Sobre o Coronavírus

    corvir topoATUALIZADO 01/02/2020. Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1. Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002.

    O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

    Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

    Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

    Manifestações Clínicas

    Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.

    Período de incubação

    De 2 a 14 dias

    Período de Transmissibilidade

    De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

    Transmissão inter-humana

    Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.

    Modo de Transmissão

    De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.

    * Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

    Fonte de infecção

    A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

    Origem evolutiva

    Existem 07 cepas conhecidas de coronavírus humanos, e todas elas evoluíram de coronavírus de outros animais

    corvir1

    Epidemiologia

    Surto de 2020 na China

    Em meados de janeiro a imprensa começou a reportar casos sobre um "misterioso vírus que causava problemas respiratórios", tendo este vírus depois sido classificado com um coronavírus e chamado de 2019-nCoV. Inicialmente, 800 pessoas foram infectadas e houve 41 mortes na China, mas houve casos também no Japão, Tailândia, Coreia do Sul, França e Estados Unidos, todos associados a pessoas que haviam viajado para a China recentemente. Em 20 de janeiro a OMS estimava que o número de casos poderia estar próximo de dois mil.[5][17]

    Surto de 2015 na Coreia do Sul

    Um surto de MERS foi associado a um viajante que havia retornado do Oriente Médio. Quase 200 pessoas foram infectadas e houve 36 mortes.[4][18][19]

    Surto de 2012 no Oriente Médio

    Em 2012 foi isolado outro novo coronavírus, distinto do SARS-CoV. Esse novo coronavírus, desconhecido até então, foi inicialmente identificado na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia. Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome”. O novo vírus foi nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).[1][4]

    Surto de 2002 na China

    Os primeiros casos da síndrome respiratória aguda grave (SARS - Severe Acute Respiratory Syndrome), causada pelo SARS-CoV, aconteceram na China em 2002, tendo o vírus se espalhado rapidamente para mais de doze (12) países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Entre 2002 e 2003, mais de oito mil (8.000) pessoas foram infectadas e cerca de oitocentas (800) morreram, no que foi chamado uma "epidemia global". (SARS-CoV)

     

    O que é o coronavírus da China, como se espalha e quais são os sintomas

     convir3

    24/01/2020 - O coronavírus pertence à família de vírus chamada Coronaviridae, que tem representantes que vão desde um vírus simples de gripe até doenças de maior risco à saúde O coronavírus da China é um novo vírus que já matou pessoas na China e, teve o primeiro detectado nos Estados Unidos. Com sintomas parecidos com os da gripe, o vírus já contaminou cerca centenas de pessoas no mundo, a maioria delas na China. Confira, a seguir, as informações já conhecidas sobre o coronavírus.

    O que é o coronavírus chinês?

    O coronavírus pertence à família de vírus chamada Coronaviridae, que tem representantes que vão desde um vírus simples de gripe até doenças de maior risco à saúde humana, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio, conhecida pela sigla MERS, (vinda de dromedários para humanos) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave, SARS (vinda de felinos para humanos). Essa última doença infectou mais de 8000 pessoas e matou 800 em uma epidemia em 2002.

    A nova variante do vírus foi encontrada na cidade de Wuhan, na China. A primeira morte ocasionada pelo novo coronavírus ocorreu em 11 de janeiro deste ano. Até agora, 25 pessoas morreram em decorrência da contaminação. Cerca de 600 pessoas foram infectadas pelo vírus na China. Hoje, o primeiro caso foi detectado nos Estados Unidos.

    Como o coronavírus se espalha?

    A Organização Mundial da Saúde não descarta a possibilidade da contaminação entre humanos. Os vírus da família Coronaviridae se propagam de animais para humanos. Diversos vírus dessa família que circulam entre animais não têm casos de infecção em humanos. No entanto, Zhong Nanshan, pesquisador e pneumologista que descobriu o coronavírus SARS em 2003, afirmou em uma entrevista à emissora de TV CCTV, que pertence ao Estado Chinês, que a doença pode ser transmitida entre humanos. O vírus pode, em tese, se reproduzir ao se hospedar nas células de um ser humano. Assim, quando se instala, o vírus se multiplica no corpo do hospedeiro. Porém, ainda pouco se sobre sabe a propagação do novo coronavírus.

    Quais são os sintomas os sintomas do coronavírus?

    Os sintomas do coronavírus são parecidos com os da gripe. São eles: dificuldade de respirar, coriza, tosse, dor de garganta e febre. Grupos de maior risco, como idosos e crianças, podem desenvolver doenças mais graves ao serem contaminadas com o coronavírus, como pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, falha renal e morte.

    Qual é o tratamento para o coronavírus?

    Ainda não há tratamentos eficazes conhecidos para combater o coronavírus. Por ora, não há uma vacina que impeça a contaminação pelo coronavírus. Por isso, apesar de não restringir viagens, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países redobrem a atenção em relação à saúde dos viajantes. De acordo com a reportagem da CNN, o National Institutes of Health, que parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, já trabalha em uma vacina para combater a propagação da doença. No entanto, pode levar cerca de um ano até que ela seja lançada.

    Como evitar a contaminação pelo coronavírus?

