Imagine, por um instante, uma manhã tranquila na floresta amazônica. O som dos pássaros misturado ao farfalhar das folhas. Uma aldeia simples, cercada por árvores gigantescas e rios cristalinos. As crianças correndo descalças, os idosos entrelaçando histórias ancestrais e as mulheres preparando mandioca. Agora imagine tudo isso sendo destruído em minutos, por mãos estranhas, armadas e sedentas por ouro.
Imagine esta cena: João, de 6 anos, sentado à mesa do restaurante, começa a fazer manha. Ele quer o celular da mãe para se distrair enquanto espera o almoço chegar. Maria, aos 4 anos, está no meio de uma loja de brinquedos, rolando no chão porque o pai não comprou a boneca que ela viu na vitrine.
Muitos acreditaram que as leis de Darwin tinham feito justamente isso. Alegavam que a seleção natural explicava e justificava impecavelmente a expansão global da grande raça britânica. Prof James Moore, Instituto Durham de Estudos Avançados: "A vida favores cuma hierarquia de espcialistas. Encontramos isso no mundo vegetal e animal. Há insetos acima de insetos acima de insetos, cada um sobrevivento a custa do outro. Cada um preenchendo um nicho que o outro nao pode ocupar. As pessoas, dizia Darwin, são do mesmo jeito. Elas são organismos expansivos. Em outras palavras, os ingleses são como outros organismos, são bem sucedidos porque são bons em se expandir."
Das dunas do deserto da Namíbia, na África, um segredo terrível está começando a emergir. Estes restos mortais são das primeiras vítimas do primeiro campo de extermínio do mundo. Um lugar onde os africanos foram exterminados pelo exército alemão, 30 anos antes de os nazistas chegarem ao poder. Estes restos mortais estão esquecidos nessas dunas a mais de 100 anos. Mas este lugar terrível não é o único. Espalhados pelo mundo, existem locais de massacres e genocídios do imperilialismo onde milhões morreram num episódio da história colonial que a europa sempre prefere esquecer. Essas pessoas foram vítimas da verdade por trás do mito do fardo do homem branco.