Bisfenol A - Parte 2

    bisfenol 4 mamadeirasPlásticos que embalam comida: FDA começa a admitir riscos - 22/01/2010 - O FDA, órgão do governo estadunidense responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos, mudou de posição ao expressar preocupação sobre os possíveis riscos para a saúde associados ao bisfenol-A (cuja sigla em inglês é BPA), um componente de plásticos amplamente usado em garrafas e embalagem de alimentos. Em 2008 o FDA havia declarado que o BPA era seguro. Na última semana o FDA declarou que tinha “alguma preocupação sobre os potenciais efeitos do BPA sobre o cérebro, comportamento e próstata de fetos, bebês e crianças”, e que se juntaria a outras agências federais de saúde para estudar o componente químico em animais e humanos.

    A mudança de postura do FDA é vista como um exemplo de que a saúde pública está sendo tratada de maneira mais séria sob a administração Obama.

    O BPA é usado desde a década de 1960 para fazer garrafas plásticas, mamadeiras e copos de treinamento para crianças pequenas e revestimento de latas para acondicionamento de alimentos e bebidas, incluindo as latas usadas para embalar fórmulas infantis. Recentemente, após o BPA ter se tornado conhecido especialmente entre pais, os principais fabricantes de mamadeiras e copos infantis deixaram de usar o químico nestes utensílios [nos EUA]. O Canadá já proibiu o uso de BPA em produtos infantis. Chicago e Suffolk County, em Nova Iorque, fizeram o mesmo. O plástico contendo BPA é geralmente marcado com o número 7 no símbolo da reciclagem.

    O BPA pode lixiviar do plástico para os alimentos. Um estudo envolvendo mais de 2 mil pessoas descobriu que mais de 90% apresentavam BPA na urina. Traços do produto químico também foram encontrados em leite materno e no sangue de mulheres grávidas e de cordões umbilicais.

    O governo estadunidense irá gastar US$ 30 milhões em pesquisa sobre os efeitos do BPA em humanos e animais. As pesquisas deverão levar entre 18 e 24 meses.

     

    Bisfenol A: empresas começam a retirar produto das mamadeiras na Inglaterra

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    09/04/2010 - Diversas marcas ainda vendem mamadeiras feitas com bisfenol A (BPA), uma espécie de resina nociva à saúde encontrada na maioria dos plásticos. Para muitos cientistas, a substância pode estar por trás do aumento de algumas doenças, entre elas câncer de mama, distúrbios cardíacos, obesidade e hiperatividade. Na Inglaterra, empresas de mamadeira estão silenciosamente retirando o bisfenol A de seus produtos, como mostra a reportagem publicada pelo jornal  “The Independent“.

    A venda de plásticos contendo este tipo de fenol é proibida no Canadá e em alguns estados americanos. O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador norte-americano, fez um alerta e pediu que os pais reduzissem a exposição de seus filhos a embalagens plásticas, mamadeiras, chupetas, copinhos e até brinquedos contendo a substância. Um estudo feito pela Universidade de Cleveland indica que 90% dos adultos têm traço de bisfenol A no organismo.

    O BPA é usado em plásticos para dar sua forma e é utilizado na fabricação da maioria dos produtos que contém o material. Isto inclui computadores, celulares, copos, potes, estantes, brinquedos e peças de carro, entre outros. Somente na Inglaterra, a substância está presente em quase todos os produtos infantis.

    A Breast Cancer UK iniciou uma campanha na Inglaterra exigindo a retirada do bisfenol A de todos os produtos infantis. Segundo Clare Dimmer, diretora da instituição, “o cinismo das grandes empresas é impressionante. Apesar dos inúmeros problemas de saúde listados por pesquisadores e do alerta do FDA, os fabricantes continuam afirmando que é perfeitamente seguro usar a substância”.

    De acordo com cientistas independentes, o BPA pode ser um dos motivos pelo aumento de diversas doenças como o diabetes, problemas de fertilidade e a má formação fetal. Uma das maiores preocupações é com o bisfenol A em grávidas e em crianças. A substância pertence a uma classe de químicos que podem atrapalhar as funções endócrinas e alterar o funcionamento do hormônio feminino estrogênio.

    Enquanto o fenol ainda não é proibido, a pesquisadora Vyvyan Howard, da Ulster University, sugere que os pais usem mamadeiras, potes e copinhos de vidro para alimentar seus filhos. As grávidas também devem limitar a exposição ao BPA.

    Nos Estados Unidos, as seis maiores empresas de mamadeiras pararam de usar o bisfenol A em sua produção, após o alerta do FDA e da pressão de ONGs e grupos científicos. Entre as mamadeiras importadas, a Phillips Avent fabrica uma versão com polipropileno e sem BPA. A marca Born Free afirma que sempre produziu mamadeiras sem bisfenol A. A Mothercare pretende lançar uma linha de mamadeiras sem a substância até o fim de 2010. A Nuk vai parar de produzir produtos para crianças com este fenol até o fim do ano e a linha Tommee Tippee produz mamadeiras sem BPA desde o início do ano. No Brasil, a substância é liberada, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite que as empresas utilizem até 0,6 mg por quilo do produto.