    A recomendação da Organização Mundial da Saúde é parecida com a que a entidade dá para evitar que você pegue uma gripe. Ou seja, é importante manter boa higiene das mãos e também ficar atento ao ambiente para manter boas condições respiratórias. Com o aparecimento dos casos de doença respiratória causada pelo coronavírus na China, o governo brasileiro vem adotando medidas de preparação, bem como orientação e controle para um possível atendimento de casos suspeitos no país.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) integra o Centro de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus. Instituído na quarta-feira (22/1) pelo Ministério da Saúde, o comitê tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil, a fim de responder a eventuais ocorrências de forma unificada e imediata. É importante destacar que, até o momento, não há confirmação de casos no Brasil.

    Como prevenir os coronavírus?

    Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como os coronavírus, são recomendadas medidas gerais de prevenção, como:

    Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento.
    Utilizar lenço descartável para higiene nasal.
    Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.
    Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
    Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
    Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
    Manter os ambientes bem ventilados.
    Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infecção respiratória.

    Até o momento, não existe vacina para os coronavírus, sejam os comuns ou os MERS-CoV e SARS-CoV.

     

    O que sabemos sobre os casos de coronavírus nos EUA

     

    27/01/2020 - Há pelo menos cinco casos confirmados de coronavírus Wuhan nos EUA, número que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças prevêem que continuará a subir. O novo coronavírus, que adoeceu milhares e matou pelo menos 80 pessoas na China, pertence a uma grande família de vírus que mais adoece animais. Mas esse coronavírus, como SARS e MERS, "ultrapassou a barreira das espécies" para infectar pessoas em larga escala, afirmou o CDC.

    Apesar de seu impacto na China, o CDC sustenta que o risco para os americanos é baixo. Mas ainda há muito sobre o vírus, seus sintomas e a facilidade com que ele se espalha que as autoridades de saúde não sabem. "Precisamos nos preparar como se isso fosse uma pandemia, mas continuo esperando que não seja", disse o Dr. Nancy Messonnier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC. Os cinco pacientes que foram confirmados haviam retornado recentemente de Wuhan, informou o CDC.

    Estado de Washington

    O primeiro paciente de coronavírus confirmado nos EUA, um homem de 30 anos, procurou tratamento em um centro de atendimento de urgência no estado após retornar de Wuhan. O centro de atendimento urgente enviou suas amostras ao CDC, que confirmou que ele tinha o coronavírus. Ele entrou em um atendimento isolado em um hospital em Everett, cerca de 48 quilômetros ao norte de Seattle, em 23 de janeiro. Ele está recebendo tratamento em uma maca isolada projetada para pacientes com doenças altamente contagiosas, e um robô leva seus sinais vitais. Ele está em condição estável, disse o Dr. George Diaz, médico do homem e especialista em doenças infecciosas. Ele será submetido a testes adicionais até não ser mais contagioso.

    Chicago

    Uma mulher de 60 anos foi diagnosticada alguns dias depois de voltar de Wuhan, em 13 de janeiro. Ela está em condições estáveis ​​e "indo bem" após o tratamento, disse a comissária do Departamento de Saúde Pública de Chicago, Dr. Allison Arwardy. Ela ficará no hospital para controlar a infecção.

    Condado de Los Angeles, Califórnia

    Os detalhes são escassos sobre esse paciente. Atualmente, eles estão sendo tratados em um hospital local, embora o Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles não tenha divulgado quanto tempo procuraram o tratamento após a exposição ao vírus. O risco para o condado de Los Angeles é baixo, disse o departamento.

    Condado de Orange, Califórnia

    Um homem na casa dos 50 anos voou para o Aeroporto Internacional de Los Angeles em Wuhan no início deste mês. O condado descobriu em 23 de janeiro e o CDC confirmou seus resultados no sábado. Ele está em um hospital local.

    Arizona

    O departamento de saúde do estado confirmou que o paciente é um "membro adulto" da comunidade da Universidade Estadual do Arizona, embora não tenha divulgado a idade ou o sexo do paciente. O paciente ligou para o seu médico quando começaram a sentir sintomas respiratórios leves. O CDC confirmou o coronavírus no domingo. O paciente não está hospitalizado, mas é auto-isolado em casa, disse o departamento.

    Quem ainda está em risco

    O CDC está monitorando pelo menos 100 pessoas em 26 estados em busca de coronavírus. Cerca de 25 deles foram encontrados para não tê-lo. As autoridades de saúde do estado de Washington estão monitorando 50 pessoas que entraram em contato próximo com o paciente do estado. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, confirmou que o estado, que ainda não viu nenhum caso confirmado, enviou sete casos possíveis ao CDC para testes. Dessas, quatro pessoas permanecem isoladas enquanto seus resultados estão pendentes. Os viajantes haviam acabado de voltar para os EUA a partir das celebrações do Ano Novo Lunar na China. Há outro caso suspeito em Waco, Texas, onde um estudante da Universidade Baylor está em tratamento isolado. A universidade disse que o aluno está "indo bem com sintomas mínimos", embora o CDC ainda não tenha confirmado os resultados. Outros casos de coronavírus foram confirmados em vários países asiáticos, incluindo Japão, Tailândia e Vietnã. Também foram relatados pacientes na França e na Austrália e, na segunda-feira, as autoridades de saúde pública de Ontário confirmaram dois casos, marido e mulher, com o vírus.

