Disruptores endócrinos - Parte 1

    endor topoDisruptores endócrinos são substâncias exógenas que agem como hormonas no sistema endócrino e causam alterações na função fisiológica das hormonas endónenas. Estudos têm ligado os disruptores endócrinos a efeitos biológicos adversos em animais, dando origem a preocupações de que a exposição a níveis baixos possam causar efeitos similares em humanos. Desde a publicação do livro de Rachel Carson,

    Silent Spring, têm havido preocupações sobre os potenciais efeitos profundos e deletérios de agentes químicos nas populações da vida selvagem e que a saúde humana está muito ligada à saúdo do meio ambiente. Apesar de pesquisadores terem estudado os efeitos endócrinos de químicos, no passado, o termo disruptor endócrino foi cunhado em 1991, numa conferência no Wingspread Conference Center em Racine, Wisconsin. Esta conferência foi dirigida por Theo Colborn, então ligada ao World Wildlife Fund e à W. Alton Jones Foundation. O termo foi introduzido na literatura científica com o seu artigo de 1993. Neste artigo, afirmava que os químicos no ambiente afectam o desenvolvimento do sistema endócrino e que esses efeitos de exposição durante o desenvolvimento são permanentes.

    Os disruptores endócrinos são compostos por uma grande variedade de classes químicas, incluindo hormonas, constituintes vegetais, pesticidas, compostos usados na indústria do plástico e em produtos de consumo e em outros subprodutos e poluentes industriais. Alguns estão altamente dispersos no ambiente. Alguns são poluentes orgânicos persistentes (POP) e podem ser transportados a longas distâncias, através de fronteiras nacionais e têm sido encontrados em virtualmente todas as regiões do planeta. Outros são rapidamente degradados no ambiente ou corpo humano ou podem estar presentes por apenas pequenos períodos de tempo. Os efeitos na saúde provocados por disruptores endócrinos incluem uma variedade de problemas reprodutivos, incluindo fertilidade reduzida, anormalidades no trato reprodutivo masculino e feminino, alterações na razão machos/fêmeas, perda de fetos, problemas de menstruação, mudanças nos níveis hormonais, puberdade iniciando mais cedo, problemas comportamentais e cerebrais, funções imunitárias afectadas e vários tipos de cancro.

    Um exemplo das consequências da exposição de animais em processo de desenvolvimento, incluindo humanos, a agentes hormonalmente activos, é o caso do dietilstilbestrol, um estrogénio não-esteróide e não um não poluente ambiental. Anteriormente a ser banido, no início da década de 1970, médicos prescreveram este composto a até 5 milhões de mulheres grávidas, para impedir o aborto espontâneo, um uso off-label desde medicamento antes de 1947. Foi descoberto que, depois das crianças terem passado a puberdade, o composto afectou o desenvolvimento do sistema reprodutivo e causou cancro vaginal. A relevância deste caso no que diz respeito aos riscos de exposição a disruptores endócrinos é questionável, devido ao facto de as doses envolvidas serem muito mais elevadas nestes indivíduos do que aquelas relacionadas com exposições ambientais.


    Interferindo no Sistema Endócrino

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    Os disruptores endócrinos, também conhecidos como desreguladores endócrinos e interferentes endócrinos, consistem em substâncias químicas capazes de interferir no sistema endócrino do organismo, causando efeitos adversos no desenvolvimento, reprodução, sistema neurológico e imunitário dos seres vivos (humanos e animais). Existe uma gama de substâncias capazes de alterar o sistema endócrino de um organismo. Dentre elas são encontradas substâncias de diferentes classes químicas, como hormônios, constituintes vegetais, pesticidas (como, por exemplo, DDT), compostos utilizados na indústria do plástico (como, por exemplo, alquilfenóis, bisfenol-A e ftalato) e de produtos de consumo e outros subprodutos e poluentes industriais.

