O homem baixou a cabeça, fechou os olhos por um segundo e ouviu o estalo das algemas abafado pelo ruído de um motor. Não era um motor qualquer. Era o motor de uma moto que acabara de roncar com uma fúria incomum, alimentada por um líquido transparente que ninguém ali sabia exatamente explicar o que era. A cena, que mais parecia o prelúdio de um filme de ficção científica B, aconteceu num galpão poeirento de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, numa quinta-feira gelada de julho de 2016.