    O que está sendo feito

    O CDC está examinando viajantes de Wuhan em vários aeroportos dos EUA, incluindo Los Angeles, São Francisco e Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York. O Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson Atlanta de Atlanta e o Aeroporto Internacional O'Hare de Chicago começaram a exibição na semana passada. O CDC aconselha os americanos a evitar viagens desnecessárias à província de Hubei. Três dúzias de diplomatas dos EUA e suas famílias em Wuhan irão evacuar a região para retornar aos EUA no início desta semana. Caso contrário, o CDC incentiva as pessoas a seguirem o protocolo da temporada de gripe: lave as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, evite as pessoas doentes e fique em casa e evite situações públicas se elas estiverem doentes. Uma vacina contra o coronavírus levaria pelo menos um ano para chegar ao público.

    convir2a

     

    OMS admite erro e eleva avaliação de risco internacional do coronavírus

     

    27/01/2020 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu nesta segunda-feira, 27, que errou em sua avaliação sobre a ameaça do coronavírus que surgiu na China, e passou a considerar como “elevado” o risco internacional de contaminação pela doença. Em seu relatório sobre a situação, publicado nas primeiras horas desta segunda, a OMS indica que sua “avaliação de risco (…) não mudou desde a última atualização (22 de janeiro): muito alto na China, alto no nível regional e em todo o mundo”. Contudo, em relatórios anteriores a agência especializada das Nações Unidas apontou que o risco global era “moderado”.

    “Foi um erro de formulação nos relatórios de 23, 24 e 25 de janeiro, e nós o corrigimos”, explicou uma porta-voz da instituição com sede em Genebra, ao ser questionada sobre a mudança no texto. Na última quinta-feira, a OMS considerou “muito cedo para falar de uma emergência de saúde pública de alcance internacional”. “Ainda não é uma emergência de saúde global, mas pode vir a ser”, declarou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a China.

    A OMS só utiliza esse termo para epidemias que exigem certa reação global, como a gripe suína H1N1 em 2009, o vírus zika em 2016 e a febre ebola, que atingiu parte da África Ocidental entre 2014 e 2016 e República Democrática do Congo desde 2018. Da família dos coronavírus, como o SARS, o vírus 2019-nCoV causa sintomas gripais em pessoas que o contraíram e pode levar à síndrome respiratória grave.

    Em todo a China, foram confirmados pelo menos 2.744 casos de infecção pelo coronavírus. Ao todo, 81 pessoas morreram no país desde o seu surgimento no final de dezembro. O epicentro da epidemia do coronavírus na China é a província de Hubei, cuja capital é Wuhan. Ali foram registrados cerca de metade de todos os casos do país. Desde então, se espalhou pela Ásia, Europa, Estados Unidos e Austrália. Embora um pequeno número de casos vinculados a pessoas que viajaram de Wuhan tenham sido confirmados em mais de 10 países, incluindo Tailândia, França, Japão e Estados Unidos, nenhuma morte foi relatada em outro lugar.

    Nesta segunda, o prefeito da cidade de Wuhan assumiu parte da responsabilidade pela propagação da doença e ofereceu sua renúncia. Em entrevista à televisão estatal chinesa, Zhou Xianwang afirmou que a resposta de sua administração ao surto “não foi boa o suficiente”. O prefeito também admitiu que a divulgação de informações pelas autoridades da cidade foi “insatisfatória” e confirmou que pelo menos 5 milhões de pessoas deixaram a cidade antes de o governo decretar o isolamento. Com o surto de SARS (2002-2003), a OMS criticou Pequim por ter demorado a alertar e tentar esconder a verdadeira extensão da epidemia. A OMS também foi criticada nos últimos anos. Considerada alarmista por alguns durante a epidemia do vírus H1N1 em 2009, foi acusada, durante a epidemia de ebola na África Ocidental (2014), de não ter calibrado a verdadeira extensão da crise.

     

    O que acontece após Brasil anunciar casos suspeitos de coronavírus e elevar risco para 'iminente'?

     

    Por Rafael Barifouse, 28/01/2020 - O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (28/01) que investiga os três primeiros casos de suspeita de coronavírus no Brasil. Pela manhã, a pasta havia divulgado que uma estudante de 22 anos de Minas Gerais que esteve em Wuhan, cidade na China que é considerada o epicentro da epidemia, apresentava sintomas compatíveis com os provocados pelo novo vírus.

    Algumas horas depois, o ministério informou que dois novos casos, em Porto Alegre e em Curitiba, também se enquadram nos critérios epidemiológicos (os pacientes estiveram na região onde o vírus é transmitido de pessoa para pessoa ou tiveram contato com pessoas suspeitas ou confirmadas de terem o vírus nos últimos 14 dias) e clínicos (apresentaram febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório), estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificação de possíveis infecções.

    Estes dois casos foram confirmados como suspeitas após o governo passar a considerar toda a China como uma região de transmissão ativa do 2019-nCoV, como é oficialmente chamado o vírus descoberto em dezembro passado. A mudança ocorreu após a OMS passar a indicar na segunda-feira que o risco global representado pelo surto é "elevado" e não "moderado". A OMS se disse ter ocorrido um "erro de redação" em relatórios anteriores e que a avaliação da situação permanece a mesma desde 22 de janeiro, com um risco "muito alto" na China, e "alto" regionalmente e no restante do mundo.

    Isso foi o que levou o Ministério da Saúde ampliar os critérios para o monitoramento de possíveis casos. Desde o início do surto, houve mais de 7 mil rumores no Brasil de pacientes que teriam o vírus, informou a pasta. O governo federal considerava até então apenas pessoas que haviam passado pela Província de Hubei, onde fica Wuhan e que concentra a maioria dos casos na China.