    Algumas dessas substâncias se dispersam facilmente no ambiente, já outras persistem (poluentes orgânicos persistentes - POP), acumulando-se no solo e sedimento de rios, sendo transportadas a longas distâncias. Ao passo que se acumulam ao longo da cadeia trófica, simbolizam um sério risco à saúde dos seres que estão no topo da cadeia alimentar, mais especificamente, os humanos. Os disruptores endócrinos atuam no organismo substituindo os hormônios, bloqueando a sua ação natural, ou ainda, elevando ou reduzindo a quantidade original de hormônios, alterando o funcionamento do sistema endócrino. Dentre a grande variedade de alterações que os disruptores endócrinos são capazes de causar ao organismo humano, estão:

    Redução da qualidade espermática
    Atrofia testicular;
    Criptorquidia;
    Impotência;
    Redução da função do sistema imunológico e aumento de doenças infecciosas;
    Endometriose;
    Diminuição do QI de filhos nascidos de mães contaminadas;
    Alterações do ciclo menstrual;
    Puberdade precoce;
    Problemas comportamentais e neurológicos;
    Diferentes tipos de neoplasias;
    Hipotireoidismo;
    Aborto;
    Natimortos;
    Prematuridade;
    Hipospádia;
    Alterações das glândulas sebáceas.


    Disruptores endócrinos alteram sistema hormonal e podem provocar distúrbios mesmo em pouca quantidade


    Apesar de ainda pouco conhecidos, disruptores endócrinos começam a ganhar relevância na discussão científica. Danos podem ser graves. Você já ouviu falar em disruptores endócrinos? O nome parece ser difícil, mas todos nós estamos em contato com eles. Essas substâncias nocivas, ainda pouco estudadas, vêm ganhando cada vez mais destaque em pesquisas. A preocupação tende aumentar, pois a cada dia vemos mais estudos apontarem os danos à saúde e ao meio ambiente que essas substâncias xenobióticas (estranhas ao nosso organismo) podem causar.

    Os disruptores endócrinos (DEs) (endocrine disruptors chemicals, em inglês) são uma gama de substâncias químicas que interferem no sistema hormonal, alterando a forma natural de comunicação do sistema endócrino, causando distúrbios na vida selvagem e também na saúde do próprio homem.

    Como agem os disruptores endócrinos no organismo humano

    Os DEs atuam no organismo humano por meio de imitação dos hormônios naturais (como o estrógeno), dessa forma, ocorre um bloqueio da ação hormonal natural e uma alteração dos níveis de hormônios endógenos.

    Apesar de já existirem na natureza muitas substâncias similares, como os fitoestrógenos presentes na soja, os artificiais supõem um perigo muito maior que os compostos naturais, pois eles persistem no corpo durante anos, enquanto os estrógenos naturais podem ser eliminados em poucos dias.

    Nosso organismo é capaz de eliminar os estrógenos naturais por já estarmos adaptados a eles, mas muitos dos compostos artificiais resistem aos processos de excreção e se acumulam no organismo, submetendo humanos e animais a uma contaminação de baixo nível, mas de longa duração. Essa forma de exposição crônica por substâncias hormonais sintéticas não tem precedentes em nossa história evolutiva.

    Ocorrência e exposição aos disruptores endócrinos

    Os primeiros relatos de substâncias químicas que agiam como disruptoras endócrinas foram pelo uso do Dietilestilbestrol, um medicamento usado por mulheres entre os anos 50 e 70, o qual apresentou resultados desastrosos, como o câncer de vagina e infertilidade nas filhas nascidas de mães que o usaram, além de deformações irreversíveis do útero.

    Outros inúmeros prejuízos foram causados por pesticidas como o DDT, inicialmente considerado como “milagroso” pelo controle de pragas na lavoura, ele provocou vários problemas na saúde da população no mundo todo, inclusive no Brasil, principalmente na região de Cubatão.

    Atualmente, esses compostos sintéticos são originários de diferentes tipos de indústrias, destacadamente a química, e considerando que anualmente são lançadas novas substâncias no mercado sem o devido estudo prévio em relação aos efeitos nos organismos e no meio ambiente, estamos constantemente entrando em contato com novas substâncias que podem atuar como desreguladores hormonais.

    Além disso, outros produtos encontrados em casa também são fontes de DEs, como os produtos de higiene pessoal, cosméticos, aditivos alimentares e contaminantes. Para entendermos melhor, devemos conhecer alguns grupos de DEs mais comuns e com os quais entramos em contato todos os dias.

    Conheça melhor as substâncias químicas que funcionam como DEs

    Confira algumas matérias especiais da eCycle que explicam de forma mais detalhada como agem, onde são encontradas e como evitar algumas dessas substâncias. Confira:

    • Ftalatos
    • Bisfenol A
    • Parabenos
    • Chumbo
    • Triclosan
    • Benzeno
    • Tolueno

    Perigo em baixa doses

    Ainda não se sabe qual a quantidade necessária dessas substâncias para causar danos à saúde humana. Entretanto, estudos apontam que quantidades ínfimas já teriam a capacidade de serem perigosas.

