Estrela gigante vermelha Betelgeuse

    betelgeuse_pelo_telescopio_hobbleAlpha Orionis (a Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável sendo a 10ª ou 12ª estrela mais brilhante no firmamento. É também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. Apesar de ter a designação a ("alpha") na Classificação de Bayer, ela não é mais brilhante que Rigel (ß Orionis). Betelgeuse é na verdade mais brilhante do que Rigel no comprimento de onda infravermelho, mas não nos comprimentos de onda visíveis. Betelgeuse é uma estrela gigante vermelha, e uma das maiores estrelas conhecidas, sendo de grande interesse para a astronomia.

    O diâmetro angular de Betelgeuse foi medido pela primeira vez em 1920-1921 por Michelson e Pease, sendo uma das cinco primeiras a serem medidas usando um interferómetro no telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson. O seu diâmetro varia entre 500 e 900 vezes o do Sol. No diâmetro máximo, a estrela seria maior que a órbita de Saturno se colocada no lugar do Sol. Apesar de ser apenas 14 vezes mais massiva que o Sol, é cerca de algumas dezenas de milhões de vezes maior em volume, como uma bola de futebol comparada a um grande estádio de futebol. A sua proximidade à Terra e o seu enorme tamanho fazem dela a estrela com o terceiro maior diâmetro angular vista da Terra, menor apenas que o Sol e R Doradus. É uma das 12 estrelas em que os telescópios atuais podem visualizar o seu disco real.

     

    Supernova

     

    Os astrónomos prevêem que Betelgeuse pode passar por uma explosão supernova tipo II. No entanto, as opiniões estão divididas quanto ao momento em que isto deve ocorrer. Alguns sugerem que a variabilidade actual como um sinal de que já está na fase de queima de carbono do seu ciclo de vida, e deve sofrer uma explosão supernova aproximadamente nos próximos mil anos. Cépticos discordam com esse ponto de vista e afirmam que a estrela deve sobreviver muito mais tempo.

    Há consenso de que tal supernova seria um evento astronómico espectacular, mas não seria uma ameaça para a vida na Terra, dada a enorme distância a que se encontra. Mas a estrela vai tornar-se pelo menos 10000 vezes mais brilhante, o que significa um brilho equivalente ao de uma Lua crescente. Entretanto alguns crêem que ela pode chegar ao brilho de uma Lua cheia (mv = -12.5). Esse fenómeno deve durar por alguns meses, parecendo uma pequena Lua cheia com a cor de uma lâmpada incandescente à noite e facilmente visível durante o dia. Após esse período a estrela vai apagar-se gradualmente até que após alguns meses ou anos desapareça complectamente e Orion perca o ombro esquerdo(ombro direito).

     


    Cauda maior que o nosso sistema solar

     


    A estrela gigante Betelgeuse, uma supergigante vermelha também chamada de Alfa Órion, localizada na constelação de Órion, tem uma cauda de gás do tamanho do nosso Sistema Solar, indicaram fotos de uma precisão sem precedente publicadas nesta quarta-feira pelo Observatório de Paris.

    A Betelgeuse é uma estrela mil vezes maior que o Sol. Isto significa que se estivesse no centro de nosso Sistema Solar, se estenderia até Júpiter, passando por Mercúrio, Vênus e a Terra.

    Ela é cem vezes mais brilhante que o Sol, mas tem apenas alguns milhões de anos, em contraste com os 4,5 bilhões de anos do Sol, e apesar de sua juventude, tem pouco tempo de vida. Dentro de poucos milhares de ano, ela se tornará uma supernova e então será facilmente visível da Terra.

    Os astrônomos do Laboratório de Estudos Espaciais e de Instrumentação na Astrofísica (Lesia) do Observatório de Paris obtiveram as imagens mais detalhadas de Betelgeuse graças ao sistema óptico adaptável do telescópio VLT da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica (ESO) no Chile. "A óptica adaptativa corrige a maior parte das perturbações ligadas à atmosfera", indicou o Observatório de Paris em um comunicado.

    Para destacar a cauda de gás, assim como uma gigantesca bolha que verve na superfície da estrela, os astrofísicos utilizaram uma técnica chamada de "imagem seletiva". "Ela consiste em selecionar as melhores imagens entre milhares de poses muito rápidas que fixam as perturbações atmosféricas residuais, para depois combiná-las em uma imagem muito mais fina do que a resultante de uma só pose grande", destacou o Observatório.

     

     

    estrelagigante

     

     


    Estrela gigante Betelgeuse está encolhendo misteriosamente

     


    2009 - A supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, é uma das estrelas mais brilhantes no céu sobre a Terra e tem um diâmetro estimado em mais de 900 vezes o do Sol. É tão imponente que se estivesse no centro do Sistema Solar se estenderia além da órbita de Júpiter. Sua luminosidade é 15.000 vezes superior à do Sol.