    "Agora, vamos [considerar] toda a China, não importa qual Província. Muito provavelmente, vai haver uma sensação de que estão aumentando os casos suspeitos", afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Mandetta informou que estão sendo feitos exames para confirmar se a estudante de Minas Gerais contraiu o novo coronavírus. O governo disse que a expectativa é ter o resultado dos testes até a sexta-feira. Não foram divulgadas informações a esse respeito sobre os dois novos casos anunciados depois.

    Se houver alguma confirmação, será o primeiro caso do novo coronavírus tanto no Brasil quanto na América do Sul.
    O governo federal também anunciou ter elevado a classificação de risco do país do nível 1, de alerta, para o nível 2, de perigo iminente. A escala vai até o nível 3, de emergência de saúde pública, quando são confirmados casos de transmissão no Brasil.

    "A elevação do risco significa que o país precisa se preparar para uma potencial introdução do vírus por aqui. Já vimos isso ocorrer em outros lugares, e é preciso tomar medidas de contenção para que o primeiro caso confirmado não venha a criar uma cadeia de transmissão no Brasil", afirma o infectologista Esper Kallás, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. O governo federal disse que a estudante de Minas Gerais está internada e isolada no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, instituição de referência estadual em doenças infectocontagiosas, e 14 pessoas que tiveram contato com ela estão sendo monitoradas.

    No entanto, a paciente disse não ter visitado o mercado que seria o epicentro da epidemia, nem tido contato com nenhuma pessoa doente ou procurado serviços de saúde em Wuhan. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está fazendo um levantamento dos passageiros do voo em que a estudante veio da China. A estudante de Minas Gerais passa bem, segundo o governo. Não foram divulgados detalhes sobre a situação dos outros dois pacientes.

    "O país terá agora que monitorar os voos vindos da China, se é que já não está fazendo isso", afirma à BBC News Brasil o infectologista Marcos Boulos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

    "Mas não podemos ser alarmistas. Não é estranho que uma pessoa que veio da região onde o vírus está sendo transmitido esteja infectada. Mesmo que isso se confirme, acredito que haverá apenas casos esporádicos e que o vírus provavelmente não se disseminará."

    Vírus já foi detectado em 16 países

    Mais de 4,5 mil infecções pelo novo coronavírus já foram confirmados no mundo até agora. Mais de 100 pessoas já morreram — todas na China. Até o momento, outros 15 países já registraram casos do vírus. Em todos eles, as pessoas haviam estado na região da China onde ocorre a transmissão do vírus de pessoa para pessoa. O Ministério da Saúde brasileiro recomendou que viajantes evitem ir à China a não ser que seja estritamente necessário.

    "Estamos desaconselhando, não estamos proibindo. Não é recomendável que a pessoa se exponha e depois retorne ao Brasil e exponha mais pessoas", disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira. O 2019-nCoV faz parte de uma grande família de vírus que circulam em animais — sete deles podem ser transmitidos para seres humanos e causar desde um resfriado comum até problemas respiratórios que levam à morte.

    Os coronavírus estiveram por trás de duas epidemias graves recentes. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) matou 774 das 8.098 infectadas em 2003. Já a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) matou 858 dos 2.494 pacientes identificados, em 2012.

    "Até o momento, ele parece ser um coronavírus menos letal e que provoca doenças menos graves do que aqueles por trás das epidemias mais recentes. Das pessoas que foram internadas, 40% tinham outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão ou insuficiência cardíaca, que diminuem a imunidade do paciente", diz Boulos.

    Número de casos cresce rapidamente

    O número de casos vem crescendo rapidamente nos últimos dias. Eram pouco mais de 800 na última sexta-feira e já passavam de 2,7 mil na segunda-feira — em 24 horas, houve um aumento de mais de 50% no total de pacientes confirmados. Mas isso não significa que são novos casos de contaminação, mas casos suspeitos em que houve resultado positivo nos exames, explica o médico sanitarista e epidemiologista brasileiro Jarbas Barbosa, diretor-assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço regional nas Américas da OMS.

    "A capacidade de fazer testes é cada vez maior, porque há mais laboratórios e máquinas dedicadas a isso, e isso eleva o total de casos. Também aumenta porque a transmissão segue ocorrendo, e não há nenhuma evidência de que foi interrompida. Então, o número de casos vai crescer nos próximos dias, infelizmente", disse Barbosa à BBC News Brasil. Representantes do governo federal participarão nesta terça-feira de uma reunião com a OMS sobre a epidemia, e o Instituto Butantan colaborará com um esforço internacional para a produção de uma vacina.

    Mandetta disse que o país está preparado para detectar o vírus e que o governo não irá tomar medidas para trazer de volta para os país os brasileiros que estejam na China.

    "A pessoa tem que ficar onde ela está. Não é orientado remoção mesmo porque você não tem um tratamento específico definido para esse vírus", afirmou Mandetta.

     

    Pesquisadores já criaram uma vacina para o coronavírus da China

    vacina120

    Por Lucas Agrela, 29/06/2020 - Especialistas em Hong Kong têm uma vacina contra o vírus, mas ainda precisam de tempo para testes em animais e humanos. O microbiologista e médico Yuen Kwok-yung anunciou que pesquisadores de Hong Kong já desenvolveram uma vacina contra o novo coronavírus da China. No entanto, ela ainda precisa ser testada em animais, o que deve levar um longo período, segundo reportagem do jornal South China Morning Post.