    Ao longo dos últimos 10 anos, tem sido estabelecido que os disruptores endócrinos podem interagir e produzir efeitos aditivos, mesmo quando combinados em baixas doses, as quais individualmente não produziriam efeitos observáveis??.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) há indícios de que a exposição aos DEs ao longo do tempo aumentaram algumas doenças, como:

    • Reprodutivas / endócrinas: câncer de mama, câncer de próstata, endometriose, infertilidade, diabetes, obesidade.

    • Imunes / autoimunes: suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes.

    • Cardiopulmonares: asma, doenças cardíacas, hipertensão, infarto.

    • Cerebrais / nervosas: mal de Parkinson, mal de Alzheimer, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), dificuldades de aprendizado.

    Outro fator relacionado aos DEs é a obesidade. Acredita-se que a principal ação dos DE relacione-se à interferência na diferenciação do adipócito e nos mecanismos de homeostase do peso. No Brasil, as maiores prevalências de obesidade são encontradas nas regiões mais industrializadas do país, portanto, onde potencialmente ocorre maior exposição da população a DE.

    Embora haja alguns esforços, ainda conhecemos muito pouco sobre essas substâncias e, nos dias de hoje, existe uma infinidade de produtos químicos sintéticos que ainda não foram avaliados quanto à atividade de desregulação hormonal e muitos não são identificados pelo fabricante no produtos. Por conta disso, estamos olhando apenas a ponta do iceberg, ainda há perguntas a serem respondidas, como: quantos DEs existem? De onde eles vêm? Quais os seus efeitos a longo prazo? Quais seus mecanismos de ação? Todas essas perguntas precisam de respostas.

    Enquanto isso, temos que nos precaver e buscar novas informações para sabermos como evitar disruptores e outras substâncias nocivas. Fique atento às publicações da eCycle para saber sobre as principais novidades relacionadas à questão.


    A Lista Suja dos Doze Disruptores Endócrinos

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    Não tem fim os engodos que os disruptores endócrinos podem desempenhar sobre nossos corpos: aumentar a produção de certos hormônios; decrescer a produção de outros; imitá-los; tornar um hormônio noutro totalmente diferente; interferir com a sinalização hormonal; levar células a morte prematura; competir com nutrientes essenciais; conectar-se a hormônios essenciais; e também, acumular-se em órgãos que produzem hormônios. Aqui estão doze dos piores disruptores endócrinos, como realizam seus feitos sujos e algumas dicas de como evitá-los

    BPA (Bisphenol A – Bisfenol A)

    Alguém poderia dizer que imitação é a mais sincera forma de lisonja, mas gostaríamos realmente um químico utilizado em resinas plásticas imitando o estrogênio, hormônio sexual feminino, circulando em nosso corpo? Claro que não! Porém, infelizmente, este hormônio sintético pode enganar nosso corpo e levá-lo a crer que isto é realmente a coisa certa – e os resultados não serão nada agradáveis. O BPA vem sendo conectado a uma série de situações preocupantes: do câncer de mama a outros cânceres bem como problemas no aparelho reprodutivo, à obesidade, à puberdade precoce e doenças do coração. De acordo com testes governamentais, vem sendo conectados 93% dos norte americanos que apresentam BPA em seus organismos!

