenda entre duas das principais placas tectônicas mundiais e sede de terremotos assustadores. Esta é Silfra, na Islândia, uma fenda que separa as duas placas tectônicas abaixo da América do Norte e da Europa. Está localizada nas águas do lago Þingvallavatn (se vira aí pra ler) e é um destino bastante concorrido para mergulho. As placas se afastam 2 cm por ano, o que aumenta ligeiramente a tensão entre elas e a massa de terra acima,

    Estudiosos afirmam que houve uma época em Silfra não existiu. Isso significa que as placas eram praticamente coladas, e que hoje estão se afastando. Segundo os especialistas em terremotos, esse local sedia um grande terremoto a cada década. Em outras palavras: verifique na agenda a época ideal para mergulhar ali. Cada tremor forte muda um pouco a estrutura e arquitetura dessas placas, criando cavernas novas.

    Para ajudar, as águas são muito claras, com visibilidade superior a 70 metros. O local é considerado um dos 50 melhores destinos de mergulho do mundo. Em alguns locais, a profundidade cega a 100 metros. Mesmo com temperatura de 2°C os mergulhadores não têm medo de mergulhar ali. Além da história de separação entre continentes, existem outras histórias a respeito de Silfra. A principal delas tem a ver com a cultura viking. Segundo estudos, foi em Þingvallavatn que nasceu o primeiro parlamento do mundo. udo porque um clã viking se reunia ali anualmente.

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    O motivo era nobre: celebrar as conquistas anuais. Mas a utilização da água nem tanto: ela era um banheiro público. Mas tudo isso ocorreu por volta do ano 930. Hoje, felizmente, as águas estão perfeitamente limpas. E integram um dos principais círculos turísticos naturais do mundo.

     

    Mergulhe entre dois continentes

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    O maior atrativo desta fissura é poder estar em dois lugares ao mesmo tempo: na América do Norte e na Europa. A Meca do mergulho islandês é uma fenda entre duas grandes placas tectônicas preenchida por águas tão cristalinas que a visibilidade no local chega a ser de 100 metros de distância. Silfra fica na região da Dorsal Mesoatlântica, cordilheira abaixo do nível do mar que tem cerca de 15 mil quilômetros de extensão e cruza todo o oceano Atlântico. No hemisfério norte, este conjunto de montanhas separa as placas tectônicas euro-asiática e norte-americana, tornando-se visível na ilha Jan Mayen (Noruega), na Islândia, nos Açores (Portugal) e no arquipélago de São Pedro e São Paulo (Brasil).

    Para conhecer essa fronteira geológica de perto, é preciso mergulhar nas águas do maior lago islandês, o Þingvallavatn, localizado no Parque Nacional Þingvellir, a 60 quilômetros em direção nordeste a partir da capital do país, Reykjavík. O bosque abriga o parlamento mais antigo do mundo – Alþingi, fundado em 930 -, e é o único lugar do país que recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Era nele onde se discutiam as leis locais e se julgava quem não as respeitava. Homens condenados à morte eram decapitados enquanto mulheres acusada de imoralidade ou bruxaria eram afogadas nos lagos próximos, conhecidos como “piscinas de afogamento”. Hoje, os mergulhadores desafiam os cerca de dois graus Celsius da água para, em uma imersão de 30 a 45 minutos, explorar os segredos deste labirinto subaquático. Seus túneis e cavernas são iluminados pelas cores da luz exterior, que se reflete nas rochas vulcânicas. Embora a fissura chegue a uma profundidade de 63 metros, normalmente só se desce até os 18 metros.

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    A imersão acontece em quatro seções. Os mais aventureiros entram de cabeça na chamada “sanita”, túnel vertical de 16 metros através dos quais o mergulhador é “expulso” pela corrente de água para o “átrio” de Silfra. Esta lagoa de águas tranquilas e com 200 metros de extensão é a antessala da zona mais espetacular, a “catedral”. Trata-se de uma fenda semirreta com 100 metros de comprimento e que pode ser apreciada do início ao fim com apenas um olhar. Por último, os mergulhadores chegam à “lagoa”, onde a água é mais límpida que em qualquer outro ponto.

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    Cada partícula do líquido vital que chega a este lugar fez uma viagem anterior de 30 a 100 anos pela geleira mais próxima, Langjökull. A cerca de 50 quilômetros a norte de Þingvellir, é o segundo maior glaciar da Islândia. Seu degelo costumava alimentar o lago por meio de um rio, que acabou enterrado após uma erupção do vulcão Skjaldbreiður, ocorrida milhares de anos atrás. Agora, ao fluir ao longo de anos pelo leito coberto de porosas rochas vulcânicas, suas águas são filtradas e limpas. Tudo isso somado a uma temperatura gélida faz com que se transformem nas mais cristalinas do planeta. De maio a agosto, com a luz banhando a paisagem islandesa praticamente 24 horas por dia, é possível explorar Silfra sob o sol da meia-noite. Outra experiência única.

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    Fonte: https://noticias.r7.com/
               http://www.passenger6a.com.br/

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