    Kwok-yung, que é diretor do centro de doenças infecciosas da Universidade de Hong Kong, não deu um prazo específico para o desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus da China. Ele estima que o tempo dos testes em animais pode ser de meses e será preciso, ainda, de mais um ano de testes em humanos antes do lançamento da vacina. A nova vacina é uma modificação da vacina da gripe que se propõe a proteger tanto do coronavírus da China quanto de gripes comuns.

    Para Kwok-yung, a vacina que está em desenvolvimento na China atualmente tem chances de ser baseada em uma versão inativa do vírus, que tem sua propriedade contagiosa destruída em laboratório, o que poderia resultar na apresentação de sintomas mais graves do que o normal em pessoas que tomarem a vacina e forem contaminadas com o vírus. Além da China, pesquisadores dos Estados Unidos também se esforçam para criar uma vacina contra o novo vírus.

    O que é o coronavírus?

    O coronavírus da China é um novo vírus que já matou de 100 pessoas na China e já tem infectados em outros países, como nos Estados Unidos, Japão e Europa. Com sintomas parecidos com os da gripe, o vírus é da mesma família que o SARS, que no começo dos anos 2000 causa uma epidemia conhecida como gripe asiática. Até a manhã desta quarta-feira são 132 mortes confirmadas, 125 delas na província de Hubei, epicentro da propagação. Já são mais de 6 mil casos confirmados, em 17 países. No Brasil, há três suspeitos, segundo o Ministério da Saúde, em Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. O governo, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde, recomendou que viagens para a China sejam feitas apenas em casos de extrema necessidade.

    Para conter a propagação do vírus, governos e empresas privadas vêm tomando medidas mais duras nas últimas horas. Dez cidades chinesas estão isoladas. A rede de cafeterias Starbucks, um fenômeno na China, fechou metade de suas duas mil lojas no país. A Casa Branca anunciou que pode suspender todos os voos dos Estados Unidos para a China em meio às preocupações crescentes.

     

    Coronavírus é mais perigoso que gripe suína, mas menos letal que Sars

     

    29/01/2020 - Um novo tipo de coronavírus, que já deixou dezenas de mortos e milhares de infectados, tem apresentado focos pelo mundo e pode ter chegado ao Brasil, que já possui três casos suspeitos. Com características de proliferação de uma gripe, o vírus, é mais preocupante, por exemplo, do que o H1N1, conhecido como gripe suína, mas menos letal que o Sars, segundo especialista ouvida pelo UOL. Por ser uma mutação nova, ainda se sabe muito pouco sobre o 2019-nCoV, como é conhecido o coronavírus. Mesmo assim, ele tem ficado no foco de análises, que o comparam a casos passados.

    A família coronavírus chamou atenção do mundo nas duas últimas décadas com duas epidemias:

    do Sars (Síndrome Respiratória Aguda Severa), que matou 774 pessoas e infectou mais de 8 mil em 2003;
    do Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), que matou 858 de apenas 2.500 pessoas infectadas em 2012 no Oriente Médio;

    Em uma análise com os dados disponíveis sobre o coronavírus, a infectologista Rosana Ritchmann, do Departamento de Infectologia do Hospital Emílio Ribas, diz que ele tem se mostrado menos letal que outros, mas é preocupante por mostrar uma capacidade de proliferação muito maior, tendo em vista o número de casos de infectados. Até o momento, há confirmação de pouco mais de mais de 130 mortes em um universo de cerca de 5.500 infectados na China, onde começaram os primeiros relatos.

    A especialista diz que "o que está chamando atenção é a transmissão de pessoa para pessoa".

    "A elevação diária de números relatados é grande, e a disseminação para outros países tem sido muito rápida", aponta Ritchmann. Ele está se comportando muito mais como um vírus da gripe, um influenza, do que um coronavírus." Rosana Ritchmann, infectologista.

    Por seu comportamento, o coronavírus é mais preocupante, por exemplo, que o H1N1, a gripe suína, diz a especialista. "O risco por morte com H1N1 é bem menor do que o [novo] coronavírus." Ritchmann explica que o coronavírus tem se proliferado antes de aparecerem os sintomas, o que dificulta no combate e no isolamento.

    "A transmissão é por via respiratória. A gente precisa conhecer melhor, mas estima que o período de incubação [sem mostrar sintomas] seja de dois dias a uma semana. Isso significa que muitos casos ainda vão aparecer na China até que haja uma estabilização", avalia.

    Apesar da proliferação rápida, a especialista aponta que o número de mortes por coronavírus é inferior ao registrado por outros vírus. "O Sars chegou a cerca de 10% [de mortes], enquanto o Mers levou a óbito por volta de 35% dos infectados no Oriente Médio, é muito alto", afirma. "O atual [coronavírus] tem uma capacidade muito menor [até o momento, cerca de 3%]."