    Como evitá-lo?Procurar alimentos frescos em vez de enlatados – muitas latas possuam uma lâmina interna com o BPA – ou pesquisar quais companhias não estão usando o BPA ou químicos similares em seus produtos (nt.: infelizmente alguns industriais estão substituindo o BPA que ficou estigmatizado pelo BPS, da mesma família e muito pior! ver – http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/aditivos-plastificantes/produtos-bpa-free-ainda-contem-bisfenois-de-igual-toxicidade). Dizer não às notas fiscais e recibos de caixa de cartões, uma vez que os papéis de termo impressão vêm, muitas vezes, cobertos com uma camada de BPA (nt.: ver http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/aditivos-plastificantes/comunidade-de-new-york-primeira-a-banir-o-bpa-das-notas-fiscais). E evitem produtos plásticos marcados com a sigla “PC,” por ser policarbonato ou com o número que identifica a reciclagem nº #7. Nem todos os produtos plásticos contêm o BPA, mas muitos sim (nt.: importante saber que estas siglas e números surgiram de um movimento da sociedade civil consumidora nas décadas de setenta e oitenta e assim todas as resinas que na época serviam de embalagens, foram identificadas. Para as outras não embalagens como poliuretano, ABS, policarbonato, epóxi e outras, foi atribuído a todas o número 7. Quando o PC passou a ser embalagem não se criou um novo número e hoje quase tudo é número 7, porque tb estão junto as embalagens que têm resinas compostas, e não temos ideia se é policarbonato ou não!!! Irresponsabilidade do mercado e negligência dos consumidores e das organização da sociedade civil!!) – como é melhor prevenir do que remediar, rejeitar quando ficarmos representará termos alguma substância que age como hormônio sintético feminino em nosso organismo. Para mais dicas, checar: (nt.: em inglês) www.ewg.org/bpa/ (nt.: ou ver em português: http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/?s=bpa).

    Dioxina

    As dioxinas são multi-facetadas … mas não para um bom caminho! Elas se formam durante muitos processos industriais quando os elementos químicos cloro ou bromo são queimados na presença dos elementos químicos carbono e oxigênio (nt.: a indústria sempre justifica este envenenamento como uma ‘contaminação não intencional’ … ou seja, usar cloro e bromo não está ligado a nenhuma intencionalidade?). As dioxinas podem gerar disfunções nas delicadas vias de sinalização hormonal – masculina como feminina – que ocorre no nosso organismo. Esta é uma situação muito dramática! E esta é a razão: pesquisa recente mostrou que exposição a baixos níveis de dioxina no útero e nos momentos mais precoces na vida, podem ambas as exposições afetar a qualidade dos espermatozoides e mesmo no declínio de seu número em homens durante sua fase áurea de reprodução. Mas isso não é tudo! As dioxinas são extremamente persistentes, acumulam-se tanto nos organismos como na cadeia alimentar, são cancerígenos extremamente potentes e podem afetar os sistemas imunológico e reprodutivo (nt.: esta molécula é considerada a mais tóxica jamais gerada pela mão humana, apesar de querem dizer que se forma em queimadas e outras situações não industriais. Está conectada com o Agente Laranja da guerra do Vietnã e para saber mais sobre isso, ver o link: http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/aditivos-plastificantes/a-morte-em-ingelheim-2).

    Como evitá-las? É muito difícil, já que a liberação industrial contínua de dioxina significa que o fornecimento norte americano de alimentos está completamente contaminado. Produtos que incluem carne, peixe, leite, ovos e manteiga são mais susceptíveis de estarem contaminados (nt.: importante lembrar que as dioxinas fazem parte de uma família de 75 substâncias, todas lipossolúveis, ou seja, acumulam-se nas gorduras), mas se pode reduzir a exposição ao se comer menos produtos animais.

    Atrazina

    O que acontece quando dispersamos uma substância química altamente tóxica nos espaços naturais e simplesmente viramos as costas ao que fizemos? Somente uma coisa: a feminização dos sapos machos. Isso é inquestionável já que pesquisadores têm detectado que a exposição mesmo a baixos níveis do herbicida atrazina pode transformar sapos machos em fêmeas que inclusive produzem ovas completamente viáveis. O herbicida atrazina (nt.: vale a ressalva de que este veneno é constituído também com o elemento químico cloro o que faz ter a contaminação não intencional de dioxina, visto acima) é amplamente empregado na maioria da culturas de milho nos EUA e consequentemente ele é um contaminante generalizado na água tratada e potável em todo o país (nt.: conforme a Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas/MG, o Brasil usou em 2009, quase 130 mil toneladas de herbicidas, sendo que, como nos EUA, Argentina e outros produtores de grãos como o milho, a atrazina ocupou um dos primeiros lugares). A atrazina tem sido conectada a tumores de mama, retardamento da puberdade, inflamação da próstata em animais e algumas pesquisas têm relacionado este veneno a câncer de próstata em seres humanos (nt.: para se ter uma ideia da ação deste veneno e seus reflexos, ver os links: http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/?s=atrazina+).