     

    Nada é para sempre

     

    Pelo menos era assim. Era, porque de acordo com um novo estudo feito na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, Betelgeuse está encolhendo. E muito rapidamente, tendo perdido 15% do tamanho nos últimos 15 anos. A conclusão veio após um longo monitoramento feito com ajuda de um interferômetro de infravermelho instalado no topo do monte Wilson, na Califórnia, e foi apresentada nesta terça-feira (9/6) em Pasadena, durante reunião da Sociedade Astronômica Americana.

    Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, como o raio da supergigante vermelha é de cinco unidades astronômicas, ou cinco vezes o raio da órbita da Terra, o encolhimento no raio da estrela equivale à distância da órbita de Vênus. Betelgeuse está a aproximadamente 600 anos-luz da Terra.

     

    Mudança perturbadora

     

    "Ver essa mudança é algo perturbador. Estaremos vigiando a estrela cuidadosamente nos próximos anos para verificar se ela continuará a contrair ou se aumentará de tamanho novamente", disse Charles Townes, um dos autores da pesquisa, cujos resultados foram publicados no The Astrophysical Journal Letters. Professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Berkeley, Townes ganhou o prêmio Nobel de Física em 1964, pela contribuição no desenvolvimento do laser e do maser (laser em micro-ondas).

     

    Mistérios do universo

     

    Apesar da diminuição em tamanho, os pesquisadores apontam que a luz visível, ou magnitude, que é monitorada regularmente, não apresentou queda significativa no mesmo período. Apesar de Townes e seu orientando, Ken Tatebe, terem observado há alguns anos um ponto brilhante e inusitado na superfície de Betelgeuse, a estrela continua sendo vista como uma esfera simétrica.

    "Não sabemos por que a estrela está encolhendo. Considerando tudo o que sabemos sobre galáxias e o Universo distante, há ainda muitas coisas sobre as estrelas que simplesmente não conhecemos. Uma delas é o que acontece quando as gigantes vermelhas se aproximam do fim de suas vidas", disse Edward Wishnow, outro autor do estudo.

     

    Mais brilhante do que a Lua

     

    Alguns cientistas estimam que Betelgeuse poderá explodir e se tornar uma supernova em alguns milhares de anos. A explosão seria um espetáculo de dimensões tão grandes que a luz resultante seria mais brilhante do que a da Lua no céu noturno sobre a Terra. Townes, que faz 94 anos em julho, disse pretender continuar monitorando Betelgeuse na esperança de encontrar um padrão para o encolhimento  - ou a mudança de tamanho da estrela - e ajudar a melhorar as capacidades do interferômetro pela adição de um espectrômetro. "Onde quer que olhemos com mais precisão, encontraremos algumas surpresas e desvendaremos segredos fundamentais", disse.

     

    O Fim

     

    Os cientistas descobriram que a Betelgeuse tem uma espécie de cauda, uma gigantesca emanação de gases tão grande quanto o nosso Sistema Solar inteiro, além de uma espécie de bolha fervente em sua superfície. Essas podem ser as razões por trás da enorme perda de massa da estrela. Apesar de sua magnitude, Betelgeuse está se aproximando rapidamente do fim da sua vida. Emitindo luz equivalente a 100.000 Sóis, ela perde massa rapidamente e logo deverá explodir como uma supernova. Quando isto acontecer, a supernova poderá ser vista da Terra mesmo à luz do dia.

     

    Convecção

     

    Os astrônomos ainda não sabiam explicar como uma estrela consegue perder uma quantidade tão grande de massa em tão pouco tempo - em apenas 10.000 anos. Agora, com as imagens feitas a partir do Telescópio VLT (Very Large Telescope), eles parecem ter encontrado a resposta.

    As imagens, que se aproximam da qualidade teórica máxima do telescópio, graças às técnicas de correção utilizadas, mostram que a ejeção de massa da estrela é assimétrica, e não distribuída igualmente em todas as direções. Isso poderia se dever a duas razões: a massa poderia ser ejetada a partir dos pólos, devido à rotação da estrela, ou de outra parte da estrela por gigantescos movimentos de gases conhecidos como convecção.

    As novas imagens mostraram que a segunda opção é a explicação correta. Esta é a primeira vez que o movimento de gases é observado diretamente em outra estrela que não o Sol. Os gases estão se movendo para cima e para baixo, formando bolhas tão grandes quanto a própria estrela. Os astrônomos propõem que é esse movimento maciço que está arremessando a massa da estrela para o espaço.


    Revelando a Verdadeira Face da Estrela Betelgeuse

     

    Usando o estado da arte das técnicas de imageamento, astrônomos conseguiram revelar uma grande pluma de gás e bolhas gigantes “fervendo” na superfície da estrela supergigante da constelação de Orion, Betelgeuse. A nova observação, a primeira desse tipo, irá fornecer pistas importantes para ajudar a explicar como esse tipo de material sofre um derramamento nessa ordem de grandeza.

