Ventosa Terapia

    ventosas4Utilizada desde o antigo Egito, ela é também mencionada nos escritos de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV A.C.O antigo instrumento utilizado para fazer ventosa era a cabaça. Pelos índios americanos era utilizada a parte superior do chifre dos búfalos para provocar o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo em seguida tamponado.Os antigos curandeiros conseguiam com seus poderosos músculos faciais e a agilidade, extrair com a boca, por sucção e logo cuspindo, o veneno das cobras, aliviando a dor e as câimbras no abdômen nos infectados. O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor, pois na falta de outros elementos da ciência, a ventosa terapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. 

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    Aprimorada pelos conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, essa arte curativa, que prima pelo equilíbrio da circulação sangüínea e energética, apresenta bons resultados quando aplicada no combate às dores musculares, reumáticas, cefaléia, distúrbios digestivos, hipertensão, cólicas menstruais, desintoxicação do organismo, entre outros problemas. Graças à sua eficácia, muitas pessoas têm se voltado para essa terapêutica milenar, que pode ser usada no tratamento e na prevenção de doenças. Os que sofrem com o desgaste causado pelo estresse também podem optar pelo estilo que combina ventosa com massagem. Além dos benefícios citados, essa técnica também promove uma gostosa sensação de bem-estar e vitalidade, já que faz a energia vital fluir livremente pelo corpo.

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    Tanto as exóticas sanguessugas quanto os rústicos instrumentos foram substituídos pelas ventosas (peças em forma de copinhos de vidro , ou argila, ou acrílico esterilizável). A ventosa tem a propriedade de limpar o sangue. Toxinas são acumuladas causadas pela sujeira da água dos alimentos, pois a estagnação do sangue coagulado, escuro, sujo, nos músculos das costas ou nas articulações é considerado pela medicina oriental como um dos elementos causadores de doenças, sendo necessário retira-lo para que a pessoa possa se restabelecer. O sangue bioquimicamente equilibrado torna o pH das células homogeneamente estável. Este processo é geralmente feito pelos rins e pulmões.A limpeza das toxinas no sangue pela respiração pulmonar é o método mais comum de se manter saudável, quando o corpo está em seu estado normal, mas quando o corpo está doente, o ritmo da respiração se torna diferente, enfraquecendo as trocas gasosas pela respiração.

    Aí então é utilizada a ventosa. A aplicação de ventosas na pele baseia-se, desde os tempos antigos na lei de trocas gasosas através da pele, eliminando os gases estagnados no corpo e promovendo a limpeza do sangue, pelo uso da pressão negativa produzida pelo vácuo.A aplicação da ventosa produz uma reação no corpo, uma marca na pele. Esta marca é analisada por seu aspecto, cor etc. Em alguns casos produzem até bolhas de água no local devendo então retirar esta água por perfuração destas bolhas com agulha esterilizada e dependendo do grau do aspecto da pele é necessário fazer sangria para liberar imediatamente a estagnação.

    Podemos destacar , para fins informativos, os tipos:
          
    VENTOSA SECA

    É o método que pode deixar marcas na área tratada, por ser feita com pressão relativamente forte. Entretanto, com cinco a oito dias , as marcas somem.A coloração resultante, orienta o terapeuta, aponta se a patologia é recente ou antiga.

    VENTOSA MOLHADA

    No copinho utilizado , coloca-se água. Quando a ventosa é colocada no cliente, essa água forma bolhas em reação ao dióxido e ao monóxido de carbono, que são liberados pelos poros da pele. Assim, o terapeuta pode observar a presença de toxinas no organismo do cliente.

    MASSAGEM COM VENTOSA

    Massagem geralmente realizada nas costas, coxas e regiões com grande extensão. São empregados óleos aromáticos, que auxiliam o deslizamento da ventosa sobre a pele. Excelente para estimular a circulação sangüínea e promover o relaxamento. Esse tratamento é muito utilizado para fins estéticos, e com a hiperemia facilita e melhora a qualidade da cicatrização por traumas cirúrgicos ou acidentes

    VENTOSA COM SANGRIA

    É muito aceito e usado pelos orientais, já que o povo ocidental tem uma visão diferente sobre o que é agressivo, e o que é curativo. Seu principal objetivo é fazer circular o sangue que ficou estagnado, e consequentemente alterando o pH local, forçando a substituição por outro mais limpo. Durante a sessão, é visível a liberação de toxinas . Apesar de seguro, esse tipo de procedimento exige muitos cuidados com a assepsia dos materiais para que não haja possíveis contaminações.