    Como evitá-la? Comprando produtos orgânicos e tendo água de beber filtrada e certificada com a remoção da atrazina (nt.: produtos empregados em piscinas no Brasil e no mundo consta-se a presença de triazinas. Se esta molécula de atrazina é uma triazina, não será temerário usar este produto em piscinas onde as crianças brincam e acabam ingerindo esta água? ver, por exemplo: http://www.qclor.com.br/pastilhatricolo.php). Como auxílio para encontrar um bom filtro, ver o guia do EWG: www.ewg.org/report/ewgs-water-filter-buying-guide/

    Ftalatos

    Alguém sabia que há uma sinalização específica que programa as nossas células a morrerem? Isto é totalmente normal e saudável para as 50 bilhões de células em nosso corpo, morrerem todos os dias! Mas estudos têm mostrado que os químicos chamados ftalatos podem provocar o que se chama cientificamente como “sinalização de indução à morte” em células testiculares, fazendo-as morrer mais cedo do que aconteceria. Sim, há morte celular – em todas as partes do corpo do homem. Se isso ainda não é suficiente, estudos estão conectando os ftalatos a alterações hormonais, menores números de espermatozoides, sua menor mobilidade, defeitos congênitos no sistema reprodutivo masculino, obesidade, diabetes e irregularidades da tireoide (nt.: ver – http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/?s=ftalato).

    Como evitá-los? Uma boa maneira de começar este processo é evitando os recipientes plásticos para alimentos, os brinquedos infantis (alguns ftalatos já foram banidos em produtos infantis) e em filmes plásticos feitos de PVC, que levam o número #3 para reciclagem. Alguns produtos de cuidado pessoal também contêm ftalatos, assim ler os rótulos e evitar simplesmente produtos que estejam listados com a expressão “fragrância”, já que a existência deste termo significa a presença de ftalato oculto. Para encontrar produtos de cuidado pessoal livres de ftalato, ver o material do EWG ‘Skin Deep Database’: www.ewg.org/skindeep/

    Perclorato

    Quem precisa de alimentos ‘pincelados’ com combustível de foguetes espaciais?! Exatamente, perclorato um componente dos combustíveis de foguetes, contamina muito do leite e outros produtos nos EUA, de acordo com os dados de testes do EWG e do próprio governo. Quando ingerimos, de alguma forma o perclorato, ele compete com o nutriente iodo que a glândula tireoide necessita para produzir seus hormônios. Basicamente, isso significa que se ingerirmos muito desta substância poderemos acabar com nosso equilíbrio dos hormônios da tireoide. Isto é importante porque são estes hormônios que regulam o metabolismo nos adultos e são essenciais para bom desenvolvimento do cérebro e de órgãos nos bebês e nas crianças na tenra idade.

    Como evitá-lo? Podemos reduz a ingestão de água contaminada pela instalação de filtro de osmose reversa. (Pode-se ter uma ajuda na consulta ao link: www.ewg.org/report/ewgs-water-filter-buying-guide). Assim como para os alimentos, é muito impossível evitarmos o perclorato, mas podemos reduzir seus efeitos potenciais sobre nossa saúde se tivermos certeza de que estamos ingerindo suficiente iodo em nossa dieta. Ingerirmos sal iodado é um bom caminho.

    Retardador de Chamas

    O que o leite materno e os polares têm em comum? Em 1999, cientistas suecos estudando o leite materno descobriram algo totalmente inusitado: o leite continha o disruptor endócrino detectado em retardadores de chama e em níveis que vinham duplicando a cada cinco anos, desde 1972! Estes químicos incrivelmente persistentes, conhecidos como éteres difenilos polibromado ou pela sigla em inglês PBDEs, têm sido detectados contaminando pessoas e a vida selvagem em todo o planeta – incluindo os ursos polares. Podem imitar os hormônios da tireoide em nosso organismo, gerando disfunções em suas atividades. Podem assim levar ao abaixamento do QI entre outros efeitos de saúde significativos. Enquanto muitos tipo de PBDEs vem sendo tirados do mercado, não significando no entanto que os retardadores de chama tóxicos tenham sido eliminados. Os PBDEs são incrivelmente persistentes, representando de que irão continuar contaminando todos os seres, humanos e no mundo natural pelas próximas décadas.