    A estrela Betelgeuse localiza-se no “ombro” da constelação conhecida como Orion, o Caçador. Ela é 1000 vezes maior que o Sol, é uma das maiores estrelas conhecidas e também uma das mais luminosas, emitindo mais luz do que 100000 Sóis juntos. Porém toda essa força tem um custo, a estrela encontrará seu destino final com uma espetacular explosão de supernova em poucos milhões de anos.

    Estrelas gigantes como Betelgeuse, perdem uma massa equivalente ao planeta Terra todo ano, mas o mecanismo de como isso ocorre é pouco entendido. “Nós sabemos relativamente bem como a massa das estrelas supergigantes é perdida e como ela termina no meio interestelar como uma nebulosa planetária”, diz Pierrre Kervella do Observatório de Paris. “Contudo, o mecanismo dessa perda de massa é atualmente pouco entendido, ou seja, é necessário entender como o material escapa do campo gravitacional da estrela”.

    Duas equipes de astrônomos usando o Very Large Telescope do ESO deram passos importantes para encontrar essa resposta. A primeira equipe usou o conjunto de instrumentos ópticos denominados de NACO, combinado com uma técnica de imageamento denominada “Lucky Image”, para obter a imagem mais clara da estrela até hoje. Essa técnica de imageamento combina somente as exposições mais claras para formar a imagem final que é muito mais nítida do que as imagens feitas com uma única exposição. A imagem resultante tem uma resolução de 37 mili-arcos de segundos, que pode ser traduzida como a capacidade de observar claramente uma bola de tênis na estação espacial internacional a partir da Terra.

    “Graças a essas espetaculares imagens, foi possível detectar uma grande pluma de gás se estendendo no espaço a partir da superfície da estrela Betelgeuse”, disse o chefe da equipe, Kervella. A pluma estende a uma distância no mínimo igual a 6 vezes o diâmetro da estrela, correspondendo a distância entre Sol e Netuno. As imagens mostram uma camada externa que não se propaga igualmente em todas as direções. Kervella sugere dois mecanismos para a assimetria, associados com movimentos de gás em grande escala ou devido a rotação da estrela.

    “Nós pensamos que a convecção na superfície, ou a rotação da estrela, podem criar momento suficiente para ejetar o gás para o espaço”, diz ele. “O exato mecanismo é, contudo desconhecido até o momento. A convecção é causada pelo movimento vertical de material na estrela. Quando ele atinge a superfície, ele ainda tem velocidade vertical significante que pode causar seu escape da estrela.”

    Kervella também sugere que apesar da baixa velocidade de rotação da estrela – ela tem um período de 17 dias – ela pode ter um ponto quente no seu pólo que poderia criar uma pressão adicional no gás forçando-o para o espaço. “Nossas observações indicam que primeiro é preciso estabelecer o elo entre a superfície da estrela e seu envelope”, disse ele. “Esse é um passo claro para a boa compreensão do mecanismo de perda de massa para estrelas em desenvolvimento”.

    Para estudar a estrela Betelgeuse em maior detalhe, Keiichi Ohnaka do Instituto Max Plank para Rádio Astronomia na Alemanha e seus colegas, usaram o instrumento denominado AMBER acoplado ao Interferômetro do Very Large Telescope no ESO, para obter imagens  equivalentes àquelas feitas com um telescópio de 48 metros. Esse estudo forneceu detalhes melhores do que as imagens feitas com a ferramenta NACO, pois sua resolução é equivalente a observar detalhes numa pedra de mármore na estação espacial internacional a partir da Terra.

    “Nossas observações feitas com a ferramenta AMBER são as mais nítidas observações já realizadas de Betelgeuse”, disse Ohnaka. “Foi possível também identificar como o gás está se movendo nas diferentes partes da superfície da estrela. É a primeira vez que isso é feito em uma estrela que não seja o Sol”. As observações realizadas pela equipe de Ohnaka mostram que o gás na atmosfera de Betelgeuse é rebatido de forma vigorosa para cima e para baixo em bolhas que são tão grandes quanto à própria estrela, e que poderiam ser essas bolhas as responsáveis pela ejeção da pluma no espaço.

    Kervella revelou para a revista Astronomy Now, que o comportamento identificado em Betelgeuse pode ser comum em estrelas supergigantes vermelhas. “Muitas outras estrelas tem as mesmas propriedades extremas, então é razoável esperar o mesmo comportamento”, disse ele. “Betelgeuse tem a vantagem de ser a estrela desse tipo mais próxima da Terra, por isso mais fácil de ser estudada”.

    Devido a sua proximidade com a Terra, quando a estrela se tornar uma supernova, seu brilho será tão intenso que será possível observá-la a olho nu inclusive durante o dia.


    Fonte: AFP
           http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/
           http://pt.wikipedia.org/wiki/Betelgeuse
           Astronomy Now

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