    Confira o perfil das doenças virais que se tornaram epidemias nas últimas décadas:

    2019-nCoV (coronavírus)

    Transmissão: ainda não se sabe exatamente, mas se dá por via respiratória entre humanos
    Vetores: ainda não foi confirmado
    Sintomas: ainda sendo estudados

    Sars/Mers

    Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos
    Vetores: morcegos, camelos e dromedários
    Sintomas: dor de cabeça, febre, tosse seca, insuficiência respiratória, calafrios e dores musculares

    H1N1 (Gripe suína)

    Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos
    Vetores: porcos
    Sintomas: febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse seca, calafrios e dor na garganta

    H5N1 (Gripe aviária)

    Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos
    Vetores: aves
    Sintomas: febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse seca, calafrios e dor na garganta

     

    Tibete registra caso de coronavírus; infecção chega a todas as regiões da China

     

    30/01/2020 - O Tibete, até então a única região livre da doença, confirmou o 1º caso nesta quinta-feira (30). Já são 170 mortos entre os mais de 7,7 mil contaminados. O número de mortos pelo novo coronavírus aumenta na China à medida que a doença avança por todas as regiões do país. Nesta quinta-feira (30), foi confirmado o primeiro caso no Tibete, até então a única região na China livre da doença. Até o momento, 170 já morreram no país pelo coronavírus, que já infectou 7.736 pessoas em todo o mundo, em pelo menos outros 15 países. Nenhum paciente contaminado fora da China morreu.

    Confira o resumo até a manhã desta quinta-feira (30)

    170 mortes na China – a maior parte na província de Hubei, onde fica Wuhan, cidade epicentro da doença
    Nenhuma morte fora da China
    7.736 casos suspeitos na China
    75 casos suspeitos em outros 17 países
    Rússia fecha fronteira com China para frear transmissão
    9 casos suspeitos no Brasil; nenhum confirmado
    Transmissão entre humanos está confirmada
    Taxa de mortalidade é de 2%; na Sars, era de 10%

    China, Japão e Rússia

    A maior parte dos novos casos e das mortes foi registrada na província de Hubei, cuja a capital é Wuhan. Só na cidade, a Comissão Nacional de Saúde detectou 356 novos casos e confirmou a morte de outras 25 vítimas da doença. Mais de 9 milhões de pessoas ainda estão em Wuhan, cidade que é o epicentro do surto da doença e está isolada há uma semana pelas autoridades chinesas como medida para tentar conter a expansão do vírus para o restante do país. No Japão, o Ministério da Saúde confirmou que três dos mais de 200 cidadãos retirados de Wuhan foram diagnosticados com o novo coronavírus. Com isso, chegam a 10 o número de casos confirmados em território japonês. Um 2º voo, trazendo mais japoneses da China, pousou em Tóquio nesta quinta. A Rússia anunciou nesta quinta que irá fechar os 4.250 km de fronteira com a China em uma tentativa de evitar a propagação do coronavírus, de acordo com a France Presse. Antes, a Mongólia já havia tomado decisão semelhante.

    Reunião da OMS

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai realizar uma nova reunião do seu comitê nesta quinta para analisar se será declarada situação de emergência global para o novo coronavírus, segundo o diretor-executivo do programa de emergências, Michael Ryan. O diretor elogiou os esforços da China para conter o surto e disse que ainda há oportunidade de parar o vírus. "Temos que basear nossas ações em evidências imperfeitas para criar uma estratégia de bloqueio da doença com um impacto mínimo na sociedade e economia", disse o diretor.

    Mais casos que Sars

    Apesar das medidas de prevenção e isolamento decretadas pelo governo chinês, os casos confirmados do novo coronavírus no país já superam os da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), ocorrida há quase 20 anos. Embora apresente alto índice de transmissão, o novo coronavírus teve até o momento menor taxa de mortalidade do que a Sars. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia de 2003 matou 10% dos infectados, enquanto que as mortes do novo coronavírus atingiram 2% dos afetados.

    Suspeitas no Brasil

    O Brasil tem nove casos suspeitos de coronavírus em seis estados. As informações foram divulgadas na quarta-feira (29) em coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, em Brasília. Os dados são referentes ao período de 18 a 29 de janeiro. O ministério alterou o protocolo para definição de suspeita, depois que OMS elevou a avaliação de risco de "moderado" para "alto". Antes, apenas casos de pessoas com os sintomas que viajaram para Wuhan eram considerados suspeitos. Agora, passam a ser considerados casos suspeitos o de qualquer pessoa com os sintomas e com histórico de viagem à China.

     

    Coronavírus: quem está mais suscetível a ele e aos sintomas graves

    coronaa1

    Por Theo Ruprecht, 30/01/2020 - O coronavírus e seus sintomas mais graves surgem especialmente em pessoas mais velhas e que tenham alguma doença crônica. Essa é uma das conclusões de um novo estudo publicado no The Lancet por pesquisadores da China. No trabalho, os cientistas avaliaram todos os casos confirmados dessa infecção respiratória que deram entrada entre 1º e 20 de janeiro de 2020 em um hospital de Wuhan, o provável epicentro do surto. Foram 99 indivíduos ao todo.

    Entre eles, 55% possuíam algum problema crônico. Diabetes, doenças cardiovasculares, males digestivos ou respiratórios e câncer estavam entre eles. Além disso, a média de idade dos pacientes era de 55 anos — 37% estavam acima dos 60 anos. Segundo o trabalho chinês, isso ocorreria porque o envelhecimento e essas enfermidades tendem a diminuir a imunidade contra infecções em geral.

    Aliás, os pesquisadores também notaram que mais homens foram parar nesse hospital por causa do coronavírus. Dos 99 enfermos, 67 eram do sexo masculino (68%). “A reduzida suscetibilidade das mulheres a infecções virais pode ser atribuída à proteção do cromossomo X e aos hormônios sexuais, que exercem um papel no sistema imunológico”, escrevem os autores, no artigo. Os sintomas mais comuns entre esse grupo hospitalizado pelo coronavírus foram febre, tosse e falta de ar. Dores musculares e de cabeça, bem como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados.