    Como evitá-los? É praticamente impossível, mas sendo aprovadas melhores leis sobre substâncias químicas que exijam que estas moléculas sejam realmente testadas antes de serem colocadas no mercado poderá então reduzir nossa exposição. As poucas coisas que se pode fazer neste meio tempo, incluem: usar aspiradores de pó com o filtro HEPA (nt.: em inglês ‘High Efficiency Particulate Air’), o que pode diminuir a presença da carga de poeiras tóxicas (nt.: estas poeiras são originárias dos materiais tipo computador, móveis, tecidos sintéticos, carrinhos de bebê e todos os outros que sejam feitos de moléculas artificiais de fonte de alta combustão como é o petróleo); evitar estofamento de móveis feitos de espuma; tomar cuidado quando substituir velhos carpetes (a forração sob o carpete pode conter PBDEs). Encontrar mais dicas n o: www.ewg.org/pbdefree/.

    Chumbo

    Podemos gostar ou não de música ‘heavy metal’, mas o chumbo é um metal pesado que precisamos evitar. É bem conhecido que o chumbo é tóxico, especialmente para crianças. O chumbo danifica quase todos os sistemas orgânicos nos organismos e tem sido conectado a uma crescente variedade de efeitos sobre a saúde, incluindo danos permanentes ao cérebro, diminuição do QI, perda da audição, aborto, nascimento precoce, aumento da pressão arterial, danos aos rins e problemas no sistema nervoso. No entanto, poucas pessoas percebem que uma outra maneira que o chumbo pode afetar nosso corpo é pela disfunção hormonal. Em animais, o chumbo foi detectado, diminuindo os níveis dos hormônios sexuais. Pesquisa mostrou que o chumbo pode desregular a sinalização hormonal que regula o maior sistema de estresse do organismo (chamado de eixo HPA- Hipotálamo, Hipófise – ou Pituitária: por isso o P – e Adrenal). Temos muito mais estresse em nossa vida do que, provavelmente, desejaríamos, então a última coisa que necessitamos, é algo que torne mais difícil para o nosso corpo lidar com isso – especialmente quando este sistema que está envolvido com pressão alta, diabetes, ansiedade e depressão.

    Como evitá-lo? Manter a casa limpa e bem conservada. Descascar velhas pinturas é a maior fonte de exposição a chumbo, fazer este processo com cuidado. Uma boa água filtrada pode também reduzir nossa exposição ao chumbo na água encanada. (Checar o guia: www.ewg.org/report/ewgs-water-filter-buying-guide/ para auxílio na busca de um filtro.) E se precisarmos de uma outra razão para comer melhor, estudos têm mostrado também que crianças com dietas saudáveis absorvem menos chumbo.

    Arsênico

    Arsênico não é mais só para assassinatos misteriosos. De fato, este elemento tóxico está oculto em nosso alimento e na água tratada. Se ingerirmos o bastante dele, nos matará sem dúvida. Em pequenas quantidades, ele pode causar câncer de pele, de bexiga ou pulmão. Basicamente, são más notícias. É um situação bem menos conhecida: o arsênico bagunça nossos hormônios! Especificamente, pode interferir com o funcionamento normal dos hormônios no sistema glucocorticóide que regula como nosso corpo processa os açúcares e os carboidratos. O que isso significa para nós? Bem, desregulando este sistema, estaremos conectando com perda e ganho de peso, perda de proteína, imunossupressão, resistência à insulina (que pode levar à diabetes), osteoporose, retardamento do crescimento e pressão arterial alta.

    Como evitá-lo? Reduzir a exposição pelo uso de água filtrada que baixa os níveis de arsênico. Para auxiliar a busca de um bom filtro, checar: www.ewg.org/report/ewgs-water-filter-buying-guide/

    Mercúrio

    Cuidado: este ‘sushi’ que estamos comendo poderá ser prejudicial à nossa saúde! O mercúrio, uma ocorrência natural, mas é um metal tóxico, chegando tanto no ar como nos oceanos primeiramente através da queima do carvão. Por fim, ele pode terminar no nosso prato de comida em razão da contaminação dos frutos do mar com mercúrio. Mulheres grávidas estão sob o maior risco pelos efeitos tóxicos do mercúrio, já que o metal é conhecido por se concentrar no cérebro fetal, podendo interferir no seu desenvolvimento. Ele também é conhecido por se ligar diretamente a um hormônio particular que regula os ciclos menstrual e de ovulação das mulheres, ao interferir na sinalização normal de suas rotas. Em outras palavras, os hormônios não trabalham bem quando têm mercúrio preso a eles! Ele também pode desempenhar um papel na diabetes, já que ele demonstra danificar células no pâncreas que produzem insulina que é crítico para a habilidade do organismo para metabolizar açúcares. Como evitá-lo? Para as pessoas que ainda querem comer frutos do mar (sustentáveis) com boa quantidade de gorduras saudáveis, mas sem nenhum traço de mercúrio tóxico, salmão selvagem e trutas de criatórios, são boas escolhas.

