Vou te falar uma coisa: a gente cresce ouvindo que “Hércules” é sinônimo de força bruta, um brutamontes que resolve tudo no muque. Só que a real, nua e crua, é muito mais cabeluda. A história dos 12 trabalhos não é um manual de como ser um herói musculoso; é um tratado sangrento, astuto e, por vezes, ridículo sobre como lidar com a culpa. Não tem maquiagem aqui. Se você acha que vai ler sobre um cara perfeito, pode parar agora. A gente vai mergulhar na lama dos estábulos, no sangue da hidra e na loucura de um homem que foi usado como peão num xadrez divino. A jornada de Hércules não começa com um chamado nobre, começa com um crime brutal.