    Além disso, 75% dos 99 participantes do estudo apresentaram uma pneumonia que afetou os dois pulmões. Até o momento, 11% de todos os participantes morreram. Mas atenção! Isso não significa que a letalidade do novo coronavírus é de 11%. Primeiro porque o número de casos avaliados nesse experimento, embora seja o maior até o momento, é pequeno. Segundo que os pesquisadores se concentraram em pessoas hospitalizadas. Ou seja, é possível que o vírus tenha causado sintomas mais brandos em outros sujeitos, que nem viram necessidade de ir até um pronto-socorro. Se for o caso, ao incluir essa turma em outro estudo, a letalidade certamente cairia. Devemos esperar mais estudos.

     

    Novo coronavírus é emergência de saúde internacional, declara OMS

     

    Por Carolina Dantas, 30/01/2020 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira (30) que os casos do novo coronavírus 2019 n-CoV são uma emergência de saúde pública de interesse internacional. São milhares de infecções na China e em 19 países. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.

    "Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    Até o momento, a OMS havia usado a denominação "emergência de saúde pública de interesse internacional" apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, como a gripe suína H1N1 (2009), a polio (2014), o zika vírus (2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e ainda atinge a República democrática do Congo desde 2018.

    Na semana passada, nos dias 22 e 23 de janeiro, a comissão especial passou dois dias em discussão e acabou decidindo que "ainda era cedo" para declarar emergência. Com a alta contínua no número de casos, o órgão de saúde ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) elevou a avaliação de risco de "moderado" para "elevado" cinco dias depois das reuniões.

    Nome oficial

    A OMS também divulgou o nome oficial da doença causada pelo novo coronavírus: "Doença Respiratória de 2019-nCoV". Até então, são 7.818 casos confirmados pelo mundo, sendo 7.736 na China. São 170 mortes devido à infecção. Mais cedo, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmaram que o país registrou o primeiro caso de transmissão interna do novo coronavírus. De acordo com o CDC, trata-se de uma pessoa que conviveu com uma mulher de Chicago que tinha viajado para Wuhan, na província de Hubei, na China. A maioria das mortes e pessoas infectadas está nesta região, epicentro do surto. O caso registrado nos EUA não é o primeiro do tipo no mundo.

    Posição do Brasil

    O secretátio de Vigilância em Saúde do Brasil, Wanderson de Oliveira , disse que o protocolo no Brasil não deverá mudar após a declaração de emergência da OMS e que o Ministério da Saúde já está com um planejamento de contingência. A informação foi divulgada em entrevista coletiva em Brasília.

    "Só quando tivermos um primeiro caso confirmado é que declararemos emergência de saúde pública no Brasil. Junto à OMS nós verificamos e analisamos as condutas, se temos que mudar ou adaptar de acordo com a OMS", disse Oliveira.

    O Brasil continua com 9 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV e em seis estados. De acordo com a pasta, houve 43 notificações ao todo, e nenhum caso provável ou confirmado. Os dados são referentes ao período de 18 a 30 de janeiro de 2020.

    Coronavírus no Brasil:

    9 casos suspeitos
    43 notificações
    0 caso provável e 0 confirmado
    6 descartados – chegaram a ser uma suspeita, mas a investigação descartou o vírus
    28 excluídos – não apresentaram os requisitos para serem enquadrados como suspeita
    Os casos suspeitos foram registrados em Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (2), São Paulo (3), Paraná (1) e Ceará (1).

    No balanço anterior, divulgado nesta quarta-feira (29), a pasta também havia citado nove casos suspeitos em seis estados. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, explicou que o fato de o número ter se mantido não significa que se trate dos mesmos registros informados na véspera.

     

    O coronavírus está apenas começando a ter um impacto na economia e na política do mundo

     coro122

    01/02/2020 - A Organização Mundial da Saúde tornou oficial: o coronavírus é a primeira “emergência global de saúde” da nossa nova era de grandes competições de energia. Isso afetará os mercados globais, mas também a geopolítica. Já está claro que o impacto do coronavírus, embora seja cedo demais para ser totalmente medido, será significativo nas cadeias de fornecimento, mercados e economias chineses e globais; na legitimidade e na confiança do Partido Comunista Chinês com seu próprio povo; e na política regional asiática e nas relações EUA-China, onde a confiança já era tão escassa.

    Portanto, ainda não é cedo para contemplar as possíveis conseqüências não intencionais do vírus, que se acredita terem se originado em um mercado úmido de animais selvagens de Wuhan, mas já resultaram em mais de 210 mortes e mais de 10.000 casos confirmados em 19 regiões da China e 20 países. em todo o mundo. Os casos agora incluem a primeira transmissão de pessoa para pessoa nos Estados Unidos e um raro aviso de nível quatro do Departamento de Estado de “não viaje” para qualquer lugar da China.

    Assim, mesmo em uma semana de notícias pesadas durante a qual o Reino Unido deixou a União Europeia, os Estados Unidos anunciaram um novo plano de paz no Oriente Médio e o Senado avançou em seu julgamento de impeachment do presidente Trump, nada disso supera o potencial do coronavírus para causar impacto global. O primeiro efeito, e talvez o mais fácil de todos medir, será o golpe para os mercados chinês e outros e economias, em um momento em que o mundo, em qualquer caso, desconfiava de um evento de "cisne negro" que poderia levá-lo à recessão. após o pior ano da economia mundial em uma década em 2019. Os mercados dos EUA convulsionaram na sexta-feira, caindo mais de 600 pontos.