    Químicos Perfluorados (sigla em inglês – PFCs/Perfluorinated chemicals)

    Os químicos perfluorados usados para se fazer panelas antiaderentes podem, na verdade, aderir a nós. Estas substâncias químicas estão tão dispersas e são tão extraordinariamente persistentes que 99% dos norte americanos têm estas moléculas em seus corpos. Um composto excepcionalmente notório que tem a sigla de PFOA vem se mostrando ser “completamente resistente à biodegradação”. Ou seja, o PFOA não se decomporá nos ecossistemas – jamais. Isso significa que mesmo que esta molécula seja banida depois de décadas de uso, ela irá permanecer no corpo das pessoas por incontáveis gerações que virão. Isso é preocupante, em função de que a exposição ao PFOA está conectada à diminuição na contagem de espermatozoides, baixo peso ao nascer, doenças nos rins e na tireoide e alto colesterol, entre outros fatos que envolvem a saúde. Cientistas estão ainda descobrindo como o PFOA afeta o organismo humano, mas estudos com animais têm detectado que ele pode afetar os níveis de hormônios sexuais e da tireoide.

    Como evitá-los? Rejeitar panelas antiaderentes bem como todas as molécula utilizadas como películas antimanchas, anti-umidade etc., em roupas, móveis e carpetes (nt.: quem quiser aprofundar, ver: http://www.nossofuturoroubado.com.br/old/05te%20pfc.htm e http://www.nossofuturoroubado.com.br/old/05te%20atlas.htm).
    Agrotóxicos Organofosforados.

    Os compostos neurotóxicos organofosforados que os nazistas produziram em imensas quantidades como arma química de guerra, durante a II Guerra Mundial não foram, felizmente, nunca usadas. Mas, depois que a guerra terminou, os cientistas norte americanos passaram a usar a mesma ciência química para desenvolverem uma grande linha de agrotóxicos que tinham como alvo o sistema nervoso dos insetos. Apesar de muitos estudos conectarem a exposição aos organofosforados a efeitos do desenvolvimento cerebral, comportamento e fertilidade, eles estão entre os agrotóxicos mais comumente utilizados nos dias de hoje. Algumas das muitas maneiras que os organofosforados podem afetar o corpo humano incluem a interferência com a maneira como a testosterona se comunica com as células, a diminuição da própria testosterona e a alteração dos níveis de hormônios da tireoide.

    Como evitá-los? Pela compra de produtos orgânicos e o uso do guia do EWG “Shopper’s Guide to Pesticides in Produce“, que pode auxiliar a encontrar frutas e verduras que apresentam os menores volumes de resíduos de agrotóxicos. Ver: www.ewg.org/foodnews/(nt.: ver: http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/aditivos-plastificantes/quais-substancias-sinteticas-estao-nos-fazendo-obesos).

    Éteres de Glicol

    Testículos recolhidos: Temos agora toda a tua atenção? Isso é uma coisa que pode acontecer a ratos expostos a estas substâncias químicas chamadas éteres de glicol que são solventes comuns em tintas, produtos de limpeza, fluídos de freios e cosméticos. Preocupado? Pois, deveria estar. A União Europeia diz que alguns destes químicos “podem danificar a fertilidade ou a criança não nascida”. Estudos com pintores conectaram a exposição a certos éteres de glicol à anormalidades sanguíneas e baixa contagem de espermatozoides. E crianças que foram expostas a éteres de glicol das tintas de seus quartos tinham substancialmente mais asma e alergias (nt.: ver, pelo menos, estes links: http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/?s=nonilfenol; http://www.nossofuturoroubado.com.br/old/0807%20nonilfenol%20etoxilado.html e http://www.nossofuturoroubado.com.br/portal/aditivos-plastificantes/topicos-especiais-bisfenol-a-bpa-por-ana-soto-2).
    Como evitá-los? Começar checando o guia do EWG “Guide to Healthy Cleaning” (www.ewg.org/guides/cleaners/) e evitar produtos com ingredientes tais como 2-butoxietanol (EGBE) e methoxidiglicol (DEGME).

    PARTE 2

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