    N.E.: O bisfenol A deveria ser retirado de todos os plásticos usados para acondicionar alimentos — infantis ou adultos! Curiosamente, nem os países mais adiantados no assunto exigiram esta medida — o Canadá, único país que já proibiu o BPA, só proibiu sua presença em artigos infantis.

    No dia a dia, os tupper-wares plásticos normalmente usados para guardar comida na geladeira podem se substituídos por potes de ágata ou vidro. É importante observar ainda que a contaminação dos alimentos pelo BPA é incrivelmente aumentada quando há exposição ao calor: aquecer alimentos no microondas em potes plásticos, ou mesmo guardá-los nos plásticos quando ainda quentes é hábito que deve ser totalmente evitado.

    A presença de BPA no plástico é outro bom motivo para se abandonar o consumo de água mineral engarrafada, substituindo-a por água filtrada.

    Os pratos infantis de plástico (que também recebem o alimento quente) podem ser substituídos por pratos convencionais de louça ou cerâmica. Sim, quebram e não são ilustrados com personagens infantis, mas ao menos são inertes! Além disso, crianças não costumam mesmo comer sozinhas.

    Há lojas infantis, como a Chicco, que vendem mamadeiras de vidro. São a melhor opção para bebês — que também não se alimentam sozinhos. Já para crianças um pouco maiores, que gostam de “se virar” sozinhas, os copos de plástico são realmente muito convenientes. Nestes casos, a melhor opção ainda são os copos importados ou trazidos do Canadá, EUA ou Europa com o selo “BPA-Free”.

    Outro cuidado que se pode adotar é evitar os alimentos enlatados cujas latas vêm revestidas com um plástico branco: esses são contaminadíssimos, pois são submetidos a altas temperaturas após enlatados.

     
    Bisfenol A é apontada como vilã pelos médicos e mobiliza mães


    26/07/2010 - Blogueiras fazem campanha contra substância encontrada em mamadeiras e relacionada a câncer e problemas cardíacos.


    Por Laís Cattassini - "Qual a mãe que iria optar por um produto que pudesse ameaçar a saúde de seus filhos?", questiona a administradora de empresas Vivian Azanha, de 30 anos. Mãe de Gabriel, de 2 anos, Vivian é uma das mães blogueiras que aderiu a uma campanha contra o Bisfenol A, uma substância tóxica presente no policarbonato, plástico usado em mamadeiras.

    Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP), o Bisfenol age como um hormônio sintético e sua ingestão pode provocar câncer, diabete, obesidade, infertilidade e outras doenças. São os bebês os mais vulneráveis aos efeitos do produto. Para conscientizar as mães e a população sobre as ameaças desse tipo de plástico, a SBEM também planeja uma campanha para o assunto.

    "Pretendemos esclarecer a população. Não é para abolir o plástico como um todo, mas educar para que as pessoas entendam como aquele recipiente pode liberar o bisfenol", explica a endocrinologista da SBEM e conselheira do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Ieda Therezinha Verreschi.

    O bisfenol já é proibido em três países: Canadá, Costa Rica e Dinamarca. Nos Estados Unidos, pelo menos quatro estados também já proibiram a fabricação de mamadeiras com o policarbonato. A discussão internacional chamou a atenção da tradutora Fabiana Dupont, 38. Com uma amiga, ela começou a divulgar na internet um selo para alertar mães. "Já são cerca de 50 blogs com o selinho contra o Bisfenol. Nosso objetivo é movimentar as pessoas e chamar a atenção das autoridades".

    A jornalista Tanise Dutra, de 33 anos, reconheceu a importância da campanha e acrescentou o selo a seu blog. "Foi a primeira vez em que ouvi falar do assunto. Fui procurar saber se os produtos que eu usava tinham bisfenol. Fiquei aliviada em saber que não. Mas muitas mães compram mamadeiras mais simples e não têm outra opção", diz a mãe de Sofia, de 1 ano e meio.

    A campanha também chamou a atenção de Vivian. "Mudamos alguns hábitos após descobertos os riscos. Não utilizamos embalagens plásticas para aquecer alimentos em microondas e também passamos a evitar o uso de copos e outros utensílios fabricados com esse material".

    A iniciativa de mães foi também o que motivou o vereador Aladim Luciano, do Partido Verde de Curitiba, a criar um projeto de lei para proibir o bisfenol. O texto prevê que os objetos fabricados com a substância deverão ser retirados do mercado. O projeto foi enviado à Secretaria Municipal de Saúde e deverá ser discutido posteriormente na Câmara dos vereadores do município.

    Para a SBEM, o bisfenol é arriscado mesmo em poucas quantidades. "Por ser um hormônio sintético, a metabolização é mais difícil. Ainda mais se for absorvida em algum período decisivo para o desenvolvimento, como a infância ou a adolescência", afirma Ieda.

    PARTE 3

     

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