    BOO BOO

    Termo proveniente do Okinawa (Japão ) que significa ventosa. Nesse procedimento, o copo com pressão é aplicado e rapidamente retirado, produzindo uma sonorização que gerou o nome (boo).

    GUA-SHÁ

    Expressão chinesa que quer dizer raspar ou remover. Usa-se uma colher de porcelana, ou peça em pedra tamborilada,  para efetuar uma raspagem sob a pele até que ela apresente vermelhidão. Esse estímulo, que é seguido pela aplicação de ventosa, elimina do corpo as agressões ocasionadas pelo excesso de umidade e vento (termos empregados na Medicina Tradicional Chinesa). Utilizado para fins terapêuticos e estéticos

    O USO DAS SANGUESSUGAS

    O emprego das sanguessugas teve sua origem na Grécia antiga. A Sanguessuga (Hirudus medicinalis) é um verme aquático que foi usado durante séculos na medicina. A idéia corrente era que este verme extraía o sangue com “humores mórbidos” e, conseqüentemente, levava o paciente à cura. O nome deste verme é Hirudo (em latim) e há várias espécies na zoologia.

    Atualmente, estamos resgatando o uso das ventosas com a Sanguessuga, tanto na Europa já estão sendo usadas nos processos de re-implante de membros mutilados, como braços, pés, dedos, orelhas e até mesmo, o pênis. E, em alguns hospitais brasileiros também já se faz uso da mesma, em caráter de pesquisa para novas aplicações, e como terapia nas já consagradas
    .
    Existe também a particularidade dos pontos de acupuntura, dentro desta técnica A aplicação de ventosas no corpo, além de facilitar as trocas gasosas e regular o pH sanguíneo pode trazer um efeito reflexo quando aplicada em pontos de acupuntura. Isto, porque na estagnação da circulação sanguínea pode se formar um quadro álgico com acompanhamento de manifestações na pele e músculo, como dilatações capilares (telangiectasias), infiltrações subcutâneas, formação de cordões enrijecidos e nódulos, assim como alterações térmicas locais.

    Os seus efeitos são: remover a pele ressecada pela abertura dos poros e pelo suor. Mecanicamente, aumenta o fluxo de sangue e da linfa, reduzindo o edema. Mantém a flexibilidade dos músculos, retira as adesões e as fibrosites e mobiliza as secreções dos pulmões.

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    A transpiração no local de aplicação da ventosa se deve à pressão assimétrica negativa exercida sobre o corpo. A pressão negativa aplicada na pele influi não somente no reflexo de sudorese, mas também no reflexo do enrijecimento muscular e nas funções do sistema nervoso autônomo.

    Quando uma ventosa succiona uma zona cutânea- alterada em seu pH ou com fibroses- produz-se uma troca no lado oposto a essa zona. Essa troca é relativa conforme a dose de pressão negativa no local. Este fenômeno é produzido por estímulo do sistema nervoso vegetativo.

    Em principio o sistema parassimpático se volta predominantemente no lado oposto. Isto explica como é possível cortar a hemorragia nasal, aplicando ventosas em determinado ponto de acupuntura conhecido por VG16.

    Quando a pressão é aplicado em ambos os lados do corpo, em pontos de acupuntura, ao mesmo tempo, o sistema parassimpático predomina, isto explica a sensação de calma e sono durante a aplicação da ventosa.