    O impacto é ainda maior, pois coincide com o que já era uma economia chinesa em desaceleração. Chega em um momento em que as empresas americanas e de outros países já estavam mudando as linhas de fornecimento da China para outro lugar devido a novas tarifas e tensões comerciais. O vírus servirá como outro lembrete para as empresas diversificarem mais rapidamente suas cadeias de suprimentos. Após o acordo comercial da "primeira fase" com os Estados Unidos, o ataque ao coronavírus também prejudica o cheiro de otimismo comercial bilateral que havia impulsionado os mercados. Ele mudou rapidamente a narrativa e aumentou as chances de uma desaceleração do mercado global em 2020. Isso é particularmente verdadeiro entre os mercados emergentes e os investimentos em commodities, do petróleo ao cobre, ambos com dois dígitos.

    Caso a crise se estenda por mais um mês, e agora os especialistas considerem mais provável que não chegue ao verão, o custo pode ser um declínio de dois pontos percentuais no crescimento chinês para 4% ou menos este ano. Os números de crescimento do primeiro trimestre na China podem cair para 2% ano a ano - o que seria o mais baixo em décadas e abaixo dos 6% no último trimestre de 2019. O impacto na economia global será muito mais significativo do que durante a pandemia da SARS de 2003, que, segundo estimativas, provocou uma perda econômica global de US $ 40 bilhões e um impacto de 0,1% no PIB global. Isso ocorre porque a participação da China no PIB global quadruplicou desde então, de 4% para 16% - e um terço do crescimento global vem da China.

    Os mercados de turismo sofrerão um grande impacto, pois cerca de 163 milhões de turistas chineses em 2018 representaram quase um terço das vendas no varejo de viagens em todo o mundo. A Tailândia, por exemplo, já reduziu sua previsão para o PIB de 2020, com base em perdas de receita esperadas de até US $ 1,6 bilhão, a partir de 2 milhões de visitantes chineses a menos, caso as restrições de viagem continuem por mais três meses. Mais difícil de calcular será o impacto do vírus na legitimidade do presidente chinês Xi Jinping e no de seu Partido Comunista. O colunista do Wall Street Journal Daniel Henninger se referiu a um raro pedido público de desculpas do prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, como "um epitáfio" para a República Popular da China. "Como funcionário do governo local", disse o prefeito ao explicar sua lenta resposta, "depois que eu recebo esse tipo de informação, ainda tenho que esperar pela autorização antes de poder divulgá-la".

    Escreveu Andy Xie no South China Morning Post: "O fracasso de Wuhan mostra as fraquezas sistêmicas na estrutura de cima para baixo do modelo chinês, onde todos na hierarquia são responsáveis ​​perante alguém acima".

    “Embora a economia se recupere quando o vírus desaparecer”, escreve The Economist, “a reputação do partido comunista e até de Xi Jinping pode ser afetada de maneira mais duradoura. O partido alega que, armado com a ciência, é mais eficiente em governar do que nas democracias. A falha pesada em conter o vírus sugere o contrário. ”

    Isso leva a um dos impactos mais difíceis de calcular, e é a geopolítica do coronavírus. O que se sabe é que a confiança dos líderes chineses em sua própria ascensão e a competitividade de seu modelo econômico capitalista autoritário alternativo cresceram enormemente durante e após a crise financeira global de 2008 e 2009. O coronavírus poderia ter o impacto inverso? O vírus pode ou não ser exagerado como uma ameaça de pandemia, mas a legitimidade de Xi será testada em seu tratamento da emergência, dado o poder concentrado em suas próprias mãos. Por outro lado, sua autoridade poderia crescer se ele perceber lidar bem com a crise. Enquanto isso, o Laboratório de Pesquisa Forense Digital do Conselho Atlântico, nesta semana, avistou o que pode ser uma prévia de como o dedo global pode mudar com a desinformação, caso a crise se agrave.

    Várias narrativas se espalharam primeiro em sites nacionalistas russos extremos e na Internet chinesa, culpando os EUA pelo surto de coronavírus. Agora eles foram amplificados pelas principais publicações russas Pravda e Izvestiya. É uma reminiscência da Operação Infektion, quando a propaganda russa durante a Guerra Fria tentou fixar a propagação do vírus da Aids nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Washington Times citou um ex-oficial de inteligência militar israelense, que estudou a guerra biológica chinesa, dizendo que o coronavírus pode ter se originado em um laboratório avançado de pesquisa de vírus em Wuhan. Felizmente, as autoridades chinesas estão assumindo total responsabilidade até agora, embora sem serem definitivas sobre as origens do vírus, e as autoridades americanas até agora elogiaram os esforços. Dito isto, esta é uma história em seus primeiros estágios. Como se desenrola ajudará a moldar os contornos da nossa era.

     

     

    Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/
               https://pt.wikipedia.org/
               Exame
               https://edition.cnn.com/
               https://g1.globo.com/

               https://veja.abril.com.br/

               https://exame.abril.com.br/

                https://www.bbc.com/

                https://noticias.uol.com.br/

                https://saude.abril.com.br/

                https://www.cnbc.com

    Translate

    ptenfrdeitrues

     

     

     Ajude a manter o site no ar.

     

    Curta O Arquivo no FacebookCurta O ARQUIVO no Facebook

    O Arquivo

    Sobre  |  Fale Conosco