Emulsificantes e risco de colite e doença metabólica

    emulve4aEmulsificantes, utilizados na maioria dos alimentos processados para proporcionar textura e aumentar a vida de prateleira, podem alteração a composição e localização da microbiota intestinal para induzir inflamação intestinal que promove o desenvolvimento de doença inflamatória intestinal e doença metabólica, diz novo estudo. Os pesquisadores alimentaram ratos com 2 tipos comuns de emulsificantes, polissorbato ...

    80 e carboximetilcelulose, em doses para reproduzir o amplo consumo de diversos emulsificantes que são incorporados em quase todos os alimentos processados. Verificou-se que o consumo de emulsificantes modificou a composição da microbiota intestinal de maneira a torná-la mais pró-inflamatória. A microbiota alterada apresentou aumento da capacidade de digerir e infiltrar a camada mucosa que recobre o intestino, a qual é, normalmente, desprovida de bactérias. A alteração das espécies de bactérias resultou maior expressão de flagelina e lipopolissacarídeo pelas bactérias, os quais podem ativar a expressão de genes pró-inflamatórios pelo sistema imune. Tais modificações desencadearam colite crônica em ratos geneticamente predispostos à doença, devido a alteração do sistema imune. Em contraste, nos ratos com sistema imune normal, os emulsificantes induziram à inflamação de grau baixo ou leve e doença metabólica, caracterizada por aumento do consumo de alimentos, obesidade, hiperglicemia e resistência à insulina.

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    O que são ingredientes como umidificante e emulsificante?

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    19/08/2016 - Eles são aditivos alimentares, substâncias químicas naturais ou sintéticas que são misturadas aos alimentos industrializados para conservá-los ou conferir aos produtos características como sabor, aparência e consistência. A história dos aditivos nasce na Pré-História, quando o homem percebeu que o sal e o açúcar, por exemplo, não deixavam a carne estragar. Mas a importância deles cresce pra valer no início do século 19, quando o francês Nicolas Appert inventa a conserva. Ele descobriu que colocar os alimentos em líquidos, guardá-los em vidros bem fechados e depois ferver o conteúdo em banho-maria prolongava a vida do rango.

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    Isso abriu as portas para a indústria de alimentos, que a partir daí não parou de inventar e desenvolver novos aditivos, não mais apenas para conservar os alimentos, mas para praticamente qualquer coisa. Os umidificantes, por exemplo, conservam a umidade da comida, e os emulsificantes mantêm água e gordura em uma mistura homogênea. Apesar de suas utilidades, os aditivos também têm desvantagens. “A longo prazo, aditivos em excesso podem aumentar o risco de diferentes problemas de saúde”, diz o nutricionista Welliton Popolim, de São Paulo. Os males podem ir de uma simples alergia ao câncer, dependendo do aditivo. Por isso, há concentrações máximas para cada um deles nos alimentos, reguladas pela Vigilância Sanitária.


    Emulsificantes, comuns em alimentos processados, estão danificando seu estômago

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    Aumentou em anos recentes o número de pessoas com estes males. A síndrome metabólica não é uma doença, mas um grupo de fatores de risco que inclui obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares como ataques do coração e AVCs. A doença estomacal inflamatória se refere a colite ulcerativa e doença de Chrohn, que atinge o intestino e causa dores abdominais, diarreia, febre e perda de peso. Estes males são associados a mudanças nos micróbios de estômago e intestino, e afetam a digestão. Pesquisadores andavam surpresos com o aumento de sua incidência.

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    Andrew Gewirtz, professor de biologia da Universidade Estadual da Georgia, entendeu que isto não poderia estar totalmente associado a genética, uma vez que, no caso dos humanos, ela não mudou tanto em anos recentes. Sobraram os elementos externos. O professor e seus colegas começaram a estudar os aditivos comuns atualmente em alimentos processados e embalados.

    O resultado, um estudo publicado na Nature semana passada, sugere que emulsificantes são os responsáveis pelos danos digestivos. Podemos conhecê-los nos rótulos dos alimentos como carragena, lecitina, polisorbato 80, poligliceróis e goma xantana, entre outros. São adicionados aos alimentos para que durem mais nas prateleiras, melhorem sua textura e impeçam que os ingredientes se separem. Todos são aprovados mundialmente pelas autoridades de saúde.

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    Os pesquisadores alimentaram ratos com emulsificantes mais comuns – polisorbato 80 e carboximetilcelulose – em doses comparáveis às ingeridas por humanos. O que viram foi a transformação dos micróbios do sistema digestivo – são 100 trilhões deles dentro do trato intestinal. Estas mudanças não apenas aumentaram a chance de ocorrência de doenças relacionadas à obesidade, mas ainda de doença inflamatória.

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    Depois de digerirem os emulsificantes, os ratos sofreram distorção em seus níveis de glicose no sangue, inflamação da camada mucosa intestinal e ganharam mais peso, concentrado especialmente no abdômen. Outro estudo, da Universidade de Michigan, descobriu que comidas processadas viciam e fazem pessoas se alimentarem em excesso. O cérebro reage a elas de forma parecida com que reage a drogas pesadas, informa o Medical Daily.

    Fonte: Science DailyNews
               http://mundoestranho.abril.com.br
               http://planetasustentavel.abril.com.br

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