    Outro efeito sobre a pele é o da influencia exercida sobre a permeabilidade capilar mediante o nervo; há a  formação de edema local que permite a passagem de proteínas e de outras moléculas até os capilares dos tecidos celulares. Isto aumenta a pressão osmótica do tecido intersticial e a água dos capilares se dirige ao tecido subcutâneo, produzindo o edema. E vários outros efeitos benéficos ao corpo humano


    Antigo Egito

     

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    A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egipto, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas. O antigo instrumento utilizado para fazer ventosas era a cabaça, conhecida naquela época como “curubitula” que em latim significa ventosa. Nas regiões primitivas do mundo, a ventosa tem registos históricos que datam de centenas a milhares de anos. Nas suas formas mais primitivas, era utilizada pelos índios americanos que cortavam a parte superior do chifre dos búfalos, com cerca de 10 cm de comprimento, provocando o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo de seguida tamponado. 

    O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor panaceico. Pois por falta de outros recursos médicos, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. Abordado por essas épocas como um instrumento curativo mágico, pelo contacto intimo com o interior do corpo através do sangue. Ela era respeitada também pela sua actuação no elemento energético gerado pela respiração. Teoria que se aproximava dos conceitos de Medicina Oriental.

    Paracelso também descreveu aplicações de ventosas no primeiro século d.c., advertindo que a aplicação de ventosas é benéfica tanto para doenças crónicas como para as agudas, incluindo ataques de febre, e mencionou outras advertências na utilização das ventosas.

    Na Europa, assim como na Ásia existiam vários métodos modificados de sangria e escarificação, na Europa a “veneseção” ou sangria das veias era uma prática popular, enquanto na Ásia o sangramento das dilatações capilares (telangiectasias) na periferia da pele junto com ventosas era o método mais utilizado.

    O uso das sanguessugas como terapêutica foi comum na idade média no ocidente. Em Portugal os “barbeiro-sangradores” eram geralmente, os técnicos encarregados de aplicar sanguessugas, por concessão de uma licença cedida pelo cirurgião-mor. Naquela época, em Lisboa, foram publicados vários livros sobre o assunto, e os salões de barbear eram o local de venda das sanguessugas.

    O uso de ventosas no Oriente foi desenvolvido com base na acupunctura, a aplicação de ventosas foi originalmente, conhecida como Método Chifre. Os chifres dos animais eram aquecidos, criando-se um vácuo quando eram colocados sobre a pele. O propósito era tratar doenças e retirar o pus. No fim do período Neolítico, o desenvolvimento da agropecuária facilitou o desenvolvimento do Método Chifre (ventosa).

    O que distingue estas habilidades primitivas dos chineses, das outras áreas do mundo, é a extensão do seu subsequente desenvolvimento, dentro da estrutura da tradicional fisiologia e patologia. O Método Chifre foi posteriormente substituído por outros métodos de sucção posteriormente desenvolvidos, em que se obtinha o efeito de ventosa utilizando-se cúpulas de bambu, metal e posteriormente vidro. A sucção é obtida actualmente, colocando-se uma substância cadente na ventosa antes de coloca-la sobre a pele, aquecendo-a com água quente, ou com o bombeamento do ar para fora desta uma vez posicionada na pele.

    A ventosa segundo a MTC tem a propriedade de limpar o sangue das toxinas acumuladas no organismo produzida pelos alimentos e outras fontes poluentes. A estagnação do sangue estagnado, escuro e sujo, nos músculos das costas ou das articulações é considerado pelas Medicinas Orientais como um dos elementos causadores de doenças. A ventosa é usada para o alívio de dores musculares, melhorar o sistema circulatório e até mesmo, para redução de celulite e gordura localizada, lombalgias, dor abdominal, hipertensão arterial e muitas outras patologias.

    As ventosas podem ser utilizadas em associação com outras terapias reforçando a efectividade destas. Várias ventosas podem ser utilizadas para tratar desordens sobre uma área mais ampla, por exemplo, ao longo de um estiramento muscular ou dispostas em fileiras horizontais e verticais sobre um órgão doente tendo-se o cuidado de não se deixar as ventosas muito próximas umas das outras.

    Pode-se utilizar a ventosa para produzir o “efeito massagem” que consiste em mover as ventosas sobre superfícies grandes e lisas do corpo, tais como as costas e as coxas, nestes casos são utilizadas ventosas de boca média a grande, e em primeiro lugar deve-se lubrificar a zona do corpo que se vai massajar. Esta massagem tem o efeito de remover a pele ressacada pela abertura dos poros e pela transpiração. Mecanicamente, aumenta o fluxo da linfa, reduzindo o edema, mantém a flexibilidade dos músculos, retira as adesões e as fibroses e mobiliza o funcionamento dos órgãos, descongestiona os bloqueios de energia, activa a circulação e o funcionamento geral do corpo.

    A aplicação de ventosas é contra-indicada para casos de febre-alta, convulsões ou cólicas, alergias na pele ou inflamações ulceradas, áreas onde o músculo é fino ou a pele não é plana por causa dos ângulos e depressões ósseas, no abdómen e região lombar em gestantes. Algumas outras considerações a ter no uso das ventosas é que estas devem ser deixadas no local somente até haver congestão local (geralmente 5 a 15 minutos). Se forem mantidas por muito tempo pode-se formar uma bolha, se esta for grande deve ser furada para drenar o líquido, e seguidamente deve ser coberta para evitar infecção.

    A aplicação das ventosas deixa frequentemente uma marca púrpura na pele aonde esta foi sugada, isto é normal e vai desaparecer sem tratamento especial. Se a marca for muito profunda, as ventosas não devem ser colocadas de novo nesse local enquanto subsistir a marca.


    Utilizada em quase todas as civilizações


    A Ventosaterapia é um tipo de terapia adoptado em diversas correntes da medicina tradicional que emprega ventosas. Esta forma de terapia é utilizada desde tempos remotos em quase todas as civilizações, como a europeia, oriental, africana e indígena. Os índios usavam chifres e faziam a vácuo ao sugar o ar, os orientais costumavam empregar o bambu, e a Europa desenvolveu a ventosa como conhecemos hoje, empregando o vidro.

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    Esta terapia consiste na aplicação de recipientes ocos que provocam a sucção negativa do tecido. A sua principal indicação é a de activar a função dos pontos de acupunctura.

    1. Como resposta à sucção promove a presença na zona afectada de células defensivas.

    4. Aumenta a circulação sanguínea.

    5. Elimina estancamentos.

    6. Activa a secreção de fluidos sinoviais pelo que relaxa as articulações

    7. Elimina aderências.

    8. Extrai a toxicidade do tecido.

     

    Utilizações

     

    1.Ventosa Fixa

    Ventosa simples: podem ser utilizados vários tipos de ventosas. O seu tamanho é proporcional à parte a ser tratada e a natureza da doença

    Ventosa de sucção: o ar é retirado do interior da ventosa através de uma “bomba” de sucção.

    Indicações: Dores por Humidade-Plenitude-Calor, dores articulares com derramamentos; Lombalgias e costas doloridas (Humidade); Cefaleias; Gastralgias crónicas; Dores abdominais por golpe de frio ou por ingestão; Dores abdominais nas crianças; Diarreia; Gripes; Constipações; Tosse; Asma; Peito e flancos dolorosos; Dismenorreia; Hipertensão Arterial
    Precauções: O tempo de aplicação da ventosa é variável, deve-se retirar a ventosa quando a pele ficar violácea, sensivelmente de 3 a 10 min. Ter especial atenção à pressão no interior da ventosa e na sua remoção para não provocar lesões na pele do paciente.

    2 - Ventosa Móvel

    As principais particularidades deste tipo de ventosa, são a mobilidade, uma área maior de acção. Para garantir a mobilidade da ventosa deve ser aplicado óleo ou creme de massagem, sobre a pele do paciente, de modo que a ventosa deslize facilmente, sem provocar lesões.

    Deve-se levantar ligeiramente a ventosa, sem esta deixar de estar em contacto com o paciente, e mover lentamente a ventosa em movimentos lineares ao longo da área a tratar. O papel do pulso é fundamental neste movimento, para que este seja fluido e contínuo.

     


    Fonte: http://www.siqueiraerodrigues.com/page66.php
              http://www.medicinachinesapt.com/ventosaterapia.html

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